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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Flávio pede a Moraes acesso à investigação que preocupa campanha.

 
 Inquérito que tramita sob sigilo apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Thomaz, amigo do candidato, que obteve licença de Cláudio Castro para operar uma bet.

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) pediu na terça-feira (20) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes acesso aos autos do novo inquérito que tramita contra ele relacionado à sua ligação com o advogado Willer Thomaz. Como a CNN Brasil mostrou, as primeiras avaliações do entorno do candidato são de que o caso avançou muito rapidamente em um curto período, de forma atípica se comparado ao tempo de tramitação de investigações na Corte. A informação na campanha é que o inquérito foi remetido à Corte no dia 8 de outubro, autuado e distribuído a Moraes no dia 16 de outubro e já haveria diligências em curso antes de abrir vista ao Ministério Público. Por se tratar de uma investigação sigilosa, não é possível saber como se deu sua tramitação. A CNN Brasil apurou que o MP autorizou a abertura de investigação.

Mas o processo acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio, diante da possibilidade de Moraes tomar alguma decisão ainda nesta semana, de forma a prejudicar o candidato a poucos dias do segundo turno. Por outro lado, também há a avaliação de que a atuação ostensiva pró-Lula no primeiro turno favoreceu Flávio e se houvesse algo nesse sentido nas vésperas do segundo turno, poderia ter o mesmo efeito. Por isso, também há a leitura de que o ministro pode segurar o caso e usá-lo como instrumento de negociação política caso Flávio vença a eleição e ganhe tração um impeachment contra Moraes no Senado, onde o PL (Partido Liberal) terá maioria.

O inquérito apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet do então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF. A campanha deve pedir acesso à investigação ainda nesta terça-feira. Aliados de Flávio dizem que, como ele é muito amigo de Willer, é natural que haja troca de mensagens entre ambos. E garantem não haver envolvimento do candidato em irregularidades.

Em nota, Willer negou irregularidades, disse ter requerido acesso aos autos e que prestará esclarecimentos. Também declarou ter relação de amizade com Flávio e que isso não é crime.

https://www.cnnbrasil.com.br

Mundo do tigrinho. A BET DE FLÁVIO BOLSONARO.

 
Documentos acessados pela Piauí no Brasil e no exterior indicam que 
o senador foi sócio indireto de uma casa de apostas online – a Best Bet.

Allan de Abreu, do Rio De Janeiro, Breno Pires, de Brasília, Felícia Cabrita, de Lisboa, e Mário Gouveia, de Funchal 

Tudo começou em janeiro de 2023. Terminava o governo de Jair Bolsonaro, e as bets, que funcionavam no Brasil desde 2018, ainda não haviam sido regulamentadas. O mundo das apostas, com isso, se transformara num vale-tudo. No vácuo regulatório, o Supremo Tribunal Federal resolveu autorizar as loterias estaduais a explorar o jogo. Abria-se assim um universo para que governos e empresários pudessem faturar alto. A possibilidade fez brilhar os olhos de Cláudio Castro (PL-RJ), então governador do Rio de Janeiro, e de Willer Tomaz, amigo de todas as horas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Naquele mesmo mês de janeiro, Tomaz entrou em ação. Com um capital de 50 mil euros, criou a Cathedral Holdings, com sede em Funchal, capital da Ilha da Madeira, em Portugal. Com isso, ele e seu sócio formal, Jorge Barbosa Dias, aproveitavam os benefícios fiscais oferecidos pela ilha, que é considerada uma espécie de paraíso fiscal. Instalaram a nova empresa numa salinha, de número 105, no Marina Club, um moderno edifício da Avenida Arriaga, uma das principais de Funchal.

Em fevereiro, veio o passo seguinte. Com um capital de 1 milhão de reais, o grupo empresarial de Tomaz criou a Rede Loto Ltda, uma empresa de apostas. Escolheu um nome fantasia para sua casa de jogos: Best Bet. A Best Bet, cuja sede ficava em São Paulo, era controlada pela Cathedral, na Ilha da Madeira. Com esse movimento, Tomaz repetia um modelo comum adotado pelas casas de aposta na época, em que empresas no exterior eram as principais controladoras das bets no país. Armava-se o cenário para Tomaz explorar as apostas que, já então, movimentavam bilhões de reais.

