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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Lula liga para Trump, defende negociação e diz que alegações dos EUA para tarifaço são 'infundadas'.

 

Estados Unidos aplicaram duas taxas sobre o Brasil: de 25% e de 12,5%.

Por Victoria Azevedo — Brasília 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta sexta-feira para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o Palácio do Planalto. De acordo com o governo, o presidente brasileiro defendeu a negociação sobre o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil e classificou as alegações americanas para aplicação das taxas como "infundadas". 

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou em nota que a conversa ocorreu em “tom amistoso e cordial” e teve duração de uma hora e vinte minutos. No começo do mês, Lula indicou a aliados políticos que buscaria uma conversa com o presidente americano para os próximos dias.

Segundo o informe, as duas autoridades conversaram sobre temas como a imposição de novas taxas pelo governo americano aos produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e conflitos internacionais.

Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, segundo o Planalto, Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas". 

O governo brasileiro tem defendido essa linha nas mesas de negociação desde o começo desse processo. A avaliação é que essas medidas têm teor político, e aliados do presidente da República têm denunciado a atuação de adversários políticos, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, para provocar essa taxação.

"Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", afirma a nota do governo.

Após a divulgação do telefonema pela Secom, o presidente Lula tratou da ligação com Trump em publicação nas redes sociais. Ele reforçou o conteúdo que havia sido previamente divulgado. 

    Lula
    @LulaOficial
    Telefonei, nesta manhã (21), para o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conversamos por uma hora e vinte minutos sobre temas do relacionamento bilateral e da agenda global.

    Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, enfatizei que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas. 

    Destaquei que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos, e afirmei que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterei a importância de trabalharmos juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O Presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível. 

    Reiterei o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Argumentei que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.  Afirmei que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las. Informei sobre a estratégia do país de asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de 17 bilhões de reais, e sobre os planos de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima.

    Também comentei sobre a aprovação da Lei Antifacção, que facilita a apreensão de bens e passaportes, bem como sobre a proposta de emenda constitucional que amplia o papel do governo federal na área de segurança pública em colaboração com os Estados da federação. Mencionei o estabelecimento do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne oficiais de todos os países amazônicos. O Presidente Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área. 
 
Trocamos impressões sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Concordamos sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. O Presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. Lamentei a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e, a exemplo do que sugeri aos Presidentes Xi Jinping e Putin, propus a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. Afirmei que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.

Na semana passada, o governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em razão do tarifaço imposto aos produtos do país. O Brasil foi atingido por duas tarifas pela gestão de Donald Trump: uma de 25%, específica para o país, e outra de 12,5%, que atinge também outras nações. 

As taxas se somam, embora haja exceções para determinados produtos da pauta exportadora. A avaliação do entorno petista, no entanto, é que esse processo não avance neste ano. Eles defendem cautela para não tomar decisões precipitadas.

A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros exportados para aquele país começou a valer no dia 22 de julho. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida atinge 15% do volume exportado para os EUA em 2025, ou US$ 5,8 bilhões, sendo que os setores mais impactados são madeira, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, produtos cerâmicos e açúcar.

Esse novo tarifaço foi adotado após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela política comercial do país, sobre supostas práticas “desleais” do Brasil que prejudicam as empresas americanas. 

A administração de Donald Trump citou, por exemplo, o Pix, o desmatamento, corrupção, entre outros argumentos — todos rebatidos pelo governo brasileiro.

O Brasil foi atingido ainda por uma sobretaxa foi aplicada sob a alegação de, junto com outras 59 nações, falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. Os argumentos também são rechaçados pela gestão Lula.

Segurança pública
Na chamada, Lula também reforçou o interesse de uma cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado e rejeitou que grupos criminosos no Brasil podem ser considerados terroristas. Em maio deste ano, os EUA decidiram classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, num revés para o governo, que buscava evitar isso.

“Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las”, diz a nota.

Ainda na ligação, o presidente brasileiro falou de ações do governo para “asfixiar financeiramente a criminalidade”, além da intenção de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima.

Segundo a nota, Lula também falou da aprovação do projeto de lei Antifacção e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública —a segunda está parada no Senado, ainda precisa ser votada. Os dois projetos foram apresentados pelo governo federal ao Congresso como bandeiras da gestão na área da segurança pública.

