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sexta-feira, 12 de junho de 2026

'Agora fica claro por que nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse', diz Correia ao citar Alcolumbre.


Deputado cita supostos repasses a Alcolumbre e financiamento do longa ao defender investigação no Congresso.

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou na quinta-feira (11), pela rede social X, que as novas informações envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ajudam a explicar por que parlamentares bolsonaristas não assinaram a CPMI do Dark Horse. Na quinta-feira (11), o parlamentar destacou a informação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria recebido US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, do ex-banqueiro, preso após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O empresário vinha tentando firmar um acordo de delação premiada, mas teve uma segunda proposta rejeitada pela PF."Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster: 
1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento; 
2- Davi Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que explicaria o acordo de votar a dosimetria, para beneficiar Bolsonaro e enterrar a CPMI do Master e 
3 - Filho do Ministro Fux, mais novo herói bolsonarista, na farra de 5 milhões de degustação de Whisky", escreveu o petista na rede social X.

Em seguida, o deputado defendeu a abertura de investigação parlamentar sobre o caso. "Por isto nenhum bolsonarista assinou a CPMI do Dark Horse, que apresentei no Congresso", acrescentou. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é investigado pela PF em um esquema que apura um suposto esquema de fraudes financeiras. As irregularidades movimentaram ao menos R$ 12 bilhões, estimaram investigadores. Mais cedo, Correia já havia usado as redes sociais para associar o caso Master ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar também mencionou reportagens sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e sobre o presidente do Senado. Filme Dark Horse entra no centro da disputa O longa Dark Horse, citado por Correia, retrata Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão no inquérito da trama golpista.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para a produção do filme. Desse total, R$ 61 milhões foram repassados. O caso levou o Partido dos Trabalhadores a acionar o STF e a PF (Polícia Federal), com pedido de abertura de investigação sobre a suspeita de que a produção do filme tenha sido usada em uma possível operação de caixa 2 vinculada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O PT pediu apurações sobre eventual movimentação de recursos no exterior.

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também aparece nas tratativas do financiamento do filme. O ex-parlamentar discutiu o tema com Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Reportagem do Intercept Brasil publicada em 27 de maio apontou que o ex-congressista pediu o envio do "máximo" de recursos aos Estados Unidos, país onde vive atualmente.

    Em apenas um dia são três notícias bombásticas sobre Vorcaro e o BolsoMaster:
    1- Banco do PCC e empresa do filme Dark Horse , de Jair Bolsonaro, juntos no mesmo fundo de investimento;
    2- David Alcolumbre teria recebido 155 milhões de Vorcaro, segundo revista Veja, o que…
    — Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 11, 2026

https://www.brasil247.com

Entorno de Vorcaro aponta que PF nunca quis fazer delação premiada.

  
Policiais alegaram falta de provas em documento.

Interlocutores de Daniel Vorcaro disseram à CNN ter a avaliação de que a Polícia Federal "nunca" quis fazer uma delação premiada com o banqueiro. A leitura é de que tanto na primeira tentativa quanto na segunda a instituição atuou de maneira pro forma, sem dar andamento real às tratativas nem demonstrando interesse em fechar um acordo. Questionados sobre eventuais motivos para essa postura, eles não disseram o motivo. Os aliados do banqueiro contestam ainda a justificativa da PF de que a segunda versão da proposta era frágil e sem substância como integrantes da PF afirmaram nos bastidores. Ao contrário, dizem que no documento apresentado Vorcaro se auto-incrimina, faz confissões e que há revelações que implicam possíveis práticas delitivas de autoridades. Afirmam também que a nova versão traz fatos inéditos que a Polícia Federal não conhecia.

A CNN mostrou no começo de junho que a nova versão alcançava autoridades dos Três Poderes e da oposição. A CNN procurou a Polícia Federal e aguarda uma posição.

https://www.cnnbrasil.com.br

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dona de produtora de filme dos Bolsonaro era investigada há quase 10 anos.


Daniela Lima

Relatório da Controladoria-Geral da União ao qual a coluna teve acesso detalha um dos principais achados dos auditores federais contra a organização não governamental comandada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil. Tanto a entidade como a produtora que, em tese, coordenou a organização do filme de Bolsonaro, "Dark Horse", funcionam no mesmo local e dividem até a infraestrutura que criou seus endereços na internet. Até os pecados de Karina se repetem nos casos que hoje estão sob a lupa do público. Por exemplo: hoje causa estranhamento que a ONG Instituto Conhecer Brasil e a produtora do filme "Dark Horse" funcionem no mesmo endereço. Anos atrás, o incômodo de auditores federais era idêntico, mas o problema, um pouco diferente.

