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domingo, 5 de julho de 2026

Michelle Bolsonaro responde críticas por elogiar iniciativa de Lula: ‘acima de ideologia’.

 
Equipe CartaCapital

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rebateu, neste sábado 4, as críticas que recebeu por elogiar a iniciativa do governo Lula (PT) de criar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, apresentada pelo Ministério da Educação.“Sempre fui uma defensora das pessoas com deficiência. Essa é a pauta do meu coração e ela está acima de qualquer ideologia ou partido”, afirmou Michelle, que ainda disse que a iniciativa foi concebida quando seu marido, Jair Bolsonaro (PL), era presidente.“A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos — lançada hoje — foi elaborada e apresentada em nosso governo, fruto do nosso carinho e cuidado para com a Comunidade Surda. Infelizmente, uma ação judicial atrasou a tramitação e não foi possível entregá-la antes do fim do nosso governo”, declarou em suas redes sociais. 

Os ataques que Michelle recebeu da própria direita por elogiar a iniciativa acontecem em meio à crise de Michelle com seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na corrida presidencial. Na semana passada, ela publicou um vídeo no qual afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa com o senador.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima.

 

Investigações da PF sobre os bancos Master, de Daniel Vorcaro, e Digimais, de Edir Macedo, desnudam os efeitos de uma agenda neoliberal nos governos Temer e Bolsonaro que Flávio Bolsonaro quer reproduzir se vencer a eleição.

Por: Plínio Teodoro 

O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Michel Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal.

Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais. O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro? A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Governo Temer: a origem.
A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs). À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais. A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito. Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor.

Bolsonaro: o financismo como política de Estado.
Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado. Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro. Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão. A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento. O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance. O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou. Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado.

“Terceirização” e Farra no mercado financeiro.
Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo. A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente. Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível. As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaça no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná. O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização. A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais, em 2020.

O caso Master.
É nesse contexto que o Banco Master se torna símbolo da nova era financeira brasileira. Sob o comando de Daniel Vorcaro, a instituição viveu uma expansão meteórica justamente durante o período em que Roberto Campos Neto conduzia a agenda de abertura do setor. O banco ampliou operações, passou a ocupar espaço crescente no mercado de capitais e construiu uma rede complexa de fundos, empresas e ativos financeiros que chamava atenção pela velocidade de crescimento. Agora, a PF investiga suspeitas envolvendo operações estruturadas, movimentação de ativos, créditos de difícil recuperação e mecanismos financeiros que, segundo as apurações, podem ter servido para ocultar a origem de recursos e mascarar operações patrimoniais. Relatórios de inteligência financeira analisados pelos investigadores também apontam suspeitas de conexões entre estruturas examinadas na operação e recursos associados a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

O aspecto mais perturbador do caso não é apenas o volume dos recursos investigados. É o fato de que o crescimento ocorreu dentro do sistema financeiro formal, sob supervisão estatal, em um ambiente que celebrava justamente a capacidade dessas instituições de desafiar os grandes bancos tradicionais.

Digimais: o novo Master.
O Digimais surge agora como um novo capítulo dessa história. Ligado ao grupo empresarial de Edir Macedo, que comanda o Republicanos de Tarcísio Gomes de Freitas e um dos principais apoiadores de Bolsonaro durante seu governo, o banco digital prosperou no mesmo ciclo de expansão das fintechs e das instituições financeiras digitais. Na operação da terça-feira (23), a PF investiga suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. O modus operandi é semelhante ao do Master, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI. Além disso, o banco presidido pelo bispo João Urbaneja, braço direito de Macedo, lucrou com empréstimos consignados a servidores, como os policiais militares de São Paulo estimulados pelo governo Tarcísio a se endividarem com o banco ligado à Igreja Universal, que também promove cultos para dar “assistência espiritual” aos PMs. As apurações ainda estão em estágio inicial, mas o simples fato de mais uma instituição criada e fortalecida nesse ambiente regulatório aparecer no radar das autoridades amplia os questionamentos sobre a eficácia do modelo adotado entre 2019 e 2024.

Um modelo estruturado para crimes no sistema financeiro.
Não se trata de atribuir a Paulo Guedes ou Roberto Campos Neto responsabilidade por eventuais irregularidades investigadas pela Polícia Federal. A questão é mais profunda. Foi sob a condução deles que o Brasil trocou um sistema concentrado, fortemente supervisionado e dominado por poucos bancos por um ecossistema financeiro pulverizado, interligado e orientado pela lógica da expansão acelerada.
 
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Richard Gere, Trump e Bolsonaro: O desabafo do ator que serve de alerta ao Brasil.


Em forte depoimento no Oslo Freedom Forum, o ator Richard Gere lamentou não ter feito mais para impedir a vitória de Donald Trump, deixando uma lição crucial para o Brasil não repetir o erro com o clã Bolsonaro.
Por: Antonio Mello

Num depoimento durante o Oslo Freedom Forum, conferência Global sobre direitos humanos e democracia, o ator Richard Gere, mundialmente famoso por Pretty Woman, falou sobre o desmonte que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez nos programas sociais e nas realizações democráticas do governo do país. Gere faz também uma autocrítica que serve também para nós aqui no Brasil. O ator se questiona, diz que deveria ter feito mais para impedir que Trump viesse a ser presidente novamente.

