Seguidores

sábado, 4 de abril de 2026

Caso PowerPoint: equipe da GloboNews se revolta com blindagem de Andréia Sadi, dizem fontes



Caso PowerPoint: equipe da GloboNews se revolta 
com blindagem de Andréia Sadi, dizem fontes.
Publicado por
Thiago Suman 

O clima nos bastidores do Estúdio i, da GloboNews, segue descrito por profissionais como “de enterro” após a repercussão do episódio do PowerPoint. Há denúncias de uma operação para livrar a imagem de Andréia Sadi, cortando cabeças pelo caminho e afastando a culpa da apresentadora. Segundo fontes ouvidas pelo DCM, A avaliação interna é de que o editor-chefe Rodrigo Caruso cometeu um erro grave ao permitir que o PowerPoint permanecesse no ar por tempo excessivo. Caruso tem mais de uma década de experiência, com oito anos de casa. Ocupa o cargo de editor-chefe do programa apresentado por Sadi, sendo responsável por planejamento, produção, edição, análise de conteúdo (linear e digital), gestão de equipes e direção. Nesse movimento para livrar Sadi, Caruso teria sido escolhido como bode expiatório.

Relação abalada após o episódio.
Apesar de manterem uma boa relação, fontes afirmam que Sadi teria se afastado de Caruso após a crise. Uma pessoa próxima aos jornalistas relatou da seguinte maneira a situação após o escândalo: “Ela soltou a mão dele porque ela é assim. Ninguém da equipe gosta dela, mas ela tem um poder imenso dentro da emissora. No fim, tudo é aprovado por ela. Na prática, é ela que é uma quase chefe do jornal”. Embora não ocupe formalmente cargo de gestão, Sadi participa ativamente das reuniões decisórias do programa. De acordo com a mesma fonte, a apresentadora teria se afastado temporariamente do canal para conduzir um “gerenciamento de crise” da própria imagem. A operação tem como objetivo “limpar a barra dela”, o que gerou desconforto generalizado na equipe.

Três dias após o estouro da crise do infográfico sem pé nem cabeça que ligava Lula a Vorcaro e o caso Master, Sadi deixou de comandar a atração. No primeiro momento a emissora remanejou Camila Bomfim, de Brasília, para assumir a ancoragem e nesta quinta (2) foi a vez de Marina Franceschini cobrir a titular.“Todos estão revoltados. A editora de texto que pediu a arte foi transferida para o Conexão”, diz a fonte. A editora teria compartilhado a arte do PowerPoint em um grupo de WhatsApp, marcando Sadi e Caruso para aprovação do conceito.

Questionamentos sobre a condução ao vivo.
Outra fonte também questiona a atuação da apresentadora durante a exibição. “Percebamos que a arte demorou para sair da tela. Qualquer apresentador teria tirado rapidamente”, afirmou, em contraponto à versão de que Sadi teria sido pega de surpresa. Após o episódio, Rodrigo Caruso foi afastado e orientado a aguardar contato da direção para definição de seu futuro na Globo.“Tá todo mundo puto porque ela tá plantando várias coisinhas e se articulando para a imagem ficar limpa, enquanto as cordas mais fracas arrebentam”, afirma fonte ouvida pelo DCM.

Ainda de acordo com relatos, Caruso estaria profundamente abalado com a situação. Hoje foi sido seu último dia no comando do programa, marcado por uma despedida discreta na redação. O jornalista publicou uma mensagem nos stories do Instagram com a legenda: “Last Dance” (“Última Dança”). Segundo o site TV Pop, o caso gerou repercussão interna e levou à abertura de uma apuração pela área de compliance da emissora. O entendimento é de que o conteúdo exibido violou princípios editoriais, resultando em medidas disciplinares e revisão de processos na equipe. No entanto, essa versão é contestada pela fonte. “Essas demissões que dizem ter acontecido são mentira. Ninguém foi demitido na redação. Isso foi plantado para livrar a barra da apresentadora”, diz.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br

Pré-campanha de Flávio Bolsonaro e crise do União Brasil turbinam PL, que passa de 100 deputados na janela partidária.


