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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Deputada chama Trump de 'mentiroso' e diz que ele 'matou americanos' durante discurso do 'Estado da União'.


Ilhan Omar, que é imigrante e democrata, se manifestou após Trump criticar os imigrantes ilegais e pedir o fim das cidades-santuário.

Por Aline Freitas, g1 — São Paulo 

A deputada democrata Ilhan Omar chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "mentiroso" e afirmou que ele "matou americanos" durante discurso do "Estado da União" na madrugada desta quarta-feira (25). Durante a fala, Trump atacou imigrantes em situação irregular e afirmou que a imigração sem limites estaria importando corrupção e criminalidade para os EUA. Após as críticas, a transmissão mostrou Omar gritando para ele.

Ainda sobre imigração, ele citou a comunidade somali no estado de Minnesota, acusando autoridades e imigrantes de envolvimento em fraudes e crimes. A deputada, que representa Minnesota, é de origem somali. O estado é o mesmo onde operações para deter imigrantes irregulares resultaram na morte de dois cidadãos americanos, em janeiro deste ano. Ao que Omar se referia ao gritar que Trump havia matado cidadãos. Trump disse também que os democratas deveriam ter vergonha e afirmou que o governo norte-americano tem como objetivo proteger os cidadãos do país, e não imigrantes ilegais.

O presidente relatou uma série de crimes cometidos por imigrantes irregulares e usou as histórias para defender medidas mais rígidas. Entre elas, pediu ao Congresso a aprovação do que chamou de “Lei Dalilah”, que proibiria estados de conceder carteiras de motorista a imigrantes ilegais. Dalilah faz referência a Dalilah Coleman. Em 2024, quando tinha 5 anos, o carro em que ela estava se envolveu em um acidente com um caminhão dirigido por um imigrante ilegal, segundo Trump. Ela sobreviveu. Além disso, Trump pediu que o Congresso aprove um projeto de lei que exige documento de identidade e comprovação de cidadania nas eleições. Democratas da oposição prometem barrar a proposta no Senado. Por fim, Trump acusou adversários de terem permitido uma “invasão” na fronteira. Ao mesmo tempo, fez um aceno a estrangeiros que queiram viver legalmente nos Estados Unidos.

Omar atacada com líquido.
Em janeiro, a deputada foi atacada com um líquido durante uma reunião pública em Minneapolis. A ação ocorreu enquanto ela criticava a operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) em Minnesota."O ICE não pode ser reformado, não pode ser reabilitado, devemos abolir o ICE de vez, e a Secretária do DHS, Kristi Noem, deve renunciar ou enfrentar um processo de impeachment", disse Omar.

Um vídeo mostra a ação do homem. Após o ataque, outro rapaz o agarra e derruba no chão. Omar chega a dar alguns passos em direção ao homem com a mão erguida no momento em que ele era contido. Após um breve intervalo, Ilhan Omar retomou seu discurso. A polícia de Minneapolis informou que agentes presentes no local observaram o ocorrido e prenderam o homem imediatamente por agressão de terceiro grau. Omar tem sido frequentemente alvo de ataques políticos por parte de Trump, que certa vez a chamou de "lixo".“Podemos seguir por dois caminhos, e vamos pelo errado se continuarmos trazendo lixo para este país”, disse o presidente. “Ilhan Omar é lixo. Ela é lixo. Os amigos dela são lixo", disse Trump em dezembro do ano passado.

Na época, o presidente norte-americano criticava a diáspora somali nos EUA. A comunidade está no país desde os anos 1990, especialmente no estado de Minnesota.

O discurso.
Durante o discurso tradicional, além de atacar os imigrantes ilegais, Trump voltou a ameaçar o Irã, defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental e destacou indicadores da economia para mobilizar o eleitorado. Com cerca de 1 hora 48 minutos de duração, a fala foi a mais longa já registrada nessa tradição.

