Seguidores

sábado, 18 de julho de 2026

Colírio comum é recolhido por órgãos de saúde após risco de cegueira por substância estranha em mais de 2,5 milhões de frascos.


Produto com prescrição foi retirado de circulação pelos órgãos de saúde após detecção de substância estranha; especialistas orientam pacientes.

Órgãos de saúde determinaram o recolhimento de mais de 2,5 milhões de colírios após a identificação de uma substância estranha no medicamento, acendendo alerta para risco à visão. O produto afetado é um dos mais prescritos na oftalmologia e exige receita médica, sendo amplamente usado em inflamações oculares e no pós-operatório.

Órgãos de saúde identificaram presença de substância.
O recall foi iniciado pela fabricante Lupin Pharmaceuticals, após falha de qualidade detectada no colírio de acetato de prednisolona 1%. Segundo órgãos de saúde, a presença de uma substância estranha motivou a retirada imediata de 2.530.182 frascos do mercado norteamericano. O medicamento é um colírio corticosteroide usado no tratamento de doenças inflamatórias oculares, como irite e uveíte, além de ser rotina após cirurgias como a de catarata.

Pacientes podem utilizar o produto várias vezes ao dia por semanas, meses ou até de forma contínua, dependendo do quadro clínico. Especialistas orientam que pessoas que utilizam o colírio verifiquem os frascos e confiram se estão entre os lotes recolhidos pelos órgãos de saúde. Caso positivo, a recomendação é interromper o uso e procurar imediatamente o médico para substituição do medicamento. Até o momento, não foram registrados eventos adversos relacionados ao recolhimento do colírio. Ainda assim, órgãos de saúde reforçam a importância de seguir as orientações médicas e verificar os produtos utilizados.

Histórico recente eleva alerta.
O caso ocorre após uma sequência de recalls envolvendo colírios. Em 2026, mais de 3 milhões de unidades foram recolhidas. Já em 2023, produtos contaminados foram associados a 4 mortes, 14 perdas de visão e 80 infecções.

Detalhes do produto.
O colírio recolhido é o acetato de prednisolona 1%, vendido em frascos de 5 mL, 10 mL e 15 mL, com uso exclusivo sob prescrição médica. Os números de lote e validade devem ser verificados pelos pacientes conforme orientação dos órgãos de saúde.

https://ndmais.com.br

Lindbergh faz alerta ao STF após decisão que manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro .


Deputado prevê descumprimento de medidas cautelares.

Leonardo Lucena

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou um alerta nesta sexta-feira (17) na rede social X ao comentar a decisão anunciada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), condenado por ministros da Corte a 27 anos de cadeia na investigação sobre a trama golpista. “Foi importante a imposição dessas medidas cautelares. Mas vou avisando o ministro Alexandre Moraes, eles vão descumprir novamente. É o método deles”, afirmou o petista em referência à família Bolsonaro. 

O magistrado do STF anunciou as determinações após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ler, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai, que reforçou o apoio ao próprio filho como pré-candidato à Presidência da República. Ministros do Supremo condenaram Jair Bolsonaro em 11 de setembro do ano passado. O político da extrema direita responde por cinco crimes – golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violência do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência. 

Carta aos brasileiro.
Saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a ´paz e a prosperidade. Uma afetuosos abraço a todos na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade. 

Jair Bolsonaro

Histórico de descumprimentos:
Confira abaixo as ocasiões em que Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF. O compilado de descumprimentos foi divulgado em reportagem publicada pelo Portal G1 em 24 de novembro do ano passado:  

18 de julho: Moraes impõe tornozeleira e restrições.
Alexandre de Moraes determinou, em 18 de julho de 2025, que Bolsonaro passasse a usar tornozeleira eletrônica. O ministro também proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais de forma direta ou por intermédio de terceiros. A decisão estabeleceu recolhimento domiciliar durante a noite e nos fins de semana. Moraes também impediu Bolsonaro de se aproximar de embaixadas e consulados, manter contato com diplomatas e conversar com outros investigados relacionados ao processo. O STF aplicou as medidas no inquérito que apurava a atuação de Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação analisava suspeitas de ações destinadas a pressionar a Justiça brasileira e estimular sanções contra autoridades e instituições do país.

21 de julho: transmissão no Congresso gera primeira advertência.
Três dias depois, aliados divulgaram nas redes sociais imagens e declarações de Bolsonaro durante uma passagem pelo Congresso Nacional. A restrição também alcançava publicações feitas por perfis de terceiros. Segundo a cronologia exibida pelo Em Pauta, Moraes interpretou a divulgação como o primeiro descumprimento da ordem. O ministro manteve as cautelares e reforçou que Bolsonaro poderia conceder entrevistas e participar de atos públicos, mas não deveria usar essas atividades para alimentar publicações coordenadas nas plataformas digitais. A proibição não atingia apenas os perfis pessoais do ex-presidente. A decisão buscava impedir que apoiadores, familiares ou aliados políticos transformassem discursos e aparições públicas em conteúdo distribuído pelas redes sociais.

