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domingo, 5 de abril de 2026

Andréia, Merval e o machismo ao vivo.


Publicado por Moisés Mendes 

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) largou uma nota de repúdio aos ataques com ameaças de violência contra a jornalista Andréia Sadi por causa do powerpoint. A esquerda vai repetir métodos do fascismo, ou a própria direita tenta, simulando ataques por redes sociais e mensagens, comprometer as esquerdas? O que se pode dizer, por óbvio, é que as respostas ao ‘erro’ do powerpoint não comportam nenhum tipo de ameaça ou agressão, ou estaremos desmoralizados por copiar a extrema direita. É um alerta, porque o incentivo à violência contra as mulheres se manifesta de várias formas. Essa notícia sobre a reação da Abraji saiu hoje. Abaixo, eu transcrevo uma notícia de 22 de maio de 2025, publicada pelo Brasil 247: “O jornalista Merval Pereira, conhecido por ser porta-estandarte do antipetismo na Rede Globo, que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, agora decidiu ultrapassar as fronteiras do machismo e misoginia, reduzindo a ex-presidente a atual presidente do Banco do Brics a “mulher do Lula”, durante sua análise na Globo News.

Chamou atenção também o fato de que a jornalista Andréia Sadi toma a palavra logo na sequência e não alerta o colega pela fala misógina. As jornalistas da Globo são conhecidas por promoverem falas de combate ao machismo, mas o discurso não foi usado para repreender a fala de Merval.

É o que temos. É triste. Andréia Sadi, que deixou Merval ser machista e dizer que Dilma era “a mulher de Lula”, para desqualificá-la, agora é vítima de machismo. Andréia sabe que não será socorrida pela extrema direita.

O TERROR.
Vamos imaginar a cena no Estúdio i da GloboNews. Andréia Sadi, rodeada pelos colegas, aponta para o telão e diz: vamos ver agora um powerpoint sobre… Dois saltam das cadeiras e pedem para ir ao banheiro e os outros arregalam os olhos. Mas ela esclarece: é sobre o plano de governo do Flávio, pessoal. Merval Pereira diz: uuuufa. E exclama: por favor, não faz mais isso. Andréia pede os comerciais.

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sábado, 4 de abril de 2026

Caso PowerPoint: equipe da GloboNews se revolta com blindagem de Andréia Sadi, dizem fontes



Caso PowerPoint: equipe da GloboNews se revolta 
com blindagem de Andréia Sadi, dizem fontes.
Publicado por
Thiago Suman 

O clima nos bastidores do Estúdio i, da GloboNews, segue descrito por profissionais como “de enterro” após a repercussão do episódio do PowerPoint. Há denúncias de uma operação para livrar a imagem de Andréia Sadi, cortando cabeças pelo caminho e afastando a culpa da apresentadora. Segundo fontes ouvidas pelo DCM, A avaliação interna é de que o editor-chefe Rodrigo Caruso cometeu um erro grave ao permitir que o PowerPoint permanecesse no ar por tempo excessivo. Caruso tem mais de uma década de experiência, com oito anos de casa. Ocupa o cargo de editor-chefe do programa apresentado por Sadi, sendo responsável por planejamento, produção, edição, análise de conteúdo (linear e digital), gestão de equipes e direção. Nesse movimento para livrar Sadi, Caruso teria sido escolhido como bode expiatório.

Relação abalada após o episódio.
Apesar de manterem uma boa relação, fontes afirmam que Sadi teria se afastado de Caruso após a crise. Uma pessoa próxima aos jornalistas relatou da seguinte maneira a situação após o escândalo: “Ela soltou a mão dele porque ela é assim. Ninguém da equipe gosta dela, mas ela tem um poder imenso dentro da emissora. No fim, tudo é aprovado por ela. Na prática, é ela que é uma quase chefe do jornal”. Embora não ocupe formalmente cargo de gestão, Sadi participa ativamente das reuniões decisórias do programa. De acordo com a mesma fonte, a apresentadora teria se afastado temporariamente do canal para conduzir um “gerenciamento de crise” da própria imagem. A operação tem como objetivo “limpar a barra dela”, o que gerou desconforto generalizado na equipe.