Levantamento do GLOBO, com base em dados da Câmara e dos partidos, indica que o PL tem agora o maior número de parlamentares desde 1998.

Por Luísa Marzullo , Victoria Azevedo e Lauriberto Pompeu 

O PL superou a marca de 100 deputados na Câmara, impulsionado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e pela crise do União Brasil. O partido de Jair Bolsonaro agora tem o maior número de parlamentares desde 1998. Enquanto isso, o PT, mesmo no governo, permanece estagnado. A janela partidária resultou em 120 trocas de sigla, destacando a dinâmica política atual e o fortalecimento do bolsonarismo. A proximidade da eleição turbinou a bancada do PL, que ganhou espaço sobre o Centrão na Câmara na carona da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e aproveitando desgastes nos estados que desidrataram o União Brasil. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ultrapassou a marca dos cem deputados na janela partidária, que se encerrou ontem, e deve se consolidar com o maior número de parlamentares na Casa desde 1998, quando o PFL ocupou 105 cadeiras na reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na outra ponta da disputa pelo Palácio do Planalto, o PT, mesmo comandando o governo e com a força da máquina em mãos, seguiu no mesmo patamar.

Levantamento do GLOBO, com base em dados da Câmara e dos partidos, indica que o PL saiu de 86 para 101 deputados no último mês, período em que os membros da Casa puderam trocar de legenda sem sofrer punições. O crescimento, com 22 novas filiações e sete saídas, ocorreu de forma concentrada nos últimos dias do prazo e reforça a estratégia da legenda de ampliar a presença nos estados de olho na disputa eleitoral. Até o momento, 120 deputados trocaram de sigla no período. Os números ainda podem mudar, já que a movimentação ocorreria até os últimos minutos de ontem. A Câmara vai formalizar a nova composição nos próximos dias.

O crescimento do PL se deu sobretudo em cima de quadros do União Brasil, que enfrenta crises nos estados por disputas na federação com o PP, oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e desgastes pela vinculação de dirigentes com o escândalo do Banco Master. Para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, o principal componente foi a adesão ao bolsonarismo para a campanha deste ano. — O que explica isso é o prestígio do (Jair) Bolsonaro. Tivemos que abrir mão de algumas vagas (de deputados que queriam se filiar) para outros partidos, porque precisamos deles com o Flávio. Todos entram comprometidos em ajudar nos palanques nos estados — afirmou Valdemar.

Entraram na legenda nomes como Alfredo Gaspar (AL), que foi relator da CPI do INSS e tenta se cacifar como candidato ao governo de Alagoas para enfrentar o ex-ministro dos Transportes Renan Filho, nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do União Brasil também vieram Dani Cunha (RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha; Rosângela Moro (PR), mulher do senador e ex-juiz Sergio Moro (PR), que fez o mesmo caminho; e Rodrigo Valadares (SE), que chegou a ser relator do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro — a função depois ficou com Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vaivém intenso incluiu até mesmo um deputado que se filiou ao PL e deixou o partido uma semana depois. Em 25 de março, Padovani (PR) comunicou que estava saindo do União Brasil para ingressar na sigla de Valdemar. Em 1º de abril, fez novo aviso: se desfiliaria do PL para entrar no Republicanos. Na tarde de ontem, no entanto, optou por uma terceira troca: vai migrar para o PP, na intenção de compor a chapa majoritária no estado.  — O processo é muito dinâmico — disse Padovani.