Contexto: O discurso no Congresso foi feito em meio à queda na aprovação do presidente. Aliados temem que os índices influenciem as eleições de meio de mandato. A política externa esteve entre os destaques. Trump citou o Irã, acusou o regime de tentar desenvolver uma arma nuclear e disse que prefere resolver a questão pela via diplomática. Ele ressaltou, no entanto, que jamais permitirá “que o maior patrocinador do terrorismo no mundo” obtenha uma.“Nenhuma nação deve jamais duvidar da determinação da América. Temos as Forças Armadas mais poderosas da Terra”, afirmou. “Espero que raramente precisemos usá-las. Isso se chama paz por meio da força.”“Como presidente, buscarei a paz sempre que possível, mas nunca hesitarei em enfrentar ameaças aos Estados Unidos onde for preciso.”

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Cúpula da PF não gostou de Mendonça proibir compartilhamento de dados do inquérito Master com superiores.

 
g1 e GloboNews — Brasília 
Por Valdo Cruz 

O ministro André Mendonça está dando um novo ritmo às investigações do inquérito do Master, no que tem sido elogiado pela Polícia Federal (PF). Na segunda-feira (23), ele fez reunião com os delegados responsáveis pelo caso para definir os próximos passos, como novas diligências. Por outro lado, a cúpula da PF não gostou nem um pouco da decisão do novo relator do inquérito do Master quando ele proibiu os delegados do caso de compartilharem informações e dados com seus superiores hierárquicos. Até aqui, apesar dos atritos públicos com Dias Toffoli, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, vinha acompanhando de perto as investigações. A partir de agora, ele teria poder apenas administrativo sobre o caso, não podendo acessar a investigação. Segundo um investigador, é como se o STF proibisse o presidente de comandar seus ministros.

André Mendonça adotou modelo semelhante no inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele decidiu restringir o compartilhamento de dados da investigação depois de circularem informações dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre descobertas em relação às fraudes contra aposentados e pensionistas. Por suspeitar de vazamento de informações, o relator decidiu proibir que os delegados compartilhassem dados do inquérito com seus superiores, o que inclui o diretor-geral da PF.

https://g1.globo.com

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Quanto custa viver no Rio de Janeiro? Pesquisa mostra que estado não é o mais caro do país.

 
Estudo revela ainda quanto os moradores do Rio desembolsam por mês e quais despesas mais pesam no orçamento. EXTRA mostra como organizar as finanças e reduzir gastos.

Por Caroline Nunes — Rio de Janeiro 

Para viver no Rio de Janeiro, é preciso desembolsar, em média, R$ 3.340,00 por mês, segundo uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Opinion Box. O valor está abaixo da média mensal nacional, estimada em R$ 3.520, e também é inferior ao gasto médio registrado no Distrito Federal e em estados como Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins. Ainda assim, viver em terras fluminenses custa mais do que o dobro do salário mínimo (R$ 1.621,00). — Olhando o salário mínimo brasileiro, o custo de vida está acima da média do que o brasileiro ganha minimamente. A gente vê que as pessoas precisam fazer uma renda extra para complementar (o orçamento) — avalia Gabriela Siqueira, especialista da Serasa em educação financeira. A pesquisa, que ouviu 6.063 pessoas de 22 de dezembro a 6 de janeiro em todo o país, considerou diversas categorias, como transporte, saúde, educação e lazer. Despesas com supermercado, contas recorrentes e moradia concentram 57% dos gastos dos brasileiros. Segundo a Serasa, além de prioritárias, essas despesas são consideradas as mais difíceis de manter em dia. No Estado do Rio, além dessas despesas, destacam-se os gastos com transporte, com média de R$ 340,00 educação (R$ 570,00) e saúde e atividade física (R$ 550,00) — valor acima da média nacional, de R$ 540,00.

