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domingo, 2 de agosto de 2026

"Vamos matar quem roubar", diz Renan Santos ao lançar candidatura.


Nome do Missão coloca segurança pública como 
pilar central da disputa ao Palácio do Planalto.

Da CNN Brasil

Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que um eventual governo seu irá "matar quem roubar". A fala foi dita em ato do Missão de oficialização à corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo. "Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nos vamos matar quem roubar", afirmou. O empresário já havia destacado o combate ao crime como um dos pilares centrais da sua candidatura, com a defesa de “tolerância zero”, popularizada pela expressão “prendeu, matou”: reagiu bem à abordagem, “prendeu”; caso contrário, “matou”.

Ao falar com jornalistas após o evento, Renan reforçou a estratégia de segurança pública, classificando o atual cenário como uma "guerra". "Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra", disse. "Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos. Até para não morrer policiais também na troca de tiro. Seria o cenário perfeito. Agora, será que eles vão fazer isso?", complementou.

O ato deste sábado foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro. Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:
    Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
    Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
   Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
   Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
   Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.

O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio. Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais. Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.

O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

https://www.cnnbrasil.com.br/

Michelle amplia influência no PL após crise com Flávio, banca aliados e provoca incômodo em diretórios estaduais.


Ex-primeira-dama deve ter sua candidatura ao Senado 
confirmada neste domingo, em evento em Brasília.

Por Luísa Marzullo — Brasília 

O pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro candidato à Presidência, à Michelle Bolsonaro representou, para dirigentes do PL, um marco na redistribuição de forças dentro do partido. A avaliação é que a ex-primeira-dama saiu da crise fortalecida e consolidou um papel que já vinha exercendo nos bastidores: o de árbitra das disputas internas do bolsonarismo. Respaldada por Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, e frequentemente apresentada como porta-voz da vontade de Jair Bolsonaro, Michelle passou a influenciar diretamente a definição de candidaturas, a proteger aliados e a interferir em acordos estaduais, reabrindo negociações que dirigentes davam como encerradas.

No Distrito Federal, por exemplo, ela trabalhou pessoalmente para manter o apoio do PL à governadora Celina Leão (PP), mesmo depois de a federação União Progressista decidir permanecer neutra na disputa presidencial. Michelle conversou diretamente com Celina e atuou junto ao comando nacional da legenda para preservar o acordo. O movimento acabou isolando o senador Izalci Lucas (PL-DF), que primeiro viu fracassar seu projeto de disputar o governo e, posteriormente, abandonou a expectativa de concorrer ao Senado diante da possibilidade de a própria Michelle ocupar uma das vagas da chapa. A candidatura da ex--primeira-dama deve ser confirmada durante a convenção do PL-DF neste domingo, evento que deve marcar o primeiro encontro dela com Flávio desde a crise envolvendo a divulgação de um vídeo com críticas ao enteado.

Na semana passada, uma curtida de Michelle em uma publicação do senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciava que manteria sua candidatura levantou o receio de que ela também agisse para interferir na enrolada disputa mineira. O gesto chamou atenção porque ocorreu quando o PL tentava consolidar um acordo em torno do ex-secretário Marcelo Aro (PP), escolhido pela direção nacional como alternativa para liderar o palanque mineiro. Auxiliares da ex-primeira-dama afirmam que a curtida não tinha qualquer significado eleitoral. Michelle apenas demonstrou solidariedade a Cleitinho, que passou pela perda do irmão recentemente. Ela também mantém boa relação com Marcelo Aro, por sua atuação na pauta das doenças raras. Ainda assim, a repercussão chamou atenção dentro do partido. Não porque dirigentes acreditassem que Michelle estivesse interferindo em Minas, mas porque reconheceram que ela hoje tem força política para fazê-lo.

Segundo aliados da ex-primeira-dama, porém, a repercussão da curtida em Minas foi desproporcional. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirma que Michelle nem sequer acompanhava a disputa entre Republicanos e PL quando interagiu com a publicação. — Ela gosta muito do Cleitinho. Talvez nem tivesse visto a nota do Republicanos — afirmou.

