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terça-feira, 21 de julho de 2026

Real Time Big Data: Lula tem 40% no 1º turno e Flávio, 33%.


Nenhum dos outros pré-candidatos testados chegou a mais de 10% das intenções de voto; pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Da CNN Brasil

Segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (21), o presidente Lula (PT) lidera a corrida do primeiro turno com 40% das intenções de voto no cenário estimulado. Ele é seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 33%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o cenário não configura empate técnico entre os líderes. Atrás dos primeiros colocados, o levantamento mostra Renan Santos (Missão) com 9% e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 7%.

Na sequência, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), atinge 2%. O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (DC) aparecem numericamente empatados com 1% cada. Os eleitores que afirmam votar em branco ou nulo somam 3%, enquanto outros 3% estavam indecisos. Os candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias(PSTU), somados, pontuaram 1% e foram classificados como "Outros".

Metodologia.
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026. (

https://www.cnnbrasil.com.br/

Governo do Estado e parlamentares aliados transformam Guarapari (ES), em um grande canteiro de obras.


(Texto e fotos:  Renato Paoliello)
Elimar Cortes 

O prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges (PP), e o governador Ricardo Ferraço (MDB) firmaram uma parceria que estabelece um investimento de R$ 13,3 milhões para a execução de um dos maiores pacotes de obras da história recente no município. Estão sendo contempladas 41 ruas e avenidas com recapeamento asfáltico, além de obras de saneamento básico. A Cidade Saúde, conhecida pelas suas belas praias, na administração passada estava isolada e impondo dificuldades até mesmo para receber recursos estaduais e federais. Mas o prefeito Rodrigo Borges, que até trocou de partido – saiu do Republicanos – e alinhou-se ao Palácio Anchieta, trazendo apoio do então governado Renato Casagrande (PSB), Ricardo Ferraço e dos deputados federais Amaro Neto, Da Vitória – ambos do PP – e dos deputados estaduais Zé Preto (Podemos) e Tyago Hoffmann (PSB) que beneficiaram o município com recursos do Tesouro e de emendas parlamentares.

O prefeito Rodrigo Borges ampliou o leque de apoio, usou seu prestígio. Nos últimos dois anos, o Governo do Estado destinou dezenas de milhões de reais em repasses e convênios para o município de Guarapari. Apenas em meados de 2025, foi anunciado um pacote de cerca de R$ 24 milhões focado na modernização e ampliação da rede de ensino local. Os montantes transferidos ao longo desse período vêm sendo aplicados prioritariamente na construção e reforma de creches (CMEIs) e escolas municipais, no fortalecimento do Complexo do Caic, na ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e na melhoria da infraestrutura de saneamento e pavimentação urbana e rural.

A rede municipal de ensino de Guarapari conta com um importante reforço orçamentário viabilizado pelo deputado federal Amaro Neto. O parlamentar destinou uma emenda individual de R$ 1,98 milhão voltada à compra de novos móveis e equipamentos para creches, pré-escolas e unidades do ensino fundamental. Além do recurso direto, a articulação de Amaro Neto junto ao Governo do Estado garantiu o anúncio de R$ 24 milhões em investimentos para a reforma, ampliação e modernização do Complexo do CAIC, consolidando um forte pacote de melhorias para a infraestrutura escolar do município.

O deputado federal Da Vitória, coordenador da bancada capixaba no Congresso, destinou quase R$ 5 milhões em emendas parlamentares para o município de Guarapari. Do total repassado, a maior fatia foi direcionada para a saúde pública local, somando R$ 3,5 milhões em serviços de Média e Alta Complexidade. O restante das emendas visa fortalecer a infraestrutura e o setor de turismo, incluindo apoio a eventos culturais. A iniciativa foi anunciada em parceria com a prefeitura para ampliar a rede de atendimento e movimentar a economia do município.