Três dias após o estouro da crise do infográfico sem pé nem cabeça que ligava Lula a Vorcaro e o caso Master, Sadi deixou de comandar a atração. No primeiro momento a emissora remanejou Camila Bomfim, de Brasília, para assumir a ancoragem e nesta quinta (2) foi a vez de Marina Franceschini cobrir a titular.“Todos estão revoltados. A editora de texto que pediu a arte foi transferida para o Conexão”, diz a fonte. A editora teria compartilhado a arte do PowerPoint em um grupo de WhatsApp, marcando Sadi e Caruso para aprovação do conceito.

Questionamentos sobre a condução ao vivo.
Outra fonte também questiona a atuação da apresentadora durante a exibição. “Percebamos que a arte demorou para sair da tela. Qualquer apresentador teria tirado rapidamente”, afirmou, em contraponto à versão de que Sadi teria sido pega de surpresa. Após o episódio, Rodrigo Caruso foi afastado e orientado a aguardar contato da direção para definição de seu futuro na Globo.“Tá todo mundo puto porque ela tá plantando várias coisinhas e se articulando para a imagem ficar limpa, enquanto as cordas mais fracas arrebentam”, afirma fonte ouvida pelo DCM.

Ainda de acordo com relatos, Caruso estaria profundamente abalado com a situação. Hoje foi sido seu último dia no comando do programa, marcado por uma despedida discreta na redação. O jornalista publicou uma mensagem nos stories do Instagram com a legenda: “Last Dance” (“Última Dança”). Segundo o site TV Pop, o caso gerou repercussão interna e levou à abertura de uma apuração pela área de compliance da emissora. O entendimento é de que o conteúdo exibido violou princípios editoriais, resultando em medidas disciplinares e revisão de processos na equipe. No entanto, essa versão é contestada pela fonte. “Essas demissões que dizem ter acontecido são mentira. Ninguém foi demitido na redação. Isso foi plantado para livrar a barra da apresentadora”, diz.

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Pré-campanha de Flávio Bolsonaro e crise do União Brasil turbinam PL, que passa de 100 deputados na janela partidária.


Levantamento do GLOBO, com base em dados da Câmara e dos partidos, indica que o PL tem agora o maior número de parlamentares desde 1998.

Por Luísa Marzullo , Victoria Azevedo e Lauriberto Pompeu 

O PL superou a marca de 100 deputados na Câmara, impulsionado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e pela crise do União Brasil. O partido de Jair Bolsonaro agora tem o maior número de parlamentares desde 1998. Enquanto isso, o PT, mesmo no governo, permanece estagnado. A janela partidária resultou em 120 trocas de sigla, destacando a dinâmica política atual e o fortalecimento do bolsonarismo. A proximidade da eleição turbinou a bancada do PL, que ganhou espaço sobre o Centrão na Câmara na carona da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e aproveitando desgastes nos estados que desidrataram o União Brasil. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ultrapassou a marca dos cem deputados na janela partidária, que se encerrou ontem, e deve se consolidar com o maior número de parlamentares na Casa desde 1998, quando o PFL ocupou 105 cadeiras na reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na outra ponta da disputa pelo Palácio do Planalto, o PT, mesmo comandando o governo e com a força da máquina em mãos, seguiu no mesmo patamar.

Levantamento do GLOBO, com base em dados da Câmara e dos partidos, indica que o PL saiu de 86 para 101 deputados no último mês, período em que os membros da Casa puderam trocar de legenda sem sofrer punições. O crescimento, com 22 novas filiações e sete saídas, ocorreu de forma concentrada nos últimos dias do prazo e reforça a estratégia da legenda de ampliar a presença nos estados de olho na disputa eleitoral. Até o momento, 120 deputados trocaram de sigla no período. Os números ainda podem mudar, já que a movimentação ocorreria até os últimos minutos de ontem. A Câmara vai formalizar a nova composição nos próximos dias.

O crescimento do PL se deu sobretudo em cima de quadros do União Brasil, que enfrenta crises nos estados por disputas na federação com o PP, oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e desgastes pela vinculação de dirigentes com o escândalo do Banco Master. Para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, o principal componente foi a adesão ao bolsonarismo para a campanha deste ano. — O que explica isso é o prestígio do (Jair) Bolsonaro. Tivemos que abrir mão de algumas vagas (de deputados que queriam se filiar) para outros partidos, porque precisamos deles com o Flávio. Todos entram comprometidos em ajudar nos palanques nos estados — afirmou Valdemar.