O episódio mineiro tornou visível um processo que dirigentes do partido dizem observar há meses: Michelle deixou de atuar apenas como principal cabo eleitoral do bolsonarismo entre o eleitorado feminino e passou a participar de decisões políticas do partido, influenciando a montagem de chapas, defendendo aliados e arbitrando disputas internas em diferentes estados. Em São Paulo, sua influência também pesou nas decisões internas. Como revelou O GLOBO, Michelle trabalhou para impedir que a vereadora de São Vicente Aninha Ferreira (PL) disputasse uma vaga na Câmara por entender que sua candidatura dividiria votos da deputada Rosana Valle (PL), sua aliada. A decisão provocou uma reclamação da mulher de Valdemar, Dana Costa, que telefonou ao presidente do PL para contestar o veto. — Uma ordem da princesa derruba todo mundo? — questionou. Valdemar respondeu sem hesitar: — Lógico. A princesa é que tem voto.

No Mato Grosso do Sul, Michelle também entrou diretamente na montagem da chapa estadual. Durante meses, insistiu para que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) integrasse a disputa majoritária e chegou a divulgar uma carta assinada por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente manifestava apoio à candidatura do parlamentar ao Senado, numa tentativa de fortalecer seu nome dentro do partido. A mobilização provocou incômodo na direção estadual do PL, que já trabalhava para consolidar uma chapa em torno do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do ex-deputado Capitão Contar (PL). Apesar da insistência da ex-primeira-dama, prevaleceu a articulação da cúpula local. A contragosto de Michelle, Pollon desistiu da disputa majoritária na semana passada e decidiu buscar a reeleição para a Câmara.
 
No Amazonas, Michelle também contrariou parte da direção estadual ao defender a manutenção da candidatura de Maria do Carmo (PL) ao governo. A decisão desagradou integrantes da legenda que defendiam rever a estratégia por considerar que a empresária mantinha uma relação excessivamente próxima ao governo estadual. Com o aval da ex-primeira-dama, Maria do Carmo terá sua postulação homologada na próxima terça-feira. Publicamente, o PL evita relacionar a redistribuição de forças no partido ao conflito entre Michelle e Flávio. O líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma que a relação entre os dois segue em reconstrução. — Toda ferida leva um tempo de cicatrização. Já avançamos 70%. Agora ela vai ser candidata ao Senado e, com o Flávio no evento no Distrito Federal no domingo, avançaremos mais ainda.

Ceará e a vice de Flávio.
As sucessivas intervenções passaram a provocar incômodo entre dirigentes estaduais. Reservadamente, integrantes do partido afirmam que negociações consideradas concluídas frequentemente voltam à mesa quando Michelle decide entrar em campo. Na avaliação desses dirigentes, ela passou a exercer um papel antes concentrado em Valdemar Costa Neto e no próprio Jair Bolsonaro: arbitrar conflitos internos e definir prioridades políticas da legenda. O Ceará se tornou o principal símbolo desse novo protagonismo. Foi justamente a divergência sobre a estratégia eleitoral no estado que desencadeou a crise entre Michelle e Flávio. Enquanto o senador defendia uma aliança com Ciro Gomes (PSDB), a ex-primeira-dama trabalhou para fortalecer a ex-deputada Priscila Costa (PL), sua principal aliada na região. Mesmo após a reconciliação pública, Michelle continuou patrocinando politicamente Priscila.

Como mostrou O GLOBO, diante da dificuldade do PL para atrair partidos aliados, a deputada passou a integrar a lista de nomes defendidos por Michelle para compor a chapa presidencial como candidata a vice.

https://oglobo.globo.com/ 

sábado, 1 de agosto de 2026

Lula tem 43% contra 29% de Flávio Bolsonaro e vence todos no segundo turno, aponta pesquisa Alfa Inteligência.


Lula supera todos os adversários no segundo turno, aponta 
pesquisa da Alfa Inteligência encomendada pela TMC.

Conteúdo postado por:
Redação Brasil 247Redação Brasil 247

247 – A Alfa Inteligência realizou, por encomenda da TMC (Transamérica Media Company), entre os dias 23 e 28 de julho de 2026, pesquisa nacional sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04488/2026 e encomendado pela TMC, ouviu 2.700 eleitores em todo o país e apresenta cenários eleitorais, avaliação do governo, percepção da população e os impactos do caso Banco Master.

Cenário estimulado – primeiro turno.
No principal cenário de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, e Renan Santos, com 3%. Na comparação com a pesquisa nacional realizada pela Alfa Inteligência em junho, Lula avançou três pontos percentuais, passando de 40% para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.