3 de agosto: discurso por telefone amplia crise.
Bolsonaro voltou a contrariar as restrições em 3 de agosto, segundo a decisão de Moraes. Naquela data, o ex-presidente participou por telefone de manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras. Apoiadores reproduziram as falas em redes sociais. Perfis ligados aos filhos de Bolsonaro também divulgaram o conteúdo. Para Moraes, o episódio demonstrou que o ex-presidente utilizou terceiros para manter a comunicação política digital, apesar da proibição judicial. As manifestações criticaram o STF, o governo federal e as medidas impostas ao ex-presidente. A participação remota de Bolsonaro ganhou ampla circulação nas plataformas e provocou uma nova reação do Supremo.

4 de agosto: STF determina prisão domiciliar.
Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em 4 de agosto. O ministro apontou reincidência no descumprimento das medidas e afirmou que o ex-presidente utilizou contas de aliados, inclusive dos filhos, para divulgar mensagens nas redes. A decisão obrigou Bolsonaro a permanecer em casa e ampliou as restrições sobre visitas e meios de comunicação. O ministro também determinou a apreensão de aparelhos celulares encontrados no imóvel. Bolsonaro continuou usando a tornozeleira eletrônica. Moraes avisou que uma nova violação poderia levar o STF a decretar a prisão preventiva, medida mais rigorosa e sem prazo definido.

21 de novembro: tornozeleira apresenta sinais de dano.
A situação se agravou na noite de 21 de novembro. Segundo a investigação, Bolsonaro utilizou um ferro de solda para tentar abrir ou danificar a tornozeleira eletrônica que monitorava seus movimentos. O equipamento registrou a violação e acionou as autoridades responsáveis pelo acompanhamento. Imagens divulgadas posteriormente mostraram marcas de queimadura no dispositivo. Bolsonaro admitiu que manipulou a tornozeleira com um instrumento de solda. A defesa negou uma tentativa de fuga e atribuiu o comportamento a um quadro de confusão provocado por medicamentos, argumento apresentado após a prisão.

22 de novembro: Moraes decreta prisão preventiva.
Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro em 22 de novembro. A decisão mencionou o dano à tornozeleira, os descumprimentos anteriores e a avaliação de que o ex-presidente poderia tentar escapar. O ministro também considerou uma vigília convocada por apoiadores nas proximidades da residência de Bolsonaro. Na avaliação de Moraes, a concentração poderia criar obstáculos à fiscalização e facilitar uma eventual fuga. Agentes da Polícia Federal cumpriram a ordem durante a manhã e levaram Bolsonaro à Superintendência da corporação em Brasília. A medida encerrou o período de prisão domiciliar iniciado em agosto e colocou o ex-presidente sob custódia direta do Estado.

A cronologia apresentada pela GloboNews mostra que o STF aumentou gradualmente as restrições conforme Moraes identificou novas violações. O processo começou com limites à circulação e ao uso das redes, avançou para o confinamento domiciliar e chegou à prisão preventiva após o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica.

https://www.brasil247.com

 
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Moraes manda PF ouvir Flávio Bolsonaro sobre calúnia contra Lula.


Senador ligou o atual chefe do Executivo ao narcotráfico e disse que o petista seria delatado por Nicolás Maduro; oitiva será no dia 28 de julho.

Por Renato Souza

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal ouça, no dia 28 de julho, às 14:00h, o senador Flávio Bolsonaro. A oitiva será no âmbito do processo que avalia se ele cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A coleta do depoimento do senador foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Moraes solicitou que a defesa de Flávio apresentasse uma data e horário de acordo com o interesse do cliente. No entanto, como não houve resposta, o magistrado fixou o dia. "A defesa do investigado, limitou-se a solicitar à autoridade policial a renovação do prazo para a realização da oitiva do Senador Flávio Bolsonaro e a disponibilização de novas datas, com antecedência razoável, para o agendamento da diligência, sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento no período disponibilizado", escreve Moraes, no despacho.

Em uma postagem na rede social X (antigo Twitter), Flávio ligou Lula ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A publicação ocorreu em janeiro deste ano. A PGR defendeu que uma retratação poderia encerrar o caso. "Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", afirma o documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após oitiva do senador, a Procuradoria afirma que o inquérito deve retornar ao órgão, para produção de relatório final sobre o caso. "A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações", destaca o texto.

A Polícia Federal já tinha encerrado as investigações sobre o caso no âmbito da corporação e entendeu que ficou evidente o cometimento de crime por parte do parlamentar. A postagem de Flávio afirmava que Lula seria delatado pelo ditador Nicolás Maduro, que foi capturado e preso pelos Estados Unidos.

"Fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico", destaca o relatório da PF.

https://www.correiobraziliense.com.br/

Terremoto de 7,3 atinge o México, e alerta de tsunami é emitido.