É uma reflexão que vale para nós aqui no Brasil, que também permitimos a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e agora somos ameaçados com a candidatura de seu filho Flávio à eleição presidencial deste ano. A reflexão de Richard vale para nós: o quanto não nos esforçamos mais para impedir a eleição de Jair Bolsonaro, quando não fomos mais às ruas, às redes, o quanto não comunicamos mais com os nossos amigos, colegas, informando do perigo da eleição de Jair Bolsonaro naquele 2018. Não podemos cometer o mesmo erro com seu filho Flávio Bolsonaro agora em 2026.

Richard Gere não tem essa oportunidade mais. Donald Trump foi reeleito. Mas nós temos essa chance, não podemos cometer o mesmo erro novamente de não darmos tudo de nós para impedir a vitória de uma candidatura que levará o país ao caos, que vai destruir o que resta dos direitos e garantias trabalhistas, que vai entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, vai privatizar Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil… porque destruir o que foi construído ao longo do tempo é fácil. Vimos isso nos governos Temer e Bolsonaro. Por isso vale, e muito, a reflexão de Richard Gere.

    Estamos vivendo o momento mais sombrio que já presenciei neste planeta. Quem imaginaria que os Estados Unidos chegariam a esse ponto? Quem imaginaria que um maníaco como esse seria presidente dos Estados Unidos? E desmantelaria, espera, espera, não, não.

    Isso é algo que precisamos realmente discutir. [Ele poderia]Desmantelar todas as coisas boas. Os Estados Unidos nunca foram um lugar perfeito, mas têm um ideal de perfeição para o qual caminham, e sempre caminharam, e se autocorrigem.

    No primeiro dia, esse cara desmantelou quase tudo de bom que havia no governo e no povo americano. Como isso é possível? Porque fomos dormir, espera, espera. Fomos dormir. Não nos importamos. Não votamos.

    Não demos ouvidos de verdade. É claro que eu não votei nesse cara, mas não me esforcei o suficiente para convencer as pessoas ao meu redor, próximas e distantes, de que era uma loucura eleger essa pessoa como presidente dos Estados Unidos. Então, todos nós temos que assumir a responsabilidade por isso.

    Mas como foi rápido, em questão de semanas, ele desmantelou a América. Veja como nosso mundo pode ser tirado de nós tão rapidamente. Se cochilarmos.

    E precisamos estar atentos aos sinais. Precisamos estar atentos a esses sinais. Essa ditadura dos monstros.

    Como tudo acontece rápido. Precisamos estar vigilantes. Não podemos ficar de braços cruzados e pensar: “Ah, a vida é boa”.


    Estou bem. Sabe, tenho comida. Tenho dinheiro.
    Tenho minha casa. Tenho outro carro. Estou pensando nisso.
    Estou bem. Eu sei que ele é uma pessoa ruim, mas tudo bem.”


    Mas não está tudo bem. Não está tudo bem. Nunca está tudo bem.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump revela que quer interferir na eleição brasileira.


Presidente dos EUA compartilhou artigo que o Brasil "é o próximo".
 
Por: Yuri Ferreira 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na terça-feira (23) um artigo do site americano Newsmax que apresenta a eleição presidencial brasileira de 2026 como a próxima a ter interferência da extrema direita depois dos resultados eleitorais preliminares favoráveis à Abelardo de la Espriella na Colômbia. A publicação foi reproduzida por Trump em sua rede social, a Truth Social. No texto, o Brasil é descrito como a principal potência política da região e a próxima disputa de grande relevância no hemisfério. O artigo afirma que, após vitórias de forças políticas alinhadas à direita em outros países latino-americanos, a eleição brasileira poderá redefinir o cenário político regional.

Segundo a análise assinada pelo jornalista John Gizzi, ainda haveria quatro grandes desafios para Trump na região: Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. O texto afirma que “a eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”. O artigo também sustenta que Trump acumula “oito vitórias em sete anos” na América Latina, mencionando mudanças de governo em países como El Salvador, Argentina, Equador, Honduras, Bolívia, Chile, Peru e, mais recentemente, Colômbia. A publicação argumenta que uma eventual mudança política no Brasil alteraria significativamente o mapa político da região. A repercussão ocorre poucos dias após Trump fazer comentários sobre a situação política brasileira em entrevista ao site Axios. Na ocasião, o presidente norte-americano declarou que observou o cenário do país e comentou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou Trump.

Na semana passada, o republicano também declarou que o Brasil se tornou um ambiente “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”, após participar da cúpula do G7. As declarações foram dadas em resposta a perguntas sobre contatos mantidos com Lula durante o encontro realizado na França.

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Comissão apura obra de saneamento abandonada em Guarapari (ES).


DA REDAÇÃO

A Comissão de Saúde recebeu, nesta terça-feira (23), equipe da Cesan e representantes da comunidade para falar sobre a situação de obras de saneamento no bairro Condados de Meaípe, em Guarapari. A agenda se refere a denúncias de abandono das obras referentes à complementação do sistema de esgotamento sanitário pela empresa contratada para o serviço. Vale lembrar que, em março, a Comissão de Saúde fez visita técnica em bairros de Guarapari e passou pelo bairro Condados de Meaípe. Segundo o deputado Zé Preto (Podemos), solicitante da reunião, a empresa abandonou a obra sem justificativa. “Essa empresa pegou um serviço público para fazer e simplesmente não entregou. Nós precisamos de uma resposta. E mais: a empresa tem que ser banida de novos contratos públicos”, afirmou o parlamentar.