Cenário estimulado – segundo turno.
Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, registra 48%, contra 41% do senador. Em eventual disputa contra Ronaldo Caiado, vence por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, marca 46% contra 37%. Já contra Renan Santos, registra 46%, enquanto o adversário alcança 32%.

Avaliação do governo.
A pesquisa mostra melhora na avaliação do presidente Lula em relação ao levantamento realizado pela Alfa Inteligência em junho. A aprovação da forma de governar passou de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.

Percepção sobre a qualidade de vida.
Segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou. Outros 4% entendem que a situação permaneceu igual.

Caso Banco Master e a influência na eleição.
Levantamento mostra que o caso do Banco Master alcançou ampla repercussão nacional. Entre os entrevistados que acompanharam o episódio, 99% o classificam como sério ou muito sério. Para 45%, tanto o governo quanto a oposição possuem responsabilidade pelo caso. Outros 31% atribuem maior responsabilidade à oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 21% responsabilizam principalmente o governo Lula.

Apesar da elevada repercussão, a pesquisa indica que o episódio ainda não alterou de forma significativa a organização do voto, reforçando mais as convicções políticas já existentes do que provocando mudanças nas preferências eleitorais.

Metodologia.
O levantamento ouviu 2.700 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04488/2026.

https://www.brasil247.com

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Neutralidade do PP inviabiliza Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro.


Estratégia nacional do PP altera o cenário político e impacta diretamente uma das principais lideranças de MS.


Por José Cândido |

Ao anunciar que o partido não apoiará oficialmente nenhuma candidatura ao Palácio do Planalto, a executiva nacional também comunicou que não realizará Convenção Nacional para formalizar alianças. A definição foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e, segundo a direção da legenda, já foi comunicada e aceita pela líder do partido no Senado, Tereza Cristina."O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina", informou o partido em nota oficial. A posição representa um obstáculo político para a composição da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. Como principal liderança nacional do PP e integrante da bancada da legenda no Senado, Tereza Cristina dificilmente poderá aceitar o convite para disputar a vice-presidência contrariando a orientação oficial do partido, sob risco de provocar uma crise interna ou até enfrentar questionamentos partidários.

A neutralidade aprovada pela maioria dos diretórios estaduais demonstra a opção do PP por preservar sua unidade nacional diante de um cenário eleitoral marcado por diferentes alianças regionais. Em vez de aderir formalmente a um projeto presidencial, a legenda decidiu conceder maior autonomia aos seus diretórios para conduzir as negociações locais. Para Mato Grosso do Sul, a decisão ganha relevância especial. Tereza Cristina é uma das principais lideranças políticas do Estado e vinha sendo apontada como um dos nomes mais fortes para ocupar a vice-presidência em uma chapa nacional. Com a posição oficial do partido, esse cenário perde força, ao menos enquanto o PP mantiver a neutralidade.

A definição também reforça o papel estratégico da senadora dentro da legenda. Ao acatar a decisão da executiva nacional, Tereza Cristina sinaliza que prioriza a unidade partidária, mesmo diante da possibilidade de disputar um dos cargos mais importantes da República.

https://www.campograndenews.com.br

Pix passa a valer em 8 países e vira alternativa mais barata que cartão para turistas.

 
Serviço opera por meio de parcerias entre fintechs brasileiras e credenciadoras internacionais, e evita o IOF cobrado nas compras internacionais com cartão. 

Turistas brasileiros já conseguem pagar com Pix diretamente no comércio de oito países, na América do Sul, América do Norte e Europa. A funcionalidade opera dentro dos próprios aplicativos dos bancos brasileiros, viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas. Hoje, o recurso está disponível em estabelecimentos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. O Banco Central faz uma ressalva importante: não existe um “Pix internacional” oficial mantido pelo governo brasileiro fora do país. As transações acontecem por meio de empresas de câmbio credenciadas, chamadas de eFX, responsáveis por converter os valores em tempo real.

O processo nos pontos de venda no exterior segue uma lógica parecida com a usada no Brasil. A maquininha do estabelecimento gera um QR Code na tela, que o turista escaneia pelo aplicativo do próprio banco. Em seguida, o app mostra o valor final já convertido em reais, com as taxas incluídas. A confirmação é feita por senha ou biometria, e a empresa intermediária cuida da conversão da moeda, repassando o pagamento ao comerciante na moeda local, seja em pesos, dólares ou euros.