O deputado estadual Tyago Hoffmann destinou para Guarapari recursos na ordem de R$ 11,7 milhões voltados para a saúde pública, equipamentos hospitalares e infraestrutura. As verbas liberadas via emendas e repasses estaduais visam estruturar o Hospital Cidade Saúde (HIFA), garantindo a compra de maquinários e custeio de atendimentos. O investimento busca atender demandas históricas da população e ampliar a capacidade do serviço médico local.

No turismo, o investimento mais importante são as obras de restauro do histórico Radium Hotel e da Praça Ciríaco Ramalhete iniciaram em abril de 2025, com prazo de execução de 360 dias e previsão de entrega para meados de 2026.

Financiadas pelo Governo do Estado com investimento superior a R$ 23 milhões, as intervenções reabilitam a estrutura para transformá-la em um Centro Estadual de Inovação e qualificação em Turismo e Gastronomia. O projeto é gerido via termo de colaboração estadual, com posterior operação pelo Senac-ES e articulação institucional com a Prefeitura de Guarapari para a valorização do entorno e do patrimônio local.

Rodrigo Borges aproveitou o ano eleitoral e resgatou o município do isolamento político. Hoje, ele é Ricardo Ferraço para governo; Renato Casagrande para o Senado; e para deputado federal e estadual quem investir mais na cidade tem seu apoio.

https://elimarcortes.com.br/

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Trump transforma autonomia do Brasil em delito comercial, diz jornal britânico sobre tarifas.


Editorial do Guardian afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usa acusações comerciais e tarifas contra o Brasil para atacar a autonomia do país.

Por BBC 

O jornal britânico The Guardian publicou na terça-feira (14/07) um editorial no qual afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usa acusações comerciais e tarifas contra o Brasil para atacar a autonomia do país. O governo dos EUA deve anunciar até quarta-feira (15/07) se vai aplicar novas tarifas contra o Brasil como parte de uma grande investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca — incluindo ataques ao Pix. "A ameaça de tarifas de Donald Trump enquadra os esforços do Brasil para proteger sua democracia como uma prática comercial desleal — e confere ao bolsonarismo um palco em Washington", afirma o editorial do jornal.

O jornal afirma que "Trump rejeita a defesa" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz da soberania brasileira. O jornal britânico The Guardian publicou na terça-feira (14/07) um editorial no qual afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usa acusações comerciais e tarifas contra o Brasil para atacar a autonomia do país. O governo dos EUA deve anunciar até quarta-feira (15/07) se vai aplicar novas tarifas contra o Brasil como parte de uma grande investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca — incluindo ataques ao Pix. "A ameaça de tarifas de Donald Trump enquadra os esforços do Brasil para proteger sua democracia como uma prática comercial desleal — e confere ao bolsonarismo um palco em Washington", afirma o editorial do jornal.

O jornal afirma que "Trump rejeita a defesa" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz da soberania brasileira."Lula quer que o Brasil tenha capacidade de fiscalizar a desinformação antidemocrática [dentro do país]. Trump acredita que os EUA deveriam ter jurisdição sobre o espaço informacional do país", diz o editorial. O texto destaca que, em junho passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) "reagiu às mentiras online que ajudaram a alimentar a tentativa fracassada de golpe de extrema-direita liderada por Jair Bolsonaro em 2023". O Guardian diz que o STF decidiu que as plataformas de redes sociais poderiam ser responsabilizadas por postagens de alguns usuários, obrigando empresas como a X, de Elon Musk, e a Meta, de Mark Zuckerberg, a remover discursos de ódio e conteúdos antidemocráticos. "Um mês depois, Donald Trump propôs uma tarifa de 25% sobre as importações brasileiras, queixando-se de que os juízes haviam obrigado empresas de tecnologia dos EUA a retirar do ar material 'político'", afirma o jornal britânico. O editorial também faz referências aos ataques dos EUA ao Pix.