Tremor ocorreu no estado de Chiapas, no sul do México e perto da fronteira com a Guatemala. Sistema de aviso dos EUA emitiu alerta de risco de tsunami nas costas do México, da Guatemala e de outros 8 países, mas previsão é de ondas fracas. Não há registro de vítimas.

Por Redação g1 

Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu nesta sexta-feira (17) a costa sul do México, perto da fronteira com a Guatemala. O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu um alerta de risco de tsunami no México e na Guatemala, com ondas menores em até oito países da América Latina. O tremor ocorreu no mar, perto da cidade mexicana de Puerto Madero, mas foi fortemente sentido em terra na região de Chiapas, no sul do México, e em várias partes da Guatemala e até de El Salvador, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), havia registrado que o tremor teve magnitude 7,4, mas, depois, corrigiu a intensidade do terremoto para a magnitude 7,3. Ainda de acordo com o USGS, a profundidade do terremoto foi de 15 quilômetros, considerada baixa e que pode potencializar o tremor em terra e causar estragos. No entanto, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que ainda não havia registro de danos ou vítimas nos estados onde o tremor foi sentido.

A presidente pediu ainda que moradores dos estados de Chiapas e Tabasco, ambos no sul, não se aproximem de praias e da costa. "A Secretaria da Marinha recomenda que ninguém se aproxime dessas praias nas próximas seis horas por risco de tsunami", declarou Sheinbaum.

Governo prevê ondas baixas.
O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA advertiu sobre a possibilidade de ondas de tsunami ao longo da costa em um raio de 300 km do epicentro. Em um boletim atualizado, a agência disse prever ondas de até 1 metro de altura nas costas do México e da Guatemala, além de outras menores nas costas de Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Peru. O secretário da Marinha do México, o almirante Raymundo Morales, afirmou que as ondas devem ser baixas no geral e que não espera "um problema grave". Mas repetiu a recomendação para que as pessoas se afastem da costa.

"Quanto às condições marítimas, espera-se que o nível da água suba apenas até meio metro em algumas praias. Este é um efeito de tsunami causado pelo terremoto. As pessoas estão sendo orientadas a se manter afastadas das praias, mas não há nenhum problema grave", disse. O Serviço Sismológico Nacional do México também registrou réplicas do tremor principal, todas em regiões próximas ao epicentro, nas cidades de Ciudad Hidalgo, Huixtla e Mapastepec.

Tremor sentido em outros países.
Na Cidade da Guatemala, o terremoto fez prédios tremerem e levou alguns moradores a correrem de suas casas para a rua, segundo uma testemunha da agência de notícias Reuters. Redes de TV locais exibiram imagens de pessoas deixando prédios na capital guatemalteca. O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, afirmou que não há registro de vítimas no país.

O tremor também foi sentido em El Salvador, relatou outra testemunha da Reuters.
No estado mexicano de Oaxaca, também no sul do país, o governador Salomón Jara informou nas redes sociais que o terremoto foi sentido com intensidade moderada na capital do estado, mas não houve relatos imediatos de danos graves.

https://g1.globo.com/

Gigante chinês negocia com Guarapari (ES), a construção de aeroporto logístico.

 
Nova reunião abordou a participação e operação do Grupo Alibaba nas obras de novo complexo de cargas.

André Cypreste

O projeto de construção do novo aeroporto internacional na região de Setiba, em Guarapari, segue avançando. O complexo, que será voltado para o transporte logístico e de cargas, atraiu um novo interessado: o grupo chinês Alibaba, dono da plataforma AliExpress, conhecida pelo comércio de produtos internacionais.

Em nova reunião realizada na terça-feira (14), o prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Otávio Postay, reuniram-se com representantes da empresa chinesa para esclarecer os interesses do grupo na construção do aeroporto, bem como as contribuições que podem ser feitas na elaboração do plano do empreendimento.

Com investimento estimado em R$ 1.000.000.000,00, considerando a construção do complexo e a cadeia de serviços associada, a prefeitura espera que o projeto seja um dos principais vetores do desenvolvimento econômico da cidade nas próximas décadas.

O prefeito Rodrigo Borges destacou a importância da reunião para o avanço na construção do complexo logístico.

A Alibaba é uma das maiores do mundo no seguimento, demonstrando que estamos tratando de forma muito responsável e fazendo com que multinacionais realmente voltem os olhares para Guarapari

Rodrigo Borges, prefeito de Guarapari.
O encontro integra o processo de desenvolvimento do projeto que está sendo estruturado pelo município para futura concessão pública. Nessa etapa, o foco é construir um modelo técnico capaz de atrair investimentos, gerar desenvolvimento econômico e posicionar Guarapari como um novo eixo logístico nacional.

Outras empresas de olho.
Em maio deste ano, a Amazon já havia demonstrado interesse no desenvolvimento do aeroporto de carga de Guarapari. 