Entraram na legenda nomes como Alfredo Gaspar (AL), que foi relator da CPI do INSS e tenta se cacifar como candidato ao governo de Alagoas para enfrentar o ex-ministro dos Transportes Renan Filho, nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do União Brasil também vieram Dani Cunha (RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha; Rosângela Moro (PR), mulher do senador e ex-juiz Sergio Moro (PR), que fez o mesmo caminho; e Rodrigo Valadares (SE), que chegou a ser relator do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro — a função depois ficou com Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vaivém intenso incluiu até mesmo um deputado que se filiou ao PL e deixou o partido uma semana depois. Em 25 de março, Padovani (PR) comunicou que estava saindo do União Brasil para ingressar na sigla de Valdemar. Em 1º de abril, fez novo aviso: se desfiliaria do PL para entrar no Republicanos. Na tarde de ontem, no entanto, optou por uma terceira troca: vai migrar para o PP, na intenção de compor a chapa majoritária no estado.  — O processo é muito dinâmico — disse Padovani.

Sem o deputado paranaense e outras baixas, o União Brasil deve concentrar as maiores perdas da janela. A bancada deve cair de 59 para 44 deputados, resultado de 25 saídas e dez novas filiações. O desempenho reflete o impacto da federação com o PP, que, embora tenha sido desenhada para fortalecer o bloco e projetá-lo como protagonista da eleição presidencial, abriu espaço para o acirramento de disputas internas pelo comando partidário. Nos bastidores, dirigentes e parlamentares relatam que a federação tem encontrado dificuldades para se posicionar nacionalmente e organizar suas bases regionais. A tendência, hoje, é que a se mantenha neutra na disputa presidencial, liberando seus filiados — parte optou pelo PL justamente pela vinculação a Flávio Bolsonaro. O quadro foi agravado pelo desgaste recente envolvendo dirigentes da federação pela vinculação ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que negocia uma delação premiada. Mensagens e outros documentos mostraram a relação dele com os presidentes do União, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, além de ter contratado como consultor o pré-candidato do União ao governo da Bahia, ACM Neto. — Político vive de reputação. Tudo que é colocado e pode gerar desgaste de imagem afeta. Você vê um mundo de denúncias que está aí hoje, envolvendo inclusive a classe política e é óbvio que podendo evitar proximidade com isso, você vai procurar um grupo em que se sinta mais confortável e que tenha menos que se explicar — disse o deputado Danilo Forte (CE), que saiu do União Brasil, chegou a anunciar a ida para o PSDB, mas se filiou ao PP.

Houve reflexos também no Senado. Além de Moro, Efraim Filho (PB) rumou do União para o PL, para disputar o governo do estado. Os oito integrante da bancada no ano passado deram lugar a apenas três agora — o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (AP), Professora Dorinha (TO) e Jayme Campos (MT). Mesmo assim Rueda minimizou a perda de espaço, afirmando que está “tudo dentro do esperado”. Ele disse que outros nomes iriam oficializar a entrada no União até o fim da noite de ontem: — Calculo um saldo negativo mais baixo, de cinco ou seis. O principal motivo é a federação, que impactou regionalmente. O PL realmente sai muito forte.

O resultado para o PP, outra parte da federação, foi diferente — o partido deve passar de 50 para 54 cadeiras. O PSD, entre chegadas e partidas, deve seguir com 47 deputados. Já o PSDB tenta se recuperar do seu pior desempenho eleitoral da história, em 2022, e deve chegar a uma bancada com 19 integrantes. Entre as novidades está Juscelino Filho (MA), que foi ministro das Comunicações de Lula. — Somos o único partido que não se curvou ao bolsonarismo e ao lulopetismo. Estou buscando resgatar esse sentimento de que é possível furar a polarização e reabrir essa avenida do centro — afirma o presidente da legenda, deputado Aécio Neves (MG),

