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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Para blindar Flávio Bolsonaro no caso 'Dark Horse', aliados podem ser rifados.

 
Lauro Jardim
 
Na esteira da operação da PF sobre o financiamento do filme "Dark Horse", deflagrada na quinta-feira passada, aliados de Flávio Bolsonaro adotaram o batido bordão de que "ele não tem nada a ver com isso".

Para tentar blindar o candidato a presidente, investigado no STF pela "possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção" por ter pedido US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro, seu entorno não terá qualquer pudor em rifar, se necessário, o deputado federal Mário Frias, idealizador do projeto, e a produtora Karina Gama, alvos da operação autorizada por Flávio Dino. Seguirão a linha do "se eles tiverem culpa, que paguem pelo que fizeram de errado". 

https://oglobo.globo.com

Vorcaro afirma não se recordar do destinatário de mensagem que, segundo PF, era Moraes.

 
Em depoimento à PF, banqueiro afirmou não se recordar para quem 
enviou anotações sobre as investigações envolvendo o Banco Master.

247 – Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que não se recorda de quem recebeu uma mensagem que, segundo os investigadores, teria sido enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento ocorreu em 28 de agosto, no âmbito das investigações sobre suspeitas envolvendo o Banco Master. Durante o depoimento, o delegado Albert Paulo Sérvio de Moura apresentou a Vorcaro registros encontrados no celular do banqueiro. Segundo relatório da PF, parte desse material corresponde a mensagens enviadas a Moraes. Uma das anotações, datada de 30 de outubro de 2025, menciona uma alteração de viagem para que Vorcaro pudesse encontrar Alexandre de Moraes. O conteúdo também faz referência às apurações do Banco Central sobre o Banco Master. Segundo o relato apresentado pela PF, Vorcaro dizia receber informações informais e confidenciais de dentro do Banco Central. Nas mensagens, também mencionava o avanço das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

A anotação citava ainda a letra “G”, apontada pelos investigadores como uma referência a Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Também apareciam os nomes “Andrei” e “Paulo”, que a PF relaciona ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Questionado pelo delegado sobre o conteúdo da anotação, Vorcaro afirmou que não conseguia identificar o contexto sem saber para quem havia enviado a mensagem. “Eu… de novo, notas assim eu não me lembro quando não fala quem é a pessoa, não me lembro qual o contexto. Eu estava falando com muitas pessoas sobre essa transação do banco, pessoas próximas a mim. Então isso aí, sem dúvidas, era referente à transação que tava para ser feita do banco com aquelas empresas que eu mencionei, empresas e investimento”.

O delegado perguntou então se o banqueiro se lembrava das pessoas mencionadas na nota. Vorcaro respondeu que não queria fazer inferências sem ter certeza sobre o destinatário. “Eu teria que me recordar para quem foram as mensagens. Essa mensagem, para saber se é quem… [silêncio] é, não quero fazer inferência aqui sem ter certeza, posso responder depois, oportunamente, quando tiver certeza, para não cometer erro aqui”.

Segundo a PF, as anotações apresentadas durante o depoimento eram mensagens enviadas ou compartilhadas. Ao ser novamente questionado sobre o destino do material, Vorcaro disse não se lembrar. Ele afirmou que a identificação do destinatário permitiria compreender melhor o contexto e o conteúdo das mensagens. Sobre a identificação da letra “G”, Vorcaro declarou que “provavelmente é Galípolo, o presidente”.

Defesa fala em possível colaboração.
A defesa de Vorcaro afirmou durante o depoimento que o banqueiro está disposto a colaborar com as investigações, mas indicou que eventual relato sobre outras pessoas envolvidas poderia ocorrer em uma futura delação. “Alguns fatos relacionados a algumas pessoas ele efetivamente pode falar, desde que seja no ambiente futuro de uma nova… Desde o início da audiência, doutor, ele foi advertido de que ele pode ficar em silêncio. Não, não é ficar em silêncio, porque ele tá falando, respondendo algumas coisas. Mas de outras pessoas, como essas que o senhor não sabe”, afirmou o advogado.

O depoimento ocorreu em meio às investigações sobre suspeitas de que Vorcaro teria pago propina a diretores do Banco Central e sobre um suposto vazamento de informações de investigações contra o banqueiro.