A Secom disse que Trump “se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área”.

Os dois presidentes também trocaram impressões sobre os principais conflitos internacionais, principalmente a guerra na Ucrânia e no Oriente Médio. De acordo com a nota da Secom, as duas autoridades concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada entre Rússia e Ucrânia.

Trump também falou sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. Lula, por sua vez, “lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU” e, assim como fez em ligações recentes a outros presidentes, como o da China, Xi Jinping, e o da Rússia, Vladimir Putin, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “O presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, diz a nota.

Idas e vindas 

A ligação entre os dois é mais um capítulo negativo na relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Ao longo de um ano e meio de convivência como presidentes dos maiores países democráticos do Ocidente, os chefes de Estado acumularam choques, intercalados por alguns momentos de demonstração de simpatia e aproximação.

Em julho do ano passado, Trump decretou o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos EUA e citou como justificativa uma suposta “perseguição” na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação na tentativa de golpe de 2023. Lula reagiu de forma dura.

Um encontro de 39 segundos nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado, mudou o rumo da relação. Trump revelou minutos depois ao discursar que eles tiveram “uma química excelente”.

A química resultou em telefonemas entre os dois e em um encontro em outubro na Malásia. O americano chegou a relaxar o tarifaço, com retirada de produtos, e excluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, das sanções previstas na Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.

Em maio, Lula viajou aos Estados Unidos para um encontro de três horas, que incluiu um almoço, com Trump na Casa Branca. A visita parecia ter selado um período de harmonia entre os dois presidentes.

Mas 20 dias depois de Lula voltar ao Brasil, os EUA classificaram as facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas, apesar dos apelos do governo brasilerio para que a medida não fosse tomada.

A sequência de medidas americanas prosseguiu com a proposta de taxação de 25% sobre os produtos brasileiros após uma investigação comercial com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana em junho.

Na sequência , ainda foi anunciada a conclusão de uma apuração por supostas falhas relacionadas ao “trabalho forçado” a 60 países, incluindo o Brasil, com sugestão de tarifa de 12,5%. O tarifaço anterior de 2025 havia sido derrubado pela Suprema Corte americana.

Desde a imposição dessas tarifas, Lula vinha avaliando como ligar para Trump e tentar a melhora da relação.

https://oglobo.globo.com 

PGR e Mendonça têm desconexão sobre Lulinha, diz pesquisador do STF.



Felipe Recondo, jornalista e pesquisador do STF (Supremo Tribunal Federal), aponta que divergência sobre foro privilegiado entre PGR e ministro relator pode comprometer desfecho do caso.

Da CNN Brasil

O caso Lulinha no STF (Supremo Tribunal Federal) está marcado por um clima de desconfiança e incerteza, segundo Felipe Recondo, jornalista e pesquisador do STF ao WW. Em análise sobre o impasse entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro André Mendonça, Recondo destacou que o processo não está correndo de maneira ortodoxa na corte. Para Recondo, o principal sinal de desconexão é o pedido da PGR para que o caso seja enviado à primeira instância, sob o argumento de que não há autoridade com foro privilegiado que justifique a permanência do processo no STF. Em sentido oposto, André Mendonça já manifestou entendimento de que existe, sim, tal autoridade com foro.

Desconexão entre relator e investigador.
O pesquisador ressaltou que essa divergência revela um problema estrutural no andamento das investigações. "Se a Procuradoria-Geral da República é responsável pela investigação e não vê autoridade com foro, e o ministro relator vê, já se mostra uma desconexão entre juiz relator e investigador", afirmou Recondo. Segundo ele, o receio é de que as investigações "não acabem bem" e não cheguem a uma conclusão satisfatória.

O contexto também expõe o STF a críticas mais amplas. A analista de Política da CNN Jussara Soares, que participou do debate, destacou que o momento é especialmente delicado, dado o cenário eleitoral. Ela apontou que o pedido da PGR para enviar o caso à primeira instância levanta questionamentos sobre outros processos que tramitam no STF, como os relacionados ao 8 de janeiro e a integrantes do chamado núcleo golpista.

Questionamentos sobre a atuação da PGR.
Jussara chamou atenção para a inconsistência na postura da PGR: nos outros casos, o órgão não via problema em mantê-los no STF, o que agora gera críticas à sua atuação."Por que o Procurador-Geral da República agora mudou de ideia, se nos outros casos ele não via problema de ficar no Supremo Tribunal Federal?", questionou ela.