Sem o deputado paranaense e outras baixas, o União Brasil deve concentrar as maiores perdas da janela. A bancada deve cair de 59 para 44 deputados, resultado de 25 saídas e dez novas filiações. O desempenho reflete o impacto da federação com o PP, que, embora tenha sido desenhada para fortalecer o bloco e projetá-lo como protagonista da eleição presidencial, abriu espaço para o acirramento de disputas internas pelo comando partidário. Nos bastidores, dirigentes e parlamentares relatam que a federação tem encontrado dificuldades para se posicionar nacionalmente e organizar suas bases regionais. A tendência, hoje, é que a se mantenha neutra na disputa presidencial, liberando seus filiados — parte optou pelo PL justamente pela vinculação a Flávio Bolsonaro. O quadro foi agravado pelo desgaste recente envolvendo dirigentes da federação pela vinculação ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que negocia uma delação premiada. Mensagens e outros documentos mostraram a relação dele com os presidentes do União, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, além de ter contratado como consultor o pré-candidato do União ao governo da Bahia, ACM Neto. — Político vive de reputação. Tudo que é colocado e pode gerar desgaste de imagem afeta. Você vê um mundo de denúncias que está aí hoje, envolvendo inclusive a classe política e é óbvio que podendo evitar proximidade com isso, você vai procurar um grupo em que se sinta mais confortável e que tenha menos que se explicar — disse o deputado Danilo Forte (CE), que saiu do União Brasil, chegou a anunciar a ida para o PSDB, mas se filiou ao PP.

Houve reflexos também no Senado. Além de Moro, Efraim Filho (PB) rumou do União para o PL, para disputar o governo do estado. Os oito integrante da bancada no ano passado deram lugar a apenas três agora — o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (AP), Professora Dorinha (TO) e Jayme Campos (MT). Mesmo assim Rueda minimizou a perda de espaço, afirmando que está “tudo dentro do esperado”. Ele disse que outros nomes iriam oficializar a entrada no União até o fim da noite de ontem: — Calculo um saldo negativo mais baixo, de cinco ou seis. O principal motivo é a federação, que impactou regionalmente. O PL realmente sai muito forte.

O resultado para o PP, outra parte da federação, foi diferente — o partido deve passar de 50 para 54 cadeiras. O PSD, entre chegadas e partidas, deve seguir com 47 deputados. Já o PSDB tenta se recuperar do seu pior desempenho eleitoral da história, em 2022, e deve chegar a uma bancada com 19 integrantes. Entre as novidades está Juscelino Filho (MA), que foi ministro das Comunicações de Lula. — Somos o único partido que não se curvou ao bolsonarismo e ao lulopetismo. Estou buscando resgatar esse sentimento de que é possível furar a polarização e reabrir essa avenida do centro — afirma o presidente da legenda, deputado Aécio Neves (MG),

O PT deve seguir como a segunda maior bancada, mas agora com uma distância maior para o líder PL. O partido de Lula registrou uma baixa até o momento, passando de 67 para 66 deputados: Luizianne Lins (CE)migrou para a Rede. O enfraquecimento do PDT, tradicional aliado dos petistas, também gera preocupação — a sigla deve terminar a janela com apenas seis integrantes. No campo governista, o PSB deve passar de 16 para 20 cadeiras. Apesar do crescimento, o saldo na esquerda ainda manterá o Planalto essencialmente dependente das siglas de centro nas votações. — Fechamos essa janela partidária dando um recado político claro do compromisso com o Brasil e com a reeleição de Lula — pontuou o presidente do PSB, João Campos.

https://oglobo.globo.com 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Economia prejudicada une 40 países para liberar o Estreito de Hormuz.

  
Do UOL, em São Paulo

A disparada nos preços da energia fez um grupo de 40 países buscar uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Hormuz e evitar que o Irã continue mantendo a "economia global como refém".

O que aconteceu.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, presidiu uma reunião virtual hoje afirmando que o bloqueio atinge famílias no mundo todo. "Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém", disse Cooper. O encontro reuniu nações como França, Alemanha e Índia para debater opções diplomáticas e econômicas. O objetivo do grupo é convencer o Irã a liberar a rota marítima sem a necessidade de conflito armado. A reunião terminou sem um acordo específico, mas com o consenso de que o Irã não deve cobrar pedágio dos navios. Uma autoridade afirmou que todas as nações precisam usar a área livremente.

Os líderes militares vão se reunir na próxima semana para discutir opções de segurança e limpeza de minas. O foco é devolver a confiança aos donos de navios e reduzir os custos de seguro.

