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sexta-feira, 19 de junho de 2026

 
Justiça. TC suspende contrato de quase R$ 10 milhões da 
Prefeitura de Guarapari por suspeita de irregularidades.

Redação Multimídia ESHOJE

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou a suspensão imediata de um contrato de R$ 9.932.767,68 firmado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) da Prefeitura de Guarapari para serviços de manutenção, reformas de espaços públicos e conservação de estradas urbanas e vicinais. A medida cautelar foi proferida pelo conselheiro Rodrigo Coelho e posteriormente referendada pelo Plenário da Corte. O contrato teve origem na adesão do município a uma Ata de Registro de Preços conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Mineiros (Conminas/MG). Durante a análise do processo, a equipe técnica do Tribunal apontou uma série de indícios de irregularidades que motivaram a decisão de interromper a execução do ajuste até o julgamento definitivo do caso. Entre os principais pontos levantados está a suspeita de que a adesão à ata tenha sido definida antes da conclusão da fase preparatória da contratação, sem a realização de estudos de mercado capazes de demonstrar a vantajosidade da escolha ou a comparação com outras alternativas disponíveis.

A área técnica também identificou possíveis conflitos de interesse envolvendo empresas contratadas pela Secretaria Municipal de Obras. Conforme o relatório, o sócio-administrador da empresa contratada também figura como procurador e preposto de outra construtora que mantém contrato com o mesmo órgão. Ao analisar o caso, o relator destacou a preocupação com a estrutura de representação das empresas. “O ponto sensível, sob a ótica do controle externo, reside na sobreposição estrutural de representação entre empresas contratadas pelo mesmo órgão, para objetos materialmente coincidentes ou substancialmente semelhantes, em contexto de adesões sucessivas a atas de registro de preços”, registrou Rodrigo Coelho.

Outro aspecto apontado pela fiscalização foi a existência de sobreposição entre contratos. Segundo a manifestação técnica, foram identificados 137 itens idênticos entre o Contrato nº 030/2026 e o Contrato nº 032/2025, o equivalente a 52,29% dos 262 itens previstos no contrato mais recente. O Tribunal também verificou que, ao longo de 2025, a Semob teria realizado todas as suas contratações por meio de adesões a atas de registro de preços, sem promover licitações próprias. Para o relator, esse modelo deve ser utilizado apenas de forma excepcional. “A adesão à ata de registro de preços possui natureza excepcional e pressupõe demonstração concreta de vantajosidade, compatibilidade do objeto, adequação dos quantitativos, planejamento prévio e observância das cautelas necessárias à preservação da competitividade. Quando utilizada de forma sistemática, como rota ordinária de contratação, a ‘carona’ perde sua feição instrumental e passa a sugerir desvio de finalidade do próprio sistema de registro de preços”, afirmou.

Outro ponto questionado diz respeito ao fato de a adesão ter sido realizada a uma ata gerenciada por um consórcio que já estava em processo de extinção. De acordo com os autos, o aviso de adesão foi publicado 13 dias após a deliberação que extinguiu o Conminas e sete dias depois da assinatura do documento de encerramento do consórcio.

Além disso, a equipe técnica apontou indícios de falhas na transparência do procedimento, em razão da ausência de identificação do órgão gerenciador da ata no instrumento contratual.

Ao fundamentar a decisão cautelar, Rodrigo Coelho ressaltou que permitir a continuidade da execução poderia consolidar atos administrativos de difícil reversão, como medições, liquidações, pagamentos e autorizações de fornecimento.“O controle externo não pode atuar apenas quando a despesa já se converteu em dano. Sua função preventiva recomenda intervenção tempestiva quando a marcha contratual, sob suspeita juridicamente plausível, ameaça tornar tardio o pronunciamento definitivo desta Corte”, destacou.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos do contrato e todos os atos administrativos dele decorrentes, incluindo novas autorizações de fornecimento, execução de serviços, medições, liquidações e pagamentos, até a conclusão da análise do processo pelo Tribunal de Contas do Estado.

https://eshoje.com.br

quinta-feira, 18 de junho de 2026

PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero.

 
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. Suspeita é que senador tenha recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro.