Relatório da PF cita 52 mensagens.
No início de setembro, o ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de um relatório produzido pela Polícia Federal que aponta a existência de 52 mensagens entre Vorcaro e Moraes. O documento foi elaborado por determinação de Mendonça e passou a integrar a investigação sobre o Banco Master. O caso provocou uma crise no STF em razão das apurações relacionadas à instituição financeira. Mendonça também pediu que o plenário do STF decida se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. A análise está prevista para esta terça-feira (15).

Em resposta, Moraes encaminhou à Presidência um relatório de inteligência da PF, sem valor probatório, no qual questionou a atuação de Mendonça na condução das investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. Moraes também pediu que o plenário decida sobre a investigação. Esse pedido deverá ser analisado em 23 de setembro.
 
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A trombada do terrivelmente evangélico.

 
Decisões no STF e desculpas esfarrapadas expõem a fuga de 
responsabilidade daqueles que ameaçam o rigor da democracia.

Ronaldo Lima Lins

Um carro desgovernado. O motorista salta, olha as vítimas e examina o volume do estrago. Em seguida, dá as costas e vai embora, como se não fosse com ele. Trata-se de um comportamento típico, uma doutrina comum das nossas atitudes humanas. Jair Bolsonaro também agiu assim, durante o seu mandato, por ocasião da epidemia de Covid: “Não sou coveiro”, gritava em altos brados, como se nada tivesse a ver com aquilo. Seguidor do pai, o 01 insiste no estratagema em plena corrida eleitoral, cada vez que o colocam contra a parede. Negociações com Vorcaro? “É coisa do Lula. Não conheço. Já disse”. Rachadinhas?. “Não sei o que significa isso’. Escritório do crime? “Estão me confundindo”.

André Mendonça, com a cara mais deslavada do mundo, como se cumprisse um rosário de orações, vai fazendo das dele em pleno Supremo Tribunal. Na confusão que armou, pretendeu comprometer um colega de bancada. Não se detém diante de nada. Entre as medidas que tomou, libertou irresponsavelmente implicados nas fraudes do INSS, e não se sabe onde vai parar. Imita clichês da história de nossa sociedade, fechando os olhos para crimes e problemas herdados de outros tempos. É preciso dizer que há muito evitamos enfrentar embaraços de outrora, como desigualdades que minam nossos sistemas de equilíbrio. As trombadas do Mendonça talvez não se interrompam. Com a autoridade de um alto magistrado, é capaz de ir adiante, sem medir consequências. Note-se que, na ânsia de ajudar Bolsonaro e a família, atropela os processos em curso para o pleito que se avizinha. Cria constrangimentos para seus colegas. Enquanto isso, a nação, perplexa, aguarda que alguém tome providências, isto é, que Edson Fachin, presidente em exercício do plenário, decida os rumos a serem seguidos por seus pares. As resistências de Mendonça, retendo apenas para si o que guarda dos inquéritos, sem dividir com ninguém, aumentam as desconfianças que pairam sobre ele. Se continuar assim, aos poucos escreverá na própria testa, em letras garrafais, a palavra culpado.

As situações descritas lembram o que aconteceu com Pablo Picasso, quando acabara de pintar o seu grande e desconcertante Guernica. Vivia-se a ocupação alemã em Paris. Um oficial nazista resolveu visitar o seu ateliê e tropeçou na incrível obra em processo de acabamento. “O senhor fez isto?”, perguntou ao artista, indignado. “Não”, respondeu o outro. “Foi o senhor quem fez”.

Enfiar a cabeça na areia, como os avestruzes, não atende à sociedade brasileira, muito menos durante o período eleitoral, quando devemos escolher entre projetos para a nação. Temos problemas gravíssimos que não se resolverão com trombadas contra seus companheiros de toga. Os golpistas do 8 de janeiro se acham na cadeia. Mas há os que permanecem de plantão. Toda vigilância é pouca para eles. A democracia é camarada, mas necessita de rigor.

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Moraes chama diálogos com Vorcaro de fantasiosos e acusa Mendonça de farsa.


Ministro acusa colega de direcionar investigação para 
criar “farsa incriminatória” às vésperas das eleições.