Em abril, deu-se o grande passo. O governador Cláudio Castro, aproveitando a decisão do STF de permitir que as loterias estaduais faturassem com bets, resolveu entrar no negócio. A Loterj, loteria do estado do Rio, abriu uma licitação, que resultou, em maio, na concessão de licenças de operação para treze empresas – entre elas, a recém-criada Best Bet. Em pouco tempo, a empresa de Willer Tomaz obteve a autorização para explorar o jogo, em despacho assinado pelo presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, que ocupava o cargo por indicação de Flávio Bolsonaro, segundo o jornal Folha de S.Paulo (e cujo filho, o advogado Hazenclever Cançado Júnior, trabalhou como assessor no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques entre agosto de 2020 e junho deste ano). Em julho, outra boa notícia: graças a uma gambiarra permitida pela Loterj, a Best Bet passou a operar nacionalmente, e não apenas no Rio, onde havia obtido a licença. Seu potencial de mercado ampliou-se enormemente.

Na mesma época em que ganhou a licitação da Loterj, Tomaz tomou uma nova providência no exterior: criou a Alcazar Holdings, também na Ilha da Madeira, com um braço no Brasil, a Alcazar Brasil Ltda, sediada em São Paulo. As conexões entre a Cathedral, dona da Best Bet, e a Alcazar são evidentes. No papel, as duas têm o mesmo dono, Willer Tomaz. Também têm o mesmo administrador, Mateo Scudeler. E as duas funcionam naquela mesma salinha de número 105 do edifício Marina Club, em Funchal. A piauí esteve no local na sexta-feira, dia 16 de outubro. Não há sinal de que as duas firmas funcionem de fato no prédio. São empresas de fachada, o que não é incomum em paraísos fiscais. No papel, a Cathedral tem apenas um funcionário. A Alcazar, nem isso.

Os registros contábeis das duas empresas, obtidos pela piauí junto à Iberinform, empresa espanhola com filial em Portugal e especializada em informações comerciais e análise de risco de crédito, mostram ainda outros vínculos entre a Cathedral e a Alcazar. Em 2025, por exemplo, a contabilidade da Cathedral informava que a empresa era credora de 984 mil euros, um salto em relação aos 7,8 mil euros que tinha para receber no ano anterior. A contabilidade da Alcazar, por sua vez, mostrava o movimento exatamente oposto: a empresa devia 8,1 mil euros e passou a dever 824 mil euros, valores próximos ao que a Cathedral tinha para receber.

Um auditor fiscal que trabalha na Autoridade Tributária e Aduaneira, equivalente português da Receita Federal, examinou os relatórios contábeis a pedido da piauí. Ele falou sob anonimato por não ter autorização do fisco português para se manifestar publicamente. “É possível que a Cathedral tenha financiado a Alcazar, total ou parcialmente”, afirmou ele, mencionando um laço que torna as gestões das duas empresas uma coisa só.
 
É exatamente neste ponto que entra em cena o senador Flávio Bolsonaro, amigo de Willer Tomaz. Conforme revelou o UOL, Flávio era “usuário máster” da conta bancária da Alcazar, no Santander. A designação “máster” refere-se a uma pessoa cadastrada no banco com elevados privilégios de acesso e de administração dos serviços bancários digitais, sobretudo de contas empresariais. Um “usuário máster” pode consultar saldos, extratos e movimentações financeiras. Pode cadastrar, alterar ou excluir outros usuários da conta. Também pode definir permissões e limites operacionais de outros usuários. E pode, por fim, fazer e autorizar transferências, pagamentos e outras operações financeiras. Na conta da Alcazar no Santander, havia apenas dois usuários máster – Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.

https://piaui.uol.com.br/ 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mais de 70% das interações de Vorcaro eram com ex-integrantes do governo Bolsonaro.

 
Aparelho celular apreendido pela PF mostra 
alinhamento de 90% do banqueiro com a direita. 