O Conhecer Brasil ganhou uma licitação no Sesi e subcontratou uma empresa para prestar serviços milionários. Onde a empresa estava registrada? No mesmo logradouro da ONG."Esta última empresa foi selecionada pelo Instituto Conhecer Brasil para montar a infraestrutura e realizar a divulgação da 9ª Feira da Cidadania - Pará. Com base em informação da Receita Federal do Brasil há relação entre as duas últimas empresas. Elas estão localizadas em endereços semelhantes. (...) Ou seja, o que diferencia os endereços das firmas é o número das salas", anotou o auditor na inspeção publicada em 2021.

No governo Bolsonaro (2019-2023), os negócios de Karina se multiplicaram. Se antes suas empresas movimentavam dezenas de milhões de reais, com a ascensão da direita ao poder ela passou a gerir contratos de centenas de milhões de reais, vide acordo firmado com a Prefeitura de São Paulo, já sob Ricardo Nunes (MDB-SP), para implementação de sinal público de internet — um serviço não entregue, segundo suspeita da policia, a várias áreas da capital paulista.

https://noticias.uol.com.br

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Exclusivo: Produtora de “Dark Horse” tem contratos com mais de 50 municípios e estados.

 
Publicado por
Vinicius Segalla

A empresária Karina Ferreira da Gama, sócia do deputado federal Mário Frias (PL-SP) e produtora do filme “Dark Horse”, assinou contratos e recebeu verbas públicas de, pelo menos, 51 municípios e estados espalhados pelas cinco regiões do país. Os valores vão de mais de R$ 100 milhões a dezenas de milhares de reais, e os contratos foram firmados com entes públicos como o Estado de São Paulo, o Distrito Federal, os municípios de Babaçulândia (TO), Cascavel (PR), Macapá (AP) e Redenção do Gurguéia (PI). Utilizando a ONG de sua propriedade chamada Instituto Conhecer Brasil (ICB), as atividades e projetos para que a produtora do filme de Bolsonaro foi contratada variaram muito, passando por instalação de antenas de wi-fi, realização de evento literário gospel, capacitação de professores da rede pública, instalação de laboratórios escolares e projeto de “automobilismo social por meio da Fórmula Truck Kids”, este último contratado pela prefeitura de Cascavel, no Paraná, em 2017, durante a administração do prefeito Leonaldo Paranhos (Podemos), bolsonarista que viu o patrimônio de seus negócios crescer 220 vezes em dois anos.

Já no Distrito Federal, durante a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), Karina da Gama firmou um contrato com a Secretaria de Educação em 22 de dezembro de 2023, por R$ 4 milhões, para um projeto que teria duração de um ano. Posteriormente, foi assinado um aditivo. Documentos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) mostram que o ICB participou do Termo de Colaboração nº 02/2023, ligado ao Programa Desafio DF, para implantação de laboratórios e ações de educação tecnológica em 16 escolas da rede pública. O projeto previa capacitação de professores, uso de impressoras 3D, kits de eletrônica, plataformas digitais, ferramentas de monitoramento pedagógico e laboratórios móveis chamados de “Smart Labs”. O plano de trabalho também menciona uso de ferramentas como Google Analytics, Tableau, Google Forms, Zoom, Microsoft Teams e sistemas digitais de monitoramento.

Já com o município de São Paulo, foram pelo menos sete contratos e aditivos, para a realização de três eventos literários gospel (um por ano de 2023 a 2025) e para a instalação de antenas de wi-fi em bairros da periferia. Ao todo, a administração Ricardo Nunes entregou mais de R$ 108 milhões à produtora do filme de Jair Bolsonaro, tornando o povo paulistano o maior financiador dos negócios de Karina, ultrapassando inclusive o banqueiro Daniel Vorcaro, que contribuiu com R$ 60 milhões. Neste contrato, a ONG da produtora do filme “Dark Horse” contratou a empresa de um conselheiro da própria entidade como fornecedora para quase 60% dos gastos, incluindo despesas inflacionadas para a produção de vídeos com baixo alcance, conforme noticiou o portal Metrópoles.