O presidente do colegiado, deputado Dr. Bruno Resende (União), disse que o colegiado está acompanhando o caso. “Nós fizemos contato com a empresa Terral Construtora, que é a contratada para executar essa obra. Não tivemos resposta até o momento. Nós estamos falando de saneamento básico, que é uma coisa tão primária no dia a dia da comunidade”, disse Dr. Bruno.

Cesan.
A gerente de obras da Cesan, Amanda Bragatto, explicou a atual situação do contrato e do serviço: “O contrato com essa empresa está vigente. E realmente a empresa contratada desmobilizou o canteiro de obras, porém, não houve o rompimento do contrato. Essa empresa não é do Espírito Santo. Há divergência contratual para lidar e também nós precisamos fazer uma alteração no projeto, que já está em andamento dentro da Cesan. Mas isso leva em torno de 60 dias, E temos um processo administrativo aberto para apurar a responsabilidade dessa desmobilização do canteiro de obras”, disse a gerente.

Questionada sobre a parte financeira do contrato, a gerente explicou que a empresa executou 40% do contrato, mas não há valores pendentes. “A empresa não tem valor retido. O que foi feito até o momento, foi pago. Serviços que não foram entregues por completo, não foram pagos”, garantiu.

Cobrança.
A reunião também contou com a presença do deputado Fábio Duarte (PDT), que cobrou uma posição mais firme da Cesan junto à contratada. “A população de Guarapari não pode ficar refém de uma empresa que não cumpre o contrato. O tempo vai passando e a população vai ficando à mercê desses problemas. A Cesan precisa ter uma posição mais firme e buscar juridicamente o que é possível fazer e até romper esse contrato, se for o caso”, pontuou. Representando a comunidade, o morador Domingos Maciel relatou que a parte da obra que foi entregue também apresenta problemas. “A Cesan é a responsável por essa obra e nós queremos uma solução. O descaso é grande. A obra está abandonada e a verdade é que o pouco que foi feito é de péssima qualidade. O bairro está cheio de valas e buracos, o asfalto mal feito, cheio de relevos, fora os alagamentos. Está um caos”, contou.

A Comissão de Saúde cobrou uma atitude mais enérgica do poder público. “A Cesan está querendo resolver de um jeito muito calmo e amigável. Infelizmente, nesse ponto do problema, não tem como ser por essa via. Não tem como aceitar isso e ficar esperando a revisão do projeto e revisão contratual, que segundo a Cesan pode levar pelo menos 60 dias. Então, a comissão vai agir via Ministério Público e dar uma resposta a essa comunidade”, disse o deputado Zé Preto.

“É um descaso com a população. Se tudo isso acontecesse na frente da casa de qualquer autoridade que está aqui, já estaria resolvido. Então, nós vamos notificar o Ministério Público estadual e municipal para resolver o problema, ou pelo rompimento desse contrato, ou por meio dessa empresa fazendo o que tem que ser feito. Mas tem que ter uma solução!”, finalizou o presidente Dr. Bruno.

Fonte: POLÍTICA ES
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terça-feira, 23 de junho de 2026

PF faz operação em banco de bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões.

Investigadores tiveram acesso a relatórios do 
Banco Central que apontaram irregularidades.

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um complexo esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão de instituição financeira Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo. Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.

Durante as investigações, a Polícia Federal teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. As apurações indicam que o esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. A prática teria permitido ainda a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais.

Também são investigadas operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A CNN busca contato com o banco Digimais.

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domingo, 21 de junho de 2026

Os dois motivos que mais irritaram Lula sobre o envolvimento de Jaques Wagner no caso Master.

 
Por: Bela Megale

Auxiliares de Lula relataram que o presidente ficou muito irritado com o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Banco Master. Um dos motivos é que Wagner tinha assegurado a Lula que não havia nada que o comprometesse em relação ao grupo de Daniel Vorcaro. A investigação da Polícia Federal, no entanto, mostrou o oposto. O segundo foco de irritação do presidente foi a entrevista concedida pelo senador à Bandnews, na qual falou, sem autorização prévia, do telefonema que recebeu de Lula após ser alvo da Polícia Federal. Além disso, o parlamentar afirmou que não sairia da liderança de governo, a menos que o presidente determinasse, gerando constrangimento ao chefe do Executivo. A avaliação é que não há clima para a permanência de Wagner na liderança pela fragilidade de suas explicações para rebater as acusações do inquérito policial.

Na operação deflagrada na quinta-feira (18), a PF afirma que o senador teria recebido benefícios, como um apartamento de R$ 2,45 milhões por ter atuado a favor do banco Master. Na entrevista, Jaques Wagner admitiu ter pedido para Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, comprar o apartamento, sob a condição de que ele recompraria o imóvel posteriormente. A PF aponta outras regalias recebidas pelo senador, como uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show da cantora Taylor Swift, em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima, segundo a investigação.

Na segunda-feira, Wagner se reunirá com Lula. Petistas e uma ala do governo trabalham para que ele peça para sair da liderança. 

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Redes de cinema rejeitam filme sobre Bolsonaro antes mesmo da estreia.