A empresa norte-americana seria uma, dentre outras grandes potências do mercado logístico, como Mercado Livre e a própria Alibaba, a manifestar a intenção de atuar dentro do novo complexo.

Porém, segundo o secretário Otávio Postay, a Amazon não realizou conversas para participar diretamente do planejamento do projeto do aeroporto, apenas uma aproximação visando a operar quando iniciar as atividades.

Ele explicou que as sondagens são comuns, principalmente para um projeto que busca lidar com a atuação de diferentes empresas de grandeza internacional.

Nossa visão sempre foi desenvolver uma infraestrutura capaz de integrar diferentes empresas, cada uma atuando em seu respectivo ramo

Otávio Postay, secretario municipal de Desenvolvimento Econômico.
O secretário explica ainda que o projeto já tem um Plano Diretor aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2015 e que o Plano Diretor Municipal (PDM) deverá trazer as adaptações necessárias para viabilizar a implantação, respeitando o meio ambiente da região onde fica boa parte do Parque Paulo César Vinha.

Além da infraestrutura aeroportuária, com operações de voos executivos não comerciais, o planejamento prevê um complexo integrado voltado à movimentação de cargas, passageiros, operações offshore, armazenagem, logística multimodal e desenvolvimento urbano, com potencial para impulsionar novos investimentos privados, ampliar a geração de empregos e fortalecer a economia capixaba.

https://www.agazeta.com.br/

terça-feira, 14 de julho de 2026

A medida de Trump que pode facilitar acesso do CV e do PCC a fuzis americanos.


Mariana Schreiber
Da BBC News Brasil em Brasília
       
Comprar um fuzil online e receber na porta de casa. Essa é uma das possibilidades que está em estudo no governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Sua gestão está revisando uma série de regras no país com o objetivo de reverter supostas violações ao "direito do povo de possuir e portar armas", previsto na segunda emenda da Constituição americana. Após determinação da Casa Branca, o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) apresentou, no final de abril, 34 propostas de mudanças na regulação do comércio de armas, que estão em tramitação. Entre as mudanças previstas está reverter restrições aplicadas pelo governo de Joe Biden, como a ampliação da exigência de licença na venda de armas, e liberar o comércio online, eliminando a necessidade de que o comprador compareça a uma loja física para conferência de seus antecedentes criminais, o que passaria a ocorrer apenas digitalmente. Críticos das mudanças dizem que a facilitação do acesso a armas é um problema interno para os EUA, onde tiroteios em espaços públicos e escolas são recorrentes, e também pode alimentar o tráfico internacional, facilitando até mesmo a aquisição de armamentos pesados por organizações criminosas, inclusive no Brasil.

Em maio, a administração Trump declarou como terroristas as duas maiores facções brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), decisão que, segundo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria equivocada e abriria espaço para ataques americanos ao território brasileiro. Na visão do governo brasileiro, esses grupos não agem com motivações terroristas e devem ser combatidos sem a necessidade dessa classificação.

Maior produtor de armas do mundo, os EUA são historicamente uma origem importante dos armamentos usados por essas facções, embora a produção doméstica de fuzis em fábricas clandestinas esteja crescendo nos últimos anos, como apontam especialistas e o próprio Ministério da Justiça e Segurança Pública. Uma forma de importação ilegal é o envio de armas compradas legalmente nos EUA e depois traficadas para o Brasil, despachadas dentro de mercadorias comuns. No final de maio, por exemplo, um fuzil AK-47 enviado da Flórida foi flagrado na inspeção alfandegária no Aeroporto de Viracopos, desmontado e escondido dentro de um forno. Em março do ano passado, a Receita Federal localizou no mesmo aeroporto 30 fuzis desmontados e camuflados em diferentes mercadorias, como prensas hidráulicas, que teriam como destino os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Outra rota de entrada comum é pela fronteira sul do país. No mês passado, a Polícia Rodoviária Federal realizou no interior do Paraná, próximo ao Paraguai, a maior apreensão de fuzis da sua história: das 26 unidades, 22 eram Colt, marca americana, mas os itens ainda serão periciados para confirmar sua origem. "As mudanças na regulamentação de armas que o governo Trump está promovendo podem, sim, afetar o tráfico internacional", diz à BBC News Brasil John Lindsay-Poland, coordenador do projeto Stop US Arms to Mexico, que atua contra o tráfico de armas dos EUA para grupos criminosos mexicanos. "Uma das propostas especialmente preocupantes é permitir a venda e a entrega de armas pelos Correios, sem qualquer interação presencial entre vendedor e comprador, incluindo fuzis AR-15. O comprador pode ser qualquer pessoa que não tenha uma razão legítima para adquirir a arma nem a capacidade de utilizá-la."

