Seguidores

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump revela que quer interferir na eleição brasileira.


Presidente dos EUA compartilhou artigo que o Brasil "é o próximo".
 
Por: Yuri Ferreira 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na terça-feira (23) um artigo do site americano Newsmax que apresenta a eleição presidencial brasileira de 2026 como a próxima a ter interferência da extrema direita depois dos resultados eleitorais preliminares favoráveis à Abelardo de la Espriella na Colômbia. A publicação foi reproduzida por Trump em sua rede social, a Truth Social. No texto, o Brasil é descrito como a principal potência política da região e a próxima disputa de grande relevância no hemisfério. O artigo afirma que, após vitórias de forças políticas alinhadas à direita em outros países latino-americanos, a eleição brasileira poderá redefinir o cenário político regional.

Segundo a análise assinada pelo jornalista John Gizzi, ainda haveria quatro grandes desafios para Trump na região: Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. O texto afirma que “a eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”. O artigo também sustenta que Trump acumula “oito vitórias em sete anos” na América Latina, mencionando mudanças de governo em países como El Salvador, Argentina, Equador, Honduras, Bolívia, Chile, Peru e, mais recentemente, Colômbia. A publicação argumenta que uma eventual mudança política no Brasil alteraria significativamente o mapa político da região. A repercussão ocorre poucos dias após Trump fazer comentários sobre a situação política brasileira em entrevista ao site Axios. Na ocasião, o presidente norte-americano declarou que observou o cenário do país e comentou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou Trump.

Na semana passada, o republicano também declarou que o Brasil se tornou um ambiente “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”, após participar da cúpula do G7. As declarações foram dadas em resposta a perguntas sobre contatos mantidos com Lula durante o encontro realizado na França.

https://revistaforum.com.br

Comissão apura obra de saneamento abandonada em Guarapari (ES).


DA REDAÇÃO

A Comissão de Saúde recebeu, nesta terça-feira (23), equipe da Cesan e representantes da comunidade para falar sobre a situação de obras de saneamento no bairro Condados de Meaípe, em Guarapari. A agenda se refere a denúncias de abandono das obras referentes à complementação do sistema de esgotamento sanitário pela empresa contratada para o serviço. Vale lembrar que, em março, a Comissão de Saúde fez visita técnica em bairros de Guarapari e passou pelo bairro Condados de Meaípe. Segundo o deputado Zé Preto (Podemos), solicitante da reunião, a empresa abandonou a obra sem justificativa. “Essa empresa pegou um serviço público para fazer e simplesmente não entregou. Nós precisamos de uma resposta. E mais: a empresa tem que ser banida de novos contratos públicos”, afirmou o parlamentar.

O presidente do colegiado, deputado Dr. Bruno Resende (União), disse que o colegiado está acompanhando o caso. “Nós fizemos contato com a empresa Terral Construtora, que é a contratada para executar essa obra. Não tivemos resposta até o momento. Nós estamos falando de saneamento básico, que é uma coisa tão primária no dia a dia da comunidade”, disse Dr. Bruno.

Cesan.
A gerente de obras da Cesan, Amanda Bragatto, explicou a atual situação do contrato e do serviço: “O contrato com essa empresa está vigente. E realmente a empresa contratada desmobilizou o canteiro de obras, porém, não houve o rompimento do contrato. Essa empresa não é do Espírito Santo. Há divergência contratual para lidar e também nós precisamos fazer uma alteração no projeto, que já está em andamento dentro da Cesan. Mas isso leva em torno de 60 dias, E temos um processo administrativo aberto para apurar a responsabilidade dessa desmobilização do canteiro de obras”, disse a gerente.

Questionada sobre a parte financeira do contrato, a gerente explicou que a empresa executou 40% do contrato, mas não há valores pendentes. “A empresa não tem valor retido. O que foi feito até o momento, foi pago. Serviços que não foram entregues por completo, não foram pagos”, garantiu.