Crise no petróleo e recuo de Trump.
O Irã fechou a rota, responsável por 20% do consumo de petróleo no mundo, no final de fevereiro. A ação foi uma resposta a ataques de Israel e dos Estados Unidos. Os europeus não queriam enviar marinhas por medo da guerra, mas mudaram de ideia com o impacto financeiro. O Reino Unido e a França lideram a aliança em estágio inicial, sem a participação americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que a segurança do local é problema de quem depende da rota. Ele disse que essas nações deveriam "simplesmente tomar" o estreito.

França descarta ação militar imediata.
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a ideia de tomar o Estreito à força como irrealista. "Exporia todos aqueles que se aventuram por esse estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária", disse ele. O porta-voz das Forças Armadas francesas, Guillaume Vernet, explicou que a liberação só vai acontecer após o fim dos ataques. Ele avalia que será necessário coordenar garantias de segurança com o próprio Irã. Vernet completou que os países já conversam sobre os equipamentos militares necessários. "Precisaremos reunir um número suficiente de embarcações e ter capacidades de coordenação no ar e no mar", afirmou.

Com informações da Reuters
https://economia.uol.com.br

Trump diz que EUA têm petróleo da Venezuela e não precisam de Ormuz.


Durante discurso à nação, presidente pressionou outros países 
a tomarem controle do estreito ou comprarem óleo dos EUA.

Ana Mião de Brasília

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), voltou a dizer na 4ª feira (1º.abr.2026) que não precisa importar barris de petróleo escoados por meio do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. De acordo com o mandatário, o país consegue suprir a necessidade com o óleo produzido nacionalmente, além de receber navios da Venezuela.“Sob minha liderança, somos o maior produtor de petróleo e gás do planeta, sem sequer mencionar os milhões de barris que obtemos da Venezuela. Graças às políticas do governo Trump, produzimos mais petróleo e gás na Arábia Saudita e na Rússia juntas”, declarou durante discurso televisionado à nação estadunidense.

No início do discurso, Trump agradeceu aos militares que atuaram na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Com sua detenção, Washington passou a se aproximar da presidente interina do país, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda). Nesta 4ª feira, o nome de Delcy foi retirado da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA. Em outras ocasiões, Trump exaltou a colaboração com a presidente interina, principalmente no envio de barris de petróleo venezuelano ao país.

Pressão pelo controle de Ormuz.

Durante sua fala, o republicano disse que os países dependentes do petróleo escoado pelo estreito de Ormuz devem tomar o controle do canal do Irã. O presidente também sugeriu a compra do commodity produzida nos EUA.“Criem coragem, mesmo que atrasada –deveriam ter feito isso antes, deveriam ter feito isso conosco enquanto avançávamos para o Estreito, e simplesmente tomá-lo. Protejam-no, usem-no para vocês mesmos. O Irã foi essencialmente dizimado. A parte difícil já passou, então deve ser fácil”, afirmou Trump.

DISCURSO DE TRUMP À NAÇÃO.
O presidente disse que irá intensificar os ataques militares ao Irã nas próximas 3 semanas. Durante discurso à nação, o mandatário afirmou que a missão norte-americana no Oriente Médio está “quase completa”.“Vamos atacá-los com muita força nas próximas 2 a 3 semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram”, declarou Trump.

https://www.poder360.com.br

terça-feira, 31 de março de 2026

PGR recorre contra suspensão da aposentadoria compulsória de juízes.


Procuradoria Geral defende que decisão seja analisada pelo plenário do tribunal; 
a expectativa é que a medida só seja aplicada pelo CNJ após manifestação colegiada.

