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domingo, 21 de junho de 2026

Os dois motivos que mais irritaram Lula sobre o envolvimento de Jaques Wagner no caso Master.

 
Por: Bela Megale

Auxiliares de Lula relataram que o presidente ficou muito irritado com o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Banco Master. Um dos motivos é que Wagner tinha assegurado a Lula que não havia nada que o comprometesse em relação ao grupo de Daniel Vorcaro. A investigação da Polícia Federal, no entanto, mostrou o oposto. O segundo foco de irritação do presidente foi a entrevista concedida pelo senador à Bandnews, na qual falou, sem autorização prévia, do telefonema que recebeu de Lula após ser alvo da Polícia Federal. Além disso, o parlamentar afirmou que não sairia da liderança de governo, a menos que o presidente determinasse, gerando constrangimento ao chefe do Executivo. A avaliação é que não há clima para a permanência de Wagner na liderança pela fragilidade de suas explicações para rebater as acusações do inquérito policial.

Na operação deflagrada na quinta-feira (18), a PF afirma que o senador teria recebido benefícios, como um apartamento de R$ 2,45 milhões por ter atuado a favor do banco Master. Na entrevista, Jaques Wagner admitiu ter pedido para Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, comprar o apartamento, sob a condição de que ele recompraria o imóvel posteriormente. A PF aponta outras regalias recebidas pelo senador, como uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show da cantora Taylor Swift, em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima, segundo a investigação.

Na segunda-feira, Wagner se reunirá com Lula. Petistas e uma ala do governo trabalham para que ele peça para sair da liderança. 

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Redes de cinema rejeitam filme sobre Bolsonaro antes mesmo da estreia.

 
Publicado por
Diário do Centro do Mundo -

A cinebiografia “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta resistência das principais redes de cinema do país antes mesmo de sua estreia. Segundo informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, no Globo, exibidores demonstram pouco interesse em incluir o longa em suas programações. Entre os motivos apontados está a expectativa de baixo desempenho comercial. Executivos do setor avaliam que o filme pode registrar procura limitada do público, o que reduziria o interesse das redes em reservar salas para a produção.

Outro fator que pesa na decisão é a preocupação com possíveis conflitos envolvendo grupos com posições políticas divergentes. Exibidores temem que a exibição do filme possa provocar tensões entre apoiadores e críticos de Bolsonaro em áreas de circulação dos cinemas. O longa tem como protagonista o ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”. Na produção, ele assume o papel do ex-presidente brasileiro em uma narrativa baseada em sua trajetória política.

A resistência ocorre em um momento em que o mercado cinematográfico busca recuperar público e receitas após anos de mudanças nos hábitos de consumo de entretenimento. Nesse cenário, a definição da programação das salas costuma levar em conta projeções de bilheteria e potencial de atração de espectadores. Ainda não há informações sobre o número de cinemas que pretendem exibir “Dark Horse” ou sobre a estratégia de distribuição do filme no Brasil. A produção, porém, já desperta atenção antes do lançamento por causa do tema político e das reações que vem provocando entre exibidores.

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sábado, 20 de junho de 2026

Lindbergh pede pela 2ª vez que Moraes revogue domiciliar de Bolsonaro.


PODER360

Pedido afirma que a escolta do ex-presidente impediu a chegada da intimação sobre pistola registrada em seu nome e que foi apreendida.

O vice-líder do Governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu nesta 6ª feira (19.jun.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), sob alegação de descumprimento de medida judicial envolvendo uma pistola na residência do ex-presidente e interferência no cumprimento de uma intimação policial. O documento apresenta como 1ª justificativa uma comunicação feita pelo delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia, Thiago Boeing, ao STF. O texto afirma que não foi possível intimar o ex-presidente Jair Bolsonaro porque a equipe de escolta impediu o cumprimento do ato. Este é o 2º pedido de Lindbergh sobre o assunto nesta semana. O 1º foi na 4ª feira (17.jun) depois da confirmação de que Bolsonaro mantinha uma pistola Glock G17, calibre 9mm, em sua residência durante o cumprimento da pena. A defesa do ex-presidente reconheceu o fato, informando que ele teve contato com o armamento, identificou uma suposta falha técnica e o entregou a um segundo-sargento do Exército para avaliação. 