Diante desse cenário, com cada vez mais despesas fixas, as famílias precisam redobrar a atenção e ter planejamento financeiro. Ainda assim, o levantamento mostra que apenas 19% dos entrevistados afirmam considerar fácil gerenciar os pagamentos e as despesas do dia a dia. Renan Diego, consultor financeiro e autor do livro “Produtividade financeira”, explica que compreender esses gastos é fundamental para manter o controle das finanças e tomar decisões conscientes. — Ao saber exatamente quanto se gasta com moradia, alimentação, transporte, saúde e lazer, a pessoa consegue identificar quais despesas são essenciais e quais podem ser reduzidas ou ajustadas. Esse conhecimento evita endividamentos, ajuda no planejamento de metas e proporciona mais segurança diante de imprevistos — diz o especialista. A pedido do EXTRA, o consultor listou dicas de como organizar a vida financeira para conseguir reduzir gastos e economizar.

Supermercado e moradia.

A moradia e as compras de alimentos estão entre os principais gastos mensais do brasileiro, e, no Rio, não é diferente. As despesas ligadas à habitação somam, em média, R$ 1.060,00 por mês, enquanto os gastos com supermercado chegam a R$ 850,00. Na avaliação de Leonardo Schneider, vice-presidente de Locação e Comercialização Imobiliária do Secovi-Rio, a habitação sempre ocupou uma parcela do orçamento das famílias, seja pelo financiamento, aluguel, condomínio ou impostos. Segundo ele, há um movimento gradual de busca por imóveis menores, impulsionado, entre outros fatores, pela tentativa de reduzir despesas: — Hoje, cada vez mais, vemos pessoas procurando apartamentos menores, que geram menos custos.

Da mesma forma, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) reconhece que o custo da alimentação no domicílio sempre foi um componente relevante no orçamento das famílias. A entidade destaca, porém, que os preços pagos pelo consumidor não são definidos apenas pelas redes, mas envolve também fatores como custos logísticos, tributação e câmbio. Em nota, a Asserj ressaltou que, em conjunto com seus associados, continua trabalhando para “equilibrar competitividade, oferta e preço, com foco em aliviar, tanto quanto possível, a carga sobre o orçamento das famílias fluminenses”.

Opinião de quem vive no Rio. 
‘O que mais pesa são alimentos e transporte’

Depoimento da professora Anna Beatriz Cavalcanti, de 25 anos

"Eu moro em Irajá com o meu noivo. Comparado a outros bairros, acredito que o custo de vida aqui é mais barato, o que mostra um certo padrão quando se observa a localização mais afastada do Centro da cidade em relação a lugares onde já morei (como Rio Comprido e Rocha). O que mais pesa no meu orçamento hoje são a alimentação e o transporte. Considerando a distância entre Irajá e Zona Sul e Centro, que é onde costumo trabalhar e estudar, depender exclusivamente do metrô gera um impacto maior na organização financeira, devido ao custo da passagem. Eu já tinha uma ideia dos gastos, mas nos bairros anteriores eu conseguia usar os ônibus com mais facilidade. Hoje em dia, ainda que existam algumas opções para fazer o mesmo trajeto de ônibus, eles tomam mais tempo do meu dia".
 
Mudança não é opção.
Mesmo diante do peso do custo de vida, a mudança de cidade ainda não é vista como alternativa para a maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa, apenas um em cada dez entrevistados considera se mudar neste ano com o objetivo de reduzir as despesas mensais. — Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica — afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. Para o consultor financeiro Renan Diego, é possível organizar a vida financeira e reduzir despesas mesmo sem mudar de cidade. Ele destaca que também é viável manter a qualidade de vida sem comprometer toda a renda:

Mudança não é opção.
Mesmo diante do peso do custo de vida, a mudança de cidade ainda não é vista como alternativa para a maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa, apenas um em cada dez entrevistados considera se mudar neste ano com o objetivo de reduzir as despesas mensais. — Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica — afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. Para o consultor financeiro Renan Diego, é possível organizar a vida financeira e reduzir despesas mesmo sem mudar de cidade. Ele destaca que também é viável manter a qualidade de vida sem comprometer toda a renda: — A qualidade de vida não está ligada apenas a gastar mais, mas também a usar o dinheiro de forma consciente, equilibrando as necessidades e o lazer com o orçamento.