Cobrança.
A reunião também contou com a presença do deputado Fábio Duarte (PDT), que cobrou uma posição mais firme da Cesan junto à contratada. “A população de Guarapari não pode ficar refém de uma empresa que não cumpre o contrato. O tempo vai passando e a população vai ficando à mercê desses problemas. A Cesan precisa ter uma posição mais firme e buscar juridicamente o que é possível fazer e até romper esse contrato, se for o caso”, pontuou. Representando a comunidade, o morador Domingos Maciel relatou que a parte da obra que foi entregue também apresenta problemas. “A Cesan é a responsável por essa obra e nós queremos uma solução. O descaso é grande. A obra está abandonada e a verdade é que o pouco que foi feito é de péssima qualidade. O bairro está cheio de valas e buracos, o asfalto mal feito, cheio de relevos, fora os alagamentos. Está um caos”, contou.

A Comissão de Saúde cobrou uma atitude mais enérgica do poder público. “A Cesan está querendo resolver de um jeito muito calmo e amigável. Infelizmente, nesse ponto do problema, não tem como ser por essa via. Não tem como aceitar isso e ficar esperando a revisão do projeto e revisão contratual, que segundo a Cesan pode levar pelo menos 60 dias. Então, a comissão vai agir via Ministério Público e dar uma resposta a essa comunidade”, disse o deputado Zé Preto.

“É um descaso com a população. Se tudo isso acontecesse na frente da casa de qualquer autoridade que está aqui, já estaria resolvido. Então, nós vamos notificar o Ministério Público estadual e municipal para resolver o problema, ou pelo rompimento desse contrato, ou por meio dessa empresa fazendo o que tem que ser feito. Mas tem que ter uma solução!”, finalizou o presidente Dr. Bruno.

Fonte: POLÍTICA ES
https://es1.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2026

PF faz operação em banco de bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões.

Investigadores tiveram acesso a relatórios do 
Banco Central que apontaram irregularidades.

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um complexo esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão de instituição financeira Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo. Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.

Durante as investigações, a Polícia Federal teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. As apurações indicam que o esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. A prática teria permitido ainda a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais.

Também são investigadas operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A CNN busca contato com o banco Digimais.

https://www.cnnbrasil.com.br

domingo, 21 de junho de 2026

Os dois motivos que mais irritaram Lula sobre o envolvimento de Jaques Wagner no caso Master.

 
Por: Bela Megale

Auxiliares de Lula relataram que o presidente ficou muito irritado com o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Banco Master. Um dos motivos é que Wagner tinha assegurado a Lula que não havia nada que o comprometesse em relação ao grupo de Daniel Vorcaro. A investigação da Polícia Federal, no entanto, mostrou o oposto. O segundo foco de irritação do presidente foi a entrevista concedida pelo senador à Bandnews, na qual falou, sem autorização prévia, do telefonema que recebeu de Lula após ser alvo da Polícia Federal. Além disso, o parlamentar afirmou que não sairia da liderança de governo, a menos que o presidente determinasse, gerando constrangimento ao chefe do Executivo. A avaliação é que não há clima para a permanência de Wagner na liderança pela fragilidade de suas explicações para rebater as acusações do inquérito policial.

Na operação deflagrada na quinta-feira (18), a PF afirma que o senador teria recebido benefícios, como um apartamento de R$ 2,45 milhões por ter atuado a favor do banco Master. Na entrevista, Jaques Wagner admitiu ter pedido para Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, comprar o apartamento, sob a condição de que ele recompraria o imóvel posteriormente. A PF aponta outras regalias recebidas pelo senador, como uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show da cantora Taylor Swift, em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima, segundo a investigação.

Na segunda-feira, Wagner se reunirá com Lula. Petistas e uma ala do governo trabalham para que ele peça para sair da liderança. 

https://oglobo.globo.com

Redes de cinema rejeitam filme sobre Bolsonaro antes mesmo da estreia.