Os advogados argumentaram que a equipe de segurança havia retirado o percurssor da arma sem o conhecimento de Bolsonaro por causa de medicações psiquiátricas que afetavam sua cognição, mas que a arma tinha registro formal de equipamento no Exército.“O fato novo não pode ser tratado como episódio burocrático ou incidente lateral. Trata-se de possível impedimento material ao cumprimento de ato policial regular, praticado por agentes que atuam no entorno imediato de pessoa submetida a medida excepcionalíssima de prisão domiciliar humanitária”, afirma o documento

O petista também pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida previamente para avaliar o descumprimento das condições da custódia. Caso haja recusa da revogacão, o deputado solicitou que o episódio seja utilizado como justificativa para impedir a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro.“A manutenção da domiciliar, nessas circunstâncias, transmite mensagem incompatível com o Estado de Direito: a de que uma pessoa condenada pela justiça criminal, inclusive como líder de organização criminosa armada, pode permanecer em regime excepcional, com porte de arma de fogo, enquanto sua equipe impede o cumprimento de atos policiais”, diz Lindbergh.

ARMA DE BOLSONARO.
A apreensão do armamento de Jair Bolsonaro se deu durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília, na 2ª feira (15.jun). Na ocasião, a arma era transportada por Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional que atua na segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que “o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, e que “retirou o armamento no dia 15 de junho com a finalidade de realizar o reparo do percussor, esclarecendo que, após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida na data de 16 de junho”. Na 3ª feira (16.jun.), Moraes havia determinado que a defesa do ex-presidente prestasse esclarecimentos sobre a pistola em até 24 horas. Os advogados responderam formalmente no dia seguinte. Disseram que a arma estava sem condições de uso e que o ex-presidente havia solicitado ao segundo-sargento do Exército que fizesse a manutenção.

A Polícia Civil do Distrito Federal irá ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima 4ª feira (24.jun.2026) sobre o caso da arma de fogo apreendida, segundo noticiado pela jornalista Mariana Muniz, do jornal O Globo. O depoimento será tomado por videoconferência e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta 5ª feira (18.jun.2026). No pedido encaminhado ao ministro, a PCDF solicita a realização de uma videoconferência com o ex-presidente para a coleta das informações.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

 
Justiça. TC suspende contrato de quase R$ 10 milhões da 
Prefeitura de Guarapari por suspeita de irregularidades.

Redação Multimídia ESHOJE

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou a suspensão imediata de um contrato de R$ 9.932.767,68 firmado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) da Prefeitura de Guarapari para serviços de manutenção, reformas de espaços públicos e conservação de estradas urbanas e vicinais. A medida cautelar foi proferida pelo conselheiro Rodrigo Coelho e posteriormente referendada pelo Plenário da Corte. O contrato teve origem na adesão do município a uma Ata de Registro de Preços conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Mineiros (Conminas/MG). Durante a análise do processo, a equipe técnica do Tribunal apontou uma série de indícios de irregularidades que motivaram a decisão de interromper a execução do ajuste até o julgamento definitivo do caso. Entre os principais pontos levantados está a suspeita de que a adesão à ata tenha sido definida antes da conclusão da fase preparatória da contratação, sem a realização de estudos de mercado capazes de demonstrar a vantajosidade da escolha ou a comparação com outras alternativas disponíveis.

A área técnica também identificou possíveis conflitos de interesse envolvendo empresas contratadas pela Secretaria Municipal de Obras. Conforme o relatório, o sócio-administrador da empresa contratada também figura como procurador e preposto de outra construtora que mantém contrato com o mesmo órgão. Ao analisar o caso, o relator destacou a preocupação com a estrutura de representação das empresas. “O ponto sensível, sob a ótica do controle externo, reside na sobreposição estrutural de representação entre empresas contratadas pelo mesmo órgão, para objetos materialmente coincidentes ou substancialmente semelhantes, em contexto de adesões sucessivas a atas de registro de preços”, registrou Rodrigo Coelho.

Outro aspecto apontado pela fiscalização foi a existência de sobreposição entre contratos. Segundo a manifestação técnica, foram identificados 137 itens idênticos entre o Contrato nº 030/2026 e o Contrato nº 032/2025, o equivalente a 52,29% dos 262 itens previstos no contrato mais recente. O Tribunal também verificou que, ao longo de 2025, a Semob teria realizado todas as suas contratações por meio de adesões a atas de registro de preços, sem promover licitações próprias. Para o relator, esse modelo deve ser utilizado apenas de forma excepcional. “A adesão à ata de registro de preços possui natureza excepcional e pressupõe demonstração concreta de vantajosidade, compatibilidade do objeto, adequação dos quantitativos, planejamento prévio e observância das cautelas necessárias à preservação da competitividade. Quando utilizada de forma sistemática, como rota ordinária de contratação, a ‘carona’ perde sua feição instrumental e passa a sugerir desvio de finalidade do próprio sistema de registro de preços”, afirmou.