"Outra questão de soberania diz respeito a quem controla a infraestrutura financeira do Brasil e se é possível existir, na América Latina, uma infraestrutura pública de pagamentos bem-sucedida que não esteja sob controle americano", escreve o jornal. "Assim como a Índia, o Brasil construiu uma infraestrutura pública digital [o Pix] projetada para reduzir a dependência de redes de pagamento controladas por estrangeiros e proteger seu sistema doméstico de pagamentos contra pressões ou sanções externas. Na prática, o sistema contorna as redes de cartão nos moldes da Visa e da Mastercard, ameaçando os lucros dessas empresas." O editorial do Guardian também faz referência às eleições brasileiras, em que Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem na frente nas pesquisas."[Flávio] Bolsonaro é menos carismático que seu pai, mas está baseado no mesmo antiesquerdismo simplista, nas mesmas políticas punitivas de 'lei e ordem' e nas mesmas guerras culturais de extrema-direita", afirma o jornal.

O Guardian disse que o pedido de Flávio Bolsonaro a Trump para que evite tarifas contra o Brasil até as eleições de outubro foi "extremamente audacioso". Já Lula é descrito como um dos políticos "mais bem-sucedidos deste século". "De operário a líder sindical e fundador de partido, Lula fez da redistribuição a linguagem da democracia brasileira. A pobreza extrema caiu de 30 milhões em 2002 para menos de 7 milhões atualmente. Ele governou de 2003 a 2011. A política brasileira é polarizada: Lula só retornou em 2023 depois que juízes anularam condenações por corrupção." "A verdadeira infração [do Brasil] não é o protecionismo, mas a autonomia", escreve o Guardian.
 
https://g1.globo.com 

domingo, 19 de julho de 2026

Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras.


Maior parceiro comercial do Brasil, país asiático comprou quase US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em 2025, mas desaceleração econômica e barreiras comerciais reduzem espaço para compensar perdas nos EUA.

Por Micaela Santos, g1 — São Paulo 

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa. Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados. No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior. Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos. "Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate."O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.
 
Perfil das exportações limita substituição.
Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities. Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês."Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados."A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente." A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa. Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais. Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores. Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores. A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Economia chinesa cresce menos.
Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa. No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo. Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial."A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês."A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Oportunidades em novos setores.
Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa. O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética. Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil.

Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica. Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China."O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas. Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras."A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores."É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma. Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."
 
https://g1.globo.com 

EUA condicionaram redução de tarifaço a concessões para empresas americanas; veja setores cobiçados.


Governo avalia que, caso o Brasil aceitasse ceder aos pedidos dos Estados Unidos, o impacto econômico seria maior que o causado pelas novas taxas, que atingem 18% das exportações.

Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília 

O governo brasileiro ouviu de autoridades dos Estados Unidos que os setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo deveriam ter tarifas zeradas para as empresas americanas para que o governo de Donald Trump pudesse considerar ao menos reduzir o novo tarifaço contra o Brasil. A proposta se somou às exigências apresentadas em outras reuniões anteriores pelos EUA ao governo brasileiro como:
    Zerar a tarifa do etanol;
    Não regulamentar plataformas digitais; e
    incluir nas negociações o PIX.

A avaliação de uma ala no Palácio do Planalto é que essa proposta era "indigna" de negociação e "inaceitável". Segundo esses auxiliares, caso o Brasil aceitasse ceder aos pedidos dos Estados Unidos, o impacto para a economia brasileira seria maior que o causado pelas novas taxas – que impactará 18% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o cálculo inicial previsto do governo. A decisão dos americanos de impor uma nova taxa sobre produtos brasileiros gerou uma disputa em torno da responsabilidade pelo novo "tarifaço".

Enquanto a oposição diz que houve falhas na negociação e culpa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo defendem que a determinação tem caráter "ideológico" e "político". A medida entra em vigor em 22 de julho. Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico. Para interlocutores do governo Lula, o Departamento de Estado americano não deve dar margem para avançar nas negociações ao longo do ano de olho nas eleições do Brasil.

O Planalto, no entanto, seguirá, nas palavras de um negociar, tentando manter um canal de diálogo aberto com foco em diminuir os impactos para os setores afetados. A estratégia do governo brasileiro, nesse sentido, será levar os próximos passos, "não deixando a emoção tomar conta" e "de olho nos atores" americanos. Um negociador brasileiro afirma que tudo que os Estados Unidos querem são argumentos para serem usados contra o Brasil neste momento.

https://g1.globo.com/

sábado, 18 de julho de 2026

Colírio comum é recolhido por órgãos de saúde após risco de cegueira por substância estranha em mais de 2,5 milhões de frascos.