O PT deve seguir como a segunda maior bancada, mas agora com uma distância maior para o líder PL. O partido de Lula registrou uma baixa até o momento, passando de 67 para 66 deputados: Luizianne Lins (CE)migrou para a Rede. O enfraquecimento do PDT, tradicional aliado dos petistas, também gera preocupação — a sigla deve terminar a janela com apenas seis integrantes. No campo governista, o PSB deve passar de 16 para 20 cadeiras. Apesar do crescimento, o saldo na esquerda ainda manterá o Planalto essencialmente dependente das siglas de centro nas votações. — Fechamos essa janela partidária dando um recado político claro do compromisso com o Brasil e com a reeleição de Lula — pontuou o presidente do PSB, João Campos.

https://oglobo.globo.com 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Economia prejudicada une 40 países para liberar o Estreito de Hormuz.

  
Do UOL, em São Paulo

A disparada nos preços da energia fez um grupo de 40 países buscar uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Hormuz e evitar que o Irã continue mantendo a "economia global como refém".

O que aconteceu.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, presidiu uma reunião virtual hoje afirmando que o bloqueio atinge famílias no mundo todo. "Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém", disse Cooper. O encontro reuniu nações como França, Alemanha e Índia para debater opções diplomáticas e econômicas. O objetivo do grupo é convencer o Irã a liberar a rota marítima sem a necessidade de conflito armado. A reunião terminou sem um acordo específico, mas com o consenso de que o Irã não deve cobrar pedágio dos navios. Uma autoridade afirmou que todas as nações precisam usar a área livremente.

Os líderes militares vão se reunir na próxima semana para discutir opções de segurança e limpeza de minas. O foco é devolver a confiança aos donos de navios e reduzir os custos de seguro.

Crise no petróleo e recuo de Trump.
O Irã fechou a rota, responsável por 20% do consumo de petróleo no mundo, no final de fevereiro. A ação foi uma resposta a ataques de Israel e dos Estados Unidos. Os europeus não queriam enviar marinhas por medo da guerra, mas mudaram de ideia com o impacto financeiro. O Reino Unido e a França lideram a aliança em estágio inicial, sem a participação americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que a segurança do local é problema de quem depende da rota. Ele disse que essas nações deveriam "simplesmente tomar" o estreito.

França descarta ação militar imediata.
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a ideia de tomar o Estreito à força como irrealista. "Exporia todos aqueles que se aventuram por esse estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária", disse ele. O porta-voz das Forças Armadas francesas, Guillaume Vernet, explicou que a liberação só vai acontecer após o fim dos ataques. Ele avalia que será necessário coordenar garantias de segurança com o próprio Irã. Vernet completou que os países já conversam sobre os equipamentos militares necessários. "Precisaremos reunir um número suficiente de embarcações e ter capacidades de coordenação no ar e no mar", afirmou.

Com informações da Reuters
https://economia.uol.com.br

Trump diz que EUA têm petróleo da Venezuela e não precisam de Ormuz.


Durante discurso à nação, presidente pressionou outros países 
a tomarem controle do estreito ou comprarem óleo dos EUA.

Ana Mião de Brasília

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), voltou a dizer na 4ª feira (1º.abr.2026) que não precisa importar barris de petróleo escoados por meio do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. De acordo com o mandatário, o país consegue suprir a necessidade com o óleo produzido nacionalmente, além de receber navios da Venezuela.“Sob minha liderança, somos o maior produtor de petróleo e gás do planeta, sem sequer mencionar os milhões de barris que obtemos da Venezuela. Graças às políticas do governo Trump, produzimos mais petróleo e gás na Arábia Saudita e na Rússia juntas”, declarou durante discurso televisionado à nação estadunidense.

No início do discurso, Trump agradeceu aos militares que atuaram na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Com sua detenção, Washington passou a se aproximar da presidente interina do país, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda). Nesta 4ª feira, o nome de Delcy foi retirado da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA. Em outras ocasiões, Trump exaltou a colaboração com a presidente interina, principalmente no envio de barris de petróleo venezuelano ao país.

Pressão pelo controle de Ormuz.