Sérgio Lima/Poder360 
Nino Guimarães de Brasília 

A Procuradoria-Geral da República apresentou na 2ª feira (30.mar.2026) um recurso contra decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a aposentadoria compulsória do rol de sanções graves contra magistrados. Com o recurso, a PGR quer que o caso seja analisado pelo plenário do tribunal. Conforme antecipou o Poder360, há expectativa no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de que a decisão sobre o fim da aposentadoria compulsória e sua aplicação seja fixada pelo plenário. Conselheiros ouvidos por este jornal digital afirmaram que Dino havia se comprometido a levar o caso ao colegiado caso houvesse recurso. O processo está sob sigilo. O agravo regimental protocolado pela subprocuradora-geral Elizeta Ramos de Paiva sustenta que a decisão carece de especificidade sobre sua aplicação prática pelos tribunais. Além disso, o recurso pede que o tema seja analisado de forma colegiada. Com o recurso, Dino determinou que as partes do processo apresentem manifestações num prazo de 15 dias.

No dia 16.mar.2026, o ministro determinou a retirada da aposentadoria compulsória do rol de punições para juízes alvos de processos administrativos. Entendeu que a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) estabelece a perda do cargo como punição mais grave.“Em face da mudança constitucional e à luz do princípio da moralidade, infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo, com rito adequado ao princípio da razoável duração do processo, mediante atuação do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

QUESTIONAMENTOS DA DECISÃO.

A decisão de Dino gerou dúvidas e questionamentos por parte de associações da magistratura e de conselheiros do CNJ. As entidades afirmam que não sabem como as novas regras serão aplicadas, sobretudo em processos em andamento. Também avaliam que a decisão pode beneficiar juízes infratores ao reduzir o alcance das sanções. O argumento é que, ao retirar a aposentadoria compulsória, Dino limita as punições e, na prática, deixa a disponibilidade como principal sanção administrativa. A Lei Orgânica da Magistratura prevê as seguintes punições:

    advertência;
    censura;
    remoção compulsória;
   disponibilidade (com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço);
    aposentadoria compulsória (com vencimentos proporcionais);
    perda do cargo.


Para a perda do cargo, é necessário não só processo administrativo, mas decisão judicial transitada em julgado. Segundo as associações, isso pode dificultar a retirada de magistrados, já que exige condenação definitiva —seja pelos tribunais de Justiça (1º grau) ou pelo STJ (2º grau).

DECISÃO COLEGIADA.
No CNJ, a expectativa é que uma decisão colegiada do STF esclareça as regras para punições administrativas. Há também preocupação sobre como tratar processos de aposentadoria compulsória em andamento. Segundo o Poder360, desde 2006 o CNJ já aplicou 126 aposentadorias compulsórias a magistrados por infrações graves. Um dos conselheiros relatou ter questionado diretamente Dino e espera que o julgamento pelo plenário traga clareza ao tema.

https://www.poder360.com.br

domingo, 29 de março de 2026

Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger presidente.



Um exemplo notável de subserviência
Ricardo Noblat

Incitar é um verbo transitivo que significa estimular, instigar, provocar ou encorajar alguém a realizar uma ação. Foi o que fez o senador Flávio Bolsonaro, em sua versão dita moderada, em palestra para o fino da direita americana em Dallas, no Texas. Diante de milhares de pessoas, ele comparou a trajetória do seu pai com a de Donald Trump, e acusou Lula de fazer lobby em favor de facções criminosas brasileiras e de privilegiar interesses chineses, cubanos e iranianos sobre os dos americanos.

“Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, disse Flávio em inglês, lendo um texto. Empolgado, disse que “o Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

Segundo Mariana Sanchez, colunista do UOL em Washington, coube a Eduardo Bolsonaro chamar ao palco o irmão, não sem antes mostrar à audiência que estava registrando o evento em um vídeo de celular “para mostrar ao meu pai”. Flávio disse sobre o pai: “Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda lutamos”.

Em seguida, qualificou Lula de “socialista condenado por corrupção” e mostrou uma foto dele abraçado ao líder venezuelano Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, depois de ter sido removido de Caracas por forças militares americanas.“Talvez vocês pensem: ‘Por que deveríamos nos importar? Este é um problema do Brasil’. Deixem-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo“, disse Flávio. E citou os minerais críticos e o combate ao narcotráfico.

Foi a deixa para dizer: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região simplesmente impossível”.