Jussara Soares, Teo Cury e Matheus Teixeira, da CNN Brasil, em Brasília

Em documento de 44 páginas, protocolado na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes chamou de "diálogos fantasiosos" e "criminosas mentiras" as supostas trocas de mensagens que teria mantido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Usando 26 vezes a palavra "ilegal" para referir-se à atuação do colega André Mendonça, Moraes valeu-se novamente dos relatórios de inteligência apócrifos da Polícia Federal para sustentar sua defesa, apresentada a menos de 12 horas da sessão do STF que analisará o pedido de abertura de investigação contra ele. No documento, Moraes acusa Mendonça de "motivação político-eleitoral" e afirma que "está muito clara a tentativa de vingança" dos aliados de quem tentou acabar com a democracia no país.

"A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA", disse o ministro em sua petição.

Moraes garante nunca ter atuado em nenhum caso envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito do STF. "Não há nenhum elemento que indique a prática de qualquer conduta irregular ou qualquer infração penal pelo ministro Alexandre de Moraes", argumentou. O magistrado sustenta que a Operação Compliance Zero foi bem-sucedida e Vorcaro foi preso, sem indício de qualquer vazamento."Mas nenhuma ilação foi mais falsa, criminosa e mentirosa do que a questão dos supostos diálogos por mensagens entre mim e Daniel Vorcaro [...]. MENSAGENS MINHAS que nunca existiram. DIÁLOGOS FANTASIOSOS."

Moraes alega que a leitura dos metadados, a eventual correlação temporal e a atribuição de suposta autoria das mensagens carecem de perícia e são resultado de "análise subjetiva" a partir de "determinação e direcionamento" de Mendonça. Segundo ele, o então relator do caso Master "ignorou todas as possibilidades" relacionadas aos achados no celular de Vorcaro: o conteúdo do bloco de notas não ter sido efetivamente enviado a alguém; o conteúdo do bloco de notas ter sido enviado a diversas pessoas em momentos diversos da criação do "screenshot"; o conteúdo do bloco de notas ter sido enviado, porém a mensagem ter sido apagada antes de visualizada; o conteúdo do bloco de notas ter sido enviado, porém a mensagem nunca foi visualizada."O analista", escreveu Moraes referindo-se ao colega do STF, "simplesmente escolhe o que lhe convém"."As ilações absurdas, que foram divulgadas como SUPOSTOS DIÁLOGOS entre Daniel Vorcaro e o Ministro Alexandre de Moraes, SIMPLESMENTE NÃO EXISTIRAM. NÃO EXISTE DIÁLOGO, que pressupõem a existência de dois interlocutores, pois não há UMA ÚNICA MENSAGEM OU BLOCO DE NOTAS COM O TEXTO DE MENSAGENS DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES."

De acordo com Moraes, houve direcionamento ilegal das investigações com o objetivo de "montar uma verdadeira farsa incriminatória com finalidade político-eleitoral", aproveitando-se da proximidade das eleições presidenciais e da data de 7 de setembro, usada como mote para atos da direita. Segundo ele, desde 18 de maio, quando assinou a PET 15.625, Mendonça tinha conhecimento da citação a Moraes, mas deixou de encaminhar o caso ao plenário do STF e escolheu um período mais apropriado para "produzir sua farsa"."Trata-se de DECISÃO INCONSTITUCIONAL, TOTALMENTE IRREGULAR E NULA, pois direcionar ilegalmente contra uns significa a tentativa de esconder outros, como ficou demonstrado com o levantamento do sigilo determinado pela Presidência da CORTE."

Moraes argumenta que os relatórios de inteligência da PF, apócrifos e com menções de que não têm "valor probatório", podem ser usados."[Eles] têm a mesma força probante de Colaborações Premiadas, ou seja, são meios de obtenção de prova, que devem ser comprovados por outras provas. Exatamente por isso, em relação a essa conduta absurda do Ministro relator, irei solicitar ao Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que intime diversas testemunhas que presenciaram, em várias reuniões, os diversos pedidos do Ministro André Mendonça para a Polícia Federal solicitar medidas contra o Ministro Alexandre de Moraes, bem como, incluí-lo, juntamente com o Presidente do Senado Davi Alcolumbre, na colaboração premiada, mesmo sempre sendo informado que não havia nenhum mínimo indício para isso, por total ausência de prática de infração penal de ambos. As testemunhas serão indicadas no momento adequado."