 
Publicado por
Diário do Centro do Mundo -

A cinebiografia “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta resistência das principais redes de cinema do país antes mesmo de sua estreia. Segundo informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, no Globo, exibidores demonstram pouco interesse em incluir o longa em suas programações. Entre os motivos apontados está a expectativa de baixo desempenho comercial. Executivos do setor avaliam que o filme pode registrar procura limitada do público, o que reduziria o interesse das redes em reservar salas para a produção.

Outro fator que pesa na decisão é a preocupação com possíveis conflitos envolvendo grupos com posições políticas divergentes. Exibidores temem que a exibição do filme possa provocar tensões entre apoiadores e críticos de Bolsonaro em áreas de circulação dos cinemas. O longa tem como protagonista o ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”. Na produção, ele assume o papel do ex-presidente brasileiro em uma narrativa baseada em sua trajetória política.

A resistência ocorre em um momento em que o mercado cinematográfico busca recuperar público e receitas após anos de mudanças nos hábitos de consumo de entretenimento. Nesse cenário, a definição da programação das salas costuma levar em conta projeções de bilheteria e potencial de atração de espectadores. Ainda não há informações sobre o número de cinemas que pretendem exibir “Dark Horse” ou sobre a estratégia de distribuição do filme no Brasil. A produção, porém, já desperta atenção antes do lançamento por causa do tema político e das reações que vem provocando entre exibidores.

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sábado, 20 de junho de 2026

Lindbergh pede pela 2ª vez que Moraes revogue domiciliar de Bolsonaro.


PODER360

Pedido afirma que a escolta do ex-presidente impediu a chegada da intimação sobre pistola registrada em seu nome e que foi apreendida.

O vice-líder do Governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu nesta 6ª feira (19.jun.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), sob alegação de descumprimento de medida judicial envolvendo uma pistola na residência do ex-presidente e interferência no cumprimento de uma intimação policial. O documento apresenta como 1ª justificativa uma comunicação feita pelo delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia, Thiago Boeing, ao STF. O texto afirma que não foi possível intimar o ex-presidente Jair Bolsonaro porque a equipe de escolta impediu o cumprimento do ato. Este é o 2º pedido de Lindbergh sobre o assunto nesta semana. O 1º foi na 4ª feira (17.jun) depois da confirmação de que Bolsonaro mantinha uma pistola Glock G17, calibre 9mm, em sua residência durante o cumprimento da pena. A defesa do ex-presidente reconheceu o fato, informando que ele teve contato com o armamento, identificou uma suposta falha técnica e o entregou a um segundo-sargento do Exército para avaliação. 

Os advogados argumentaram que a equipe de segurança havia retirado o percurssor da arma sem o conhecimento de Bolsonaro por causa de medicações psiquiátricas que afetavam sua cognição, mas que a arma tinha registro formal de equipamento no Exército.“O fato novo não pode ser tratado como episódio burocrático ou incidente lateral. Trata-se de possível impedimento material ao cumprimento de ato policial regular, praticado por agentes que atuam no entorno imediato de pessoa submetida a medida excepcionalíssima de prisão domiciliar humanitária”, afirma o documento

O petista também pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida previamente para avaliar o descumprimento das condições da custódia. Caso haja recusa da revogacão, o deputado solicitou que o episódio seja utilizado como justificativa para impedir a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro.“A manutenção da domiciliar, nessas circunstâncias, transmite mensagem incompatível com o Estado de Direito: a de que uma pessoa condenada pela justiça criminal, inclusive como líder de organização criminosa armada, pode permanecer em regime excepcional, com porte de arma de fogo, enquanto sua equipe impede o cumprimento de atos policiais”, diz Lindbergh.

ARMA DE BOLSONARO.
A apreensão do armamento de Jair Bolsonaro se deu durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília, na 2ª feira (15.jun). Na ocasião, a arma era transportada por Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional que atua na segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que “o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, e que “retirou o armamento no dia 15 de junho com a finalidade de realizar o reparo do percussor, esclarecendo que, após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida na data de 16 de junho”. Na 3ª feira (16.jun.), Moraes havia determinado que a defesa do ex-presidente prestasse esclarecimentos sobre a pistola em até 24 horas. Os advogados responderam formalmente no dia seguinte. Disseram que a arma estava sem condições de uso e que o ex-presidente havia solicitado ao segundo-sargento do Exército que fizesse a manutenção.

A Polícia Civil do Distrito Federal irá ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima 4ª feira (24.jun.2026) sobre o caso da arma de fogo apreendida, segundo noticiado pela jornalista Mariana Muniz, do jornal O Globo. O depoimento será tomado por videoconferência e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta 5ª feira (18.jun.2026). No pedido encaminhado ao ministro, a PCDF solicita a realização de uma videoconferência com o ex-presidente para a coleta das informações.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

 
Justiça. TC suspende contrato de quase R$ 10 milhões da 
Prefeitura de Guarapari por suspeita de irregularidades.

Redação Multimídia ESHOJE

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou a suspensão imediata de um contrato de R$ 9.932.767,68 firmado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) da Prefeitura de Guarapari para serviços de manutenção, reformas de espaços públicos e conservação de estradas urbanas e vicinais. A medida cautelar foi proferida pelo conselheiro Rodrigo Coelho e posteriormente referendada pelo Plenário da Corte. O contrato teve origem na adesão do município a uma Ata de Registro de Preços conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Mineiros (Conminas/MG). Durante a análise do processo, a equipe técnica do Tribunal apontou uma série de indícios de irregularidades que motivaram a decisão de interromper a execução do ajuste até o julgamento definitivo do caso. Entre os principais pontos levantados está a suspeita de que a adesão à ata tenha sido definida antes da conclusão da fase preparatória da contratação, sem a realização de estudos de mercado capazes de demonstrar a vantajosidade da escolha ou a comparação com outras alternativas disponíveis.