Durante sua fala, o republicano disse que os países dependentes do petróleo escoado pelo estreito de Ormuz devem tomar o controle do canal do Irã. O presidente também sugeriu a compra do commodity produzida nos EUA.“Criem coragem, mesmo que atrasada –deveriam ter feito isso antes, deveriam ter feito isso conosco enquanto avançávamos para o Estreito, e simplesmente tomá-lo. Protejam-no, usem-no para vocês mesmos. O Irã foi essencialmente dizimado. A parte difícil já passou, então deve ser fácil”, afirmou Trump.

DISCURSO DE TRUMP À NAÇÃO.
O presidente disse que irá intensificar os ataques militares ao Irã nas próximas 3 semanas. Durante discurso à nação, o mandatário afirmou que a missão norte-americana no Oriente Médio está “quase completa”.“Vamos atacá-los com muita força nas próximas 2 a 3 semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram”, declarou Trump.

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terça-feira, 31 de março de 2026

PGR recorre contra suspensão da aposentadoria compulsória de juízes.


Procuradoria Geral defende que decisão seja analisada pelo plenário do tribunal; 
a expectativa é que a medida só seja aplicada pelo CNJ após manifestação colegiada.

Sérgio Lima/Poder360 
Nino Guimarães de Brasília 

A Procuradoria-Geral da República apresentou na 2ª feira (30.mar.2026) um recurso contra decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a aposentadoria compulsória do rol de sanções graves contra magistrados. Com o recurso, a PGR quer que o caso seja analisado pelo plenário do tribunal. Conforme antecipou o Poder360, há expectativa no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de que a decisão sobre o fim da aposentadoria compulsória e sua aplicação seja fixada pelo plenário. Conselheiros ouvidos por este jornal digital afirmaram que Dino havia se comprometido a levar o caso ao colegiado caso houvesse recurso. O processo está sob sigilo. O agravo regimental protocolado pela subprocuradora-geral Elizeta Ramos de Paiva sustenta que a decisão carece de especificidade sobre sua aplicação prática pelos tribunais. Além disso, o recurso pede que o tema seja analisado de forma colegiada. Com o recurso, Dino determinou que as partes do processo apresentem manifestações num prazo de 15 dias.

No dia 16.mar.2026, o ministro determinou a retirada da aposentadoria compulsória do rol de punições para juízes alvos de processos administrativos. Entendeu que a Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) estabelece a perda do cargo como punição mais grave.“Em face da mudança constitucional e à luz do princípio da moralidade, infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo, com rito adequado ao princípio da razoável duração do processo, mediante atuação do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

QUESTIONAMENTOS DA DECISÃO.

A decisão de Dino gerou dúvidas e questionamentos por parte de associações da magistratura e de conselheiros do CNJ. As entidades afirmam que não sabem como as novas regras serão aplicadas, sobretudo em processos em andamento. Também avaliam que a decisão pode beneficiar juízes infratores ao reduzir o alcance das sanções. O argumento é que, ao retirar a aposentadoria compulsória, Dino limita as punições e, na prática, deixa a disponibilidade como principal sanção administrativa. A Lei Orgânica da Magistratura prevê as seguintes punições:

    advertência;
    censura;
    remoção compulsória;
   disponibilidade (com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço);
    aposentadoria compulsória (com vencimentos proporcionais);
    perda do cargo.


Para a perda do cargo, é necessário não só processo administrativo, mas decisão judicial transitada em julgado. Segundo as associações, isso pode dificultar a retirada de magistrados, já que exige condenação definitiva —seja pelos tribunais de Justiça (1º grau) ou pelo STJ (2º grau).

DECISÃO COLEGIADA.
No CNJ, a expectativa é que uma decisão colegiada do STF esclareça as regras para punições administrativas. Há também preocupação sobre como tratar processos de aposentadoria compulsória em andamento. Segundo o Poder360, desde 2006 o CNJ já aplicou 126 aposentadorias compulsórias a magistrados por infrações graves. Um dos conselheiros relatou ter questionado diretamente Dino e espera que o julgamento pelo plenário traga clareza ao tema.

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domingo, 29 de março de 2026

Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger presidente.