Por Reynaldo Turollo Jr, Márcio Falcão, Vladimir Netto, Túlio Amâncio, Isabela Camargo, Ana Flávia Castro, TV Globo, GloboNews e g1 — Brasília 

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). A investigação da PF apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras.

A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Relembre aqui as fases anteriores da operação. Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta. O g1 busca contato com as defesas dos demais investigados. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso nbo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação. Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Caso Master.
A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que o banco emitiu títulos de investimento sem garantias suficientes, com objetivo de atrair clientes com promessas de rentabilidade acima da média do mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões. Ao longo das fases seguintes, a investigação foi ampliada e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de adversários, espionagem, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.

A PF também investiga aportes bilionários feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Master e supostos repasses a agentes políticos. Nas fases mais recentes, a operação atingiu familiares e aliados de Vorcaro, além de autoridades públicas. Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos relacionados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da apuração sobre investimentos de recursos do Rioprevidência em fundos ligados ao Master. Todos os investigados negam irregularidades.

https://g1.globo.com

terça-feira, 16 de junho de 2026

Entenda o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF.


PODER360

Ex-deputado é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado; o ministro Alexandre de Moraes é o relator. O julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal começa nesta 3ª feira (16.jun.2026). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A sessão começa com a leitura do relatório, quando Moraes fará um resumo do caso. O ex-deputado foi inicialmente indiciado pela Polícia Federal, que entendeu que ele articulou medidas de pressão e sanções contra autoridades brasileiras. O indiciamento foi aceito pelo Ministério Público e enviado ao STF, que também aceitou a denúncia.

Depois do relatório, a Procuradoria Geral da União apresentará a acusação e todos os elementos que fundamentam o pedido de condenação. A manifestação do MP deve seguir os mesmos fundamentos das alegações finais apresentadas pelo procurador-geral Paulo Gonet à Corte.

Defesa.
O ex-congressista, que está nos Estados Unidos, não constituiu defesa nos autos e, portanto, será representado pela DPU (Defensoria Pública de União), com sustentação oral sendo feita pelo defensor Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. 
 
Votação.
Em seguida, os ministros começam a votar. O 1º será o relator, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Se houver maioria pela condenação, o julgamento passa à fase de dosimetria, quando será fixada a pena a ser aplicada.

Relatório.
Para Moraes, Eduardo articulou nos EUA ações contra o Brasil, como a imposição de tarifas, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra ele. “O elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”, afirma.“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”, escreve Moraes.

https://www.poder360.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O novo risco de Flávio.

 
Denise Rothenburg

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

https://blogs.correiobraziliense.com.br

domingo, 14 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste, mostra Quaest.


Detalhamento da pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos sobre Flávio no segundo turno.

Por Carolina Freitas, g1 — São Paulo 

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste, mostram dados da pesquisa Quaest obtidos pelo g1. O detalhamento por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar a mudança de cenário captada nessa semana, quando o presidente Lula abriu 6 pontos de vantagem sobre Lula no 2º turno.

Desde março, Lula e Flávio apareciam em empate técnico na simulação de 2º turno da Quaest. Agora em junho, o petista passou a liderar, com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio.

Entre uma pesquisa e outra, veio à tona a relação de Flávio com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. O senador recebeu R$ 61 milhões do dono do banco Master a pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".

De maio a junho também, os Estados Unidos, de Donald Trump, anunciaram duas medidas que impactam o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões saíram depois de uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

Onde Flávio Bolsonaro perdeu apoio.
Dados da Quaest mostram perda de apoio a Flávio Bolsonaro nas regiões Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo e Minas Gerais."Regionalmente, a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno aparece com clareza no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. Nos dois casos, a queda de Flávio é maior do que o avanço de Lula, o que sugere perda líquida de apoio do senador nesses recortes", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

No Sudeste, Flávio Bolsonaro vem em queda desde abril. O senador, que já esteve na dianteira com 12 pontos de vantagem, deixou a liderança na região e agora está em empate técnico com Lula. O presidente mostra tendência de alta desde abril.