A área técnica também identificou possíveis conflitos de interesse envolvendo empresas contratadas pela Secretaria Municipal de Obras. Conforme o relatório, o sócio-administrador da empresa contratada também figura como procurador e preposto de outra construtora que mantém contrato com o mesmo órgão. Ao analisar o caso, o relator destacou a preocupação com a estrutura de representação das empresas. “O ponto sensível, sob a ótica do controle externo, reside na sobreposição estrutural de representação entre empresas contratadas pelo mesmo órgão, para objetos materialmente coincidentes ou substancialmente semelhantes, em contexto de adesões sucessivas a atas de registro de preços”, registrou Rodrigo Coelho.

Outro aspecto apontado pela fiscalização foi a existência de sobreposição entre contratos. Segundo a manifestação técnica, foram identificados 137 itens idênticos entre o Contrato nº 030/2026 e o Contrato nº 032/2025, o equivalente a 52,29% dos 262 itens previstos no contrato mais recente. O Tribunal também verificou que, ao longo de 2025, a Semob teria realizado todas as suas contratações por meio de adesões a atas de registro de preços, sem promover licitações próprias. Para o relator, esse modelo deve ser utilizado apenas de forma excepcional. “A adesão à ata de registro de preços possui natureza excepcional e pressupõe demonstração concreta de vantajosidade, compatibilidade do objeto, adequação dos quantitativos, planejamento prévio e observância das cautelas necessárias à preservação da competitividade. Quando utilizada de forma sistemática, como rota ordinária de contratação, a ‘carona’ perde sua feição instrumental e passa a sugerir desvio de finalidade do próprio sistema de registro de preços”, afirmou.

Outro ponto questionado diz respeito ao fato de a adesão ter sido realizada a uma ata gerenciada por um consórcio que já estava em processo de extinção. De acordo com os autos, o aviso de adesão foi publicado 13 dias após a deliberação que extinguiu o Conminas e sete dias depois da assinatura do documento de encerramento do consórcio.

Além disso, a equipe técnica apontou indícios de falhas na transparência do procedimento, em razão da ausência de identificação do órgão gerenciador da ata no instrumento contratual.

Ao fundamentar a decisão cautelar, Rodrigo Coelho ressaltou que permitir a continuidade da execução poderia consolidar atos administrativos de difícil reversão, como medições, liquidações, pagamentos e autorizações de fornecimento.“O controle externo não pode atuar apenas quando a despesa já se converteu em dano. Sua função preventiva recomenda intervenção tempestiva quando a marcha contratual, sob suspeita juridicamente plausível, ameaça tornar tardio o pronunciamento definitivo desta Corte”, destacou.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos do contrato e todos os atos administrativos dele decorrentes, incluindo novas autorizações de fornecimento, execução de serviços, medições, liquidações e pagamentos, até a conclusão da análise do processo pelo Tribunal de Contas do Estado.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero.

 
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. Suspeita é que senador tenha recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro.

Por Reynaldo Turollo Jr, Márcio Falcão, Vladimir Netto, Túlio Amâncio, Isabela Camargo, Ana Flávia Castro, TV Globo, GloboNews e g1 — Brasília 

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). A investigação da PF apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras.

A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Relembre aqui as fases anteriores da operação. Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta. O g1 busca contato com as defesas dos demais investigados. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso nbo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação. Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Caso Master.
A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que o banco emitiu títulos de investimento sem garantias suficientes, com objetivo de atrair clientes com promessas de rentabilidade acima da média do mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões. Ao longo das fases seguintes, a investigação foi ampliada e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de adversários, espionagem, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.

A PF também investiga aportes bilionários feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Master e supostos repasses a agentes políticos. Nas fases mais recentes, a operação atingiu familiares e aliados de Vorcaro, além de autoridades públicas. Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos relacionados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da apuração sobre investimentos de recursos do Rioprevidência em fundos ligados ao Master. Todos os investigados negam irregularidades.

https://g1.globo.com

terça-feira, 16 de junho de 2026

Entenda o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF.


PODER360

Ex-deputado é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado; o ministro Alexandre de Moraes é o relator. O julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal começa nesta 3ª feira (16.jun.2026). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A sessão começa com a leitura do relatório, quando Moraes fará um resumo do caso. O ex-deputado foi inicialmente indiciado pela Polícia Federal, que entendeu que ele articulou medidas de pressão e sanções contra autoridades brasileiras. O indiciamento foi aceito pelo Ministério Público e enviado ao STF, que também aceitou a denúncia.

Depois do relatório, a Procuradoria Geral da União apresentará a acusação e todos os elementos que fundamentam o pedido de condenação. A manifestação do MP deve seguir os mesmos fundamentos das alegações finais apresentadas pelo procurador-geral Paulo Gonet à Corte.

Defesa.
O ex-congressista, que está nos Estados Unidos, não constituiu defesa nos autos e, portanto, será representado pela DPU (Defensoria Pública de União), com sustentação oral sendo feita pelo defensor Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. 
 