 
Publicado por
Diário do Centro do Mundo -

A cinebiografia “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta resistência das principais redes de cinema do país antes mesmo de sua estreia. Segundo informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, no Globo, exibidores demonstram pouco interesse em incluir o longa em suas programações. Entre os motivos apontados está a expectativa de baixo desempenho comercial. Executivos do setor avaliam que o filme pode registrar procura limitada do público, o que reduziria o interesse das redes em reservar salas para a produção.

Outro fator que pesa na decisão é a preocupação com possíveis conflitos envolvendo grupos com posições políticas divergentes. Exibidores temem que a exibição do filme possa provocar tensões entre apoiadores e críticos de Bolsonaro em áreas de circulação dos cinemas. O longa tem como protagonista o ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”. Na produção, ele assume o papel do ex-presidente brasileiro em uma narrativa baseada em sua trajetória política.

A resistência ocorre em um momento em que o mercado cinematográfico busca recuperar público e receitas após anos de mudanças nos hábitos de consumo de entretenimento. Nesse cenário, a definição da programação das salas costuma levar em conta projeções de bilheteria e potencial de atração de espectadores. Ainda não há informações sobre o número de cinemas que pretendem exibir “Dark Horse” ou sobre a estratégia de distribuição do filme no Brasil. A produção, porém, já desperta atenção antes do lançamento por causa do tema político e das reações que vem provocando entre exibidores.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br

sábado, 20 de junho de 2026

Lindbergh pede pela 2ª vez que Moraes revogue domiciliar de Bolsonaro.


PODER360

Pedido afirma que a escolta do ex-presidente impediu a chegada da intimação sobre pistola registrada em seu nome e que foi apreendida.

O vice-líder do Governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu nesta 6ª feira (19.jun.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), sob alegação de descumprimento de medida judicial envolvendo uma pistola na residência do ex-presidente e interferência no cumprimento de uma intimação policial. O documento apresenta como 1ª justificativa uma comunicação feita pelo delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia, Thiago Boeing, ao STF. O texto afirma que não foi possível intimar o ex-presidente Jair Bolsonaro porque a equipe de escolta impediu o cumprimento do ato. Este é o 2º pedido de Lindbergh sobre o assunto nesta semana. O 1º foi na 4ª feira (17.jun) depois da confirmação de que Bolsonaro mantinha uma pistola Glock G17, calibre 9mm, em sua residência durante o cumprimento da pena. A defesa do ex-presidente reconheceu o fato, informando que ele teve contato com o armamento, identificou uma suposta falha técnica e o entregou a um segundo-sargento do Exército para avaliação. 

Os advogados argumentaram que a equipe de segurança havia retirado o percurssor da arma sem o conhecimento de Bolsonaro por causa de medicações psiquiátricas que afetavam sua cognição, mas que a arma tinha registro formal de equipamento no Exército.“O fato novo não pode ser tratado como episódio burocrático ou incidente lateral. Trata-se de possível impedimento material ao cumprimento de ato policial regular, praticado por agentes que atuam no entorno imediato de pessoa submetida a medida excepcionalíssima de prisão domiciliar humanitária”, afirma o documento

O petista também pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida previamente para avaliar o descumprimento das condições da custódia. Caso haja recusa da revogacão, o deputado solicitou que o episódio seja utilizado como justificativa para impedir a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro.“A manutenção da domiciliar, nessas circunstâncias, transmite mensagem incompatível com o Estado de Direito: a de que uma pessoa condenada pela justiça criminal, inclusive como líder de organização criminosa armada, pode permanecer em regime excepcional, com porte de arma de fogo, enquanto sua equipe impede o cumprimento de atos policiais”, diz Lindbergh.