Na visão de Poland, a decisão de designar facções brasileiras como grupos terroristas não deve impactar no combate ao tráfico de armas dos EUA para esses grupos. "Pela nossa análise, o principal problema é o tamanho, a permissividade e o caráter militarizado do mercado civil de armas nos Estados Unidos, o que faz com que um grande número de transações suspeitas seja perfeitamente legal", ressalta."Assim, mesmo que uma arma seja comprada nos EUA ou exportada legalmente e depois traficada para essas organizações criminosas, não há qualquer consequência para quem vendeu a arma, mesmo quando o grupo criminoso é designado como organização terrorista. O que é necessário são mudanças na regulamentação do próprio mercado varejista de armas nos Estados Unidos." Para o pesquisador Bruno Langeani, consultor sênior no Instituto Sou da Paz, ainda não está claro se a classificação das facções brasileiras como terroristas terá impacto no tráfico de armas dos EUA para o Brasil. "Será que, dentro desse esforço de classificação de organizações terroristas, haverá sanções a essas lojas da Flórida que aparecem com frequência em rastreamentos de armas que terminam no Brasil?", questiona."Se não tiver sanção para esses grandes players, vai ficar muito claro que essa é uma medida mais de interesse político-eleitoral do que de fato interessada em enfraquecer essas organizações criminosas."

Menos restrições também para exportações legais.
De acordo com Matt Schroeder, pesquisador sênior da ONG suíça Small Arms Survey, o tráfico ilegal dos EUA para outros países movimenta dezenas de milhares de armas por ano. Ele diz que a exportação ilegal é realizada por "organizações criminosas, algumas bastante amadoras, que pagam pessoas para entrarem em lojas e comprarem armas, geralmente pequenas quantidades por vez". "Essas pessoas não têm antecedentes criminais, então conseguem comprar legalmente e passar pelas verificações de antecedentes. Depois, essas armas são reunidas, coletadas por diferentes integrantes da organização que estão baseados nos Estados Unidos, e enviadas para o país de destino", continua."Esse é o grande problema: a frequência com que isso acontece com sucesso. Às vezes, eles são descobertos, mas frequentemente só são pegos depois de operar por anos e já terem exportado dezenas de armas, às vezes centenas, em alguns casos milhares", reforçou.

Na sua avaliação, como já é fácil comprar armas legalmente nos EUA e depois exportá-las de maneira irregular, as medidas que o governo Trump pretende adotar para facilitar as vendas domésticas não devem ter impacto significativo no tráfico internacional. Por outro lado, ele acredita que o afrouxamento dos controles sobre exportações legais pode levar a um aumento do desvio de armas após a exportação, especialmente em determinados países. Em setembro de 2025, a administração Trump revogou restrições do governo Biden para dificultar exportações de armamentos civis para 36 países considerados sensíveis, devido a históricos de violações de direitos humanos e desvio de armas para o crime, incluindo vizinhos do Brasil, como Paraguai, Suriname, Colômbia e Peru.

Ao justificar a revogação, o Departamento de Comércio dos EUA disse que o fim das restrições criaria "centenas de milhões de dólares por ano em oportunidades de exportação" para a indústria armamentista. Na ocasião, a mudança também foi criticada pela Anistia Internacional. Segundo a organização, embora relatórios do próprio governo americano mostrem "que a maioria das armas fabricadas nos Estados Unidos recuperadas em cenas de crimes em outros países havia sido contrabandeada ilegalmente para fora dos Estados Unidos", há também "um número significativo de armas de fogo exportadas legalmente que acabam sendo usadas em crimes, incluindo violações de direitos humanos"."Um relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA [GAO, na sigla em inglês], publicado em 2022, descobriu que quase 20% das armas de crime de origem americana recuperadas na América Central podiam ser rastreadas até exportações licenciadas", disse a Anistia Internacional.
 
A BBC News Brasil questionou a Casa Branca sobre as críticas às medidas para facilitar vendas de armas e os possíveis impactos no tráfico internacional, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem. A apreensão de fuzis no Brasil cresceu nos últimos cinco anos, como mostra levantamento recente do Instituto Sou da Paz. Em 2025, foram 2.152 unidades apreendidas, alta de 167% desde 2021. Uma pesquisa anterior do mesmo instituto analisou a origem desses armamentos e apontou o predomínio de armas brasileiras e americanas. Do total de 3.119 fuzis apreendidos entre 2019 e 2023, foi possível identificar a origem de 1.701 (54,5% do total), dos quais 738 eram dos EUA, 586 eram do Brasil e os 377 restantes eram de outros países. De acordo com Langeani, o tráfico desses armamentos passa por uma transformação no Brasil, com o aumento de fábricas clandestinas dentro do país. Segundo ele, limitações no trabalho das perícias policiais dificultam identificar adequadamente a origem dessas armas, o que seria importante para traçar as políticas públicas de combate ao tráfico. Por isso, ele questiona os resultados de outro levantamento, feito pela Polícia Militar do Rio de Janeiro com base nas armas que apreendeu em 2024.