No agregado Centro-Oeste/Norte, Flávio Bolsonaro oscilou 8 pontos para baixo. Com Lula em tendência de alta desde abril, o cenário também mudou para um empate técnico. No mês passado, o presidenciável do PL estava 14 pontos à frente. Hoje, está a apenas 2. 

Mudança entre jovens, mulheres e evangélicos.
Dados da Quaest mostram o presidente Lula com vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro entre todas as faixas etárias medidas. O senador perdeu a vantagem no único estrato em que liderava: as pessoas com idade entre 16 e 34 anos.

Na faixa etária entre 35 e 59 anos, Lula manteve os 44% de intenção de voto, e Flávio oscilou de 40% para 38%. Entre pessoas com mais de 60 anos, o presidente passou de 46% para 44% e Flávio, de 38% para 37%."Entre as faixas etárias, o grupo de 16 a 34 anos é o exemplo mais forte da virada. Depois de três rodadas consecutivas com vantagem numérica de Flávio, Lula passa à frente nesse segmento", diz Felipe Nunes.

O eleitorado feminino aparece como um desafio histórico para a família Bolsonaro, e os acontecimentos de maio refletiram em números menos favoráveis para Flávio, com a ampliação da vantagem de Lula nesse grupo. 
 
Entre os homens, Flávio registra vantagem numérica sobre Lula, com 44% contra 41% do petista. Como a margem de erro nesse estrato é de 3 pontos para mais ou para menos, a situação é de empate técnico - em maio, o senador liderava entre os homens com 8 pontos de vantagem.

Outro estrato em que o pré-candidato do PL perdeu força foi entre evangélicos, com uma queda de 9 pontos. Flávio ainda lidera nesse grupo, mas a vantagem em relação a Lula diminuiu de 37 para 21 pontos de maio a junho. 

Movimentação de acordo com renda e escolaridade.
Flávio Bolsonaro oscilou para baixo entre eleitores com renda de mais de 2 salários mínimos e aqueles que cursaram ao menos o Ensino Médio.

Entre as pessoas que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, a vantagem numérica se inverteu de Flávio para Lula.

Flávio passou de 51% para 46% entre eleitores que ganham mais de 5 salários mínimos. Ainda assim, o senador está 12 pontos à frente de Lula, que manteve os 34% nesse grupo.

Em relação à escolaridade, Lula lidera com 7 pontos entre as pessoas com Ensino Fundamental e passou ao empate técnico nas outras subdivisões, que eram lideradas por Flávio até abril.

Entre os eleitores com Ensino Médio, há dois meses, o petista vem em tendência de alta e o pré-candidato do PL, em tendência de queda. Agora, Flávio tem 41% e Lula, 40%.

A maior movimentação se deu entre quem cursou o Ensino Superior. Flávio Bolsonaro liderava com 15 pontos em maio. Agora, está apenas 3 pontos à frente de Lula, em situação de empate técnico. 

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que a perda de apoio de Flávio se dá em segmentos que não se identificam necessariamente com Lula."A pesquisa indica que a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno está associada a uma perda de tração de Flávio em segmentos fora do núcleo lulista, especialmente entre eleitores independentes. Esse é um dado relevante para acompanhar nas próximas rodadas, porque pode indicar uma mudança no comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente", diz Nunes.

https://g1.globo.com 

sábado, 13 de junho de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro obtém medida protetiva contra ex-marido.


Decisão aponta indícios de ameaças, perseguição e 
violência psicológica contra Karina Ferreira da Gama.

247 - A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), obteve uma medida protetiva na Justiça de São Paulo contra seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A decisão, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, foi proferida pela juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital paulista. Ao analisar o caso, a magistrada apontou indícios de ameaças, perseguição e violência psicológica, concedendo a proteção prevista na Lei Maria da Penha.

Justiça impõe série de restrições ao ex-marido.
A medida determina que Wemerson mantenha distância mínima de 300 metros de Karina e de seus familiares. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a empresária, seja por telefone, redes sociais, aplicativos de mensagens ou por intermédio de terceiros. A decisão judicial estabelece ainda que o ex-marido não poderá frequentar os mesmos locais que Karina, incluindo seu ambiente de trabalho. Além disso, ele está impedido de divulgar fotografias, vídeos ou qualquer outro material audiovisual em que a empresária apareça sem autorização. Segundo os autos, Karina relatou ter passado a sofrer intimidações após o fim do casamento. O casal tem uma filha de 3 anos.