Redação Brasil 247

247 – Exame realizado nos dados extraídos do telefone celular de Daniel Vorcaro revelou que a esmagadora maioria de suas conexões institucionais e políticas se concentrava no núcleo do poder do governo Jair Bolsonaro (PL), demonstrando que mais de 70% das conversas mantidas pelo empresário com autoridades públicas tinham como interlocutores ex-integrantes da gestão anterior, aponta reportagem da revista Piauí em parceria com o InterSecLab. A perícia digital desenvolvida no dispositivo recolhido pela Polícia Federal — apreendido no dia seguinte à primeira prisão do banqueiro, que se encontra sob custódia preventiva na Papudinha — catalogou 41,6 mil registros de comunicação via mensagens escritas, áudios, imagens e chamadas telefônicas com figuras do ecossistema político. Do volume global dessas tratativas, 90% envolveram personalidades identificadas com a direita, enquanto o centro respondeu por 9% e a esquerda registrou apenas 1%. Além disso, a presença feminina nas interlocuções foi residual, atingindo somente 0,2% do total de trocas de mensagens e chamadas.

O grau de proximidade com o grupo que comandava o Poder Executivo entre 2019 e 2022 traduziu-se em articulações que foram desde propostas para alterar legislações sobre socorro a instituições financeiras em crise até a captação de R$ 1,87 bilhão em recursos de regimes próprios de previdência de estados e municípios, cujos aportes ficaram desprovidos de garantia com a posterior liquidação do banco. O mapeamento pericial demonstrou ainda a utilização recorrente de recursos de autodestruição de dados por parte de autoridades e aliados, resultando em milhares de diálogos que expiraram ou foram apagados antes do acesso policial. Em contraposição à intensa movimentação com o campo conservador, o relacionamento com legendas progressistas ou gestões de esquerda restringiu-se a interações pontuais e à prestação de serviços técnicos e consultorias formais. A profunda intimidade do banqueiro com esse ecossistema político é sintetizada no gráfico pericial intitulado “Brotherômetro”, que contabilizou o uso de expressões afetuosas e informais como “irmão”, “irmãozão”, “mermão”, “mano” e “brother”. As figurantes de maior destaque e frequência nessas trocas foram Fábio Faria (ex-ministro das Comunicações) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A lista de interlocutores da direita e da ex-gestão federal inclui ainda Bruno Bianco (ex-AGU), Ciro Nogueira (ex-Casa Civil), do PP do Piauí, Antonio Rueda (presidente do União Brasil), João Doria, Fabio Wajngarten (ex-Secom), Mário Frias (ex-Cultura), do PL de São Paulo, João Roma (PL-BA) e Ronaldo Bento (ambos ex-ministros da Cidadania). Wajngarten, contratado para a gestão de crise, intermediou repasses de R$ 20 milhões à TV Record e de R$ 3,2 milhões para sua empresa privada, além de gerenciar a veiculação de notícias favoráveis à instituição. No âmbito legislativo e estadual, constam diálogos com o ex-deputado Marcelo Queiroz — articulador de emendas ao projeto de liquidação bancária —, ACM Neto (União), Cláudio Castro (PL-RJ), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Davi Alcolumbre (União-AP), Vinicius Poit (Novo-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG), Pablo Marçal (PRTB) e os ministros do STF Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e o pastor André Valadão.

Por outro lado, no espectro de esquerda e centro-esquerda, os contatos mapeados envolveram Guido Mantega e Ricardo Lewandowski (que mantiveram contratos de consultoria econômica e jurídica), José Dirceu (PT-SP), João Paulo Cunha, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), Walfrido dos Mares Guia e Kátia Abreu (PT). Diante dos questionamentos sobre o teor dos diálogos e das transações, os citados que responderam declararam que as conversas se limitaram ao exercício legítimo da advocacia, consultorias privadas ou contatos institucionais de rotina, ao passo que outros negaram proximidade ou não retornaram aos contatos da Piauí:
 
Bruno Bianco: declarou que todas as suas interações com Daniel Vorcaro são “decorrentes do exercício regular e legítimo da advocacia”, sem qualquer relação com o período em que atuou no governo Bolsonaro.
 
Fabio Wajngarten: afirmou que foi contratado pela defesa do banqueiro em abril de 2025 para realizar a gestão de sua comunicação e de crises. Atribuiu o alto número de interações ao seu papel de “agregador de notícias”, atuando na distribuição de informações para mais de 200 contatos. Sobre o repasse de R$ 20 milhões à TV Record, não esclareceu a finalidade do valor, orientando a reportagem a “perguntar pra Ana” (profissional de marketing do banco). Sobre vazamentos de informações, disse que foi ele quem levou à imprensa a informação de que Vorcaro teria investido em filmes sobre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Michel Temer (MDB).