Adiante: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Ontem, por sinal, Trump a elogiou ao reconhecer a eficiência de seu modelo econômico. Nem Jair Bolsonaro ousou criticar a China à época do seu governo desastroso. Mas Flávio, cópia encardida do pai…“O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo“, disse Flávio, mudando de assunto.

E defendeu que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Terrorista é a organização que atua para derrubar regimes. O crime organizado visa ganhar dinheiro.“Estas organizações criminosas não têm qualquer viés ideológico, nem viés político, não querem mudar o sistema. Elas praticam infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirma Mario Sabburro, ex-secretário nacional de Segurança Pública. No limite, a classificação delas como organizações terroristas permitiria aos Estados Unidos combatê-las em solo brasileiro via operações militares ou policiais, e a bloquear contas de empresas que se relacionem com elas. A soberania do país iria para o lixo.Flávio Bolsonaro e seu irmão Eduardo não se importam com isso. Flávio com a palavra:“Eu entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado ‘Fazendo a América Grande Novamente’ e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (…). Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil”. 

Flávio encerrou sua fala dizendo: “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”. Poderia haver exemplo mais notável de subserviência e de pedido de ajuda para se eleger presidente em outubro próximo?

https://www.metropoles.com

sexta-feira, 27 de março de 2026

TJ-RJ anula a eleição de Douglas Ruas (PL) para presidente da Alerj.


Equipe CartaCapital

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou, na noite da quinta-feira 26, a sessão que elegeu Douglas Ruas (PL) para o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do estado. A eleição ocorreu horas antes, na tarde da quinta. A decisão, em caráter liminar, partiu da presidente em exercício do TJ-RJ, a desembargadora Suely Lopes Magalhães. Ao eleger Ruas — candidato único —, a Alerj também decidiu, na prática, levá-lo ao posto de governador interino do Rio de Janeiro. Ele foi escolhido por 45 dos 47 deputados presentes, enquanto a oposição boicotou o pleito e 22 parlamentares não compareceram.

A eleição ocorreu por ordem do Tribunal Superior Eleitoral, que cassou os mandatos do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do deputado Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Assembleia. Em maio do ano passado, Thiago Pampolha renunciou ao cargo de vice-governador para assumir uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Com os primeiros na linha sucessória de Castro impossibilitados de tomar posse, o posto ficou, de forma interina, sob o comando do presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto de Castro. Na decisão em que anula a sessão da Assembleia na quinta-feira, Suely Lopes Magalhães afirmou que a eleição só poderia acontecer depois da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em linha com o que decidiu o TSE ao cassar o mandato de Bacellar.

O TRE agendou a retotalização para a próxima terça-feira 31. Esse processo anulará os 97.822 votos recebidos por Bacellar em 2022. “A cronologia lógica a ser observada no cumprimento da decisão da Justiça Eleitoral é inequívoca: primeiro retotalizar os votos, para assegurar a legitimidade da composição da Casa Legislativa e, assim, a higidez do colégio eleitoral e do próprio sufrágio interno que se avizinha; e só então deflagrar o processo eleitoral”, escreveu a desembargadora.

https://www.cartacapital.com.br

Prefeitos do PL deixam partido após filiação de Moro.


Gestores do Paraná anunciam saída em massa após chegada de Sérgio Moro e criticam falta de diálogo, indicando apoio a outro candidato ao governo.

Conteúdo postado por:
Aquiles Lins

247 - Uma crise interna no Partido Liberal (PL) culminou na saída em massa de prefeitos no Paraná na quinta-feira (26). A debandada ocorre após a filiação do ex-juiz Sérgio Moro à legenda e sua indicação como pré-candidato ao Governo do Estado. De acordo com informações divulgadas pelos próprios gestores municipais, o anúncio oficial deve ser feito durante uma coletiva de imprensa em Curitiba. A movimentação reúne a maioria dos prefeitos do partido no estado e evidencia o descontentamento com os rumos adotados pela sigla. Ao menos 40 dos 52 prefeitos do PL — cerca de 80% do total — devem formalizar a saída. O grupo alega que a chegada de Moro provocou um ambiente de insatisfação generalizada, especialmente por considerarem que o ex-juiz tem perfil individualista e pouco aberto ao diálogo político.