A corporação identificou que praticamente todas (94,7%) tinham sido fabricadas no exterior, principalmente nos Estados Unidos (60%). Outros países citados foram Israel, Alemanha, Áustria e República Tcheca. Langeani, porém, diz que há armas falsificadas produzidas clandestinamente — ou seja, são vendidas como sendo de uma marca americana, por exemplo, mas não são originais."Não dá para a Polícia Militar do Rio de Janeiro pegar o valor de face desses fuzis e colocar num relatório. É uma coisa um pouco amadora de se fazer. E, se você faz diagnóstico errado de saída, quando for tentar fazer as estratégias de combate, vai estar olhando errado", critica. Ele ressalta que outro fator também reduziu, nos últimos anos, a necessidade do crime organizado recorrer ao tráfico internacional: a flexibilização das regras para a compra de armas no Brasil no governo de Jair Bolsonaro (PL), permitindo inclusive a aquisição, por civis, de calibres que antes eram restritos às Forças Armadas.

Entre as principais mudanças, pessoas registradas como CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) passaram a poder comprar fuzis, e cada indivíduo podia adquirir até 30 armas. Segundo o pesquisador, essa facilidade contribuiu para abastecer o crime organizado, já que criminosos podiam cooptar pessoas sem antecedentes criminais para comprar armas legalmente em seu nome. As medidas foram revogadas em 2023, no governo Lula. No entanto, quem adquiriu armas durante o período de vigência das regras mais flexíveis não foi obrigado a devolvê-las. Além disso, ressalta Langeani, também continuam podendo comprar munição para seus fuzis, o que seria mais um caminho de desvios para abastecer as facções.
 
Fábricas clandestinas são 'principal dor de cabeça'.
No Ministério da Justiça e Segurança Pública, as fábricas clandestinas são consideradas a "principal dor de cabeça atual" quando o assunto é tráfico de armas, disse à BBC News Brasil a diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Michele dos Ramos, que representa a pasta na recém-criada Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme). A iniciativa, instituída em março pelo governo Lula, reúne também representantes dos ministérios da Defesa e da Fazenda, e dos governos estaduais, com foco em combater o tráfico de armas de forma integrada no país."Essas armas [fabricadas clandestinamente] ainda têm uma qualidade muito menor do que um fuzil importado dos Estados Unidos, mas a qualidade já aumentou muito nos últimos cinco anos", ressalta Ramos."E o custo operacional para que essa arma chegue a determinada facção vai ser muito menor do que o custo de trazer dos Estados Unidos."

No ano passado, uma fábrica clandestina foi fechada pela Polícia Militar e a Polícia Federal, em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo. O local, que se apresentava como uma produtora de peças aeronáuticas, usava equipamentos industriais de alta precisão e tinha capacidade de produzir 3,5 mil fuzis por ano, segundo reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, José Anchiêta Nery Neto, exemplifica o poder dessas armas.

"Um determinado fuzil de um fabricante legalizado pode ter uma capacidade de 10 mil disparos ininterruptos. Talvez a versão fabricada aqui, que é chamada de arma fantasma, terá uma capacidade de 3 mil disparos. Mas, infelizmente, ela serve perfeitamente para o combate urbano, e vai ter um preço menor."

Segundo ele, há fábricas que usam alguns componentes importados na fabricação desses fuzis, mas há também aquelas que produzem tudo nacionalmente.

"Esses fabricantes compram material da indústria naval para cortar aço, software para poder desenhar os equipamentos, e aí vão montar em cima de uma plataforma existente, como o AR-15, na plataforma americana, ou AK-47, na plataforma russa. Reproduz o que existe", explicou.

https://www.bbc.com 

MPC-ES aponta ‘emergência fabricada’ em contrato de Guarapari (ES).

 
Redação Multimídia ESHOJE

O Ministério Público de Contas do Espírito Santo (MPC-ES) ingressou com uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) questionando a legalidade do Contrato Emergencial nº 001/2026, firmado pela Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano de Guarapari (Codeg) com a empresa Limpar Ambiental Gerenciamento Integrado de Resíduos Ltda., no valor de R$ 24.900.000,00. No documento, que tramita no Processo nº 2450/2026, o órgão ministerial aponta indícios de omissão no planejamento, da 
“emergência fabricada", dispensa indevida de licitação e sucessivas contratações emergenciais da mesma empresa. Com base nesses apontamentos, o MPC-ES pede que o TCE-ES declare a nulidade do contrato e determine a realização de uma licitação regular.

Segundo a representação, a Codeg realizou duas contratações emergenciais consecutivas para o mesmo serviço com a Limpar Ambiental, totalizando R$ 37.960.000,00 sem disputa competitiva nos últimos dois anos. Para o Ministério Público de Contas, a situação não decorreu de fatos imprevisíveis, mas de falhas administrativas que impediram a conclusão do processo licitatório.