Por que vale a pena: a economia no imposto.
O principal atrativo do Pix internacional está no custo mais baixo em comparação ao cartão de crédito. Compras internacionais no cartão são taxadas com 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da cotação do chamado dólar turismo. Já os pagamentos feitos pelo aplicativo usam taxas de câmbio comercial, mais vantajosas, com impostos reduzidos. A modalidade ainda evita a necessidade de carregar dinheiro em espécie ou recorrer a casas de câmbio no destino.

O uso se concentra em destinos turísticos e redes populares entre brasileiros. Na América do Sul, cobre hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. Nos Estados Unidos e na Europa, funciona em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.

Quem viabiliza o serviço.
A expansão do Pix fora do Brasil depende de acordos entre diferentes empresas do setor financeiro. No Chile, a fintech PagBrasil trabalha junto com a credenciadora local VirtualPOS para viabilizar o pagamento por QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil fechou parceria com o Banco Patagonia, garantindo a leitura direta em mais de 6 mil estabelecimentos. No Uruguai, quem oferece o serviço é a Getnet, enquanto nos Estados Unidos a integração ficou a cargo da Verifone, em terminais de cidades norte-americanas. Já a estrutura de liquidação entre fronteiras conta com o apoio de bancos como o BS2 e plataformas de câmbio como a Remessa Online.

Uso em alta, mesmo sem dados oficiais consolidados.
O Banco Central não divulga números específicos sobre pagamentos presenciais feitos por Pix no exterior, já que esses valores entram no balanço geral de operações de câmbio e transferências internacionais. Ainda assim, dados do próprio setor mostram forte crescimento: a PagBrasil registra alta média de 22,5% ao mês no volume de transações realizadas fora do país. Segundo o Global Payments Report, os 170 milhões de usuários cadastrados no Pix no Brasil têm levado credenciadoras internacionais a adaptar seus sistemas para atender à demanda do turista brasileiro.

https://iclnoticias.com.br

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Quaest no Ceará: Lula tem 55% e Flávio Bolsonaro 22% das intenções de voto no estado no 1° turno.

 
Levantamento foi realizado entre os dias 24 e 28 de julho e mostra 
também intenções de voto para presidente no 2º turno no Ceará.

Por Redação g1 

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra as intenções de voto para a eleição presidencial no Ceará. Na pesquisa estimulada, aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lula aparece à frente no estado, com 55% das intenções de voto, contra 22% de Flávio Bolsonaro. O levantamento traz também quatro cenários de 2º turno. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os números do 1º turno:
    Lula (PT): 55%
    Flávio Bolsonaro (PL): 22%

    Renan Santos (Missão): 2%
    Ronaldo Caiado (PSD): 1%
    Romeu Zema (Novo): 1%
    Augusto Cury (Avante): 1%
    Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
    Samara Martins (UP): 1%
    Edmilson Costa (PCB): 0
    Leonardo Avalanche (PRTB): 0
    Indecisos: 9%
    Branco/nulo/não vai votar: 8%

Veja os números do 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
    Lula (PT): 60%
    Flávio Bolsonaro (PL): 23%

    Indecisos: 5%
    Branco/nulo/não vai votar: 12%

Lula x Caiado
    Lula (PT): 60%
    Ronaldo Caiado (PSD): 19%

    Indecisos: 6%
    Branco/nulo/não vai votar: 15%

Lula x Renan Santos
    Lula (PT): 60%
    Renan Santos (Missão): 17%

    Indecisos: 6%
    Branco/nulo/não vai votar: 17%

Lula x Zema
    Lula (PT): 60%
    Romeu Zema (Novo): 17%

    Indecisos: 6%
    Branco/nulo/não vai votar: 17%

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.002 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03238/2026.