Na avaliação de parte dos gestores, o estilo de atuação atribuído a Moro não dialoga com as exigências da vida pública. Eles afirmam que o diálogo é um dos pilares da democracia e essencial para a construção de consensos e a condução de políticas públicas eficazes. Outro ponto de crítica envolve a condução política do ex-juiz. Prefeitos ouvidos no movimento consideram que uma postura considerada autoritária poderia comprometer o atual momento político do estado. Além disso, apontam dificuldades em apoiar um nome que, segundo eles, não mantém boa relação com adversários e já fez críticas públicas ao PL e à família Bolsonaro.

Os prefeitos também ressaltam que a atividade legislativa exige articulação constante. Segundo o grupo, é fundamental construir pontes para viabilizar projetos, aprovar leis e assegurar estabilidade administrativa, fatores que consideram prejudicados diante do cenário atual. Diante desse contexto, os gestores municipais decidiram não apenas deixar o partido, mas também reorganizar sua atuação política. A tendência é que passem a apoiar outro candidato ao governo estadual nas eleições. A saída em bloco representa um dos maiores movimentos de ruptura recente dentro do PL no Paraná e pode impactar diretamente o cenário político local, especialmente na disputa pelo comando do Executivo estadual.

https://www.brasil247.com

quinta-feira, 26 de março de 2026

Entenda os próximos passos da extradição de Carla Zambelli.


Justiça italiana autorizou nesta quinta-feira o prosseguimento 
do processo da ex-deputada federal para o Brasil.

Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília

A Justiça italiana autorizou nesta quinta-feira (26) o prosseguimento do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. À CNN, a defesa de Carla Zambelli disse que pretende recorrer à Corte de Apelação italiana. Com a decisão, o próximo passo é a análise do processo pelo Ministério da Justiça italiano, a quem cabe liberar formalmente a extradição. Após a apreciação do ministério, as autoridades italianas comunicam oficialmente o governo brasileiro. A partir daí, a Polícia Federal fica responsável por organizar a logística da transferência, já que cabe ao Brasil buscar a extraditanda. Durante todo o procedimento, Zambelli permanecerá presa.

A CNN apurou que a Interpol também deve ser avisada. A notificação ao organismo internacional ocorre quando se iniciar o ajuste logístico da transferência."Com a extradição aprovada, essa entrega é rápida e ela não sai de custódia em nenhum momento", afirma o advogado especialista em Ciências Criminais Berlinque Cantelmo.Zambelli será trazida ao Brasil sob escolta policial e ficará presa conforme definição do  ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A expectativa é de que a ex-deputada seja detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.

Zambelli está presa na Itália desde julho. Ela foi condenada pelo STF a mais de 15 anos de prisão, considerando duas condenações, além de inelegibilidade e da perda do mandato e dos direitos políticos. Antes do trânsito em julgado do processo, ela deixou o país e se refugiou na Itália, o que levou o governo brasileiro a solicitar a extradição.

https://www.cnnbrasil.com.br

terça-feira, 24 de março de 2026

Irã ataca Israel com míssil após chamar negociação com Trump de 'fake news'.


Lorena Barros, Luana Takahashi, Robson Santos

Maioria dos moradores se deslocou a um abrigo antibombas, o que diminuiu o número de feridos, segundo o comando da Frente Interna do Exército de Israel. Em Tel Aviv e em outros pontos do país, sirenes têm avisado sobre ataques iminentes. Uma pessoa também ficou ferida em um ataque em Haifa hoje. Um homem que pisou em um fragmento de míssil também precisou de socorro médico, segundo o serviço Magen David Adom. Apesar do anúncio de pausa dos ataques dos EUA, Benjamin Netanyahu disse que seguiria com as ofensivas contra o Irã e contra o Líbano. "Há mais para vir", afirmou ontem. Governo israelense chamou trégua dos EUA de "fake news para manipular o mercado do petróleo". Segundo o porta-voz do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, nenhuma negociação foi feita com Trump.