Indícios de irregularidades.
Entre as irregularidades apontadas pelo MPC-ES estão a omissão deliberada no planejamento, a fabricação de situação emergencial, a dispensa indevida de licitação, a repetição de contratações emergenciais da mesma empresa, a possível nulidade material do contrato e eventual dano ao erário pela ausência de competição entre empresas. Na avaliação do órgão, a contratação emergencial só seria justificável diante de fatos externos, imprevisíveis e inevitáveis. Entretanto, a representação sustenta que o serviço era permanente, o prazo para encerramento do contrato anterior era conhecido e a licitação foi iniciada tardiamente, com um edital considerado vulnerável. O MPC-ES afirma que a administração deixou de adotar providências dentro do prazo necessário e, posteriormente, utilizou a situação criada como justificativa para a contratação direta.

Defesa da Codeg.
A representação também analisa os esclarecimentos enviados pela Codeg durante procedimento instaurado pelo próprio MPC-ES. Segundo o órgão ministerial, as informações reforçam os indícios de planejamento deficiente e de recontratação da mesma empresa sem a conclusão da licitação. De acordo com o documento, a companhia tinha conhecimento prévio do encerramento do contrato vigente, mas publicou o edital da Concorrência Eletrônica nº 001/2026 apenas 59 dias antes do fim da vigência contratual, prazo considerado insuficiente diante da complexidade do certame. O Ministério Público de Contas também destaca que a contratação emergencial anterior já havia sido objeto de fiscalização do Tribunal de Contas, ocasião em que a área técnica apontou possível superfaturamento de R$ 814.500,00, com potencial de alcançar R$ 2.600.000,00.

Pedidos ao Tribunal.
Na representação, o MPC-ES solicita que o TCE-ES declare a nulidade do Contrato Emergencial nº 001/2026, preservando apenas a continuidade temporária dos serviços essenciais até a realização de uma licitação regular. O órgão também pede a abertura de procedimento para apurar a responsabilidade dos gestores da Codeg e de eventuais agentes privados envolvidos, verificar possível dano ao erário, aplicar as sanções cabíveis e encaminhar cópias do processo ao Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) para análise de eventuais responsabilidades nas esferas cível e criminal.

A representação já foi recebida pelo relator do caso, conselheiro substituto Donato Volkers Moutinho, que determinou o início da instrução do processo pela área técnica do Tribunal de Contas. Até o momento, não há decisão de mérito sobre as alegações apresentadas pelo Ministério Público de Contas, que ainda serão analisadas pelo TCE-ES.

https://eshoje.com.br/

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Saiba quem é Mariângela Fialek, citada por Dino em caso de emendas.


O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos), que teve R$ 6.100.000,00 bloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino em inquérito sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares, contava com o apoio de Mariângela Fialek, funcionária da Câmara dos Deputados, segundo a investigação da Polícia Federal. Conhecida como Tuca, a funcionária seria responsável por operacionalizar as demandas relacionadas a emendas atribuídas ao ex-deputado. A decisão de Dino, divulgada no domingo (12.jul.2026), afirma que Fialek dominava os procedimentos administrativos relacionados à distribuição de emendas e teria utilizado esse conhecimento para executar decisões tomadas fora do fluxo legislativo regular. A PF diz haver indícios de peculato em uma possível atuação conjunta entre a funcionária e Cunha. 

Fialek também é investigada em outros 2 inquéritos sobre o uso de emendas parlamentares. Um deles apura suspeitas envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O outro é decorrente da Operação Transparência, deflagrada pela PF em dezembro de 2025, que teve como um dos alvos o deputado Arthur Lira (PP-AL), de quem a funcionária foi assessora. Funcionária da Câmara há cerca de 6 anos, Fialek já ocupou cargos em diferentes órgãos da administração pública e integrou equipes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Em dezembro de 2025, ela foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF, que recolheu seu celular durante a investigação sobre a gestão de emendas parlamentares.

Em nota, a defesa de Cunha nega que ele tenha cometido irregularidades e diz que vai contestar a decisão do STF. Os advogados afirmam que as emendas citadas na investigação foram oficialmente apresentadas e indicadas por congressistas, bancadas ou órgãos legitimados. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a funcionária da Câmara exercia função exclusivamente técnica na organização das emendas parlamentares da Casa, seguindo decisões da Presidência da Câmara e do Colégio de Líderes. Segundo os advogados, sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal”, em conformidade com a Lei Complementar 210 de 2024, editada para atender às determinações do Supremo Tribunal Federal. A defesa também declarou que Fialek não é investigada por qualquer irregularidade funcional ou criminal e sustentou que o objetivo da Polícia Federal é apenas acessar informações relacionadas ao cargo que ocupava na Câmara. Os advogados afirmam ainda que os dados sobre as indicações de emendas são públicos, encaminhados à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e publicados no Portal da Transparência.

O Poder360 procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para perguntar se gostaria de se manifestar sobre as investigações. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

NOTA DE MARIÂNGELA FIALEK.