O que o site do ex-presidiário Luiz Estevão não conta é o que a própria Karina da Gama assume e enumera nas páginas 10 e 11 do contrato: a sua ONG ICB recebeu verbas públicas de 49 prefeituras espalhadas pelo Brasil, além do Estado de São Paulo e do Distrito Federal, e isso apenas entre os anos de 2017 e 2022.

Entre os contratos firmados e serviços “prestados” estão:

– Elaboração e desenvolvimento da metodologia de laboratórios de robótica em escolas do ensino público municipal nas cidades de Barra do Santa Rosa (PB), Macapá (AP), Engenheiro Coelho (SP) e Buíque (PE).

– Execução de programa de diagnóstico e capacitação para o terceiro setor chamado “Frente a Criança e ao Adolescente”, do governo do Estado de São Paulo.

– Projeto social de Fórmula Truck/Fórmula Truck Kids, contratado tanto pela prefeitura de Cascavel (PR) como pelo governo do Distrito Federal. A lista completa de projetos com 51 entes públicos que contrataram a produtora do filme “Dark Horse”, conforme listados pela própria Karina da Gama, em documento público da Prefeitura de São Paulo. 
 
– Execução de programa de diagnóstico e capacitação para o terceiro setor chamado “Frente a Criança e ao Adolescente”, do governo do Estado de São Paulo.

– Projeto social de Fórmula Truck/Fórmula Truck Kids, contratado tanto pela prefeitura de Cascavel (PR) como pelo governo do Distrito Federal.

Veja a lista completa de projetos com 51 entes públicos que contrataram a produtora do filme “Dark Horse”, conforme listados pela própria Karina da Gama, em documento público da Prefeitura de São Paulo, reproduzido abaixo.
 
Curiosamente, o site do ICB esconde quase todos esses projetos e contratos, exibindo apenas sete. Por que será?

https://www.diariodocentrodomundo.com.br 

Vacina da gripe é liberada para toda a população em Guarapari e Anchieta (ES).

 
Redação Multimídia 
ESHOJE

A vacinação contra a gripe (Influenza), antes restrita aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, passou a ser oferecida para toda a população a partir dos seis meses de idade nos municípios de Guarapari e Anchieta. A medida busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. Em Guarapari, a imunização está disponível em todas as unidades de saúde da rede municipal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 07:30 às 12:00h e das 13:00h às 15:00h.

O fornecimento das doses é realizado pela Rede de Frio Municipal, responsável pelo armazenamento e distribuição dos imunizantes. De acordo com a pasta, cada unidade recebe regularmente entre 100 e 200 doses, quantidade definida conforme a demanda e as necessidades de cada região do município. A Secretaria de Saúde informou ainda que, neste momento, não há previsão para a realização de uma campanha específica ou de um Dia D de vacinação contra a Influenza voltado à população em geral. A ampliação do público-alvo acompanha uma estratégia adotada por diversos municípios com o objetivo de aumentar os índices de cobertura vacinal e reduzir a ocorrência de casos graves da doença, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Em Anchieta, a vacina também passou a ser disponibilizada para toda a população com mais de seis meses de idade. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que, até o dia 1º de junho, o município havia atingido 56,72% da meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde.

https://eshoje.com.br

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Rubio é latino-americano frustrado e não gosta do Brasil, diz Lula.


Lara Brito

Secretário de Estado norte-americano disse que o país “não é 
amigável”; petista afirma que EUA não podem desrespeitá-lo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta 4ª feira (3.jun.2026) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o petista afirmou que o chefe da diplomacia norte-americana “não gosta da América Latina e muito menos do Brasil”. A declaração foi feita em meio ao agravamento da crise entre Brasília e Washington.“Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil. Ele é um latino-americano frustrado“, declarou Lula. A fala foi uma resposta às declarações dadas por Rubio na véspera. O secretário de Estado classificou 3ª feira (2.jun) o Brasil como um país “não amigável” aos Estados Unidos. 