Como se organizar para economizar. 
Mapeie seus gastos - Anote todas as despesas, desde moradia e contas fixas até alimentação, transporte, lazer e pequenos gastos diários. Isso ajuda a entender para onde o dinheiro está indo.
Separe despesas fixas e variáveis - Para entender o que é possível cortar para desafogar o orçamento, é preciso separar os gastos. Nos fixos, se encaixam despesas como aluguel, condomínio e internet. Já os variáveis são aqueles relacionados a lazer, delivery e compras extras.
Compare gastos com sua renda - Se as despesas estiverem muito próximas ou acima da sua renda, é sinal de alerta. O ideal é que sobre uma parte para reserva e imprevistos.
Defina prioridades - É importante se perguntar: o que é essencial? O que pode ser reduzido? Pequenos ajustes, como diminuir assinaturas de serviços, já ajudam a adequar o orçamento.
Estabeleça metas - Pode ser criar uma reserva de emergência, quitar dívidas ou guardar dinheiro para um objetivo. Ter metas ajuda a manter o foco.
Crie uma reserva - Sobrou algum dinheirinho? Guardar o equivalente a pelo menos seis meses dos custos essenciais traz segurança e evita endividamento.

https://extra.globo.com 

Lula diz que levará Receita Federal, PF e Justiça para reunião com Trump.

 
Eric Napoli

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (22.fev.2026) que pretende levar representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda para a reunião que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o objetivo é estruturar uma cooperação mais ampla no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado internacional. Lula disse que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos 3 vezes e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados. Citou como exemplo um caso envolvendo contrabando de combustíveis e afirmou que o governo brasileiro encaminhou informações detalhadas sobre suspeitos que estariam nos Estados Unidos.“Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao rebater questionamento de jornalista sobre eventual pedido de repatriação de brasileiros. Segundo o presidente, a intenção é que pessoas investigadas por crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça.

O presidente afirmou que levará integrantes da cúpula do governo para discutir o tema “de forma estruturada”. “Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, declarou. Também mencionou a participação do Ministério da Fazenda nas tratativas. Lula classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes esferas da sociedade. “Tem braço no poder Judiciário, tem braço no futebol, tem braço na política, tem braço no empresariado”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil já criou estruturas específicas para reforçar o combate a ilícitos na fronteira amazônica, com cooperação entre países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os Estados Unidos. O presidente disse que a pauta da reunião com Trump não se limita a minerais críticos ou tarifas comerciais, mas que a cooperação na área de segurança é um dos pontos centrais. Afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada, altamente respeitosa” entre os 2 países. Para Lula, o combate ao crime organizado é uma área em que Brasil e Estados Unidos podem atuar conjuntamente. “Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou. As declarações foram dadas durante entrevista ao fim de visita oficial à Índia. 

Lula já está na Índia desde 5ª feira (19.fev). Ele se encontrou oficialmente com Modi no sábado (21.fev). Também participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou 3 reuniões bilaterais com outros líderes presentes no evento. Foram eles: Emmanuel Macron (França), Anura Kumara Dissanayake (Sri Lanka) e Andrej Plenković (Croácia). O petista conversou também com o CEO do Google, Sundar Pichai. Neste domingo (22.fev), Lula embarca para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e com executivos de grandes empresas sul-coreanas. Retorna ao Brasil no dia 24.

PF NA ÍNDIA.
O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, se reuniu com o chefe do Central Bureau of Investigation (CBI), Praveen Sood, para tratar de temas relacionados à cooperação policial internacional e ao intercâmbio de capacitação entre as duas instituições. Rodrigues cumpriu agenda em Nova Délhi, na Índia, de 17 e 22 de fevereiro. Em nota, a PF afirmou que durante o encontro na sede do CBI, tambem foi conversado sobre a proposta de um acordo de cooperação técnica com foco no combate a crimes cibernéticos e financeiros. A pauta incluiu o uso de novas tecnologias e a coordenação de iniciativas conjuntas para o enfrentamento de delitos transnacionais. O diálogo entre as autoridades policiais busca reforçar a parceria estratégica entre Brasil e Índia em retribuição à visita do primeiro-ministro Narendra Modi ao território brasileiro no ano anterior.

https://www.poder360.com.br

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Milton Cunha fala no Instagram o que a Globo censurou sobre o desfile homenageando Lula.