Índices de rejeição dos candidatos.
    Lula (PT): 36%
    Flávio Bolsonaro (PL): 61%

    Ronaldo Caiado (PSD): 24%
    Augusto Cury (Avante): 13%
    Romeu Zema (Novo): 22%
    Renan Santos (Missão): 16%
    Cabo Daciolo: 22%
    Samara Martins (UP): 9%
    Edmilson Costa (PCB): 6%
    Hertz Dias (PSTU): 7%
    Leonardo Avalanche (PRTB): 9%

Avaliação do governo Lula no Ceará.
A Quaest perguntou aos eleitores se eles aprovam ou desaprovam o governo Lula, qual a avaliação da gestão e se Lula merece um novo mandato. Confira:

Aprovação do governo Lula no Ceará:
    Aprovam: 60% (eram 58% em abril)
    Desaprovam: 34 (eram 35%)
    Não sabe/não respondeu: 6%

Avaliação do governo Lula no Ceará:
    Positiva: 49% (eram 45% em abril)
    Negativa: 26% (eram 27% em abril)
    Regular: 23% (eram 26% em abril)
    Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em abril)

Lula merece um novo mandato?
    Sim, merece: 55%
    Não merece: 41%
    Não sabe/não respondeu: 4% 

https://g1.globo.com

terça-feira, 28 de julho de 2026

FMI cobra Argentina por dívida de US$ 57 bilhões e Milei tenta virar a página.


Visita de Kristalina Georgieva ocorre em meio à melhora da economia argentina, mas país enfrenta o desafio de voltar aos mercados e pagar dívida bilionária com o FMI.

Por Bloomberg 

Oito anos, três acordos e US$ 57 bilhões desde a última visita de uma líder do FMI à Argentina, Kristalina Georgieva chegou na segunda-feira (27) a Buenos Aires para acompanhar de perto a recuperação econômica promovida pelo presidente Javier Milei. Os tempos mudaram para melhor na relação entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu maior devedor. Mas o verdadeiro teste — o pagamento da dívida — está prestes a começar. Isso levanta dúvidas sobre se o FMI algum dia conseguirá sair da Argentina, ou vice-versa, e se Georgieva conseguirá transformar um fracasso em uma grande conquista. A visita ocorre em um momento considerado favorável para o governo Milei, e o fato de ser a primeira viagem da diretora-gerente do FMI ao país desde que assumiu o cargo reflete essa mudança. Os títulos argentinos subiram, a inflação caiu e o Banco Central está reconstruindo suas reservas de caixa necessárias para pagar o FMI. A economia está crescendo, embora de forma desigual, e Georgieva verá de perto a principal história de sucesso da Argentina: o boom do petróleo na Patagônia, que vem atraindo bilhões de dólares em investimentos.“O governo fez um progresso extraordinário”, disse Martin Mühleisen, ex-funcionário do Fundo e pesquisador sênior do Atlantic Council. “Agora existe ao menos a possibilidade de que a Argentina consiga eventualmente quitar sua enorme exposição ao FMI.”

Segundo o governo argentino, Georgieva fararia uma coletiva de imprensa com o ministro da Economia, Luis Caputo, às 13:00h no horário de Buenos Aires e depois se reuniria com Milei no palácio presidencial. A chegada de Georgieva seria difícil de imaginar apenas três anos atrás, quando funcionários do FMI descreviam uma “crise completa” antes das eleições presidenciais argentinas, com inflação acima de 100% e uma profunda recessão em andamento. Após 23 programas em quase 70 anos, o FMI ainda é alvo de forte rejeição na Argentina e visto por muitos cidadãos como um dos responsáveis pelas crises econômicas nas quais a instituição esteve envolvida.

Georgieva herdou as dívidas da Argentina com o FMI ao assumir o cargo, em 2019, depois que sua antecessora, Christine Lagarde, não conseguiu resgatar o governo anterior com um pacote de socorro recorde firmado no ano anterior e posteriormente deixou o Fundo para comandar o Banco Central Europeu. Um novo acordo em 2022, criado para refinanciar o programa anterior, teve resultado ainda pior, à medida que a crise se aprofundou. Milei fechou seu acordo com o FMI em abril de 2025.

Em setembro, a Argentina começará a pagar o principal da dívida, levando os pagamentos, incluindo juros, a cerca de US$ 3 bilhões no restante de 2026. Esse valor mais que dobra no ano seguinte, e o próximo governo argentino terá de pagar pelo menos US$ 9,5 bilhões por ano entre 2028 e 2031, segundo o FMI. Os pagamentos estão programados até 2042, por enquanto, e o governo afirma que não pretende refinanciar suas dívidas pelo menos no próximo ano, quando termina o atual mandato de Milei. Ex-funcionários do FMI dizem que praticamente tudo precisa dar certo para que Milei consiga encerrar, em algum momento, a dependência da Argentina em relação ao Fundo.“Se a Argentina conseguir obter os dólares necessários para pagar o FMI, os detentores de títulos e outros credores, e se Milei sair vitorioso nas eleições do próximo ano, o ciclo será rompido”, disse Douglas Rediker, ex-representante dos Estados Unidos no FMI.“Se qualquer um desses fatores não acontecer, o país terá de buscar mais tolerância do FMI — incluindo um novo programa para ajudar a pagar os anteriores —, dar calote em outros credores ou recorrer ao tipo de engenharia financeira que Milei prometeu desmontar quando chegou ao poder.” O principal elemento que ainda falta é o retorno da Argentina aos mercados internacionais, um próximo passo desejado por Georgieva, mas que Milei não pretende buscar neste momento.