Lula disse que o governo brasileiro tem buscado preservar a relação institucional com Washington e afirmou que o país não pretende alimentar conflitos diplomáticos.“É importante que eles saibam que nós não queremos guerra. É importante que eles saibam que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos”, declarou. O presidente também criticou a forma como os Estados Unidos anunciaram novas medidas comerciais contra o Brasil.“Nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana”, afirmou. Segundo Lula, o governo brasileiro manteve negociações com autoridades norte-americanas nos últimos meses e foi surpreendido pela decisão anunciada por Donald Trump.“Confesso a vocês que fui pego de surpresa”, disse.

O petista afirmou que enviará uma nova carta ao presidente norte-americano para contestar argumentos apresentados por integrantes do governo dos EUA. Lula também voltou a defender uma política externa baseada no multilateralismo e disse que os conflitos internacionais recentes decorrem de “decisões unilaterais”. Segundo ele, o Brasil continuará defendendo o fortalecimento das instituições internacionais e da democracia.

REUNIÃO MINISTERIAL.
A reunião desta 4ª feira (3.jun) foi a 1ª ministerial ampliada realizada por Lula depois da reforma na articulação política do governo e da recente escalada da tensão comercial com os Estados Unidos. Além da tensão com Washington, o presidente cobrou dos ministros a aceleração de entregas e a coordenação das ações do governo. Lula determinou que inaugurações e anúncios passem pela Casa Civil e reclamou da falta de comunicação entre ministérios e o Palácio do Planalto.“É importante que a gente apronte tudo até o dia 3 de julho”, disse. Também afirmou que “é importante que a gente não saiba nada pelos jornais”, ao pedir maior alinhamento entre os integrantes da Esplanada.

https://www.poder360.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Trump fez elogios a Lula em conversa com Flávio Bolsonaro.


Presidente dos Estados Unidos classificou 
Lula como “esperto” e “dinâmico”.

247 - A jornalista Mariana Sanches, do UOL, revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Lula (PT) diante do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também comentou reformas na Casa Branca durante encontro no Salão Oval na terça-feira (26). Segundo o relato de Sanches, Trump fez uma avaliação pessoal do presidente brasileiro mesmo na presença de um aliado do bolsonarismo. Para a jornalista, o episódio contrasta com a tentativa de transformar a imagem do encontro em um ativo político-eleitoral. “O Trump teria dito que o Lula aparentava ser muito velho, mas que, quando ele falava e agia, ele passava uma impressão diferente, de uma pessoa muito dinâmica e de uma pessoa muito esperta. Portanto, Donald Trump fez elogios ao Lula diante de Flávio Bolsonaro, foi isso que aconteceu”, afirmou Mariana Sanches.

A declaração, de acordo com a jornalista, indica que Trump teria feito comentários positivos sobre Lula em um contexto considerado sensível para apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). O relato também acrescenta um novo elemento aos bastidores da conversa, ao mostrar que o presidente norte-americano teria se afastado da leitura política esperada por seus interlocutores.

Reformas na Casa Branca entraram na conversa.
Mariana Sanches disse ainda que Trump dedicou parte expressiva do encontro a falar sobre intervenções no complexo presidencial norte-americano. Segundo ela, o tema ocupou mais de 10 minutos da conversa e incluiu comentários sobre o Roseiral da Casa Branca, conhecido em inglês como Rose Garden.“O Trump passou mais de 10 minutos falando sobre as reformas que ele está fazendo na Casa Branca. Disse que mandou cimentar o Rose Garden, o jardim ali da Casa Branca, icônico, histórico, porque muito pouca gente usava, defendeu a construção do salão de festa, super polêmico, caro, até a base republicana está insatisfeita com isso”, relatou a jornalista.

Sanches também descreveu um comportamento disperso de Trump durante a conversa. De acordo com a jornalista, o presidente norte-americano alternou temas de forma repentina e chegou a interromper o diálogo para falar com assessores.

https://www.brasil247.com

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Prefeitura efetiva comissão após ataques transfóbicos em escola de Guarapari (ES).



Por: Mariah Friedrich

Professora Alice Rena denunciou ataques e reiterou cobranças ao MPES.

A Prefeitura de Guarapari efetivou uma comissão voltada ao enfrentamento da discriminação e à promoção da diversidade na rede municipal de ensino após cobranças do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), denúncias de transfobia feitas pela professora Alice Rena, e pressão de movimentos sociais por políticas públicas de inclusão, acolhimento e acesso à informação nas escolas do município. O primeiro encontro do grupo está marcado para o próximo dia 1º. A iniciativa ocorre após oito meses de uma reunião realizada na 1ª Promotoria de Justiça Cível de Guarapari, quando Alice e representantes da prefeitura, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) e da direção da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Cândida Soares Machado discutiram medidas para enfrentar casos de LGBTQIA+fobia na rede municipal.