ARMA DE BOLSONARO.
A apreensão do armamento de Jair Bolsonaro se deu durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília, na 2ª feira (15.jun). Na ocasião, a arma era transportada por Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional que atua na segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que “o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, e que “retirou o armamento no dia 15 de junho com a finalidade de realizar o reparo do percussor, esclarecendo que, após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida na data de 16 de junho”. Na 3ª feira (16.jun.), Moraes havia determinado que a defesa do ex-presidente prestasse esclarecimentos sobre a pistola em até 24 horas. Os advogados responderam formalmente no dia seguinte. Disseram que a arma estava sem condições de uso e que o ex-presidente havia solicitado ao segundo-sargento do Exército que fizesse a manutenção.

A Polícia Civil do Distrito Federal irá ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima 4ª feira (24.jun.2026) sobre o caso da arma de fogo apreendida, segundo noticiado pela jornalista Mariana Muniz, do jornal O Globo. O depoimento será tomado por videoconferência e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta 5ª feira (18.jun.2026). No pedido encaminhado ao ministro, a PCDF solicita a realização de uma videoconferência com o ex-presidente para a coleta das informações.

https://www.poder360.com.br

sexta-feira, 19 de junho de 2026

 
Justiça. TC suspende contrato de quase R$ 10 milhões da 
Prefeitura de Guarapari por suspeita de irregularidades.

Redação Multimídia ESHOJE

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou a suspensão imediata de um contrato de R$ 9.932.767,68 firmado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) da Prefeitura de Guarapari para serviços de manutenção, reformas de espaços públicos e conservação de estradas urbanas e vicinais. A medida cautelar foi proferida pelo conselheiro Rodrigo Coelho e posteriormente referendada pelo Plenário da Corte. O contrato teve origem na adesão do município a uma Ata de Registro de Preços conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Mineiros (Conminas/MG). Durante a análise do processo, a equipe técnica do Tribunal apontou uma série de indícios de irregularidades que motivaram a decisão de interromper a execução do ajuste até o julgamento definitivo do caso. Entre os principais pontos levantados está a suspeita de que a adesão à ata tenha sido definida antes da conclusão da fase preparatória da contratação, sem a realização de estudos de mercado capazes de demonstrar a vantajosidade da escolha ou a comparação com outras alternativas disponíveis.

A área técnica também identificou possíveis conflitos de interesse envolvendo empresas contratadas pela Secretaria Municipal de Obras. Conforme o relatório, o sócio-administrador da empresa contratada também figura como procurador e preposto de outra construtora que mantém contrato com o mesmo órgão. Ao analisar o caso, o relator destacou a preocupação com a estrutura de representação das empresas. “O ponto sensível, sob a ótica do controle externo, reside na sobreposição estrutural de representação entre empresas contratadas pelo mesmo órgão, para objetos materialmente coincidentes ou substancialmente semelhantes, em contexto de adesões sucessivas a atas de registro de preços”, registrou Rodrigo Coelho.

Outro aspecto apontado pela fiscalização foi a existência de sobreposição entre contratos. Segundo a manifestação técnica, foram identificados 137 itens idênticos entre o Contrato nº 030/2026 e o Contrato nº 032/2025, o equivalente a 52,29% dos 262 itens previstos no contrato mais recente. O Tribunal também verificou que, ao longo de 2025, a Semob teria realizado todas as suas contratações por meio de adesões a atas de registro de preços, sem promover licitações próprias. Para o relator, esse modelo deve ser utilizado apenas de forma excepcional. “A adesão à ata de registro de preços possui natureza excepcional e pressupõe demonstração concreta de vantajosidade, compatibilidade do objeto, adequação dos quantitativos, planejamento prévio e observância das cautelas necessárias à preservação da competitividade. Quando utilizada de forma sistemática, como rota ordinária de contratação, a ‘carona’ perde sua feição instrumental e passa a sugerir desvio de finalidade do próprio sistema de registro de preços”, afirmou.