Novos documentos levaram à revisão do caso.
O pedido de medida protetiva havia sido negado inicialmente. Posteriormente, a defesa da empresária apresentou novos documentos à Justiça, entre eles um laudo psicológico e um detalhamento das condutas atribuídas ao ex-marido. Após reexaminar o caso, a juíza concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar indícios de violência psicológica, moral e ameaças, determinando a concessão da medida protetiva. A magistrada também definiu que eventuais contatos de Wemerson com a filha do casal deverão ocorrer por intermédio de uma terceira pessoa indicada por Karina, até que a questão seja apreciada pela vara competente.

Testemunha relatou pressão e tentativas de exposição.
Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha ligada às atividades profissionais da empresária afirmou que Wemerson teria passado a exigir compensações financeiras e participação em contratos relacionados ao Instituto Conhecer Brasil, organização presidida por Karina. De acordo com o relato, após a recusa, ele teria iniciado ameaças e tentativas de divulgar informações sobre a vida pessoal e profissional da empresária. A testemunha também declarou que o objetivo seria desgastar sua imagem pública em um momento de maior exposição nacional.

Procurada pela reportagem, a defesa de Wemerson informou que ainda não foi formalmente citada no processo. Segundo a advogada Tassiane Locali Ventura, ele não mantém contato com a ex-mulher há bastante tempo e o pedido de divórcio foi protocolado em fevereiro de 2025.

Caso ocorre em meio à repercussão do filme "Dark Horse".
Karina ganhou projeção nacional após o anúncio da produção de "Dark Horse", filme que pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o projeto passou a ser alvo de repercussão após a divulgação de mensagens que indicariam negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para o financiamento da obra. A repercussão levou a Agência Nacional do Cinema (Ancine) a abrir uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao longa-metragem. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment, comandada por Karina, negou ter recebido recursos de Vorcaro. Posteriormente, integrantes do projeto reconheceram a participação do empresário no financiamento.

Paralelamente, Karina também é alvo de investigações envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes para a implantação de pontos de internet pública em São Paulo. A Polícia Civil e o Ministério Público apuram suspeitas relacionadas à execução do contrato, e a empresária foi alvo de uma operação de busca e apreensão. Karina nega as acusações e afirma ter concluído um laudo técnico que será apresentado à Justiça para esclarecer suas movimentações financeiras e empresariais.

https://www.brasil247.com

Pesquisa favorável a Lula reacende especulações sobre plano B para Flávio.

 

Levantamento que animou lulistas faz o mundo político imaginar quem poderia substituir o filho do ex-presidente na corrida presidencial.

A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta semana aumentou as especulações em Brasília sobre um eventual plano B no partido de Flávio Bolsonaro, hipótese descartada com veemência oficialmente. Há quem faça a leitura de que uma eventual alternativa no PL não seria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas o senador Rogério Marinho (PL-RN), hoje coordenador da pré-campanha de Flávio.

Questionado pela coluna sobre qual seria o principal erro de Flávio até aqui na corrida ao Planalto, um presidente de partido de centro, sob reserva, respondeu: “O maior erro do Flávio é insistir nele mesmo como candidato.”

https://www.em.com.br

Vorcaro tenta arrastar PF para uma brincadeira de gato e rato.


Josias de Souza

A Polícia Federal recusou a segunda proposta de colaboração de Daniel Vorcaro. Concluiu que o personagem fala muito. Mas diz menos do que seus celulares já revelaram. Para a defesa de Vorcaro, os investigadores têm má vontade com o investigado. Dissemina-se nos bastidores de Brasília a impressão de que o dono do falecido Banco Master tenta arrastar a PF para um jogo de gato e rato.

Notícia da revista Veja informa que Vorcaro contou ter transferido dinheiro para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre — US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 153 milhões. O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta no exterior. Em nota, o senador disse que as informações "são falsas" e serão "enfrentadas com firmeza". A mesma notícia diz que Vorcaro citou também uma parceria com o PT da Bahia, iniciada em 2007. Na versão disseminada nos subterrâneos, o problema não seria a inanição da delação de Vorcaro, mas a indisposição da PF para investigar determinados temas. É como se o mafioso que tinha um banco debochasse da alegação segundo a qual tenta blindar o patrimônio ilegal e proteger os amigos.