Na ocasião, a promotora Ana Carolina Gonçalves de Oliveira apontou a necessidade de dialogar políticas públicas voltadas ao combate à discriminação contra a população LGBTQIA+ e construir um fluxo institucional para lidar com denúncias dentro das escolas. Segundo a ata da reunião, a promotora avaliou que houve demora da gestão de Rodrigo Borges (sem partido) em adotar providências após o primeiro ataque sofrido por Alice Rena. Durante o encontro, a subsecretária administrativa, Cristina Celeida Palaoro Gomes, chegou a informar que a Gerência de Ensino da Semed já havia solicitado autorização para instituir uma “Comissão Especial de Estudos e Proposição de Políticas Educacionais para o Enfrentamento à Discriminação e Promoção da Diversidade”, com foco na população LGBTQIA+, e que o pedido já havia sido deferido e estava na fase de definição dos membros do colegiado.

A mesma reunião também expôs as dificuldades enfrentadas pela gestão municipal para abordar o tema nas escolas. Segundo a subsecretária, uma lei municipal então em vigor, posteriormente revogada, dificultava a implementação de políticas públicas ligadas à igualdade de gênero. O diretor da escola, Eduardo Fernando Miranda, afirmou que não existia um protocolo institucional para lidar com situações de discriminação e que a legislação municipal gerava insegurança sobre quais ações poderiam ser desenvolvidas.

A promotora rebateu o argumento ao destacar que, independentemente da legislação municipal, a Constituição Federal garante o respeito aos direitos fundamentais e exige que temas relacionados aos direitos humanos e ao respeito às diferenças integrem as políticas educacionais. As legislações citadas durante a reunião incluíram normas aprovadas no município e também a nível estadual para restringir atividades pedagógicas relacionadas a gênero e à diversidade, esta derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão recente.

Apesar da promessa feita ao Ministério Público em 2025, a professora Alice Rena afirma que a comissão não apresentou ações ao longo dos últimos meses, o que a fez reiterar cobranças por respostas após retornar à mesma escola onde sofreu episódios de transfobia. Segundo ela, a falta de medidas efetivas motivou uma nova provocação ao MPES na semana passada, pedindo explicações sobre o funcionamento do grupo e questionando quais políticas estavam sendo implementadas pela prefeitura. Dias depois, Alice recebeu convite para integrar oficialmente a comissão.

Movimentos sociais e representantes da pauta LGBTQIA+ também cobram transparência e participação efetiva da sociedade civil na construção das políticas públicas que deverão ser discutidas pela comissão. Entre as principais críticas está a ausência de diálogo prévio com entidades que atuam historicamente na defesa dos direitos LGBTQIA+ em Guarapari, como a Associação Diversidade, Resistência e Cultura (ADRC), que acionou o MP contra a lei municipal que limitava o ensino sobre gênero nas escolas.

Até o momento, a prefeitura não divulgou oficialmente a composição completa da comissão nem a coordenação do grupo. A preocupação dos movimentos sociais é que o grupo tenha apenas função simbólica e seja utilizado como resposta institucional às cobranças do Ministério Público, sem garantir mudanças práticas no cotidiano escolar.

Para Alice, ainda existe falta de preparo institucional para lidar com a diversidade dentro das escolas. “Vejo convicções religiosas e políticas sendo colocadas acima do papel do profissional de educação”, avalia. Além da criação da comissão, a professora informa que um projeto apresentado por ela à direção da escola finalmente começará a ser implementado. A proposta prevê rodas de conversa, palestras e ações educativas voltadas ao combate à LGBTfobia, racismo, bullying e desinformação sobre direitos humanos e saúde sexual.
 
Para Alice, ainda existe falta de preparo institucional para lidar com a diversidade dentro das escolas. “Vejo convicções religiosas e políticas sendo colocadas acima do papel do profissional de educação”, avalia. Além da criação da comissão, a professora informa que um projeto apresentado por ela à direção da escola finalmente começará a ser implementado. A proposta prevê rodas de conversa, palestras e ações educativas voltadas ao combate à LGBTfobia, racismo, bullying e desinformação sobre direitos humanos e saúde sexual.