Caique Lima

O carnavalesco Milton Cunha publicou um vídeo nas redes explicando o enredo em homenagem a Lula censurado pela TV Globo neste domingo (15). A escola de samba Acadêmicos de Niterói, primeira a desfilar na Marquês de Sapucaí, promoveu o samba enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.“A jornada do herói, uma estrutura de narração muito utilizada desde sempre pela humanidade para dar grandes mensagens e é uma forma de comunicar educação valor e aí é essa jornada da Acadêmicos de Niterói sobre o menino Luiz Inácio”, explicou. Segundo ele, o enredo começa com “um país assombrado”, em referência aos “anos de chumbo, da ditadura militar”, ambientado no sertão e na infância do personagem.

Milton descreve a travessia da família para São Paulo ao som de “Luar do sertão”, evocando retirantes e gravuras populares. Ele afirma que o herói enfrenta “o desafio, o problema, a crise e a virada”, descobre o sindicato, ajuda a fundar um partido e segue acumulando derrotas e vitórias até se tornar “presidente da nação verde amarela”, numa subida comparada à rampa do Planalto. O carnavalesco também citou políticas públicas ao falar de “programas sociais, projetos, ‘Minha casa, minha vida’, contra fome, ajudando estudantes a terminar seus cursos”. Para ele, o desfile transforma o personagem em símbolo coletivo: “Um operário da cultura do bem, do valor humano, do humanismo”, ampliando a ideia de trabalhador para além da fábrica.“É um desfile, um enredo sobre esperança, sobre esperança de como mulheres, comuns, homens, comuns, podem empreender uma jornada que os levarão a feitos fabulosos”. E completa que há “o triunfo do nosso herói”, mas que a escolha foi começar pelo menino e pela mãe para aproximar a história do público.

A transmissão da Globo, detentora dos direitos exclusivos, adotou cobertura classificada pela própria emissora como “mais comedida”. Momentos como o esquenta não foram exibidos, e o intérprete Emerson Dias, fantasiado de Lula, apareceu rapidamente. Em nota, a empresa afirmou que “acompanha, durante todo o ano, os preparativos para a festa” e destacou a operação com “cerca de 1.200 profissionais em mais de 42 horas de transmissão ao vivo”. O desfile havia sido liberado pela Justiça Eleitoral e não havia impedimento jurídico. Ainda assim, a Globo decidiu ser omissa na transmissão da homenagem.

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EUA estão preparados para atacar Irã já neste fim de semana, diz TV.



Gilvan Marques

EUA mandaram equipamentos para o Oriente Médico. O USS Gerald Ford —tido como o porta-aviões mais avançado— deve chegar à região já neste fim de semana. Outros recursos, como aviões-tanque de reabastecimento e caças, já haviam sido enviados. Americanos têm buscado expandir o escopo das negociações. O objetivo de Trump é levar para a mesa de discussões questões não nucleares, como o arsenal de mísseis iraniano. O Irã afirma estar disposto apenas a discutir restrições para o seu programa nuclear. Em troca, o alívio às sanções. Teerã descarta a possibilidade de abandonar completamente o enriquecimento de urânio. Os iranianos afirmaram ontem que havia concordado com os Estados Unidos sobre "diretrizes gerais" em Genebra para um acordo que evitasse conflitos, mas descartou a chance de discutir o seu programa de mísseis. Casa Branca não está completamente satisfeita com negociações. A secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, disse aos repórteres que houve algum progresso em Genebra, mas que ainda estamos muito distantes em algumas questões.

Irã está reforçando instalações nucleares.
Imagens de satélite mostram país se movimentando. Os iranianos estariam usando concreto e grandes quantidades de terra para enterrar locais estratégicos, segundo a CNN.

https://noticias.uol.com.br

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Desfile debocha de Bolsonaro e exalta Lula, que vai à avenida sem Janja.