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Globo suspeita de sabotagem na GloboNews.


Imersa na maior crise de audiência e reputacional de toda a sua 
história, emissora festejará seus 30 anos sem motivos para comemorar.

Gabriel de Oliveira
gabriel.oliveira@odia.com.br

O inferno astral da GloboNews parece não ter fim. Imersa na maior crise de audiência e reputacional de toda a sua história, a emissora festejará seus 30 anos sem ter motivos para comemorar. Nos últimos dias, ganhou força nos bastidores da Globo a teoria de que o canal de notícias está sendo alvo de uma sabotagem orquestrada por funcionários insatisfeitos desde o episódio do PowerPoint impreciso transmitido pelo ‘Estúdio i’. Boa parte da equipe do jornalístico foi remanejada para o Edição das 18h e para o Jornal das 10, que passaram a sofrer com falhas técnicas frequentemente. Aline Midlej, insatisfeita com a precariedade de seu jornal, já chegou a se queixar ao vivo das falhas.

Não há crise.
Um perfil especializado em notícias falsas no X, o antigo Twitter, disse que Celso Portiolli não teria ido ao almoço dos 45 anos do SBT por estar negociando com a Globo. A história não tem fundamento algum. O apresentador, assim como o diretor do ‘Domingo Legal, não compareceu por estar fora de São Paulo, trabalhando nas gravações de um quadro do seu programa. A relação do comunicador com a direção do SBT está excelente, e ele segue como um dos fiéis escudeiros de Daniela Beyruti.

https://odia.ig.com.br/

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O que pode acontecer com Flávio Bolsonaro após vídeo contra Lula.


TSE decidiu pela remoção de conteúdo; entenda quais são as possíveis consequências jurídicas e eleitorais para o senador e candidato à Presidência em 2026.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta semana, a remoção de um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A decisão, tomada por cinco votos a dois em plenário virtual, acendeu o alerta sobre as implicações jurídicas e políticas para o parlamentar. A medida do TSE estabelece um precedente importante no combate à desinformação, especialmente em ano eleitoral. Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência e Lula busca a reeleição nas eleições de 2026. A ação que resultou na decisão foi movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que acusou o senador de propaganda eleitoral antecipada negativa. A decisão impõe consequências diretas aos responsáveis por conteúdos considerados falsos ou gravemente descontextualizados pela Justiça Eleitoral.

Quais as consequências para Flávio Bolsonaro?
A consequência imediata é a obrigação de retirar o vídeo de suas redes sociais, e a determinação para que a plataforma X (antigo Twitter) também remova o conteúdo, sob pena de multa diária. No entanto, a decisão abre caminho para sanções mais severas, que podem ser exploradas tanto na esfera cível quanto na criminal, dependendo de futuras ações judiciais. A determinação do tribunal serve como um forte indicativo de que a disseminação de informações falsas com o objetivo de influenciar o debate público não será tolerada. Para os magistrados, a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e da crítica política, configurando um ataque à honra e à imagem de um adversário.

Flávio Bolsonaro pode ser processado?
Sim, a decisão do TSE fortalece a possibilidade de que o senador responda judicialmente por sua publicação. As principais frentes de responsabilização incluem processos por danos morais e ações na esfera criminal. A equipe jurídica do presidente Lula pode utilizar o veredito para formalizar novas queixas contra o parlamentar. As possíveis penalidades que o senador pode enfrentar se desdobram em diferentes áreas:
Crimes contra a honra: a publicação pode ser enquadrada como calúnia, difamação ou injúria, crimes previstos no Código Penal, o que levaria a um processo criminal.
Ação por danos morais: na esfera cível, o parlamentar pode ser condenado a pagar uma indenização financeira como reparação pelo dano causado à imagem do presidente.
Investigação por abuso de poder: em um cenário mais extremo, a conduta pode ser alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O que acontece agora?
Com a ordem do TSE, Flávio Bolsonaro precisa remover o conteúdo de todas as plataformas onde foi divulgado. A decisão colegiada contou com cinco votos favoráveis à remoção (ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira) e dois contrários (André Mendonça e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques).