Votação.
Em seguida, os ministros começam a votar. O 1º será o relator, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Se houver maioria pela condenação, o julgamento passa à fase de dosimetria, quando será fixada a pena a ser aplicada.

Relatório.
Para Moraes, Eduardo articulou nos EUA ações contra o Brasil, como a imposição de tarifas, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra ele. “O elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”, afirma.“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”, escreve Moraes.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

O novo risco de Flávio.

 
Denise Rothenburg

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

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domingo, 14 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste, mostra Quaest.


Detalhamento da pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos sobre Flávio no segundo turno.

Por Carolina Freitas, g1 — São Paulo 

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste, mostram dados da pesquisa Quaest obtidos pelo g1. O detalhamento por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar a mudança de cenário captada nessa semana, quando o presidente Lula abriu 6 pontos de vantagem sobre Lula no 2º turno.

Desde março, Lula e Flávio apareciam em empate técnico na simulação de 2º turno da Quaest. Agora em junho, o petista passou a liderar, com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio.

Entre uma pesquisa e outra, veio à tona a relação de Flávio com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. O senador recebeu R$ 61 milhões do dono do banco Master a pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".

De maio a junho também, os Estados Unidos, de Donald Trump, anunciaram duas medidas que impactam o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões saíram depois de uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

Onde Flávio Bolsonaro perdeu apoio.
Dados da Quaest mostram perda de apoio a Flávio Bolsonaro nas regiões Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo e Minas Gerais."Regionalmente, a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno aparece com clareza no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. Nos dois casos, a queda de Flávio é maior do que o avanço de Lula, o que sugere perda líquida de apoio do senador nesses recortes", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

No Sudeste, Flávio Bolsonaro vem em queda desde abril. O senador, que já esteve na dianteira com 12 pontos de vantagem, deixou a liderança na região e agora está em empate técnico com Lula. O presidente mostra tendência de alta desde abril.

No agregado Centro-Oeste/Norte, Flávio Bolsonaro oscilou 8 pontos para baixo. Com Lula em tendência de alta desde abril, o cenário também mudou para um empate técnico. No mês passado, o presidenciável do PL estava 14 pontos à frente. Hoje, está a apenas 2. 

Mudança entre jovens, mulheres e evangélicos.
Dados da Quaest mostram o presidente Lula com vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro entre todas as faixas etárias medidas. O senador perdeu a vantagem no único estrato em que liderava: as pessoas com idade entre 16 e 34 anos.

Na faixa etária entre 35 e 59 anos, Lula manteve os 44% de intenção de voto, e Flávio oscilou de 40% para 38%. Entre pessoas com mais de 60 anos, o presidente passou de 46% para 44% e Flávio, de 38% para 37%."Entre as faixas etárias, o grupo de 16 a 34 anos é o exemplo mais forte da virada. Depois de três rodadas consecutivas com vantagem numérica de Flávio, Lula passa à frente nesse segmento", diz Felipe Nunes.

O eleitorado feminino aparece como um desafio histórico para a família Bolsonaro, e os acontecimentos de maio refletiram em números menos favoráveis para Flávio, com a ampliação da vantagem de Lula nesse grupo. 
 
Entre os homens, Flávio registra vantagem numérica sobre Lula, com 44% contra 41% do petista. Como a margem de erro nesse estrato é de 3 pontos para mais ou para menos, a situação é de empate técnico - em maio, o senador liderava entre os homens com 8 pontos de vantagem.

Outro estrato em que o pré-candidato do PL perdeu força foi entre evangélicos, com uma queda de 9 pontos. Flávio ainda lidera nesse grupo, mas a vantagem em relação a Lula diminuiu de 37 para 21 pontos de maio a junho. 

Movimentação de acordo com renda e escolaridade.
Flávio Bolsonaro oscilou para baixo entre eleitores com renda de mais de 2 salários mínimos e aqueles que cursaram ao menos o Ensino Médio.

Entre as pessoas que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, a vantagem numérica se inverteu de Flávio para Lula.

Flávio passou de 51% para 46% entre eleitores que ganham mais de 5 salários mínimos. Ainda assim, o senador está 12 pontos à frente de Lula, que manteve os 34% nesse grupo.

Em relação à escolaridade, Lula lidera com 7 pontos entre as pessoas com Ensino Fundamental e passou ao empate técnico nas outras subdivisões, que eram lideradas por Flávio até abril.

Entre os eleitores com Ensino Médio, há dois meses, o petista vem em tendência de alta e o pré-candidato do PL, em tendência de queda. Agora, Flávio tem 41% e Lula, 40%.

A maior movimentação se deu entre quem cursou o Ensino Superior. Flávio Bolsonaro liderava com 15 pontos em maio. Agora, está apenas 3 pontos à frente de Lula, em situação de empate técnico. 

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que a perda de apoio de Flávio se dá em segmentos que não se identificam necessariamente com Lula."A pesquisa indica que a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno está associada a uma perda de tração de Flávio em segmentos fora do núcleo lulista, especialmente entre eleitores independentes. Esse é um dado relevante para acompanhar nas próximas rodadas, porque pode indicar uma mudança no comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente", diz Nunes.

https://g1.globo.com 

sábado, 13 de junho de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro obtém medida protetiva contra ex-marido.


Decisão aponta indícios de ameaças, perseguição e 
violência psicológica contra Karina Ferreira da Gama.