Antonio Rueda: justificou as interações de forma sucinta via mensagem: “Prezado, eu era advogado do banco. Obrigado”. Sobre acusações de propina, negou a informação contida na proposta de delação de Vorcaro sobre ter combinado 10% de comissão na captação de recursos de fundos de previdência.

ACM Neto: afirmou que toda a sua relação com o banqueiro se deu devido a contatos profissionais no contexto de seu trabalho de consultoria. Sobre acusações de propina, assim como Rueda, negou ter combinado percentual sobre recursos captados para o banco.

Vinicius Poit: esclareceu que, durante sua campanha em 2018, realizava diversos eventos e, no dia seguinte, costumava enviar mensagens padronizadas a todos os contatos pedindo apoio, voto e doações. Ressaltou que Vorcaro “nunca doou nem apoiou a campanha”.

Carlos Viana (PSD-MG): disse não se lembrar de ter procurado o banqueiro e afirmou que nunca teve qualquer tipo de interação com ele, nem por telefone nem pessoalmente. Quando confrontado com a captura de tela mostrando a chamada não atendida realizada do seu número, alegou que a foto do perfil não era dele e reiterou: “nunca falei com Vorcaro, qualquer informação diferente disso é falsa”.

Newton Cardoso Jr. (MDB-MG): minimizou a relação citando apenas três interações pontuais: “a única interação com Vorcaro na vida foi que ele pediu dinheiro emprestado ao meu saudoso pai e nós dissemos não”.

Elmar Nascimento (União-BA): declarou incialmente: “falei umas dez vezes com ele”, embora os registros periciados apontem conversas em 45 dias diferentes envolvendo assuntos como festas e edição de projetos de lei.

Guido Mantega: afirmou que foi contratado pelo Banco Master entre 2024 e 2025 para a prestação de serviços de consultoria econômica.

Ricardo Lewandowski: declarou que seu escritório mantinha contrato de consultoria com o Banco Master e ressaltou que, após seu afastamento da firma, não tratou de temas relacionados ao ministério.

José Dirceu: negou categoricamente os contatos registrados pela perícia, afirmando: “não tenho nem nunca tive o celular de Vorcaro”.

Walfrido dos Mares Guia: afirmou que “as interações com Vorcaro ocorreram estritamente no contexto de relações corporativas e negócios da esfera privada”, majoritariamente focadas nas operações da empresa Biomm, da qual é sócio.

Kátia Abreu: declarou que, até 2022 (quando exerceu o mandato de senadora), nunca havia falado com o banqueiro. Sobre o período posterior, rebateu: “depois disso na vida privada não tenho satisfações a dar a vc“.

Alexandre de Moraes: não detalhou o conteúdo das conversas que expiraram e informou que suas alegações a respeito do material do celular foram apresentadas formalmente em petição protocolada no próprio STF.

Kassio Nunes Marques: não explicou o teor do conteúdo das mensagens apagadas e afirmou que nunca trocou mensagens com o banqueiro.

Não responderam aos questionamentos: Fábio Faria, Ciro Nogueira, Hugo Motta, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Chiquinho Feitosa, Pablo Marçal, Guilherme Mussi, Irajá, Marcelo Aro, Renilce Nicodemos, Marcelo Queiroz, Cezinha de Madureira, Marcelo Squassoni, Ibaneis Rocha, Silvio Costa Filho, Aguinaldo Ribeiro, Dr. Luizinho, Romero Rodrigues, Eduardo Braga, Otto Alencar, Celina Leão, João Paulo Cunha e Benedito Gonçalves.

https://www.brasil247.com 

Lula entregará ao TSE nesta terça (20) autorização para quebra de sigilo dele e da família.


“Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa de que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, afirmou o presidente. 

João Antonio Cunha

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na segunda-feira (19) que entregará ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (20), uma autorização para a quebra de seus sigilos e dos integrantes de sua família. A iniciativa, segundo Lula, está condicionada à apresentação de uma autorização semelhante pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, para a abertura dos sigilos dele, de suas empresas e de seus familiares.

“Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa de que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, disse Lula.

O presidente afirmou que decidiu incluir os cinco filhos na autorização para impedir que acusações contra seus familiares sejam usadas durante a campanha eleitoral.

”Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto. Essa é minha última disputa eleitoral e não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Isso é em defesa da minha honra, da honra da minha família e, sobretudo, na defesa desse país, que não pode ter um ladrão governando esse país", disse o petista.