A partir de agora, o caso serve de base para que os advogados de Lula ingressem com representações específicas buscando punições mais severas. A decisão do TSE funciona como uma validação de que o conteúdo foi ilícito, o que aumenta significativamente as chances de sucesso em eventuais processos futuros contra o senador.

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Análise - Tarcísio assume persona de 'concurseiro', apresenta plataforma nacional e esquece Flávio.


Há pouco mais de uma semana, o debate da Band já se encaminhava para o fim quando Fernando Haddad fez troça com Tarcísio de Freitas o chamando de “meio concurseiro” após ele enumerar municípios, regiões e micro detalhes da gestão de escolas em uma resposta sobre privatização. A sabatina do GLOBO, Valor e CBN nesta quinta-feira deixa claro que o governador gostou da piada, e quer manter o estilo de gestor detalhista como sua principal marca. Ao longo de uma hora e meia, Tarcísio empilhou dados sobre as realizações de cada área de seu governo, detalhando programas, números, metas, municípios, bacias hidrográficas, bairros e como é a relação com fornecedores — desde os responsáveis por grandes obras até as câmeras de segurança da polícia —, chegando a mencionar o nome do programa usado na alfabetização, o Elefante Letrado.

Liderando a corrida estadual com 15 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, e tendo uma rejeição 21 pontos menor, Tarcísio se deu ao luxo de prometer simplesmente manter e ampliar os programas implementados nos últimos quatro anos. Embora tenha na segurança e na saúde avaliações majoritariamente negativas, a aprovação geral do atual governo chegou a 55% na última pesquisa Genial/Quaest, ante 29% de desaprovação. Se a situação do governador parece confortável, o mesmo não se pode dizer em relação a seu aliado nacional, Flávio Bolsonaro. O herdeiro do bolsonarismo sabe que precisa garantir uma ampla vitória no estado para reverter a vantagem que o presidente Lula tem hoje nas pesquisas, mas Tarcísio deixou claro na sabatina que sua estratégia é quase que a antítese da expressa ontem por Fernando Haddad.

Enquanto o petista diz que sua missão principal é eleger Lula, Tarcísio sinalizou que a candidatura de Flávio está longe de ser prioritária. Indagado sobre como conduziria a campanha diante da possibilidade de se formar o voto “Tarula” — com seus eleitores apoiando Lula nacionalmente —, o governador passou um minuto e meio enumerando os programas estaduais que pretende mostrar para o eleitor e só no fim, de forma sintética, disse que “se tiver também integração no plano federal, com Flávio” vai ter mais facilidade de realizá-los. E se Lula for o vitorioso? “Sempre vou me pautar pelo pragmatismo e pelo interesse das pessoas”, respondeu, detalhando como foi a negociação com Lula para a construção do túnel Santos-Guarujá.

Tarcísio aproveitou a entrevista para riscar o chão, demarcando diferenças relevantes em relação a Flávio e à família Bolsonaro. Defendeu com vigor as urnas eletrônicas, afirmou categoricamente que o país precisa de um duro ajuste fiscal, e reclamou do fato de o país ter perdido “a capacidade de estabelecer consensos”. O governador sabe que qualquer tentativa futura de um voo presidencial dependerá de ter o apoio sólido do eleitor de direita, e acenou ao grupo ao defender a legitimidade da abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora a sabatina tenha sido dominada pelos problemas paulistas, Tarcísio apresentou o rascunho do que seria sua plataforma nacional: reforma política pelo fim da reeleição e adoção do voto distrital, ajuste fiscal de 2,5% a 3% do PIB e preocupação com o endividamento das famílias.

Existe um fetiche entre políticos e analistas sobre as perspectivas eleitorais nacionais de quem governa o maior estado do país. A história, no entanto, sugere cautela. Desde o fim da República Velha, em 1930, ao menos sete ocupantes do Palácio dos Bandeirantes tentaram chegar à Presidência. Só Jânio Quadros conseguiu, em 1960, para um trágico mandato de sete meses. Como o próprio Tarcísio admitiu, é muito cedo para projetar como serão as eleições de 2030, mas o governador começa a mostrar qual personagem pretende encarnar. Livre do papel de poste desempenhado em 2022, o "concurseiro" quer se apresentar como um gestor de centro-direita, apoiado pelos Bolsonaro, mas não servil a eles.