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

"Dark Horse" invade show de Daniela Mercury no Rock in Rio.

 
Personagem surgiu lançando notas de dinheiro para o público no Rio de Janeiro.

Carla Melo
Por Carla Melo

Daniela Mercury voltou a movimentar as redes após convidar uma pessoa fantasiada de cavalo preto para subir ao palco, durante a sua participação no show dos Gilsons no Palco Sunset, no Rock in Rio, neste sábado, 12. Em um vídeo compartilhado pela própria artista, o personagem aparece lançando notas de dinheiro para o público. Na legenda, Daniela sugere que o personagem representaria o “Dark Horse”, em referência ao filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Um Dark Horse invadiu nosso palco no Rock in Rio e distribuiu notas de dinheiro. Vamos proteger a nossa democracia e a nossa soberania”, escreveu ela. Nos comentários, os internautas elogiaram e admiraram a indireta da artista: “Daniela é Rainha demais! Isso é ser artista. É estar atenta, firme, forte e trazer luz ao povo. É a resistência!”, disse uma internauta.“Tá faltando isso nessa eleição, artistas puxando questões políticas no palco”, comentou outra.

Polêmica.
O filme norte-americano de drama biográfico que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou grande repercussão após investigações da Polícia Federal (PF) apontarem possível participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento da obra. A relação teria sido intermediada pelo filho do ex-chefe de Estado, Flávio Bolsonaro. A suspeita é de que tenha havido desvio de emendas ligadas à produção do filme. Na sexta-feira, 11, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou sobre as investigações do Banco Master e pediu a quebra do sigilo de todos os documentos envolvendo a ex-instituição financeira, comandada por Daniel Vorcaro, inclusive envolvendo o "Dark Horse"

O magistrado alegou que a retirada da confidência, feita pelo ministro André Mendonça, relator, está sendo feita de forma “seletiva”. É nesse sentido que Moraes pede a “derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos autos” ao presidente Edson Fachin.

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Dark Horse: distribuidora toma decisão drástica sobre o filme.


Longa está no centro de um dos maiores escândalos 
econômicos e políticos dos últimos anos.

Edvaldo Sales
Por Edvaldo Sales

Em meio às investigações que envolvem o financiamento de ‘Dark Horse’, a distribuidora Europa Filmes decidiu não definir uma data de estreia para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi comunicada pelo diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, em entrevista ao jornal O Globo, na sexta-feira, 11, um dia depois de a Polícia Federal (PF) realizar uma operação para investigar suspeitas de desvio de emendas ligadas à produção do filme.

Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.“O lançamento do filme terá que estar livre de possíveis impedimentos. Não dá para saber o desenrolar de tudo isso, mas não seria responsável fazer o lançamento deste filme com todos estes acontecimentos”, disse Feitosa ao jornal O Globo.

Acho que deverá ser lançado quando não tiver mais possível bloqueio na exibição. Temos primeiro que aguardar o desenrolar de tudo isso. Estamos aguardando, é o prudente. Wilson Feitosa - diretor-geral da Europa Filmes. De acordo com a PF, Mário Frias direcionou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Gama. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.

A investigação busca verificar se parte dos recursos foi desviada para empresas relacionadas à produção do longa. Frias nega irregularidades e diz que a operação da PF é uma “cortina de fumaça”. Além disso, há uma segunda frente de investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, que surgiu como desdobramento do caso Banco Master.Essa frente alcança diretamente o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou das tratativas  para levantar recursos privados para o filme.

Cautela da Europa Filmes.
A distribuidora já demonstrou cautela em outras ocasiões. Em julho de 2026, Wilson Feitosa havia declarado que não considerava estratégico lançar o filme durante o período eleitoral. Na ocasião, citou como experiência negativa o lançamento de ‘Lula, o Filho do Brasil’, que chegou aos cinemas em 2010. O cronograma da cinebiografia de Bolsonaro, porém, ainda não havia sido definido. Ainda segundo Feitosa, agora, qualquer definição de data depende também do encerramento das investigações e da ausência de obstáculos à exibição. “Não sabia da operação, mas, se tem coisa errada, tem mais é que esclarecer”, disse.