Durante o debate presidencial realizado no domingo (18), Lula havia proposto que os dois candidatos abrissem suas contas bancárias e seus sigilos telefônicos para análise antes da eleição.

https://www.brasil247.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

PF investiga R$ 1,4 bi em transações entre amigo de Flávio e site de aposta.



Fabio Serapião, Artur Rodrigues e Natália Portinari Colunistas do UOL

A PF (Polícia Federal) investiga R$ 1,4 bilhão em transações financeiras envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), e o site de apostas Blaze, operado no Brasil pela empresa Foggo Entertainment. Os investigadores suspeitam que apostas feitas no site e transferências entre diferentes contas ligadas a Willer tenham sido utilizadas como mecanismo para ocultar a origem e o destino dos recursos. Uma das hipóteses da PF é que Willer seja sócio oculto da Blaze. O advogado nega qualquer relação societária ou comercial com a empresa e afirma que as movimentações correspondem a apostas feitas com recursos próprio. Willer e Flávio Bolsonaro são amigos, viajaram juntos para o exterior algumas vezes nos últimos anos e mantêm convívio familiar. Como revelou o UOL, e-mails em posse da PF indicam que o candidato e o advogado dividiram uma conta no banco Santander. Ambos negam.

Indícios da relação de Willer com bets surgiram para a PF no curso de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas. Willer sustenta ser viciado em jogo. Ele entrou com uma ação contra a Blaze para tentar reaver R$ 163 milhões que diz ter perdido em apostas por causa do suposto vício e de falhas da plataforma. A investigação da PF se baseia em dados obtidos no iCloud do advogado -o serviço de armazenamento de arquivos da Apple-, e relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontam movimentações consideradas suspeitas entre contas pessoais, empresas ligadas a Willer e plataformas de apostas. Entre as empresas analisadas, estão RioPag, Pixs, Embrasis, Cathedral Holdings e Alcazar Holdings. Também chamaram a atenção dos investigadores movimentações de R$ 130 milhões na conta pessoal de Willer no banco digital Magnum Bank entre março e maio de 2025. A PF identificou circulação de recursos entre diferentes contas e transferências fracionadas, o que costuma indicar uma tentativa de driblar a fiscalização das autoridades.

No relatório da Polícia Federal sobre as transações entre as empresas ligadas a Willer e a Blaze, há destaque para uma pulverização de valores em março de 2025. Naquele mês, créditos de R$ 2,05 milhões, sendo R$ 1,05 milhão da Embrasis, entraram na conta pessoal de Willer no Magnum Bank e foram pulverizados em transferências sucessivas de R$ 100 mil para a Foggo, operadora da Blaze.  Para a PF, o caso repete um padrão de entrada de valores altos seguida de pulverização rápida, quando o dinheiro é dividido em várias transferências menores logo depois de chegar. Da mesma conta no Magnum saíram também transferências únicas de cerca de R$ 500 mil, R$ 5 milhões, R$ 6 milhões e R$ 13 milhões. O dinheiro foi para a RioPag, que processa pagamentos de bets e pertence à Embrasis, e para outras contas do próprio Willer. A PF suspeita que parte das empresas ligadas ao advogado não tenha atividade operacional efetiva, ou seja, seja somente de fachada.

Entre os sinais apontados estão empresas teoricamente independentes que usavam a mesma sala, tinham sites padronizados e foram abertas em datas próximas. O relatório cita ainda a mesma diretora financeira em empresas diferentes e telefones compartilhados. Algumas não tinham estrutura física, em empregados ou atividade comercial proporcional ao dinheiro que circulava.

"O fracionamento e a passagem dos valores por diferentes contas poderiam servir para reduzir a transparência do fluxo financeiro, criando camadas sucessivas de movimentação", afirma a PF no relatório.

A PF registrou apostas altas de Willer desde 2023 e o uso de uma conta vinculada à mãe dele, Elza Tomaz de Souza. Em alguns dias, o volume movimentado em plataformas pela conta pessoal do advogado passou de R$ 35 milhões. Para os investigadores, as transações com as bets tinham valores "aparentemente incompatíveis com a dinâmica ordinária de jogos reais". Os investigadores desconfiam que as apostas tenham sido utilizadas para fazer os mesmos recursos circularem repetidamente, gerando um volume elevado de transações sem a entrada equivalente de dinheiro novo. A Polícia Federal levanta ainda a hipótese de que parte das perdas declaradas pelo advogado tenha sido aceita como custo dessa movimentação. A PF cita registros de saques no exterior como um dos elementos que reforçariam a suspeita.