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Eclipse lunar no Brasil: veja horários das fases que a lua "apagará".


Fenômeno astronômico acontece entre os dias 27 e 28, 
com sua fase parcial iniciando às 23:33h, no horário de Brasília.

Fernanda Palhares, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo

Um eclipse lunar vai acontecer entre os dias 27 e 28 de agosto e todos no Brasil poderão observar. Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, o início da fase parcial do eclipse será às 23:33h do dia 27 e termina às 02:51h do dia 28, no horário de Brasília. Em entrevista à CNN Brasil, o astrônomo especificou a porcentagem do satélite que será coberta pela sombra da Terra em cada horário. 

O fenômeno poderá ser visto por qualquer pessoa no Brasil.
O astrônomo explicou à CNN Brasil que existe a possibilidade de a Lua assumir uma coloração mais avermelhada, fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”. Como o eclipse será visível em todo o país, Emerson recomenda que os amantes da astronomia procurem locais com boa visibilidade do céu e pouca ou nenhuma interferência da iluminação das cidades.

Por que a Lua fica vermelha?
A coloração avermelhada ocorre porque a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a superfície lunar. “Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves.

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Flávio toca um disco velho.


2026 não é 2018.

Começou uma campanha eleitoral imprevisível e com cheiro de mofo. Lula foi a São Bernardo para relembrar as greves históricas de 1979, e Flávio Bolsonaro retomou o discurso errático de seu pai. A imprevisibilidade começa quando, segundo a última pesquisa da Quaest, a percentagem de entrevistados que desaprovam o governo (48%) é superior à dos que aprovam (46%). Na realidade, esses números refletem um empate, e esse equilíbrio se repete na liderança de Lula num eventual segundo turno: 43% x 40%. As entrelinhas dessa pesquisa não permitem saber com precisão para onde vão as preferências dos outros candidatos num eventual segundo turno.

O cheiro de mofo vem da escolha de Lula para iniciar a campanha onde começou sua vida pública, há 47 anos. Cheira a mofo a essência do discurso de Flávio em Copacabana, ecoando as falas do pai. Em 2018, o antipetismo era difuso, Lula estava na cadeia, e o comissariado enfrentava a adversidade com olímpica soberba. Hoje a situação é outra; prova disso é que o Centrão se declarou neutro. A consequência dessa posição só poderá ser medida na noite de 4 de outubro, com as urnas computadas. Em 2018, Bolsonaro carregava o estandarte de Paulo Guedes; hoje seu filho oferece sucedâneos. O antipetismo de 2026 perdeu seu caráter difuso e ficou restrito a um horror visceral.

Nos últimos anos, a economia viu a queda de gigantes da economia, com as redes varejistas tradicionais Americanas e Casas Bahia recorrendo à recuperação judicial. As causas das dificuldades são diversas. Nas Americanas, vinham da fraude. Nas Casas Bahia, há o fator tecnológico. Nos dois casos, a taxa de juros lunar. Essas crises desempregam mais gente que os tarifaços de Trump, mas o governo, como todos os anteriores, acha que nada tem a ver com o problema, pois a taxa de juros vem do Banco Central. Verdade, mas quem expande os gastos públicos é ele. Lula começou seu terceiro governo achando que poderia ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia e chega ao final encrencado com dois encrenqueiros: Donald Trump e Javier Milei. Flávio apresenta-se como remédio para esses males. Promessa de campanha. A Trump, ele não pode e não deve dar o que ele quer. A Milei, pode dar discursos e pouco mais que isso.

Com pouca plataforma, Bolsonaro II foi ao arquivo e de lá tirou o tema mofado das urnas eletrônicas, que seriam produzidas por uma empresa da Venezuela chavista. Não só essa patranha já foi desmentida, como o sistema eleitoral brasileiro, instalado há 30 anos, é defendido hoje pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Quem o colocou no STF em 2020 foi Bolsonaro I, a partir de uma articulação de Flávio. Sua recente desconfiança nas urnas é apenas falta de assunto.

O cheiro de mofo da campanha torna-se tóxico quando a operadora de planos de saúde Hapvida diz que poderá aumentar suas mensalidades em dois dígitos, e nenhum candidato pergunta onde foi parar o estudo que pretendia debulhar a composição desses reajustes. A campanha começou rala e mofada. Tomara que tome jeito. 