Outro ponto questionado diz respeito ao fato de a adesão ter sido realizada a uma ata gerenciada por um consórcio que já estava em processo de extinção. De acordo com os autos, o aviso de adesão foi publicado 13 dias após a deliberação que extinguiu o Conminas e sete dias depois da assinatura do documento de encerramento do consórcio.

Além disso, a equipe técnica apontou indícios de falhas na transparência do procedimento, em razão da ausência de identificação do órgão gerenciador da ata no instrumento contratual.

Ao fundamentar a decisão cautelar, Rodrigo Coelho ressaltou que permitir a continuidade da execução poderia consolidar atos administrativos de difícil reversão, como medições, liquidações, pagamentos e autorizações de fornecimento.“O controle externo não pode atuar apenas quando a despesa já se converteu em dano. Sua função preventiva recomenda intervenção tempestiva quando a marcha contratual, sob suspeita juridicamente plausível, ameaça tornar tardio o pronunciamento definitivo desta Corte”, destacou.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos do contrato e todos os atos administrativos dele decorrentes, incluindo novas autorizações de fornecimento, execução de serviços, medições, liquidações e pagamentos, até a conclusão da análise do processo pelo Tribunal de Contas do Estado.

https://eshoje.com.br

quinta-feira, 18 de junho de 2026

PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero.

 
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. Suspeita é que senador tenha recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro.

Por Reynaldo Turollo Jr, Márcio Falcão, Vladimir Netto, Túlio Amâncio, Isabela Camargo, Ana Flávia Castro, TV Globo, GloboNews e g1 — Brasília 

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). A investigação da PF apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras.

A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Relembre aqui as fases anteriores da operação. Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta. O g1 busca contato com as defesas dos demais investigados. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso nbo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação. Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Caso Master.
A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que o banco emitiu títulos de investimento sem garantias suficientes, com objetivo de atrair clientes com promessas de rentabilidade acima da média do mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões. Ao longo das fases seguintes, a investigação foi ampliada e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de adversários, espionagem, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.

A PF também investiga aportes bilionários feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Master e supostos repasses a agentes políticos. Nas fases mais recentes, a operação atingiu familiares e aliados de Vorcaro, além de autoridades públicas. Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos relacionados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da apuração sobre investimentos de recursos do Rioprevidência em fundos ligados ao Master. Todos os investigados negam irregularidades.

https://g1.globo.com

terça-feira, 16 de junho de 2026

Entenda o julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF.


PODER360

Ex-deputado é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado; o ministro Alexandre de Moraes é o relator. O julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal começa nesta 3ª feira (16.jun.2026). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A sessão começa com a leitura do relatório, quando Moraes fará um resumo do caso. O ex-deputado foi inicialmente indiciado pela Polícia Federal, que entendeu que ele articulou medidas de pressão e sanções contra autoridades brasileiras. O indiciamento foi aceito pelo Ministério Público e enviado ao STF, que também aceitou a denúncia.

Depois do relatório, a Procuradoria Geral da União apresentará a acusação e todos os elementos que fundamentam o pedido de condenação. A manifestação do MP deve seguir os mesmos fundamentos das alegações finais apresentadas pelo procurador-geral Paulo Gonet à Corte.

Defesa.
O ex-congressista, que está nos Estados Unidos, não constituiu defesa nos autos e, portanto, será representado pela DPU (Defensoria Pública de União), com sustentação oral sendo feita pelo defensor Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. 
 
Votação.
Em seguida, os ministros começam a votar. O 1º será o relator, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Se houver maioria pela condenação, o julgamento passa à fase de dosimetria, quando será fixada a pena a ser aplicada.

Relatório.
Para Moraes, Eduardo articulou nos EUA ações contra o Brasil, como a imposição de tarifas, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra ele. “O elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”, afirma.“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”, escreve Moraes.

https://www.poder360.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O novo risco de Flávio.

 
Denise Rothenburg

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

https://blogs.correiobraziliense.com.br