"Apostas poderiam funcionar como um mecanismo de turnover, com a reaplicação sucessiva do mesmo capital dentro da plataforma e posterior retirada de parte dos valores já vinculados formalmente à atividade do jogo. Essa linha ganha relevância diante de registros de que Willer fez saques no exterior", diz a PF.

Apesar de a movimentação toda de dinheiro identificada pelos investigadores terem somado R$ 1,4 bilhão, não é possível afirmar quanto o advogado investiu inicialmente na operação.

PF apura possível elo entre Willer e Blaze.
A investigação também analisa o papel do empresário Edson Antônio Lenzi Filho, executivo da empresa de pagamentos PayBrokers, como um possível elo entre Willer e a Blaze. Lenzi foi sócio da RioPag, empresa que processava pagamentos de plataformas de apostas credenciadas pela Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). A RioPag passou ao controle da Embrasis, ligada a Willer, em duas etapas: a aquisição de 50% em março de 2023 e dos outros 50% em fevereiro de 2024, conforme documentos da Junta Comercial do Paraná obtidos pelo ICL e pela Folha de S.Paulo. Empresas administradas por Lenzi também utilizaram um endereço anteriormente associado à Foggo Entertainment em Curitiba. Procurado pelo UOL, Lenzi afirmou que a Blaze foi sua cliente e negou manter relação com Willer.

"Não tenho conhecimento do conteúdo da investigação, mas estou à disposição das autoridades para os esclarecimentos", disse.

Ele também afirmou que sua relação com a Blaze e outras plataformas foi exclusivamente comercial, como prestador de serviços. A Foggo Entertainment informou que nunca manteve qualquer relação societária com Willer Tomaz, Edson Antônio Lenzi Filho ou empresas a eles vinculadas. "Nenhum deles tem ou teve participação, direta ou indireta, no capital ou no controle da companhia." A companhia afirmou, também, que não teve acesso à investigação e que não comenta processos judiciais ou investigações em andamento. Em nota, diz que "reitera seu compromisso com a transparência, a ética e a estrita observância do arcabouço legal e regulatório vigente no país."

O que diz Willer.
Em nota ao UOL, o advogado classificou como falsas as suspeitas e negou qualquer participação societária na plataforma de apostas. "Willer Tomaz nunca manteve relação societária, comercial ou profissional com a Blaze (Foggo Entertainment) nem com empresas a ela vinculadas. Sua única relação com a plataforma foi a de cliente, e nada sustenta a insinuação de sociedade oculta", afirmou. O advogado também contestou o valor atribuído às transações e negou ter realizado saques em plataformas de apostas no exterior.

"É falso que tenha transacionado R$ 1,4 bilhão com a Blaze, assim como é falso que tenha feito saques em plataformas de apostas no exterior."

Segundo a defesa, a ação judicial para recuperar as perdas foi apresentada antes da divulgação das investigações. O advogado argumenta que forneceu voluntariamente à Justiça extratos e relatórios da plataforma. Willer afirmou ainda que já apresentou queixa-crime contra jornalistas do UOL em razão de reportagem anterior e que pretende adotar novas medidas judiciais contra as acusações.

https://noticias.uol.com.br 

'Poucas propostas e muitos ataques': imprensa internacional repercute debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.

 
Le Monde, Clarín, La Nación, El País e Al Jazeera ressaltaram o clima de tensão, as provocações e a falta de propostas no primeiro confronto entre os candidatos.

Por O Globo — Rio de Janeiro 

O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), pela Band, repercutiu na imprensa internacional. Veículos da França, Argentina, Espanha e Catar destacaram a troca de acusações, as provocações e o clima de tensão entre os candidatos, que ainda não haviam se enfrentado em debates nesta campanha. 

Le Monde: candidatos trocaram insultos.

A versão em inglês do jornal francês Le Monde descreveu o encontro como um confronto caótico, marcado por acusações mútuas de corrupção e referências a escândalos. O veículo também destacou as tentativas de Flávio Bolsonaro de desestabilizar Lula, caminhando atrás do presidente e reagindo às falas do adversário diante das câmeras. Segundo o jornal, Lula pediu repetidamente que os espectadores pesquisassem no Google para verificar as afirmações do senador.