Ela reforça que estudantes LGBTQIA+ seguem enfrentando episódios de exclusão e violência, ao citar relatos de alunos que evitam usar os banheiros por medo de hostilidade e constrangimento por discriminação contra sua orientação afetiva ou expressão de gênero. “Tenho alunos que não utilizam o banheiro porque são expulsos pelos outros meninos. Muitos já chegam na escola sofrendo violência psicológica dentro de casa”, afirma.

A professora reconhece a resistência da comunidade escolar e de setores conservadores à discussão de temas ligados aos direitos humanos, mas defende que o debate sobre diversidade nas escolas está diretamente ligado à prevenção da violência e ao acesso à informação. “Quando a escola não acolhe, esses jovens ficam completamente vulneráveis. Eles precisam sentir que têm espaço na sociedade”, argumenta, destacando a importância de construir um ambiente escolar mais seguro e acolhedor para todos os estudantes. “A gente não quer ensinar ninguém a ser gay ou travesti. A gente quer ensinar respeito”, resume. 

https://www.seculodiario.com.br 

Cúpula do PL vê prazo de 15 dias para avaliar viabilidade da candidatura de Flávio após conversas com Vorcaro.

 
Desconfiados das versões apresentadas pelo senador e com medo de novos fatos, ala do partido já defende a busca por opções ao Planalto.

Candidatura de Flávio Bolsonaro ameaçada por ligação com banqueiro. A pressão sobre Flávio Bolsonaro aumenta após revelações de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, pondo em dúvida sua candidatura à Presidência pelo PL. Flávio admitiu ter visitado Vorcaro, preso e usando tornozeleira eletrônica, para encerrar negociações sobre o financiamento de um filme sobre seu pai. O partido reavalia seu apoio, e novos desdobramentos podem inviabilizar sua candidatura. Pressionado pelo próprio partido a explicar sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, admitiu ontem mais um fato que havia sido omitido dos próprios aliados. Além de pedir dinheiro ao banqueiro para uma cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador confirmou que fez uma visita ao dono do Banco Master depois de ele ser preso, no fim do ano passado. À época, Vorcaro usava tornozeleira eletrônica e estava impedido de deixar São Paulo. A nova revelação abalou as bancadas do partido no Congresso e consolidou o entendimento, para parte dos colegas, de que um acontecimento novo pode sepultar a candidatura do senador.

Publicamente, integrantes do PL trataram o caso apenas como um novo revés, mas as justificativas apresentadas foram consideradas pouco plausíveis. Integrantes da cúpula avaliam que, de 10 a 15 dias, será o tempo para reavaliar se Flávio terá condições de prosseguir como candidato e se as denúncias serão relevantes eleitoralmente.

‘Um ponto final’.
Flávio sustenta que só foi ao encontro do dono do Master para colocar um “ponto final” em questões relacionadas ao patrocínio do longa. Como revelou o Intercept Brasil, Vorcaro autorizou o repasse de R$ 61.000.000,00 ao filme “Dark horse”, transferência investigada pela Polícia Federal (PF). A mesma reportagem revelou áudios em que Flávio cobra parcelas atrasadas do banqueiro. — Fui, sim, até o encontro dele (Vorcaro). Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — disse Flávio, na manhã de ontem, minutos depois de o encontro ser revelado pelo portal Metrópoles. — Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

O senador afirmou que o único assunto tratado com Vorcaro, tanto por telefone quanto pessoalmente, foi o financiamento do filme. Segundo relatos feitos ao GLOBO, a avaliação interna é que a candidatura de Flávio passaria a ser considerada “inviabilizada” se aparecerem fatos que contradigam a versão de que sua relação com o dono do Banco Master esteve restrita exclusivamente ao longa. A revelação da visita se junta a uma série de turbulências que a campanha de Flávio vem enfrentando antes mesmo de vir à tona sua proximidade com Vorcaro. A escolha de um ex-policial civil para chefiar a comunicação havia irritado uma ala do PL. A postura do senador durante operação que mirou Ciro Nogueira (PP-PI), há duas semanas, ajudou a afastar parte do Centrão, que deve optar pela neutralidade na corrida presidencial. Após a revelação da troca de áudios entre o senador e o banqueiro, versões desencontradas do pré-candidato, de Eduardo Bolsonaro e de produtores do projeto, como o deputado Mario Frias (PL-SP) e a empresa Go Up, levantaram dúvidas sobre a veracidade das informações.