Trump anuncia negociação com Irã e pausa ataques.
O líder americano anunciou ontem que o acordo com o Irã foi feito nos últimos dois dias. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio", escreveu na rede social Truth Social. Ofensivas contra usinas e infraestruturas energéticas serão paralisadas por cinco dias. O republicano disse ter feito a instrução ao Departamento de Guerra e que a suspensão está sujeita ao "sucesso das reuniões e discussões em andamento!".

As negociações devem continuar nesta semana. Segundo ele, o diálogo entre as duas nações será feito ao longo da semana, mas adiantou ter sido aprofundado, detalhado e construtivo até aqui. Se eles as levarem adiante, o conflito terminará. Eles querem chegar a um acordo, nós queremos chegar a um acordo. Donald Trump. Americano disse esperar chegar a uma resolução nuclear durante as conversas. "Não queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear, nem perto disso. Queremos ver paz. E eu acho que nós vamos conseguir isso. Nós concordamos com isso", disse hoje a uma repórter da Fox News após o anúncio. Trump não deu detalhes a respeito de ataques a outros tipos de infraestrutura. Além disso, não comentou se as ações militares de Israel também serão pausadas.

Jornais estatais do Irã chamam anúncio de recuo.
As mídias estatais iranianas Fars e Irib News negaram as negociações citadas. Em publicações pelo X, as agências disseram ter consultado fontes, que teriam informado não haver nenhuma ligação direta ou indireta com Trump. A imprensa também disse ter sido um recuo dos EUA. "Após a República Islâmica ameaçar atacar a infraestrutura energética de toda a região caso os EUA atacassem a infraestrutura energética iraniana, Trump recuou", declarou a Fars.

Troca de ameaças momentos antes.
No sábado, o americano havia dado um ultimato ao Irã. Ele deu o prazo de 48 horas para o Irã liberar o estreito de Hormuz, passagem responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Trump afirmou que iria "atacar e destruir completamente" as usinas de energia iranianas caso o canal não fosse liberado em dois dias. Hoje, Israel lançou uma nova onda de ataques a Teerã, confirmando o avanço contra "alvos de infraestrutura", sem detalhar os danos causados. Ainda hoje, o Irã declarou que "minaria todo o Golfo Pérsico" se uma invasão pelos EUA acontecer no país. Ameaça de retaliação acontece porque EUA estariam tentando dominar uma ilha a 24 km da costa do Irã. Segundo a agência de notícias Associated Press, um dos novos alvos americanos é a ilha de Kharg, que tem tanques de armazenamento de petróleo. Irã já fez uma série de ataques a nações vizinhas desde o começo da guerra. A justificativa do Irã para atacar países do golfo é a presença de bases militares dos Estados Unidos na região. Entre os alvos já atacados estão o Kuwait, Qatar e os Emirados Árabes Unidos.

Resistência do Irã surpreende Trump, diz professor.
A ideia de que os Estados Unidos teriam uma vitória rápida sobre o Irã não se confirmou diante da resistência articulada pelo regime iraniano. A análise é de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP e FGV, em entrevista ao UOL News - 2ª edição, do Canal UOL na última segunda-feira. Analista diz que o país iraniano mantém sua capacidade de ataques e influência sobre grupos armados na região. "Irã parece ter capacidade para resistir por mais tempo do que o esperado. Isso que não quer dizer, claro, que o regime seja indestrutível. Mas não é um passeio como aparentemente Trump parece ter imaginado, inspirado na experiência da Venezuela", avalia.
 
Professor entende que a capacidade de resistência iraniana depende do estoque de drones e mísseis. "Fica evidente que o Irã hoje ataca muito menos do que no começo. Ainda assim, são ataques precisos, capazes de afetar alvos específicos dos EUA ali na região e de criar todo esse ambiente de incerteza."

https://noticias.uol.com.br