247 - A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), obteve uma medida protetiva na Justiça de São Paulo contra seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A decisão, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, foi proferida pela juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital paulista. Ao analisar o caso, a magistrada apontou indícios de ameaças, perseguição e violência psicológica, concedendo a proteção prevista na Lei Maria da Penha.

Justiça impõe série de restrições ao ex-marido.
A medida determina que Wemerson mantenha distância mínima de 300 metros de Karina e de seus familiares. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a empresária, seja por telefone, redes sociais, aplicativos de mensagens ou por intermédio de terceiros. A decisão judicial estabelece ainda que o ex-marido não poderá frequentar os mesmos locais que Karina, incluindo seu ambiente de trabalho. Além disso, ele está impedido de divulgar fotografias, vídeos ou qualquer outro material audiovisual em que a empresária apareça sem autorização. Segundo os autos, Karina relatou ter passado a sofrer intimidações após o fim do casamento. O casal tem uma filha de 3 anos.

Novos documentos levaram à revisão do caso.
O pedido de medida protetiva havia sido negado inicialmente. Posteriormente, a defesa da empresária apresentou novos documentos à Justiça, entre eles um laudo psicológico e um detalhamento das condutas atribuídas ao ex-marido. Após reexaminar o caso, a juíza concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar indícios de violência psicológica, moral e ameaças, determinando a concessão da medida protetiva. A magistrada também definiu que eventuais contatos de Wemerson com a filha do casal deverão ocorrer por intermédio de uma terceira pessoa indicada por Karina, até que a questão seja apreciada pela vara competente.

Testemunha relatou pressão e tentativas de exposição.
Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha ligada às atividades profissionais da empresária afirmou que Wemerson teria passado a exigir compensações financeiras e participação em contratos relacionados ao Instituto Conhecer Brasil, organização presidida por Karina. De acordo com o relato, após a recusa, ele teria iniciado ameaças e tentativas de divulgar informações sobre a vida pessoal e profissional da empresária. A testemunha também declarou que o objetivo seria desgastar sua imagem pública em um momento de maior exposição nacional.

Procurada pela reportagem, a defesa de Wemerson informou que ainda não foi formalmente citada no processo. Segundo a advogada Tassiane Locali Ventura, ele não mantém contato com a ex-mulher há bastante tempo e o pedido de divórcio foi protocolado em fevereiro de 2025.

Caso ocorre em meio à repercussão do filme "Dark Horse".
Karina ganhou projeção nacional após o anúncio da produção de "Dark Horse", filme que pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o projeto passou a ser alvo de repercussão após a divulgação de mensagens que indicariam negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para o financiamento da obra. A repercussão levou a Agência Nacional do Cinema (Ancine) a abrir uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao longa-metragem. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment, comandada por Karina, negou ter recebido recursos de Vorcaro. Posteriormente, integrantes do projeto reconheceram a participação do empresário no financiamento.

Paralelamente, Karina também é alvo de investigações envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes para a implantação de pontos de internet pública em São Paulo. A Polícia Civil e o Ministério Público apuram suspeitas relacionadas à execução do contrato, e a empresária foi alvo de uma operação de busca e apreensão. Karina nega as acusações e afirma ter concluído um laudo técnico que será apresentado à Justiça para esclarecer suas movimentações financeiras e empresariais.

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Pesquisa favorável a Lula reacende especulações sobre plano B para Flávio.

 

Levantamento que animou lulistas faz o mundo político imaginar quem poderia substituir o filho do ex-presidente na corrida presidencial.

A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta semana aumentou as especulações em Brasília sobre um eventual plano B no partido de Flávio Bolsonaro, hipótese descartada com veemência oficialmente. Há quem faça a leitura de que uma eventual alternativa no PL não seria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas o senador Rogério Marinho (PL-RN), hoje coordenador da pré-campanha de Flávio.

Questionado pela coluna sobre qual seria o principal erro de Flávio até aqui na corrida ao Planalto, um presidente de partido de centro, sob reserva, respondeu: “O maior erro do Flávio é insistir nele mesmo como candidato.”

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Vorcaro tenta arrastar PF para uma brincadeira de gato e rato.


Josias de Souza

A Polícia Federal recusou a segunda proposta de colaboração de Daniel Vorcaro. Concluiu que o personagem fala muito. Mas diz menos do que seus celulares já revelaram. Para a defesa de Vorcaro, os investigadores têm má vontade com o investigado. Dissemina-se nos bastidores de Brasília a impressão de que o dono do falecido Banco Master tenta arrastar a PF para um jogo de gato e rato.

Notícia da revista Veja informa que Vorcaro contou ter transferido dinheiro para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre — US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 153 milhões. O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta no exterior. Em nota, o senador disse que as informações "são falsas" e serão "enfrentadas com firmeza". A mesma notícia diz que Vorcaro citou também uma parceria com o PT da Bahia, iniciada em 2007. Na versão disseminada nos subterrâneos, o problema não seria a inanição da delação de Vorcaro, mas a indisposição da PF para investigar determinados temas. É como se o mafioso que tinha um banco debochasse da alegação segundo a qual tenta blindar o patrimônio ilegal e proteger os amigos.

Nos desenhos animados, sempre que o rato ri do gato é porque imagina que há um buraco por perto. Cabe à Polícia Federal demonstrar a Vorcaro e seus cúmplices — sejam eles quem forem — que não há como escapar de uma investigação bem feita. De resto, seria absurdo imaginar que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, participariam de uma brincadeira de gato e rato como meros espectadores.