Depois de passar os últimos dias em reuniões reservadas com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho, Flávio reuniu ontem cerca de 70 deputados e senadores do partido em Brasília. Aliados ainda demonstram incômodo com a condução política do caso e com a forma como o senador reagiu publicamente às revelações. Ao tentar reverter a situação para o seu eleitorado, o pré-candidato chegou a divulgar o trailer do filme nas redes sociais. Interlocutores próximos a Valdemar afirmam que cresceu na cúpula do partido a avaliação de que o PL precisa começar a olhar opções caso novos desdobramentos atinjam o filho do ex-presidente. Qualquer mudança, porém, teria que passar pelo crivo do ex-presidente, que está em prisão domiciliar, onde mantém diálogo frequente com Flávio.

No caso de a candidatura não se viabilizar, hoje três figuras aparecem como principais possibilidades: Michelle Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado da família, Silas Malafaia resume o ambiente da pré-campanha. — A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar; mas, se não tiver, vamos com Flávio.

Outros preferem fazer defesa enfática do candidato do PL à Presidência. — Não existe nenhuma chance de Flávio ser substituído — diz Marinho. Os últimos acontecimentos geraram desconforto inclusive entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo, próximo de Eduardo, afirmou publicamente que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”. Já Eduardo admitiu em uma transmissão ao vivo que o grupo demorou a reagir justamente para evitar contradições. A ordem agora dentro do PL é reorganizar o discurso e evitar que Flávio fique acuado. O entorno do senador defende ampliar agendas públicas, reforçar viagens pelo país e intensificar encontros com empresários. Ele viaja para São Paulo hoje, onde deve ter encontros com a Faria Lima.

Desculpas e cobranças.

Durante a reunião com parlamentares do PL, Flávio pediu desculpas por não ter explicado antes detalhes da relação com Vorcaro, afirmou diversas vezes que “não há mais nada” além da negociação envolvendo o filme e tentou convencer os colegas de que a crise pode ser superada politicamente. Flávio ouviu cobranças e parte dos presentes queria entender se Flávio já havia contado tudo o que sabia ou se o partido ainda corre risco de ser surpreendido. Flávio também tentou sustentar a tese de que jamais teria deixado registros tão explícitos em mensagens e áudios se acreditasse estar diante de algo ilegal. Para integrantes do PL, essa passou a ser a principal linha de defesa construída pelo entorno bolsonarista: a de que houve erro político e imprudência, mas não consciência de eventual irregularidade. Mais tarde, em evento da Marcha dos Prefeitos, que ocorre em Brasília, o presidenciável decidiu alegar que estava sendo “perseguido”, mas sem explicar em detalhes o encontro que teve com o dono Master.

https://oglobo.globo.com 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Apuração da PF sobre recursos para filme de Bolsonaro tem obstáculos e necessita de cooperação com os EUA.


Agentes buscam rastrear movimentações financeiras e esclarecer qual foi o destino final dos recursos pedidos para a produção cinematográfica.

Por Luísa Marzullo e Mariana Muniz — Brasília 

As mensagens, áudios e documentos que revelaram negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, abriram uma nova frente de investigação para a Polícia Federal (PF). Agentes buscam rastrear movimentações financeiras ligadas a estruturas sediadas nos Estados Unidos e esclarecer qual foi o destino final dos recursos pedidos para a produção cinematográfica. Para avançar no caso, contudo, a PF enfrenta barreiras jurídicas e obstáculos relacionados à necessidade de apuração no exterior, longe da jurisdição de autoridades brasileiras. 

Apesar do desgaste político provocado pelo caso e da pressão crescente sobre aliados do bolsonarismo, investigadores e especialistas em Direito Penal avaliam que transformar as revelações em uma acusação criminal consistente pode ser complicado. O principal obstáculo apontado envolve a necessidade de demonstrar eventual contrapartida política, favorecimento concreto ou uso indevido da função pública em benefício do banqueiro — elemento para caracterizar um ato de corrupção.