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Nexus/BTG: No 1° turno, Lula tem 40%; Flávio, 36% e Cury, 7%.


Foram entrevistados 2.003 eleitores, entre os dias 11 e 13 de setembro; 
margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rafael Sotero, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo.

Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram nesta rodada. Do total de entrevistados, 3% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto outros 2% disseram não saber ou não responderam.

Em um cenário sem Marçal, Lula registra 42% enquanto Flávio pontua 37%, mantendo liderança do presidente fora da margem de erro. Na rodada, Cury tem 6%, Caiado registra 5% e Renan Santos pontua 2%.

Na simulação, Zema e Samara marcam ambos 1%. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Wilson Grassi e Clariana Barão não pontuaram no cenário.

Do total de entrevistados, 4% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto outros 2% disseram não saber ou não responderam.

Metodologia.
A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores, entre os dias 11 e 13 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04076/2026.

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domingo, 13 de setembro de 2026

PF acha lista com nomes de deputados e valores na casa de Ciro Nogueira.


Documento estava em uma churrasqueira e seria queimado, afirmou uma funcionária do senador.

 Pedro França/Agência Senado

A Polícia Federal encontrou na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) uma anotação com nomes de deputados e números que, segundo os investigadores, podem representar valores. O papel foi encontrado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em maio deste ano, na 5ª fase da Operação Compliance Zero. O documento estava em uma churrasqueira da residência de Ciro, no Lago Sul, em Brasília. Segundo uma funcionária, os papéis haviam sido entregues pelo senador para serem queimados por serem antigos ou sem serventia. A incineração não ocorreu por falta de tempo.

Eis o que consta no documento:

    Arthur – 40;
    Hugo — 10;
    Elmar — 10;
    Luizinho — 10;
    Adolfo — 10;
    Isnaldo — 10;
    Diego — 5;
    Altineu — 5;
    Netinho — 5.

No relatório, a PF relaciona alguns dos nomes aos deputados Arthur Lira (PP-AL), Hugo Motta (Republicanos-PB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Dr. Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os investigadores ressaltam, porém, que a identificação e o significado dos números ainda precisam ser esclarecidos.

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Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'.

 
Investigadores obtiveram a captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como operacionalizar envio dos valores ao exterior. Documento, contudo, não traz nome do destinatário.

Por Márcio Falcão, Ana Flávia Castro, Mariana Laboissière, Reynaldo Turollo Jr, g1 e TV Globo — Brasília 

Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e a remessa de recursos nos Estados Unidos para o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer, assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet, deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF)  para apurar o financiamento transnacional da produção cinematográfica. Investigadores obtiveram a captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores ao exterior. O documento da PGR não especifica quem era o destinatário direto da mensagem.

No texto, o ex-parlamentar sugere enviar o máximo possível pelo sistema já utilizado — que não fica claro qual era — e coloca um operador à disposição para reuniões (leia mais abaixo). "O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", diz o trecho atribuído a Eduardo Bolsonaro."Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje a noite, por favor? O Altieris Santana está à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja", conclui a mensagem.

Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas (EUA) responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.

Contrato de US$ 24 milhões e delação de 'Mineiro'.
A apuração aponta indícios de que empresas foram utilizadas para operacionalizar repasses ilícitos para a produção cinematográfica. Em dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda enviou ao banqueiro Daniel Vorcaro uma minuta intitulada "Acordo de Financiamento de Produção 'Capitão do Povo'" (nome anterior do filme "Dark Horse"), prevendo um investimento total de US$ 24 milhões em 14 parcelas. As remessas internacionais, que somaram US$ 12,3 milhões em 2025, foram realizadas pela empresa Entre Investimentos, pertencente a Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro"."Mineiro" firmou um acordo de delação premiada com a PGR, homologado nesta quarta (9) pelo ministro do STF André Mendonça. Em seus depoimentos, o empresário listou pagamentos ao fundo que financiou o filme, o uso de uma empresa nas Bahamas para repasses a mando de Vorcaro e a compra de malas destinadas exclusivamente à entrega de dinheiro vivo.