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

'Agora fica claro por que nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse', diz Correia ao citar Alcolumbre.


Deputado cita supostos repasses a Alcolumbre e financiamento do longa ao defender investigação no Congresso.

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou na quinta-feira (11), pela rede social X, que as novas informações envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ajudam a explicar por que parlamentares bolsonaristas não assinaram a CPMI do Dark Horse. Na quinta-feira (11), o parlamentar destacou a informação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria recebido US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, do ex-banqueiro, preso após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O empresário vinha tentando firmar um acordo de delação premiada, mas teve uma segunda proposta rejeitada pela PF."Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster: 
1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento; 
2- Davi Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que explicaria o acordo de votar a dosimetria, para beneficiar Bolsonaro e enterrar a CPMI do Master e 
3 - Filho do Ministro Fux, mais novo herói bolsonarista, na farra de 5 milhões de degustação de Whisky", escreveu o petista na rede social X.

Em seguida, o deputado defendeu a abertura de investigação parlamentar sobre o caso. "Por isto nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse, que apresentei no Congresso", acrescentou. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é investigado pela PF em um esquema que apura um suposto esquema de fraudes financeiras. As irregularidades movimentaram ao menos R$ 12 bilhões, estimaram investigadores. Mais cedo, Correia já havia usado as redes sociais para associar o caso Master ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar também mencionou reportagens sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e sobre o presidente do Senado. Filme Dark Horse entra no centro da disputa O longa Dark Horse, citado por Correia, retrata Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão no inquérito da trama golpista.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para a produção do filme. Desse total, R$ 61 milhões foram repassados. O caso levou o Partido dos Trabalhadores a acionar o STF e a PF (Polícia Federal), com pedido de abertura de investigação sobre a suspeita de que a produção do filme tenha sido usada em uma possível operação de caixa 2 vinculada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O PT pediu apurações sobre eventual movimentação de recursos no exterior.

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também aparece nas tratativas do financiamento do filme. O ex-parlamentar discutiu o tema com Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Reportagem do Intercept Brasil publicada em 27 de maio apontou que o ex-congressista pediu o envio do "máximo" de recursos aos Estados Unidos, país onde vive atualmente.

    Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster:
    1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento;
    2- David Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que…
    — Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 11, 2026

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Entorno de Vorcaro aponta que PF nunca quis fazer delação premiada.

  
Policiais alegaram falta de provas em documento.

Interlocutores de Daniel Vorcaro disseram à CNN ter a avaliação de que a Polícia Federal "nunca" quis fazer uma delação premiada com o banqueiro. A leitura é de que tanto na primeira tentativa quanto na segunda a instituição atuou de maneira pro forma, sem dar andamento real às tratativas nem demonstrando interesse em fechar um acordo. Questionados sobre eventuais motivos para essa postura, eles não disseram o motivo. Os aliados do banqueiro contestam ainda a justificativa da PF de que a segunda versão da proposta era frágil e sem substância como integrantes da PF afirmaram nos bastidores. Ao contrário, dizem que no documento apresentado Vorcaro se auto-incrimina, faz confissões e que há revelações que implicam possíveis práticas delitivas de autoridades. Afirmam também que a nova versão traz fatos inéditos que a Polícia Federal não conhecia.

A CNN mostrou no começo de junho que a nova versão alcançava autoridades dos Três Poderes e da oposição. A CNN procurou a Polícia Federal e aguarda uma posição.

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dona de produtora de filme dos Bolsonaro era investigada há quase 10 anos.


Daniela Lima

Relatório da Controladoria-Geral da União ao qual a coluna teve acesso detalha um dos principais achados dos auditores federais contra a organização não governamental comandada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil. Tanto a entidade como a produtora que, em tese, coordenou a organização do filme de Bolsonaro, "Dark Horse", funcionam no mesmo local e dividem até a infraestrutura que criou seus endereços na internet. Até os pecados de Karina se repetem nos casos que hoje estão sob a lupa do público. Por exemplo: hoje causa estranhamento que a ONG Instituto Conhecer Brasil e a produtora do filme "Dark Horse" funcionem no mesmo endereço. Anos atrás, o incômodo de auditores federais era idêntico, mas o problema, um pouco diferente.

O Conhecer Brasil ganhou uma licitação no Sesi e subcontratou uma empresa para prestar serviços milionários. Onde a empresa estava registrada? No mesmo logradouro da ONG."Esta última empresa foi selecionada pelo Instituto Conhecer Brasil para montar a infraestrutura e realizar a divulgação da 9ª Feira da Cidadania - Pará. Com base em informação da Receita Federal do Brasil há relação entre as duas últimas empresas. Elas estão localizadas em endereços semelhantes. (...) Ou seja, o que diferencia os endereços das firmas é o número das salas", anotou o auditor na inspeção publicada em 2021.

No governo Bolsonaro (2019-2023), os negócios de Karina se multiplicaram. Se antes suas empresas movimentavam dezenas de milhões de reais, com a ascensão da direita ao poder ela passou a gerir contratos de centenas de milhões de reais, vide acordo firmado com a Prefeitura de São Paulo, já sob Ricardo Nunes (MDB-SP), para implementação de sinal público de internet — um serviço não entregue, segundo suspeita da policia, a várias áreas da capital paulista.

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