O caso ganhou dimensão nacional após reportagem do site Intercept Brasil revelar mensagens e áudios em que Flávio cobra repasses de Daniel Vorcaro para a conclusão do longa-metragem. Segundo a publicação, documentos indicam previsão de aportes de cerca de R$ 134.000.000,00 para a produção cinematográfica. Parte dos recursos teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos, ligada a Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP. O fundo, sediado no Texas, é gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A presença de fundos e empresas sediados nos Estados Unidos é vista por investigadores e especialistas como outro fator que pode dificultar o avanço da apuração. Isso porque o rastreamento completo depende de mecanismos formais de cooperação internacional. Sem esse compartilhamento de dados, investigadores avaliam que a PF pode enfrentar limitações para identificar quem efetivamente recebeu os valores movimentados pela estrutura ligada ao filme.

O advogado Carlos Lube, mestre em Direito Penal Econômico pela Universidade Cândido Mendes, afirma que esse tipo de operação internacional impõe obstáculos adicionais à investigação porque exige enquadramentos jurídicos específicos para pedidos de cooperação entre os países. Segundo ele, a existência de mensagens, movimentações financeiras e relações políticas ainda não é suficiente, por si só, para sustentar crimes como corrupção passiva. — Há indícios de uma relação, que pode ter relevância penal, mas só fato de enviar dinheiro a um filme não é um crime. Se só ficar nesse plano, pode ser que cheguemos à conclusão de que não houve crime. Mas se tiver contrapartida do senador, pode chegar em corrupção — afirmou o advogado. Outro ponto considerado complicado por investigadores e especialistas é o fato de o Havengate Development Fund LP estar ligado ao advogado Paulo Calixto. A PF apura se parte dos recursos relacionados ao filme pode ter sido usada para custear a permanência de Eduardo fora do Brasil.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que é preciso diferenciar uma relação privada de financiamento político e audiovisual de um eventual esquema estruturado para ocultar repasses indevidos. A dificuldade da investigação envolvendo Flávio contrasta com a linha adotada pela PF em outras frentes. No caso do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), investigadores identificaram uma relação mais objetiva entre pagamentos atribuídos ao grupo de Daniel Vorcaro e iniciativas legislativas favoráveis ao banco.

A avaliação é que, ali, haveria indícios mais claros de “quid pro quo” — expressão usada para descrever a troca entre benefício político e vantagem financeira. Já no caso de Flávio, embora mensagens e cobranças de repasses tenham ampliado suspeitas sobre a relação, ainda faltaria apresentar provas sobre uma contrapartida concreta. O criminalista Thiago Jordace, pós-doutor pela Unirio, avalia que os elementos conhecidos até agora justificam o aprofundamento da investigação. Para ele, o conjunto formado por mensagens, transferências e declarações públicas do próprio senador reforça a necessidade de aprofundar a linha investigativa sobre eventual benefício político. — Será que um político poderia solicitar a um ente privado patrocínio para o filme do pai? Parece que ultrapassa a impessoalidade do cargo político que ele está exercendo. A avaliação é que, ali, haveria indícios mais claros de “quid pro quo” — expressão usada para descrever a troca entre benefício político e vantagem financeira. Já no caso de Flávio, embora mensagens e cobranças de repasses tenham ampliado suspeitas sobre a relação, ainda faltaria apresentar provas sobre uma contrapartida concreta.

O criminalista Thiago Jordace, pós-doutor pela Unirio, avalia que os elementos conhecidos até agora justificam o aprofundamento da investigação. Para ele, o conjunto formado por mensagens, transferências e declarações públicas do próprio senador reforça a necessidade de aprofundar a linha investigativa sobre eventual benefício político. — Será que um político poderia solicitar a um ente privado patrocínio para o filme do pai? Parece que ultrapassa a impessoalidade do cargo político que ele está exercendo.

A estrutura financeira usada nas operações também chamou atenção pelo volume dos recursos envolvidos. Segundo o professor de Direito Penal Econômico da PUC-Rio André Perecmanis, o valor mencionado nas negociações destoa do padrão normalmente observado no mercado audiovisual brasileiro, o que contribui para ampliar suspeitas em torno do modelo adotado para financiar o longa-metragem. — É um aporte financeiro desproporcional. Um investimento de R$ 134.000.000,00 em um filme extrapola qualquer produção cinematográfica brasileira e o recebimento lá fora, quando o filme é brasileiro. Isso tudo pode indicar, por exemplo, lavagem de dinheiro.

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