Produto com prescrição foi retirado de circulação pelos órgãos de saúde após detecção de substância estranha; especialistas orientam pacientes.

Órgãos de saúde determinaram o recolhimento de mais de 2,5 milhões de colírios após a identificação de uma substância estranha no medicamento, acendendo alerta para risco à visão. O produto afetado é um dos mais prescritos na oftalmologia e exige receita médica, sendo amplamente usado em inflamações oculares e no pós-operatório.

Órgãos de saúde identificaram presença de substância.
O recall foi iniciado pela fabricante Lupin Pharmaceuticals, após falha de qualidade detectada no colírio de acetato de prednisolona 1%. Segundo órgãos de saúde, a presença de uma substância estranha motivou a retirada imediata de 2.530.182 frascos do mercado norteamericano. O medicamento é um colírio corticosteroide usado no tratamento de doenças inflamatórias oculares, como irite e uveíte, além de ser rotina após cirurgias como a de catarata.

Pacientes podem utilizar o produto várias vezes ao dia por semanas, meses ou até de forma contínua, dependendo do quadro clínico. Especialistas orientam que pessoas que utilizam o colírio verifiquem os frascos e confiram se estão entre os lotes recolhidos pelos órgãos de saúde. Caso positivo, a recomendação é interromper o uso e procurar imediatamente o médico para substituição do medicamento. Até o momento, não foram registrados eventos adversos relacionados ao recolhimento do colírio. Ainda assim, órgãos de saúde reforçam a importância de seguir as orientações médicas e verificar os produtos utilizados.

Histórico recente eleva alerta.
O caso ocorre após uma sequência de recalls envolvendo colírios. Em 2026, mais de 3 milhões de unidades foram recolhidas. Já em 2023, produtos contaminados foram associados a 4 mortes, 14 perdas de visão e 80 infecções.

Detalhes do produto.
O colírio recolhido é o acetato de prednisolona 1%, vendido em frascos de 5 mL, 10 mL e 15 mL, com uso exclusivo sob prescrição médica. Os números de lote e validade devem ser verificados pelos pacientes conforme orientação dos órgãos de saúde.

https://ndmais.com.br

Lindbergh faz alerta ao STF após decisão que manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro .


Deputado prevê descumprimento de medidas cautelares.

Leonardo Lucena

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou um alerta nesta sexta-feira (17) na rede social X ao comentar a decisão anunciada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), condenado por ministros da Corte a 27 anos de cadeia na investigação sobre a trama golpista. “Foi importante a imposição dessas medidas cautelares. Mas vou avisando o ministro Alexandre Moraes, eles vão descumprir novamente. É o método deles”, afirmou o petista em referência à família Bolsonaro. 

O magistrado do STF anunciou as determinações após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ler, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai, que reforçou o apoio ao próprio filho como pré-candidato à Presidência da República. Ministros do Supremo condenaram Jair Bolsonaro em 11 de setembro do ano passado. O político da extrema direita responde por cinco crimes – golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violência do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência. 

Carta aos brasileiro.
Saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a ´paz e a prosperidade. Uma afetuosos abraço a todos na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade. 

Jair Bolsonaro

Histórico de descumprimentos:
Confira abaixo as ocasiões em que Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF. O compilado de descumprimentos foi divulgado em reportagem publicada pelo Portal G1 em 24 de novembro do ano passado:  

18 de julho: Moraes impõe tornozeleira e restrições.
Alexandre de Moraes determinou, em 18 de julho de 2025, que Bolsonaro passasse a usar tornozeleira eletrônica. O ministro também proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais de forma direta ou por intermédio de terceiros. A decisão estabeleceu recolhimento domiciliar durante a noite e nos fins de semana. Moraes também impediu Bolsonaro de se aproximar de embaixadas e consulados, manter contato com diplomatas e conversar com outros investigados relacionados ao processo. O STF aplicou as medidas no inquérito que apurava a atuação de Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação analisava suspeitas de ações destinadas a pressionar a Justiça brasileira e estimular sanções contra autoridades e instituições do país.