Adriana Ferraz, Ana Paula Bimbati

Artistas globais interpretaram Lula, dona Lindu (mãe dele) e a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Paulo Vieira, Dira Paes e Juliana Baroni, respectivamente, se dividiram entre as 25 alas, compostas por 150 integrantes cada. Boneco gigante de Lula no último carro. A escola levou cinco carros para a avenida, com um boneco gigante do presidente encerrando o desfile. Presidente foi à pista e beijou pavilhão da escola. Ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o presidente deixou o camarote municipal para ir à avenida e saudar os integrantes da escola; ele acompanhou a maior parte dos desfiles no chão. A previsão, no entanto, era que ele assistisse à festa da plateia, acompanhado de ministros, para evitar questionamentos de cunho eleitoral.

Janja não desfilou.
Primeira-dama foi substituída pela cantora Fafá de Belém. Rosângela da Silva não entrou na avenida, como planejado, e acompanhou a festa no camarote da prefeitura carioca. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, ela foi pressionada a desistir de desfiar por receio de gerar problemas com a Justiça Eleitoral. Janja foi substituída pela cantora Fafá de Belém. Ministros também não participaram do desfile. No mesmo carro de Fafá, estavam artistas como Paulo Betti, Bete Mendes, Chico Diaz e Júlia Lemmertz. 

Provocação a Bolsonaro, Temer e Eduardo.
Palhaço preso com tornozeleira danificada ironizou prisão de ex-presidente. Jair Bolsonaro foi representado de forma provocativa como um palhaço preso com uma tornozeleira danificada em um dos carros alegóricos da escola. Nas redes sociais, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, criticou a alegoria e destacou que Lula é quem foi preso por corrupção. Bolsonaro também foi retratado na comissão de frente. Na abertura do desfile, um ator surgiu fantasiado como o palhaço Bozo, representando o ex-presidente, fazendo "arminhas" com as mãos e flexões de braço. O ex-presidente também apareceu em meio a cruzes com o número de mortos pela covid-19 no Brasil: mais de 700.000.

Comissão de frente também fez referências a Dilma e Temer. A encenação dos personagens começou com Lula passando a faixa presidencial para Dilma Rousseff (PT) — em 2010, ele lançou a petista ao Planalto após cumprir dois mandatos no governo federal. Logo depois, o personagem que representou o ex-presidente Michel Temer (MDB) arrancou o adereço da petista, em uma referência ao impeachment de 2016. Escola também retratou Bolsonaro e Lula discutindo. O ex-presidente estava próximo de uma bandeira com as cores dos Estados Unidos e o petista, com as do Brasil.

Um das alas ironizou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. Os integrantes estavam fantasiados de Mickey. Na mão, seguravam uma tocha da Estátua da Liberdade que coloca fogo na bandeira do Brasil. Segundo a sinopse do desfile, a fantasia é inspirada em uma charge feita por Nando Motta, na ilustração original, é Eduardo quem está vestido do personagem.

PT teve ala própria com estrela, mas sem número 13.
Símbolos do partido estamparam fantasia. A estrela e a cor vermelha compuseram a fantasia da ala dedicada à sigla. Segundo a sinopse do desfile, a fundação da legenda foi uma consequência da liderança sindical de Lula na região do ABC Paulista. Escola evitou expor número 13. Seguindo recomendações de especialistas em direito eleitoral, a escola evitou usar o número do partido em alegorias ou fantasias. Há menção indireta, porém, no samba-enredo. Segundo a letra, a viagem de Lula ainda criança para São Paulo em um pau de arara levou 13 dias.

Escala 6x1.
Ala dedicada à promessa do petista. Uma ala inteira se apresentou no final do desfile para defender o fim da escala 6x1, promessa de Lula para o último ano de seu terceiro mandato presidencial. Na sinopse, o projeto foi citado como parte da "luta histórica por melhores condições de vida para a classe trabalhadora". Figurino trouxe relógios para criticar jornada de trabalho extensa. A justificativa é "medir e registrar o tempo que o trabalhador dedica efetivamente ao trabalho". Além disso, a sinopse justificou que a indumentária quis fazer uma crítica aos patrões que controlam o tempo dos funcionários como se fossem brinquedos ou robôs.