"Um embate caótico entre os dois candidatos — que, em diversas ocasiões, chamaram um ao outro de mentiroso, acusaram-se mutuamente de corrupção e trouxeram à tona vários escândalos — sintetizou o tom de uma campanha eleitoral acirrada em uma nação profundamente polarizada", afirma o Le Monde.

Clarín: clima de tensão.
O argentino Clarín ressaltou o ambiente tenso do debate e a estratégia de Lula de tentar recuperar apoio após perder a liderança no primeiro turno, conforme a publicação. O jornal também destacou as referências do presidente aos interesses dos Estados Unidos e à política de cortes de gastos do presidente argentino Javier Milei, além das acusações de corrupção feitas por Flávio contra o governo petista.

"Os dois candidatos trocaram acusações de suposta corrupção, com o presidente Lula tentando assumir a dianteira — uma estratégia para recuperar pontos junto ao eleitorado após ter perdido, de forma surpreendente, o primeiro turno", escreveu o jornal argentino.

La Nación: poucas propostas e muitos ataques.
Também da Argentina, o La Nación afirmou que Milei e as acusações de corrupção dominaram o confronto. Segundo o jornal, o encontro foi marcado por provocações e ataques pessoais, com os dois candidatos buscando ampliar a rejeição ao adversário. A publicação avaliou ainda que houve poucas propostas e pouco espaço para a discussão de políticas públicas, sem um erro decisivo que alterasse o equilíbrio da disputa.

"Mais do que um confronto de ideias, foi uma troca de acusações mútuas, golpes baixos e provocações, na qual ambos apostaram na mesma estratégia: aumentar a rejeição ao adversário. Houve pouquíssimas propostas e pouco debate sobre políticas públicas", escreveu o La Nación.

El País: Lula tecnocrata, Flávio provocador.

O espanhol El País definiu o confronto como um embate de alta tensão e resumiu o estilo dos candidatos na manchete “um Lula tecnocrata diante de um Bolsonaro provocador”. O jornal destacou as acusações de Flávio relacionadas ao filho do presidente e ao PT, enquanto Lula o associou ao crime organizado e o acusou de mentir e de participar de conspirações nos Estados Unidos.

"Os candidatos protagonizam um confronto de alta tensão, no qual o senador buscou irritar um presidente que desperdiçou a oportunidade de romper o empate", afirma o El País.

Al Jazeera: ataques pessoais.
A rede do Catar Al Jazeera também ressaltou a troca de ataques pessoais. Segundo a publicação, Lula chamou Flávio de “mentiroso contumaz”, “bandido” e “miliciano”, em referência a supostos vínculos com grupos paramilitares do Rio. O senador, por sua vez, ironizou o presidente ao dizer que preferia manter distância dele porque sua carteira poderia ser roubada.

"Lula chamou [Flávio] Bolsonaro de 'mentiroso contumaz' e 'bandido', e, no palco, manteve distância física do candidato — a quem classificou como 'miliciano', em alusão aos seus supostos vínculos com grupos paramilitares do Rio de Janeiro."

https://oglobo.globo.com

domingo, 18 de outubro de 2026

"Atos dia 18": artistas são orientados a usar branco e evitar Lula no palco.


Para evitar problemas com a Justiça Eleitoral, artistas que participam 
de atos pela democracia devem optar por roupas brancas.
Milena Teixeira

Na mira de partidos de oposição, os chamados “atos pela democracia”, com participação de artistas, estão previstos para pelo menos cinco capitais brasileiras neste domingo (18/10). Segundo apurou a coluna, alguns participantes receberam orientações das organizações responsáveis pelos eventos sobre vestimenta e manifestações públicas, com o objetivo de evitar possíveis questionamentos da Justiça Eleitoral. A ideia é que os artistas optem por usar roupas brancas no palco e evitem mencionar o presidente Lula durante os discursos. Os eventos devem reunir artistas em diferentes cidades do país. No Rio de Janeiro, o cantor Caetano Veloso convocou uma mobilização musical no Posto 5, em Copacabana, como mostrou o Metrópoles, na coluna de Matheus Leitão.

Em Salvador (BA), a cantora Daniela Mercury anunciou participação em um ato marcado para as 13:00h, no Clube Espanhol, no bairro da Barra. A programação também deve contar com Gilberto Gil e a banda BaianaSystem.