21 de julho: transmissão no Congresso gera primeira advertência.
Três dias depois, aliados divulgaram nas redes sociais imagens e declarações de Bolsonaro durante uma passagem pelo Congresso Nacional. A restrição também alcançava publicações feitas por perfis de terceiros. Segundo a cronologia exibida pelo Em Pauta, Moraes interpretou a divulgação como o primeiro descumprimento da ordem. O ministro manteve as cautelares e reforçou que Bolsonaro poderia conceder entrevistas e participar de atos públicos, mas não deveria usar essas atividades para alimentar publicações coordenadas nas plataformas digitais. A proibição não atingia apenas os perfis pessoais do ex-presidente. A decisão buscava impedir que apoiadores, familiares ou aliados políticos transformassem discursos e aparições públicas em conteúdo distribuído pelas redes sociais.

3 de agosto: discurso por telefone amplia crise.
Bolsonaro voltou a contrariar as restrições em 3 de agosto, segundo a decisão de Moraes. Naquela data, o ex-presidente participou por telefone de manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras. Apoiadores reproduziram as falas em redes sociais. Perfis ligados aos filhos de Bolsonaro também divulgaram o conteúdo. Para Moraes, o episódio demonstrou que o ex-presidente utilizou terceiros para manter a comunicação política digital, apesar da proibição judicial. As manifestações criticaram o STF, o governo federal e as medidas impostas ao ex-presidente. A participação remota de Bolsonaro ganhou ampla circulação nas plataformas e provocou uma nova reação do Supremo.

4 de agosto: STF determina prisão domiciliar.
Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em 4 de agosto. O ministro apontou reincidência no descumprimento das medidas e afirmou que o ex-presidente utilizou contas de aliados, inclusive dos filhos, para divulgar mensagens nas redes. A decisão obrigou Bolsonaro a permanecer em casa e ampliou as restrições sobre visitas e meios de comunicação. O ministro também determinou a apreensão de aparelhos celulares encontrados no imóvel. Bolsonaro continuou usando a tornozeleira eletrônica. Moraes avisou que uma nova violação poderia levar o STF a decretar a prisão preventiva, medida mais rigorosa e sem prazo definido.

21 de novembro: tornozeleira apresenta sinais de dano.
A situação se agravou na noite de 21 de novembro. Segundo a investigação, Bolsonaro utilizou um ferro de solda para tentar abrir ou danificar a tornozeleira eletrônica que monitorava seus movimentos. O equipamento registrou a violação e acionou as autoridades responsáveis pelo acompanhamento. Imagens divulgadas posteriormente mostraram marcas de queimadura no dispositivo. Bolsonaro admitiu que manipulou a tornozeleira com um instrumento de solda. A defesa negou uma tentativa de fuga e atribuiu o comportamento a um quadro de confusão provocado por medicamentos, argumento apresentado após a prisão.

22 de novembro: Moraes decreta prisão preventiva.
Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro em 22 de novembro. A decisão mencionou o dano à tornozeleira, os descumprimentos anteriores e a avaliação de que o ex-presidente poderia tentar escapar. O ministro também considerou uma vigília convocada por apoiadores nas proximidades da residência de Bolsonaro. Na avaliação de Moraes, a concentração poderia criar obstáculos à fiscalização e facilitar uma eventual fuga. Agentes da Polícia Federal cumpriram a ordem durante a manhã e levaram Bolsonaro à Superintendência da corporação em Brasília. A medida encerrou o período de prisão domiciliar iniciado em agosto e colocou o ex-presidente sob custódia direta do Estado.

A cronologia apresentada pela GloboNews mostra que o STF aumentou gradualmente as restrições conforme Moraes identificou novas violações. O processo começou com limites à circulação e ao uso das redes, avançou para o confinamento domiciliar e chegou à prisão preventiva após o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica.

https://www.brasil247.com

 
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Moraes manda PF ouvir Flávio Bolsonaro sobre calúnia contra Lula.