Marcas petistas.
Programas sociais petistas foram exaltados na avenida. A escola deu destaque a programas lançados nos primeiros mandatos, como Bolsa Família, Prouni, Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida. Sinopse falava em "luta de classes". Segundo o programa divulgado pela escola, o quarto setor, já da metade para o final do desfile, apresentou as políticas sociais desenvolvidas por Lula na presidência da República e a "luta de classes" que, no entendimento do carnavalesco, permeia seus mandatos. Taxação de bilionários foi celebrada na avenida. Quase no final do desfile, a escola comemorou a decisão do governo de isentar os mais pobres do pagamento de imposto de renda e taxar os mais ricos. Nas fantasias, células de dinheiro e cartolas de banqueiros.

https://noticias.uol.com.br 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Eucalipto mostra a busca pela cura e celebra Guarapari, a "Cidade Saúde".

Escola destacou o poder da radioatividade nas areias monazíticas de Guarapari, que atraiu pessoas em busca da cura.

Ana Piontkowski * e Maeli Radis

A Independente de Eucalipto desfilou no Carnaval de Vitória 2026 já na madrugada de sábado (14). A escola de samba da Grande Maruípe mostrou a busca dos seres humanos pela cura e destacou a “Cidade Saúde”, Guarapari (ES).

O desfile no Sambão do Povo, com a assinatura do carnavalesco Douglas Palluzzo, apresentou uma jornada cultural e histórica sobre a procura da cura. Desde civilizações antigas até a saberes medicinais, a escola revelou como o poder da radioatividade passou a ser utilizado por pessoas nas areias monazíticas de Guarapari. O município capixaba guarda em suas praias propriedades com potencial terapêutico especialmente para doenças reumatológicas, respiratórias e dermatológicas.

Ao apresentar essas características, a Eucalipto reconheceu e preservou a história de Guarapari. Ao todo, foram 900 componentes em 15 alas, além de dois carros alegóricos e um tripé
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 https://www.folhavitoria.com.br

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Decidiu bater de frente com os Estados Unidos e mandar 814 toneladas de alimentos para ajudar Cuba.


Por Henrique Cesaretti

Em meio à crise de abastecimento que atinge Cuba, um novo capítulo ganhou destaque no cenário internacional. Uma potência decidiu bater de frente com os Estados Unidos e enviar 814 toneladas de alimentos para ajudar a ilha caribenha.

A ajuda humanitária por parte do Governo do México inclui milhões de quilos de produtos básicos, justamente em um momento em que a população enfrenta dificuldade para encontrar itens essenciais. O envio foi tratado como estratégico e até mesmo simbólico diante das sanções que pesam sobre o país.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a carga chegou como parte de um acordo de cooperação. No entanto, o gesto também carrega um recado político claro ao governo norte-americano.

Cuba atravessa uma das piores crises alimentares das últimas décadas, com prateleiras vazias e longas filas nos mercados. A escassez tem afetado diretamente o dia a dia da população e aumentado a pressão sobre as autoridades locais.

O envio das 814 toneladas busca justamente amenizar esse cenário e garantir o mínimo necessário para milhares de famílias. Até mesmo setores mais críticos do governo cubano reconheceram a importância da ajuda neste momento delicado.

Especialistas apontam que a iniciativa reforça alianças internacionais e amplia a disputa por influência na região. No entanto, também reacende o debate sobre os impactos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.

A movimentação internacional ocorre enquanto Cuba tenta reorganizar sua economia e ampliar parcerias comerciais. Justamente por isso, cada gesto externo acaba tendo peso político e econômico significativo.