Um exemplo notável de subserviência
Ricardo Noblat

Incitar é um verbo transitivo que significa estimular, instigar, provocar ou encorajar alguém a realizar uma ação. Foi o que fez o senador Flávio Bolsonaro, em sua versão dita moderada, em palestra para o fino da direita americana em Dallas, no Texas. Diante de milhares de pessoas, ele comparou a trajetória do seu pai com a de Donald Trump, e acusou Lula de fazer lobby em favor de facções criminosas brasileiras e de privilegiar interesses chineses, cubanos e iranianos sobre os dos americanos.

“Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, disse Flávio em inglês, lendo um texto. Empolgado, disse que “o Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

Segundo Mariana Sanchez, colunista do UOL em Washington, coube a Eduardo Bolsonaro chamar ao palco o irmão, não sem antes mostrar à audiência que estava registrando o evento em um vídeo de celular “para mostrar ao meu pai”. Flávio disse sobre o pai: “Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda lutamos”.

Em seguida, qualificou Lula de “socialista condenado por corrupção” e mostrou uma foto dele abraçado ao líder venezuelano Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, depois de ter sido removido de Caracas por forças militares americanas.“Talvez vocês pensem: ‘Por que deveríamos nos importar? Este é um problema do Brasil’. Deixem-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo“, disse Flávio. E citou os minerais críticos e o combate ao narcotráfico.

Foi a deixa para dizer: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região simplesmente impossível”.

Adiante: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Ontem, por sinal, Trump a elogiou ao reconhecer a eficiência de seu modelo econômico. Nem Jair Bolsonaro ousou criticar a China à época do seu governo desastroso. Mas Flávio, cópia encardida do pai…“O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo“, disse Flávio, mudando de assunto.

E defendeu que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Terrorista é a organização que atua para derrubar regimes. O crime organizado visa ganhar dinheiro.“Estas organizações criminosas não têm qualquer viés ideológico, nem viés político, não querem mudar o sistema. Elas praticam infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirma Mario Sabburro, ex-secretário nacional de Segurança Pública. No limite, a classificação delas como organizações terroristas permitiria aos Estados Unidos combatê-las em solo brasileiro via operações militares ou policiais, e a bloquear contas de empresas que se relacionem com elas. A soberania do país iria para o lixo.Flávio Bolsonaro e seu irmão Eduardo não se importam com isso. Flávio com a palavra:“Eu entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado ‘Fazendo a América Grande Novamente’ e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (…). Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil”. 

Flávio encerrou sua fala dizendo: “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”. Poderia haver exemplo mais notável de subserviência e de pedido de ajuda para se eleger presidente em outubro próximo?

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sexta-feira, 27 de março de 2026

TJ-RJ anula a eleição de Douglas Ruas (PL) para presidente da Alerj.


Equipe CartaCapital

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou, na noite da quinta-feira 26, a sessão que elegeu Douglas Ruas (PL) para o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do estado. A eleição ocorreu horas antes, na tarde da quinta. A decisão, em caráter liminar, partiu da presidente em exercício do TJ-RJ, a desembargadora Suely Lopes Magalhães. Ao eleger Ruas — candidato único —, a Alerj também decidiu, na prática, levá-lo ao posto de governador interino do Rio de Janeiro. Ele foi escolhido por 45 dos 47 deputados presentes, enquanto a oposição boicotou o pleito e 22 parlamentares não compareceram.

A eleição ocorreu por ordem do Tribunal Superior Eleitoral, que cassou os mandatos do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do deputado Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Assembleia. Em maio do ano passado, Thiago Pampolha renunciou ao cargo de vice-governador para assumir uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Com os primeiros na linha sucessória de Castro impossibilitados de tomar posse, o posto ficou, de forma interina, sob o comando do presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto de Castro. Na decisão em que anula a sessão da Assembleia na quinta-feira, Suely Lopes Magalhães afirmou que a eleição só poderia acontecer depois da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em linha com o que decidiu o TSE ao cassar o mandato de Bacellar.

O TRE agendou a retotalização para a próxima terça-feira 31. Esse processo anulará os 97.822 votos recebidos por Bacellar em 2022. “A cronologia lógica a ser observada no cumprimento da decisão da Justiça Eleitoral é inequívoca: primeiro retotalizar os votos, para assegurar a legitimidade da composição da Casa Legislativa e, assim, a higidez do colégio eleitoral e do próprio sufrágio interno que se avizinha; e só então deflagrar o processo eleitoral”, escreveu a desembargadora.