PF aponta valores 'destoantes' do mercado audiovisual.
Na representação enviada ao STF, a Polícia Federal ressaltou que o montante previsto para o filme era desproporcional e levantava suspeitas de que os recursos pudessem ter outras finalidades além da produção cinematográfica:"A magnitude dos valores identificados [...] permanece significativamente destoante dos referenciais disponíveis do mercado audiovisual nacional e, somada às demais circunstâncias descritas, reforça a necessidade investigativa de verificar a compatibilidade econômica e a efetiva destinação dos recursos", registrou a PF.

"A discrepância entre as projeções do plano de negócios e qualquer parâmetro realista do mercado cinematográfico nacional constitui elemento que reforça a necessidade de apuração quanto à viabilidade econômica e à verdadeira finalidade da operação", aponta outro trecho do relatório.

Encontros e ligações com Flávio Bolsonaro.
O parecer da PGR indica que a articulação contava também com a participação do senador Flávio Bolsonaro, que manteve tratativas diretas com Daniel Vorcaro sobre cobranças de repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Thiago Miranda comunicou a Vorcaro que Flávio Bolsonaro desejava encontrá-lo pessoalmente para mostrar trechos do que estava sendo gravado, sugerindo um encontro na residência do banqueiro. No dia seguinte, registros mostram uma ligação entre Vorcaro e Flávio, coincidindo com a realização de uma das remessas da Entre Investimentos para o fundo nos EUA.
 
Em setembro de 2025, Thiago Miranda comunicou a Vorcaro que Flávio Bolsonaro desejava encontrá-lo pessoalmente para mostrar trechos do que estava sendo gravado, sugerindo um encontro na residência do banqueiro. No dia seguinte, registros mostram uma ligação entre Vorcaro e Flávio, coincidindo com a realização de uma das remessas da Entre Investimentos para o fundo nos EUA. Na representação ao STF, a polícia diz quais pontos precisam ser esclarecidos na investigação:

    "a origem dos recursos destinados ao financiamento do filme";
    "a razão da utilização da Entre Investimentos como intermediária dos pagamentos";
    "a função desempenhada pela Havengate Development Fund LP";
    "os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior";
    "o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro" e dos demais envolvidos na "estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes".

O que dizem os citados.
Em entrevista à GloboNews em maio, o senador Flávio Bolsonaro negou que os recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro, afirmando que o dinheiro foi aplicado integralmente na produção do filme: "Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", declarou Flávio. A TV Globo tenta contato com Eduardo Bolsonaro. Já a defesa de Flávio Bolsonaro não tinha enviado resposta até a última atualização desta reportagem.

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sábado, 12 de setembro de 2026

O segredo chocante que NINGUÉM te conta sobre as canetas emagrecedoras!


Entenda por que semaglutida e tirzepatida exigem mudança de hábitos 
para manter o peso. Veja os cinco pilares essenciais. Confira agora.

Por: Itatiaia

A promessa de emagrecer rapidamente com as chamadas canetas emagrecedoras atrai cada vez mais pessoas em busca de resultados rápidos. Mas a ciência mostra uma realidade diferente: quando o tratamento termina, o peso volta. Isso acontece porque a obesidade é uma doença crônica, assim como hipertensão e diabetes. O reganho de peso não é falta de força de vontade, mas uma resposta biológica do organismo que tenta recuperar o que foi perdido. Segundo o endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Einstein Hospital Israelita, "quando o tratamento é interrompido, a doença volta a se manifestar".

Como as canetas emagrecedoras funcionam no organismo.
Medicamentos como semaglutida e tirzepatida agem sobre o GLP-1, um hormônio responsável pelas sensações de fome e saciedade. Ao frear sua ação, essas substâncias fazem a pessoa querer comer menos, promovendo o emagrecimento. O problema surge quando o uso é interrompido. O organismo volta a ativar mecanismos que favorecem o ganho de peso, revertendo os resultados conquistados. Por isso, esses fármacos não devem ser vistos como solução rápida para emagrecer. Eles fazem parte de uma estratégia mais ampla de tratamento da obesidade.