Outro ponto questionado diz respeito ao fato de a adesão ter sido realizada a uma ata gerenciada por um consórcio que já estava em processo de extinção. De acordo com os autos, o aviso de adesão foi publicado 13 dias após a deliberação que extinguiu o Conminas e sete dias depois da assinatura do documento de encerramento do consórcio.

Além disso, a equipe técnica apontou indícios de falhas na transparência do procedimento, em razão da ausência de identificação do órgão gerenciador da ata no instrumento contratual.

Ao fundamentar a decisão cautelar, Rodrigo Coelho ressaltou que permitir a continuidade da execução poderia consolidar atos administrativos de difícil reversão, como medições, liquidações, pagamentos e autorizações de fornecimento.“O controle externo não pode atuar apenas quando a despesa já se converteu em dano. Sua função preventiva recomenda intervenção tempestiva quando a marcha contratual, sob suspeita juridicamente plausível, ameaça tornar tardio o pronunciamento definitivo desta Corte”, destacou.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos do contrato e todos os atos administrativos dele decorrentes, incluindo novas autorizações de fornecimento, execução de serviços, medições, liquidações e pagamentos, até a conclusão da análise do processo pelo Tribunal de Contas do Estado.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero.

 
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. Suspeita é que senador tenha recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro.

Por Reynaldo Turollo Jr, Márcio Falcão, Vladimir Netto, Túlio Amâncio, Isabela Camargo, Ana Flávia Castro, TV Globo, GloboNews e g1 — Brasília 

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). A investigação da PF apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras.

A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Relembre aqui as fases anteriores da operação. Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta. O g1 busca contato com as defesas dos demais investigados. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso nbo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação. Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Caso Master.
A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que o banco emitiu títulos de investimento sem garantias suficientes, com objetivo de atrair clientes com promessas de rentabilidade acima da média do mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões. Ao longo das fases seguintes, a investigação foi ampliada e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de adversários, espionagem, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.

A PF também investiga aportes bilionários feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Master e supostos repasses a agentes políticos. Nas fases mais recentes, a operação atingiu familiares e aliados de Vorcaro, além de autoridades públicas. Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos relacionados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da apuração sobre investimentos de recursos do Rioprevidência em fundos ligados ao Master. Todos os investigados negam irregularidades.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Entenda o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF.


PODER360

Ex-deputado é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado; o ministro Alexandre de Moraes é o relator. O julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal começa nesta 3ª feira (16.jun.2026). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A sessão começa com a leitura do relatório, quando Moraes fará um resumo do caso. O ex-deputado foi inicialmente indiciado pela Polícia Federal, que entendeu que ele articulou medidas de pressão e sanções contra autoridades brasileiras. O indiciamento foi aceito pelo Ministério Público e enviado ao STF, que também aceitou a denúncia.

Depois do relatório, a Procuradoria Geral da União apresentará a acusação e todos os elementos que fundamentam o pedido de condenação. A manifestação do MP deve seguir os mesmos fundamentos das alegações finais apresentadas pelo procurador-geral Paulo Gonet à Corte.

Defesa.
O ex-congressista, que está nos Estados Unidos, não constituiu defesa nos autos e, portanto, será representado pela DPU (Defensoria Pública de União), com sustentação oral sendo feita pelo defensor Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. 
 
Votação.
Em seguida, os ministros começam a votar. O 1º será o relator, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Se houver maioria pela condenação, o julgamento passa à fase de dosimetria, quando será fixada a pena a ser aplicada.

Relatório.
Para Moraes, Eduardo articulou nos EUA ações contra o Brasil, como a imposição de tarifas, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra ele. “O elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”, afirma.“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”, escreve Moraes.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

O novo risco de Flávio.

 
Denise Rothenburg

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

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domingo, 14 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste, mostra Quaest.


Detalhamento da pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos pesquisa por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar mudança de cenário captada nessa semana, quando Lula abriu vantagem de 6 pontos sobre Flávio no segundo turno.