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Prefeitos do PL deixam partido após filiação de Moro.


Gestores do Paraná anunciam saída em massa após chegada de Sérgio Moro e criticam falta de diálogo, indicando apoio a outro candidato ao governo.

Conteúdo postado por:
Aquiles Lins

247 - Uma crise interna no Partido Liberal (PL) culminou na saída em massa de prefeitos no Paraná na quinta-feira (26). A debandada ocorre após a filiação do ex-juiz Sérgio Moro à legenda e sua indicação como pré-candidato ao Governo do Estado. De acordo com informações divulgadas pelos próprios gestores municipais, o anúncio oficial deve ser feito durante uma coletiva de imprensa em Curitiba. A movimentação reúne a maioria dos prefeitos do partido no estado e evidencia o descontentamento com os rumos adotados pela sigla. Ao menos 40 dos 52 prefeitos do PL — cerca de 80% do total — devem formalizar a saída. O grupo alega que a chegada de Moro provocou um ambiente de insatisfação generalizada, especialmente por considerarem que o ex-juiz tem perfil individualista e pouco aberto ao diálogo político.

Na avaliação de parte dos gestores, o estilo de atuação atribuído a Moro não dialoga com as exigências da vida pública. Eles afirmam que o diálogo é um dos pilares da democracia e essencial para a construção de consensos e a condução de políticas públicas eficazes. Outro ponto de crítica envolve a condução política do ex-juiz. Prefeitos ouvidos no movimento consideram que uma postura considerada autoritária poderia comprometer o atual momento político do estado. Além disso, apontam dificuldades em apoiar um nome que, segundo eles, não mantém boa relação com adversários e já fez críticas públicas ao PL e à família Bolsonaro.

Os prefeitos também ressaltam que a atividade legislativa exige articulação constante. Segundo o grupo, é fundamental construir pontes para viabilizar projetos, aprovar leis e assegurar estabilidade administrativa, fatores que consideram prejudicados diante do cenário atual. Diante desse contexto, os gestores municipais decidiram não apenas deixar o partido, mas também reorganizar sua atuação política. A tendência é que passem a apoiar outro candidato ao governo estadual nas eleições. A saída em bloco representa um dos maiores movimentos de ruptura recente dentro do PL no Paraná e pode impactar diretamente o cenário político local, especialmente na disputa pelo comando do Executivo estadual.

https://www.brasil247.com

quinta-feira, 26 de março de 2026

Entenda os próximos passos da extradição de Carla Zambelli.


Justiça italiana autorizou nesta quinta-feira o prosseguimento 
do processo da ex-deputada federal para o Brasil.

Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília

A Justiça italiana autorizou nesta quinta-feira (26) o prosseguimento do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. À CNN, a defesa de Carla Zambelli disse que pretende recorrer à Corte de Apelação italiana. Com a decisão, o próximo passo é a análise do processo pelo Ministério da Justiça italiano, a quem cabe liberar formalmente a extradição. Após a apreciação do ministério, as autoridades italianas comunicam oficialmente o governo brasileiro. A partir daí, a Polícia Federal fica responsável por organizar a logística da transferência, já que cabe ao Brasil buscar a extraditanda. Durante todo o procedimento, Zambelli permanecerá presa.

A CNN apurou que a Interpol também deve ser avisada. A notificação ao organismo internacional ocorre quando se iniciar o ajuste logístico da transferência."Com a extradição aprovada, essa entrega é rápida e ela não sai de custódia em nenhum momento", afirma o advogado especialista em Ciências Criminais Berlinque Cantelmo.Zambelli será trazida ao Brasil sob escolta policial e ficará presa conforme definição do  ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A expectativa é de que a ex-deputada seja detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.

Zambelli está presa na Itália desde julho. Ela foi condenada pelo STF a mais de 15 anos de prisão, considerando duas condenações, além de inelegibilidade e da perda do mandato e dos direitos políticos. Antes do trânsito em julgado do processo, ela deixou o país e se refugiou na Itália, o que levou o governo brasileiro a solicitar a extradição.

https://www.cnnbrasil.com.br