Em Belém (PA), está previsto um ato político e cultural no Portal da Amazônia, com participação da cantora Fafá de Belém.

Já em São Paulo, a mobilização prevê atividades descentralizadas em bairros de diferentes regiões da capital, incluindo Grajaú, na zona sul; Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, com apresentações de Emicida e Rashid; e Itaquera, na zona leste. A programação inclui ainda a Marcha do Samba pela Democracia, na Barra Funda.

Novo aciona TSE.
O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral  no sábado (17/10) para tentar barrar o Ato Musical pela Democracia. A legenda pede a suspensão das mobilizações e solicita que os organizadores apresentem informações sobre contratos, pagamentos aos artistas e origem dos recursos utilizados para financiar as apresentações.

https://www.metropoles.com

Lula tem 51% contra 49% de Flávio em votos válidos, diz Vox.

 
Levantamento ouviu 2.100 eleitores de 15 a 17 de 
outubro; margem de erro é de 2,15 pontos percentuais.

PODER360  

Pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18.out.2026) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o petista registra 51% dos votos válidos, o congressista tem 49%. Os 2 candidatos estão empatados dentro da margem de erro. O levantamento entrevistou 2.100 eleitores de todo o Brasil de 15 a 17 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04332/2026. Custou R$ 50.000. Foi paga com recursos próprios. Em relação à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro estão numericamente empatados. Os dois têm 45,3% de eleitores que afirmam que não votariam neles “de jeito nenhum”.

CHANCE DE VENCER.
O levantamento também perguntou aos eleitores quem tem mais chances de vencer a eleição presidencial no 2º turno. Para 46,9%, Lula será o vencedor, enquanto 41,6% acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro....

https://www.poder360.com.br

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar ilha em Angra e pede investigação da PF.

 
O jogador afirmou que recebeu propostas para vender a ilha, 
inclusive de Flávio Bolsonaro, mas que não aceitou negociar.

Por Agência Estado

O atacante Richarlison acusou o senador Flávio Bolsonaro de conseguir a posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, sem pagar pelo imóvel. Em vídeo publicado nas redes sociais no sábado, o jogador pediu que a Polícia Federal investigue o caso. Segundo o jogador do Tottenham, a aquisição ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. O jogador afirmou que recebeu propostas para vender a ilha, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas que não aceitou negociar.

"Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada."

Richarlison também pediu que seus seguidores cobrem explicações 
do senador, que teve um evento no Espírito Santo neste domingo.

DISPUTA PELA POSSE DA ILHA.
A disputa começou em 2020, quando uma empresa ligada a Richarlison adquiriu direitos de ocupação do imóvel. Posteriormente, a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz. As ações foram encerradas depois que os autores desistiram do processo.

PROMESSA DE DOAÇÃO.
No vídeo, Richarlison afirmou que pretende destinar parte do dinheiro recuperado ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.

"Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital 
lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá". 

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TSE rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para barrar manifestações políticas da UNE nas eleições.

 
Ancelmo Gois

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva garantiu a liberdade de atuação política de estudantes e sindicalistas. O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou nesta sexta-feira o pedido de liminar feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para proibir manifestações políticas de estudantes, centrais sindicais e movimentos sociais a favor de Lula no segundo turno. Cueva rejeitou a tentativa de restringir canais oficiais de lideranças estudantis e proibir debates e atos nos campi. Para fundamentar a decisão, o ministro recorreu a um precedente histórico: a ADPF 548, relatada pela ministra Cármen Lúcia no STF, que declarou inconstitucional qualquer tentativa de reprimir a livre manifestação de ideias nas universidades públicas.

Na prática, UNE, centrais e movimentos sociais seguem com liberdade para fazer campanha. A decisão do ministro veio um dia após a diretoria da UNE publicar nota repudiando a ação como "tentativa de censura e intimidação". Bianca Borges celebrou a negativa da liminar: 

“A ação de Flávio Bolsonaro é a prova de que nossa mobilização tem força para derrotá-lo.” Com o caminho liberado, a UNE projeta intensificar os mutirões de "vira-voto" e já convocou grandes atos nacionais para os dias 18 e 24 de outubro. “A gente sabe o que está em jogo: Pé-de-Meia, Prouni, Fies e verba para a universidade pública. Defender Lula é defender o nosso direito de estudar”, afirma Bianca. 

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