Por Carolina Freitas, g1 — São Paulo 

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste, mostram dados da pesquisa Quaest obtidos pelo g1. O detalhamento por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar a mudança de cenário captada nessa semana, quando o presidente Lula abriu 6 pontos de vantagem sobre Lula no 2º turno.

Desde março, Lula e Flávio apareciam em empate técnico na simulação de 2º turno da Quaest. Agora em junho, o petista passou a liderar, com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio.

Entre uma pesquisa e outra, veio à tona a relação de Flávio com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. O senador recebeu R$ 61 milhões do dono do banco Master a pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".

De maio a junho também, os Estados Unidos, de Donald Trump, anunciaram duas medidas que impactam o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões saíram depois de uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

Onde Flávio Bolsonaro perdeu apoio.
Dados da Quaest mostram perda de apoio a Flávio Bolsonaro nas regiões Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo e Minas Gerais."Regionalmente, a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno aparece com clareza no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte. Nos dois casos, a queda de Flávio é maior do que o avanço de Lula, o que sugere perda líquida de apoio do senador nesses recortes", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

No Sudeste, Flávio Bolsonaro vem em queda desde abril. O senador, que já esteve na dianteira com 12 pontos de vantagem, deixou a liderança na região e agora está em empate técnico com Lula. O presidente mostra tendência de alta desde abril.

No agregado Centro-Oeste/Norte, Flávio Bolsonaro oscilou 8 pontos para baixo. Com Lula em tendência de alta desde abril, o cenário também mudou para um empate técnico. No mês passado, o presidenciável do PL estava 14 pontos à frente. Hoje, está a apenas 2. 

Mudança entre jovens, mulheres e evangélicos.
Dados da Quaest mostram o presidente Lula com vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro entre todas as faixas etárias medidas. O senador perdeu a vantagem no único estrato em que liderava: as pessoas com idade entre 16 e 34 anos.

Na faixa etária entre 35 e 59 anos, Lula manteve os 44% de intenção de voto, e Flávio oscilou de 40% para 38%. Entre pessoas com mais de 60 anos, o presidente passou de 46% para 44% e Flávio, de 38% para 37%."Entre as faixas etárias, o grupo de 16 a 34 anos é o exemplo mais forte da virada. Depois de três rodadas consecutivas com vantagem numérica de Flávio, Lula passa à frente nesse segmento", diz Felipe Nunes.

O eleitorado feminino aparece como um desafio histórico para a família Bolsonaro, e os acontecimentos de maio refletiram em números menos favoráveis para Flávio, com a ampliação da vantagem de Lula nesse grupo. 
 
Entre os homens, Flávio registra vantagem numérica sobre Lula, com 44% contra 41% do petista. Como a margem de erro nesse estrato é de 3 pontos para mais ou para menos, a situação é de empate técnico - em maio, o senador liderava entre os homens com 8 pontos de vantagem.

Outro estrato em que o pré-candidato do PL perdeu força foi entre evangélicos, com uma queda de 9 pontos. Flávio ainda lidera nesse grupo, mas a vantagem em relação a Lula diminuiu de 37 para 21 pontos de maio a junho. 

Movimentação de acordo com renda e escolaridade.
Flávio Bolsonaro oscilou para baixo entre eleitores com renda de mais de 2 salários mínimos e aqueles que cursaram ao menos o Ensino Médio.

Entre as pessoas que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, a vantagem numérica se inverteu de Flávio para Lula.

Flávio passou de 51% para 46% entre eleitores que ganham mais de 5 salários mínimos. Ainda assim, o senador está 12 pontos à frente de Lula, que manteve os 34% nesse grupo.

Em relação à escolaridade, Lula lidera com 7 pontos entre as pessoas com Ensino Fundamental e passou ao empate técnico nas outras subdivisões, que eram lideradas por Flávio até abril.

Entre os eleitores com Ensino Médio, há dois meses, o petista vem em tendência de alta e o pré-candidato do PL, em tendência de queda. Agora, Flávio tem 41% e Lula, 40%.

A maior movimentação se deu entre quem cursou o Ensino Superior. Flávio Bolsonaro liderava com 15 pontos em maio. Agora, está apenas 3 pontos à frente de Lula, em situação de empate técnico. 

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que a perda de apoio de Flávio se dá em segmentos que não se identificam necessariamente com Lula."A pesquisa indica que a abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno está associada a uma perda de tração de Flávio em segmentos fora do núcleo lulista, especialmente entre eleitores independentes. Esse é um dado relevante para acompanhar nas próximas rodadas, porque pode indicar uma mudança no comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente", diz Nunes.

https://g1.globo.com 

sábado, 13 de junho de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro obtém medida protetiva contra ex-marido.