Relação de Cuba e Estados Unidos

Os Estados Unidos não são contra a ajuda humanitária em si, no entanto, esse tipo de envio é visto como parte de uma disputa política maior, já que mantêm um embargo contra Cuba para pressionar o governo por mudanças. Quando outra potência envia grandes volumes de alimentos, isso pode justamente enfraquecer o impacto das sanções e ampliar a influência desse país na região, algo sensível para Washington.

https://diariodaregiao.com.br

Países ricos deveriam temer 'Brasileirização' da economia global, diz The Economist.


A revista The Economist usou o Brasil de alerta para a economia de países ricos. Em artigo publicado na quinta-feira (12/2), o veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasileirização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar. O artigo afirma que o paradoxo do país é combinar indicadores que, à primeira vista, seriam considerados positivos, como crescimento econômico, banco central independente e orçamento primário "quase equilibrado", com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva. Com a selic, a taxa básica de juros, em 15% ao ano, o governo brasileiro "provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros", diz a revista, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio."Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os do mundo rico."

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta do Brasil vai atingir 99% do PIB em 2030. Em 2010, correspondia a 62%."Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida."

Mas a saída pela austeridade, diz a publicação, parece politicamente inviável. Segundo o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição em outubro, "afrouxou os cordões da bolsa", o que reduz as chances de um ajuste fiscal severo no curto prazo. Para explicar por que o país paga taxas tão superiores às de economias ricas, a revista aponta uma combinação de fatores institucionais e históricos. As instituições brasileiras, diz a revista, seriam "frágeis" e chegaram a "vacilar" durante a tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, a inflação teria "um pavio mais curto", em razão do trauma da hiperinflação dos anos 1980 e 1990 e da crise econômica da década passada. Outro elemento é a rigidez do gasto público. O Brasil destina cerca de 10% do PIB ao pagamento de aposentadorias. Sem reformas, diz a revista, o país gastará mais em 2050 com pensões do que países "mais ricos e mais envelhecidos"."Ainda assim, as pensões são protegidas na Constituição, que, por exemplo, determina que, quando o salário mínimo sobe, os aposentados também recebam mais. O controle extraordinário dos pensionistas sobre o orçamento dificulta o equilíbrio das contas e também desloca outros gastos mais valiosos."Para a The Economist, o país sul-americano funciona como um "alerta antecipado" do que pode acontecer com economias avançadas. "A aflição fiscal do Brasil lança em relevo os orçamentos do mundo rico", diz.

O editorial afirma que os Estados Unidos já exibem sintomas iniciais do processo de "brasileirização": instituições sob pressão e uma inflação mais difícil de controlar após a pandemia. O texto cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "politizou o Departamento de Justiça", deseja controlar o Federal Reserve e "cogita federalizar as eleições". A revista também observa que, assim como no Brasil, o peso crescente de aposentadorias e gastos com saúde tende a pressionar os orçamentos do mundo rico.

Problemas vão além de 'desperdícios' de Lula.
Na quinta-feira (11/2), a revista havia publicado outra análise sobre o Brasil. A revista afirma que, apesar de indicadores positivos, a trajetória da dívida brasileira é "insustentável" e que "os pessimistas estão certos em prever problemas". Para a The Economist, a crise fiscal não se explica apenas pela política do governo Lula, mas por um sistema capturado por interesses poderosos, muitos protegidos pela Constituição. No texto, a revista britânica afirma que as eleições de outubro serão fundamentais para evitar que a economia do Brasil não estagne e entre em crise, caso os parlamentares eleitos "encontrem a coragem" para "enfrentar os interesses arraigados". A revista também criticou o sistema tributário, classificado como uma "bagunça"."As estimativas dos custos econômicos variam, mas são da mesma ordem de grandeza da perda de crescimento devido à falta de credibilidade fiscal, o que equivale a talvez meio ponto percentual do PIB anualmente."A falta de reformas, diz a The Economist, mina a confiança do mercado e custa ao Brasil até um ponto percentual de crescimento por ano. A revista reconhece avanços recentes, como o teto para isenções e o IVA dual, que pode elevar o PIB em até 4,5% até 2033, mas avalia que, sem mudanças estruturais, o país seguirá preso a um modelo fiscal insustentável.

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