O acesso aos mercados ajudaria a garantir que o FMI receba seu dinheiro de volta e substituiria uma estratégia de dívida fragmentada, dependente do mercado doméstico argentino, que funcionou até agora, mas que pode não ser sustentável diante do aumento dos pagamentos nos próximos anos. Milei evitou Wall Street enquanto demonstrava frustração com o fato de os prêmios de risco dos títulos argentinos refletirem mais o medo de uma nova mudança política nas eleições do próximo ano do que seus resultados econômicos. O ceticismo dos investidores sobre a continuidade das políticas econômicas na Argentina tem fundamento. Desde três acordos com o FMI firmados a partir de 2018, o país passou por três presidentes, seis ministros da Economia e cinco presidentes do Banco Central.
 
A economia passou a maior parte desse período em recessão, e a inflação, hoje em 34%, chegou perto de 300% pouco depois da posse de Milei. Embora Milei e Georgieva demonstrem apoio público um ao outro, a relação nem sempre foi tranquila. Milei criticou duramente Rodrigo Valdes, alto funcionário do FMI indicado por Georgieva, até que ele se afastou das negociações. Georgieva também recuou de comentários feitos no ano passado antes das eleições legislativas, quando afirmou aos eleitores argentinos que “é muito importante que eles não desviem da vontade de mudança”. A declaração foi criticada em Buenos Aires como uma interferência eleitoral. Desta vez, ela evita a política argentina ao visitar o país com mais de um ano de antecedência em relação à eleição presidencial de 2027. O FMI também passou a ser menos associado a cortes de gastos desde que Milei empunhou uma motosserra para simbolizar sua campanha de austeridade, revertendo a percepção histórica de que o Fundo obrigava governos argentinos relutantes a reduzir despesas.

Apesar dos avanços obtidos até agora, ainda não está claro se o programa de Milei com o FMI será o último da Argentina.“O país pode estar começando a sair desse ciclo”, disse Kezia McKeague, diretora-gerente da consultoria McLarty Associates, em Washington. “Mas ainda não conseguiu se libertar dele.”

https://investnews.com.br 

Flávio deve prestar depoimento à PF sobre falas contra Lula nesta 3ª

 
Nino Guimarães

Senador será ouvido pela Polícia Federal sobre comparação feita entre o petista e o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) deve prestar depoimento para a Polícia Federal nesta 3ª feira (28.jul.2026). O senador prestará esclarecimentos no inquérito sobre calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O depoimento foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da defesa do candidato. Na decisão, Moraes disse que foi dada oportunidade à defesa do senador para indicar data e horário para ser ouvido. Como não houve resposta, a oitiva foi marcada para as 14:00h de 28 de julho. 

O Poder360 questionou a assessoria do senador Flávio Bolsonaro se ele pretende ir ao depoimento, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

RELEMBRE O CASO
O caso tem relação com a publicação de Flávio Bolsonaro no X, em 3 de janeiro, quando o então presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado e preso por forças dos Estados Unidos. Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. Em 26 de junho, a Polícia Federal encaminhou o relatório final do caso a Moraes e indicou crime contra a honra. Em 6 de julho, a Procuradoria Geral da República defendeu que a PF escute o senador para apurar se houve crime de calúnia contra Lula. 

A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a investigação foi concluída sem que houvesse um depoimento oficial do senador pela PF. Além disso, requereu ofícios da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores e de tribunais distritais dos Estados Unidos. De acordo com a PGR, embora não haja necessidade de todas as medidas sugeridas pela defesa, é necessário que se cumpra a oitiva de Flávio Bolsonaro. “Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, disse o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

https://www.poder360.com.br