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PGR pede que caso de Lulinha deixe STF e seja julgado na 1ª Instância.


Leonardo Gimenes, Nino Guimarães

Procuradoria Geral da República alega que não há ninguém com foro privilegiado que justifique a permanência do inquérito no Supremo. A Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito que investiga a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas negociações de um projeto de cannabis medicinal com o governo federal deixe a Corte e seja enviado à 1ª instância. A PGR declarou que como não há ninguém com foro privilegiado envolvido no caso não há motivo para que o inquérito siga no Supremo. A decisão final será do ministro André Mendonça, relator de 2 inquéritos que tramitam no Tribunal e envolvem Lulinha.

O filho do presidente é investigado por envolvimento com a lobista Roberta Luchsinger nos crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde. De acordo com a investigação da Polícia Federal, a empresária também pretendia obter 20% de remuneração nos contratos com o governo federal. Mensagens mostram que Luchsinger dizia falar em nome de Lulinha nas negociações com o ministério. Em um momento, a lobista usou a expressão “eu sou o Fábio” para se identificar como representante do filho do presidente. “Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz um trecho da investigação. As informações foram divulgadas pelo Estadão e confirmadas pelo Poder360.

O QUE DIZEM OS CITADOS.
A defesa de Lulinha afirmou ao Poder360 que se trata de “vazamentos ilegais” e que “colocam em dúvida a imparcialidade e a condução das investigações”. A nota ainda afirma que não irá se deslocar para fora do processo para responder ao que afirmou serem “trechos recortados de relatórios parciais que não permitem que analisemos contexto, legalidade, cadeia de custódia, excessos e desvios”. O Poder360 entrou em contato com a defesa de Roberta Luchsinger para saber se gostaria de se manifestar sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

https://www.poder360.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O mês em que Flávio Bolsonaro e Vorcaro conversaram 5 vezes por telefone.


Publicado por
Diario do Centro do Mundo

Registros de conversas por WhatsApp identificam ao menos cinco ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro apenas em setembro de 2025. As chamadas somaram 6 minutos e 20 segundos, mas os próprios dados indicam que o total pode ser maior, pois parte dos contatos aparenta ter ocorrido pela rede telefônica convencional. De acordo com as informações divulgadas no blog Noites Húngaras, de Paulo Motoryn chamada mais longa ocorreu em 8 de setembro e durou 2 minutos e 38 segundos. Flávio fez a ligação às 22:12h, logo depois de enviar a Vorcaro um áudio de 1 minuto e 31 segundos sobre recursos destinados ao filme “Dark Horse”. Após ouvir o áudio, Vorcaro respondeu: “Te peço desculpas, semana passada foi muito difícil pra mim”. Em seguida, escreveu: “Eu vou resolver amanhã”. O conteúdo da ligação feita por Flávio no mesmo minuto não consta nos registros disponíveis.

No dia 16 de setembro, Vorcaro procurou o senador às 11:07h com a mensagem “Opa. Tudo bem?”. Flávio respondeu às 11:45h: “Fala mermao” e “Retornei”. Dois minutos depois, Vorcaro iniciou uma ligação pelo WhatsApp que durou 42 segundos. As mensagens sugerem tentativas anteriores de contato que não ficaram registradas no aplicativo.

Flávio fez três chamadas a Vorcaro em 24 de setembro.
As três últimas ligações identificadas ocorreram em 24 de setembro de 2025, todas iniciadas por Flávio Bolsonaro. Os contatos aconteceram às 13:38h, por 45 segundos; às 17:46h, por 25 segundos; e às 22:00h, por 1 minuto e 50 segundos. A última chamada daquele dia ocorreu logo após uma conversa sobre um possível encontro em Brasília. Às 21:25h, Vorcaro disse que precisaria permanecer em São Paulo e perguntou se poderiam se encontrar na terça ou na quarta-feira seguinte. Flávio respondeu: “Fala irmão, veja o que for melhor pra vc. Vou estar aqui a semana toda”.

Às 21:59h, Vorcaro propôs: “Quarta 14:30h?”. Um minuto depois, os dois começaram a ligação de 1 minuto e 50 segundos. Os registros não permitem confirmar se o encontro presencial chegou a ocorrer. Flávio confirmou apenas uma reunião com Vorcaro, em novembro de 2025, em São Paulo, quando o dono do Banco Master já havia sido preso e usava tornozeleira eletrônica.