Nos desenhos animados, sempre que o rato ri do gato é porque imagina que há um buraco por perto. Cabe à Polícia Federal demonstrar a Vorcaro e seus cúmplices — sejam eles quem forem — que não há como escapar de uma investigação bem feita. De resto, seria absurdo imaginar que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, participariam de uma brincadeira de gato e rato como meros espectadores.

https://noticias.uol.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2026

'Agora fica claro por que nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse', diz Correia ao citar Alcolumbre.


Deputado cita supostos repasses a Alcolumbre e financiamento do longa ao defender investigação no Congresso.

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou na quinta-feira (11), pela rede social X, que as novas informações envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ajudam a explicar por que parlamentares bolsonaristas não assinaram a CPMI do Dark Horse. Na quinta-feira (11), o parlamentar destacou a informação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria recebido US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, do ex-banqueiro, preso após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O empresário vinha tentando firmar um acordo de delação premiada, mas teve uma segunda proposta rejeitada pela PF."Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster: 
1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento; 
2- Davi Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que explicaria o acordo de votar a dosimetria, para beneficiar Bolsonaro e enterrar a CPMI do Master e 
3 - Filho do Ministro Fux, mais novo herói bolsonarista, na farra de 5 milhões de degustação de Whisky", escreveu o petista na rede social X.

Em seguida, o deputado defendeu a abertura de investigação parlamentar sobre o caso. "Por isto nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse, que apresentei no Congresso", acrescentou. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é investigado pela PF em um esquema que apura um suposto esquema de fraudes financeiras. As irregularidades movimentaram ao menos R$ 12 bilhões, estimaram investigadores. Mais cedo, Correia já havia usado as redes sociais para associar o caso Master ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar também mencionou reportagens sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e sobre o presidente do Senado. Filme Dark Horse entra no centro da disputa O longa Dark Horse, citado por Correia, retrata Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão no inquérito da trama golpista.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para a produção do filme. Desse total, R$ 61 milhões foram repassados. O caso levou o Partido dos Trabalhadores a acionar o STF e a PF (Polícia Federal), com pedido de abertura de investigação sobre a suspeita de que a produção do filme tenha sido usada em uma possível operação de caixa 2 vinculada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O PT pediu apurações sobre eventual movimentação de recursos no exterior.

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também aparece nas tratativas do financiamento do filme. O ex-parlamentar discutiu o tema com Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Reportagem do Intercept Brasil publicada em 27 de maio apontou que o ex-congressista pediu o envio do "máximo" de recursos aos Estados Unidos, país onde vive atualmente.

    Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster:
    1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento;
    2- David Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que…
    — Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 11, 2026

https://www.brasil247.com

Entorno de Vorcaro aponta que PF nunca quis fazer delação premiada.

  
Policiais alegaram falta de provas em documento.

Interlocutores de Daniel Vorcaro disseram à CNN ter a avaliação de que a Polícia Federal "nunca" quis fazer uma delação premiada com o banqueiro. A leitura é de que tanto na primeira tentativa quanto na segunda a instituição atuou de maneira pro forma, sem dar andamento real às tratativas nem demonstrando interesse em fechar um acordo. Questionados sobre eventuais motivos para essa postura, eles não disseram o motivo. Os aliados do banqueiro contestam ainda a justificativa da PF de que a segunda versão da proposta era frágil e sem substância como integrantes da PF afirmaram nos bastidores. Ao contrário, dizem que no documento apresentado Vorcaro se auto-incrimina, faz confissões e que há revelações que implicam possíveis práticas delitivas de autoridades. Afirmam também que a nova versão traz fatos inéditos que a Polícia Federal não conhecia.

A CNN mostrou no começo de junho que a nova versão alcançava autoridades dos Três Poderes e da oposição. A CNN procurou a Polícia Federal e aguarda uma posição.

https://www.cnnbrasil.com.br