Decisão aponta indícios de ameaças, perseguição e 
violência psicológica contra Karina Ferreira da Gama.

247 - A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), obteve uma medida protetiva na Justiça de São Paulo contra seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A decisão, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, foi proferida pela juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital paulista. Ao analisar o caso, a magistrada apontou indícios de ameaças, perseguição e violência psicológica, concedendo a proteção prevista na Lei Maria da Penha.

Justiça impõe série de restrições ao ex-marido.
A medida determina que Wemerson mantenha distância mínima de 300 metros de Karina e de seus familiares. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a empresária, seja por telefone, redes sociais, aplicativos de mensagens ou por intermédio de terceiros. A decisão judicial estabelece ainda que o ex-marido não poderá frequentar os mesmos locais que Karina, incluindo seu ambiente de trabalho. Além disso, ele está impedido de divulgar fotografias, vídeos ou qualquer outro material audiovisual em que a empresária apareça sem autorização. Segundo os autos, Karina relatou ter passado a sofrer intimidações após o fim do casamento. O casal tem uma filha de 3 anos.

Novos documentos levaram à revisão do caso.
O pedido de medida protetiva havia sido negado inicialmente. Posteriormente, a defesa da empresária apresentou novos documentos à Justiça, entre eles um laudo psicológico e um detalhamento das condutas atribuídas ao ex-marido. Após reexaminar o caso, a juíza concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar indícios de violência psicológica, moral e ameaças, determinando a concessão da medida protetiva. A magistrada também definiu que eventuais contatos de Wemerson com a filha do casal deverão ocorrer por intermédio de uma terceira pessoa indicada por Karina, até que a questão seja apreciada pela vara competente.

Testemunha relatou pressão e tentativas de exposição.
Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha ligada às atividades profissionais da empresária afirmou que Wemerson teria passado a exigir compensações financeiras e participação em contratos relacionados ao Instituto Conhecer Brasil, organização presidida por Karina. De acordo com o relato, após a recusa, ele teria iniciado ameaças e tentativas de divulgar informações sobre a vida pessoal e profissional da empresária. A testemunha também declarou que o objetivo seria desgastar sua imagem pública em um momento de maior exposição nacional.

Procurada pela reportagem, a defesa de Wemerson informou que ainda não foi formalmente citada no processo. Segundo a advogada Tassiane Locali Ventura, ele não mantém contato com a ex-mulher há bastante tempo e o pedido de divórcio foi protocolado em fevereiro de 2025.

Caso ocorre em meio à repercussão do filme "Dark Horse".
Karina ganhou projeção nacional após o anúncio da produção de "Dark Horse", filme que pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o projeto passou a ser alvo de repercussão após a divulgação de mensagens que indicariam negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para o financiamento da obra. A repercussão levou a Agência Nacional do Cinema (Ancine) a abrir uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao longa-metragem. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment, comandada por Karina, negou ter recebido recursos de Vorcaro. Posteriormente, integrantes do projeto reconheceram a participação do empresário no financiamento.

Paralelamente, Karina também é alvo de investigações envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes para a implantação de pontos de internet pública em São Paulo. A Polícia Civil e o Ministério Público apuram suspeitas relacionadas à execução do contrato, e a empresária foi alvo de uma operação de busca e apreensão. Karina nega as acusações e afirma ter concluído um laudo técnico que será apresentado à Justiça para esclarecer suas movimentações financeiras e empresariais.

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Pesquisa favorável a Lula reacende especulações sobre plano B para Flávio.

 

Levantamento que animou lulistas faz o mundo político imaginar quem poderia substituir o filho do ex-presidente na corrida presidencial.

A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta semana aumentou as especulações em Brasília sobre um eventual plano B no partido de Flávio Bolsonaro, hipótese descartada com veemência oficialmente. Há quem faça a leitura de que uma eventual alternativa no PL não seria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas o senador Rogério Marinho (PL-RN), hoje coordenador da pré-campanha de Flávio.

Questionado pela coluna sobre qual seria o principal erro de Flávio até aqui na corrida ao Planalto, um presidente de partido de centro, sob reserva, respondeu: “O maior erro do Flávio é insistir nele mesmo como candidato.”

https://www.em.com.br