Senador ligou o atual chefe do Executivo ao narcotráfico e disse que o petista seria delatado por Nicolás Maduro; oitiva será no dia 28 de julho.

Por Renato Souza

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal ouça, no dia 28 de julho, às 14:00h, o senador Flávio Bolsonaro. A oitiva será no âmbito do processo que avalia se ele cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A coleta do depoimento do senador foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Moraes solicitou que a defesa de Flávio apresentasse uma data e horário de acordo com o interesse do cliente. No entanto, como não houve resposta, o magistrado fixou o dia. "A defesa do investigado, limitou-se a solicitar à autoridade policial a renovação do prazo para a realização da oitiva do Senador Flávio Bolsonaro e a disponibilização de novas datas, com antecedência razoável, para o agendamento da diligência, sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento no período disponibilizado", escreve Moraes, no despacho.

Em uma postagem na rede social X (antigo Twitter), Flávio ligou Lula ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A publicação ocorreu em janeiro deste ano. A PGR defendeu que uma retratação poderia encerrar o caso. "Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", afirma o documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após oitiva do senador, a Procuradoria afirma que o inquérito deve retornar ao órgão, para produção de relatório final sobre o caso. "A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações", destaca o texto.

A Polícia Federal já tinha encerrado as investigações sobre o caso no âmbito da corporação e entendeu que ficou evidente o cometimento de crime por parte do parlamentar. A postagem de Flávio afirmava que Lula seria delatado pelo ditador Nicolás Maduro, que foi capturado e preso pelos Estados Unidos.

"Fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico", destaca o relatório da PF.

https://www.correiobraziliense.com.br/

Terremoto de 7,3 atinge o México, e alerta de tsunami é emitido.


Tremor ocorreu no estado de Chiapas, no sul do México e perto da fronteira com a Guatemala. Sistema de aviso dos EUA emitiu alerta de risco de tsunami nas costas do México, da Guatemala e de outros 8 países, mas previsão é de ondas fracas. Não há registro de vítimas.

Por Redação g1 

Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu nesta sexta-feira (17) a costa sul do México, perto da fronteira com a Guatemala. O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu um alerta de risco de tsunami no México e na Guatemala, com ondas menores em até oito países da América Latina. O tremor ocorreu no mar, perto da cidade mexicana de Puerto Madero, mas foi fortemente sentido em terra na região de Chiapas, no sul do México, e em várias partes da Guatemala e até de El Salvador, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), havia registrado que o tremor teve magnitude 7,4, mas, depois, corrigiu a intensidade do terremoto para a magnitude 7,3. Ainda de acordo com o USGS, a profundidade do terremoto foi de 15 quilômetros, considerada baixa e que pode potencializar o tremor em terra e causar estragos. No entanto, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que ainda não havia registro de danos ou vítimas nos estados onde o tremor foi sentido.

A presidente pediu ainda que moradores dos estados de Chiapas e Tabasco, ambos no sul, não se aproximem de praias e da costa. "A Secretaria da Marinha recomenda que ninguém se aproxime dessas praias nas próximas seis horas por risco de tsunami", declarou Sheinbaum.

Governo prevê ondas baixas.
O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA advertiu sobre a possibilidade de ondas de tsunami ao longo da costa em um raio de 300 km do epicentro. Em um boletim atualizado, a agência disse prever ondas de até 1 metro de altura nas costas do México e da Guatemala, além de outras menores nas costas de Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Peru. O secretário da Marinha do México, o almirante Raymundo Morales, afirmou que as ondas devem ser baixas no geral e que não espera "um problema grave". Mas repetiu a recomendação para que as pessoas se afastem da costa.

"Quanto às condições marítimas, espera-se que o nível da água suba apenas até meio metro em algumas praias. Este é um efeito de tsunami causado pelo terremoto. As pessoas estão sendo orientadas a se manter afastadas das praias, mas não há nenhum problema grave", disse. O Serviço Sismológico Nacional do México também registrou réplicas do tremor principal, todas em regiões próximas ao epicentro, nas cidades de Ciudad Hidalgo, Huixtla e Mapastepec.