O que acontece com o peso após parar os medicamentos.
Uma revisão sistemática publicada no BMJ em janeiro de 2025 analisou 37 estudos com mais de 9.300 adultos com sobrepeso ou obesidade. Os resultados revelam o padrão de reganho de peso após a interrupção do tratamento. Os participantes usaram diferentes classes de medicamentos, desde opções mais antigas como sibutramina e orlistate até terapias recentes com liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Permaneceram em média 39 semanas em tratamento e foram acompanhados por mais 32 semanas após a suspensão. Durante o uso das medicações, os participantes perderam em média 8,3 kg, mais que o dobro da perda observada nos grupos controle. Após interromper o tratamento, porém, o peso voltou a aumentar gradualmente no ritmo de 0,4 kg por mês. Nesse ritmo, os participantes retornariam ao peso inicial em aproximadamente um ano e sete meses. Além disso, os benefícios metabólicos conquistados, como melhora da glicemia, colesterol e pressão arterial, também começaram a diminuir.

Por que o organismo defende o peso perdido.
O corpo humano desenvolveu ao longo da evolução mecanismos de defesa contra a perda de gordura. Esses mecanismos foram importantes para a sobrevivência da espécie em períodos de escassez de alimentos. Hoje, esses mesmos mecanismos dificultam a manutenção da perda de peso. "Esses mecanismos foram importantes para a sobrevivência da espécie em períodos de escassez de alimentos. Hoje, eles dificultam a manutenção da perda de peso", explica Paulo Rosenbaum.

O reganho tende a ser menor em pessoas que perderam menos peso, tinham obesidade menos grave e conseguiram manter hábitos saudáveis consistentemente. Mas não é possível prever com precisão quem terá esse comportamento.

Cinco pilares para manter o peso após os medicamentos.
Manter os resultados conquistados com as medicações depende de um conjunto de mudanças no estilo de vida. Esses hábitos devem ser construídos durante o tratamento, não apenas após sua interrupção.

Alimentação estratégica: uma dieta rica em proteínas e fibras ajuda a aumentar a saciedade e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados. Essa mudança no padrão alimentar é fundamental para sustentar a perda de peso.

Exercícios regulares: a prática regular de atividade física contribui para preservar a massa magra, elevar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular. O exercício é um dos pilares mais importantes para evitar o reganho.

Qualidade do sono: dormir bem é fundamental para regular os hormônios relacionados ao apetite. A privação de sono está associada a maior dificuldade em manter o peso.

Controle do estresse: níveis elevados de estresse podem desencadear episódios de alimentação emocional. Técnicas de manejo do estresse ajudam a manter o controle sobre as escolhas alimentares.

Mudança comportamental: sem uma transformação profunda nos hábitos e na relação com a comida, a tendência é recuperar boa parte do peso quando o medicamento é suspenso.
 
Medicamentos sozinhos não sustentam a perda de peso.
"Muitas pessoas apenas usam o remédio, comem menos porque o apetite diminuiu e emagrecem. Mas, se elas não mudam o padrão alimentar, não praticam atividade física regularmente e não fazem uma mudança comportamental, a tendência é recuperar boa parte do peso quando o medicamento é suspenso", alerta o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

As canetas emagrecedoras são ferramentas muito eficazes no tratamento da obesidade, mas fazem parte de uma estratégia mais ampla. Sozinhas, elas não conseguem sustentar a perda de peso por muito tempo. "As mudanças no estilo de vida potencializam a perda de peso e aumentam as chances de manter os resultados no longo prazo", frisa o médico do Einstein.

Tratamento da obesidade como doença crônica.
O objetivo não deve ser apenas perder peso rapidamente, mas tratar uma doença crônica que exige acompanhamento de longo prazo. Essa mudança de perspectiva é fundamental para o sucesso. "O objetivo não deve ser apenas perder peso rapidamente, mas tratar uma doença crônica. As canetas para emagrecer fazem parte desse tratamento, mas o sucesso depende de uma estratégia de longo prazo, construída entre paciente, médico e equipe multiprofissional", conclui Paulo Rosenbaum. A abordagem integrada, que combina medicação, mudança de hábitos e acompanhamento profissional, oferece as melhores chances de resultados sustentáveis. O tratamento da obesidade exige compromisso contínuo, não soluções pontuais.

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