Eis a íntegra da nota:

“MARIANGELA FIALEK

“É advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Profissional experiente e sem histórico de vinculação partidária, integrou o Poder Executivo por quase uma década, tendo inclusive desempenhado a função de Assessoria na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no Governo Lula, no ano de 2003. Também ocupou a Subchefia de Assuntos Parlamentares no Governo Temer e foi assessora parlamentar do Ministério de Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. Trabalhou no Senado da República por 10 anos, desempenhando a função de assessoria jurídica da Liderança dos Governos Lula e Dilma. Trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados 6 anos e ocupava cargo em comissão do Gabinete da Presidência (CNE 07 – assessor técnico1), desempenhando suas funções na organização técnica do orçamento.

“Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes). Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, nos exatos termos do que dispõe a LC 210/2024, editada em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal. Cumpre mencionar que todo material de trabalho de MARIANGELA FIALEK é público, e que todas as informações dali constantes, sobre indicações de emendas, são encaminhadas à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, onde podem também ser encontradas, além de serem publicadas no Portal da Transparência, tal como determinou o Supremo Tribunal Federal.
 
“Finalmente, importante mencionar que não se atribui à MARIANGELA FIALEK a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal. O OBJETIVO da Polícia Federal é acessar informações relacionadas à função que exerceu na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por Deputados, de verbas de emendas. Tais informações, registre-se, hoje já são públicas.”

NOTA DE EDUARDO CUNHA.
Em nota, a defesa de Eduardo Cunha afirmou que o ex-deputado nega ter exercido, de forma clandestina, funções congressistas.

Leia a íntegra da nota: 

“A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação. Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário. Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.

“Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6.150.000,00 corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.

“A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. 

https://www.poder360.com.br 

Caminhoneiros fazem paralisação em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’.


Greve acontece em vários pontos do país; motoristas 
estão parados também nos portos, inclusive em Santos.

Por Chico Alves

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), de travar a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso do frete para o transporte rodoviário de cargas (a chamada MP do Frete) levou caminhoneiros de várias regiões do país a iniciarem paralisação às 00:00h desta segunda-feira (13). O movimento foi convocado por líderes de vários sindicatos e associações de motoristas autônomos de caminhão. Um deles é o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.“Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, disse ele, Ao ICL Notícias.

A mobilização acontece porque a MP perde a validade na quinta-feira (16) e a categoria quer fazer com que Alcolumbre coloque em votação nesta terça-feira (14). A MP do Frete trata da questão do custo mínimo do frete, da autonomia para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) possa fazer a fiscalização, isenção das multas que foram aplicada em 2022, o fim das multas de entre-eixos, salário-base de R$ 5.000,00 para motoristas celetistas e vários outros pontos.

Em vários portos do país os caminhoneiros estão parados, inclusive no Porto de Santos. Esse tipo de greve é a que mais rapidamente causa reflexo na distribuição dos produtos.“Esse recado vai para todos os caminhoneiros e para o Alcolumbre: Porto de Santos está parado, como foi pedido pela categoria. Alcolumbre, coloque essa pauta para votação senão essa responsabilidade será 100% sua”, alertou Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), em vídeo gravado à 00:00h de hoje.

Mas  a paralisação não é só dos caminhoneiros que atendem aos portos. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, diz Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). Algumas lideranças da categoria receberam sinalização de que o presidente do Senado pode mudar de posição e colocar o texto em votação. “Esperamos que isso aconteça”, diz Chorão.

https://iclnoticias.com.br/

domingo, 12 de julho de 2026

Lindbergh pede a Moraes a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta a Flávio.


Equipe CartaCapital

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a revogação da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o parlamentar, Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas, como a proibição de “usar aparelhos celulares e acessar redes sociais”, inclusive por meio de “assessores ou terceiros”, além da “gravação de vídeos e a divulgação de suas imagens e manifestações”. No documento protocolado no sábado 11, Lindbergh relata que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu, nas redes sociais, uma carta escrita pelo ex-presidente e entregue a ele após uma visita realizada mais cedo.

No texto, Bolsonaro disse que Flávio é seu “porta-voz”. Lindbergh afirma que o senador “instrumentalizou” e “burlou” o regime de visitas e, por isso, pede que o pré-candidato pague uma multa de 100 mil reais por “ato atentatório à dignidade da Justiça”. Ao conceder a prisão domiciliar ao ex-presidente, Moraes proibiu a “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”, incluindo “as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”.

Determinou ainda que Jair Bolsonaro não poderia “se valer” dos meios para “burlar a medida”, sob pena de “imediata revogação e decretação da prisão”. Recentemente, o benefício concedido foi analisado após o encerramento do prazo de 90 dias. Dias antes de Moraes reanalisar a prisão de Bolsonaro, uma arma em nome do ex-presidente foi encontrada com um militar em uma blitz. O episódio resultou na abertura de um inquérito policial e quase comprometeu a condição de custódia de Bolsonaro, mas o ministro considerou que não houve “falta grave” no ocorrido.

https://www.cartacapital.com.br/