Tremor sentido em outros países.
Na Cidade da Guatemala, o terremoto fez prédios tremerem e levou alguns moradores a correrem de suas casas para a rua, segundo uma testemunha da agência de notícias Reuters. Redes de TV locais exibiram imagens de pessoas deixando prédios na capital guatemalteca. O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, afirmou que não há registro de vítimas no país.

O tremor também foi sentido em El Salvador, relatou outra testemunha da Reuters.
No estado mexicano de Oaxaca, também no sul do país, o governador Salomón Jara informou nas redes sociais que o terremoto foi sentido com intensidade moderada na capital do estado, mas não houve relatos imediatos de danos graves.

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Gigante chinês negocia com Guarapari (ES), a construção de aeroporto logístico.

 
Nova reunião abordou a participação e operação do Grupo Alibaba nas obras de novo complexo de cargas.

André Cypreste

O projeto de construção do novo aeroporto internacional na região de Setiba, em Guarapari, segue avançando. O complexo, que será voltado para o transporte logístico e de cargas, atraiu um novo interessado: o grupo chinês Alibaba, dono da plataforma AliExpress, conhecida pelo comércio de produtos internacionais.

Em nova reunião realizada na terça-feira (14), o prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Otávio Postay, reuniram-se com representantes da empresa chinesa para esclarecer os interesses do grupo na construção do aeroporto, bem como as contribuições que podem ser feitas na elaboração do plano do empreendimento.

Com investimento estimado em R$ 1.000.000.000,00, considerando a construção do complexo e a cadeia de serviços associada, a prefeitura espera que o projeto seja um dos principais vetores do desenvolvimento econômico da cidade nas próximas décadas.

O prefeito Rodrigo Borges destacou a importância da reunião para o avanço na construção do complexo logístico.

A Alibaba é uma das maiores do mundo no seguimento, demonstrando que estamos tratando de forma muito responsável e fazendo com que multinacionais realmente voltem os olhares para Guarapari

Rodrigo Borges, prefeito de Guarapari.
O encontro integra o processo de desenvolvimento do projeto que está sendo estruturado pelo município para futura concessão pública. Nessa etapa, o foco é construir um modelo técnico capaz de atrair investimentos, gerar desenvolvimento econômico e posicionar Guarapari como um novo eixo logístico nacional.

Outras empresas de olho.
Em maio deste ano, a Amazon já havia demonstrado interesse no desenvolvimento do aeroporto de carga de Guarapari. 

A empresa norte-americana seria uma, dentre outras grandes potências do mercado logístico, como Mercado Livre e a própria Alibaba, a manifestar a intenção de atuar dentro do novo complexo.

Porém, segundo o secretário Otávio Postay, a Amazon não realizou conversas para participar diretamente do planejamento do projeto do aeroporto, apenas uma aproximação visando a operar quando iniciar as atividades.

Ele explicou que as sondagens são comuns, principalmente para um projeto que busca lidar com a atuação de diferentes empresas de grandeza internacional.

Nossa visão sempre foi desenvolver uma infraestrutura capaz de integrar diferentes empresas, cada uma atuando em seu respectivo ramo

Otávio Postay, secretario municipal de Desenvolvimento Econômico.
O secretário explica ainda que o projeto já tem um Plano Diretor aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2015 e que o Plano Diretor Municipal (PDM) deverá trazer as adaptações necessárias para viabilizar a implantação, respeitando o meio ambiente da região onde fica boa parte do Parque Paulo César Vinha.

Além da infraestrutura aeroportuária, com operações de voos executivos não comerciais, o planejamento prevê um complexo integrado voltado à movimentação de cargas, passageiros, operações offshore, armazenagem, logística multimodal e desenvolvimento urbano, com potencial para impulsionar novos investimentos privados, ampliar a geração de empregos e fortalecer a economia capixaba.

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