A Polícia Federal abriu em 23 de julho um inquérito sobre repasses de Vorcaro, sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Um relatório do Coaf informou que as transferências ao Texas chegaram a US$ 12,3 milhões, acima dos US$ 10,6 milhões identificados inicialmente; a assessoria de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o teor das ligações e documentos de prestação de contas do “Dark Horse”.Flávio fez três chamadas a Vorcaro em 24 de setembro. As três últimas ligações identificadas ocorreram em 24 de setembro de 2025, todas iniciadas por Flávio Bolsonaro. Os contatos aconteceram às 13:38h, por 45 segundos; às 17:46h, por 25 segundos; e às 22:00h, por 1 minuto e 50 segundos.

A última chamada daquele dia ocorreu logo após uma conversa sobre um possível encontro em Brasília. Às 21:25h, Vorcaro disse que precisaria permanecer em São Paulo e perguntou se poderiam se encontrar na terça ou na quarta-feira seguinte. Flávio respondeu:  Às 21:59h, Vorcaro propôs: “Quarta 14:30h?”. Um minuto depois, os dois começaram a ligação de 1 minuto e 50 segundos. Os registros não permitem confirmar se o encontro presencial chegou a ocorrer. Flávio confirmou apenas uma reunião com Vorcaro, em novembro de 2025, em São Paulo, quando o dono do Banco Master já havia sido preso e usava tornozeleira eletrônica.

A Polícia Federal abriu em 23 de julho um inquérito sobre repasses de Vorcaro, sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Um relatório do Coaf informou que as transferências ao Texas chegaram a US$ 12,3 milhões, acima dos US$ 10,6 milhões identificados inicialmente; a assessoria de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o teor das ligações e documentos de prestação de contas do “Dark Horse”.

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domingo, 16 de agosto de 2026

Cientista político vê caso de filiação como piada: ‘É importante que Flávio Bolsonaro seja derrotado nas urnas’.


Paulo Niccoli Ramirez afirma que essa suposta brincadeira é o 
menor dos problemas da candidatura descreditada do senador.

José Bernardes, Larissa Bohrer e Maria Teresa Cruz

Mais uma trapalhada marca a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e movimenta o cenário eleitoral na quinta-feira (13). O candidato apareceu filiado ao partido Missão, na reta final do período de registros junto à Justiça Eleitoral, impedindo o cadastro dele pelo PL. O Missão afirma que teria avisado o ocorrido ao PL dez dias atrás. O partido de Flávio, por outro lado, atribui a situação a um ataque hacker. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, já restabeleceu o registro de Flávio no PL e liberou a candidatura, e, portanto, tudo está certo para a participação do senador na disputa eleitoral deste ano.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a cientista política Paulo Niccoli Ramirez avalia que, apesar de todos os percalços na campanha do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, sua eventual ausência na disputa seria a “decretação da morte, com atestado de óbito” do bolsonarismo. “A situação toda tem toda cara de ter sido uma piada, talvez de um jovem ou adolescente, que, inclusive, deve ter invadido o e-mail institucional dele. Em que pese o fato de Nunes Marques ser um bolsonarista, me parece justo restabelecer Flávio no PL”, afirma.

Além disso, Ramirez aponta que, caso a candidatura tivesse algum tipo de obstáculo por conta da suposta brincadeira, prejudicaria muito o processo eleitoral. “É importante que a gente tenha a participação do Flávio para que ele seja derrotado nas urnas, para que não gere contestações como ele vem tentando fazer em relação ao processo eleitoral”, defende. “Faz parte da democracia que ele participe. Mas é necessário que ele seja derrotado nas urnas para apagar de vez esse fantasma do bolsonarismo”, avalia.

O cientista político não aposta em teorias que indicam que o senador teria articulado esse episódio do Missão, para se colocar como “vítima do sistema”. Até porque, reforça Ramirez, esse é o menor dos problemas da candidatura. “Do ponto de vista da democracia e das pesquisas, o próprio eleitorado já tem descartado o Flávio. O estrago já está feito. O problema não é esse do Missão. O problema é o tarifaço, a anistia dos golpistas, o caso Master e o envolvimento com o Vorcaro”, resume.

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