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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Entrevista de Renan Santos ao G1

 

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Petistas veem escolha de Gaspar como vice de Flávio como 'tiro no pé' e revivem acusações.


estadaoconteudo

Gaspar foi o relator da da CPMI do INSS e teve o relatório, que 
colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Lula, rejeitado.

Por: Levy Teles

Petistas que participaram da CPMI do INSS avaliam que a decisão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em escolher o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato à vice-presidente da República foi um "tiro no pé" e sinaliza o isolamento que a campanha enfrenta. Gaspar foi o relator dessa comissão e teve o relatório, que colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitado. Petistas também deverão apontar arsenal de acusações, como a de estupro de vulnerável - caso que Gaspar nega e já foi à justiça processar quem imputou a ele esse crime."É um tiro no pé. Vão tentar trazer um assunto o qual eles são responsáveis por toda a roubalheira", disse Rogério Correia (PT-MG), que foi membro da CPMI e disse que Gaspar agiu para conter a investigação sobre irregularidades no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Apesar de se dizer "de direita com muito orgulho', Gaspar disse que faria trabalho equilibrado na relatoria da CPMI do INSS.

Flávio tentou costurar o apoio de legendas de centro e de centro-direita à sua candidatura ao Palácio do Planalto para ganhar tempo de televisão, mas acabou sem nenhum grande parceiro. O PP, o União Brasil e o Republicanos, principais cotados, optaram pela neutralidade nessa eleição."É um isolamento, com certeza. E dentro do isolamento escolheram mal", afirmou Correia. Outros petistas têm a mesma leitura."Mostra falta de aliados do lado de lá", disse o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que também foi integrante da CPMI do INSS. "Há isolamento político. A extrema direita está isolada", afirmou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

Petistas também deverão virar o arsenal de acusações para Gaspar. Na reta final da CPMI, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Gaspar de "estuprador", o que o candidato a vice de Flávio nega. Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Também alegaram que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares disseram que isso reforçava "a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos".

Gaspar alegou que a história, na verdade, referia-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva. Gaspar foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) e moveu ação contra Farias e Thronicke depois da acusação. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Poucos minutos depois do anúncio de Gaspar no posto de vice de Flávio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, já lembrou do caso. "Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável", afirmou no X. "Eles se merecem."

https://www.terra.com.br/

Diarista denuncia agressão e ameaça; ex-patroa é suspeita em Guarapari (ES).

 
Suspeita e comparsa armadas atraíram vítima com falsa 
oferta de faxina; vítima levou pontos e teve luxação.

Isadora Favoreto Braga*

Uma diarista de 21 anos foi agredida por duas mulheres na tarde da terça-feira (4), na Praia do Morro, em Guarapari. A principal suspeita é uma ex-patroa da vítima, que teria agido em dupla com uma comparsa. A jovem procurou a polícia nesta quarta-feira (5) para registrar boletim de ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi planejado por mensagens de WhatsApp. Dois dias antes do ataque, a vítima recebeu uma mensagem perguntando se ela fazia faxina. Ela combinou local, data e horário sem desconfiar de quem era o contratante. Ao chegar ao endereço combinado, na terça-feira (4), por volta das 17:00h, a diarista encontrou a ex-patroa acompanhada de outra mulher. Segundo a polícia, as duas estavam armadas — uma com uma barra de ferro e outra com um pedaço de madeira — e atacaram a vítima na rua.

Bateram no meu braço, deu luxação. Eu segurei a faca com a mão, cortou meus dedos. Dei sete pontos em um, quatro pontos em outro, três em outro.
(Diarista).

A jovem afirmou ainda que foi agredida na cabeça e arrastada pelo chão. “Me bateram com pedaço de pau na cabeça. Nas minhas costas elas me arrastaram no chão, meu joelho está todo ralado, meu braço está ralado”, disse.

Histórico da relação.
Segundo relato da vítima, ela trabalhou por quase um ano para a suspeita e as duas chegaram a criar um laço de amizade. A relação teria azedado quando a diarista decidiu deixar o serviço para trabalhar por conta própria. A partir daí, de acordo com a vítima, a suspeita e familiares dela passaram a enviar mensagens de ameaça. Ainda segundo o relato, a suspeita acreditava que a diarista teria criado um perfil falso em rede social para ameaçá-la, o que a jovem nega.
 
Ela estava falando que tinha um fake mandando mensagem para ela, ameaçando ela, falando um monte de coisa. E ela não tem problema só comigo, ela tem problema com muita gente.
(Diarista).

Conforme a vítima, a suspeita chegou a enviar uma foto de visualização única mostrando uma arma de fogo calibre 32, como forma de intimidação. Na época, a diarista optou por não registrar boletim de ocorrência.“Ela tava falando que ia me matar. Falava: ‘eu vou te matar, você mexeu com a pessoa errada, eu vou te matar. Faz fake agora e fala na minha cara, eu vou te matar'”, contou a vítima.

Fuga e socorro.
Após a agressão, a suspeita fugiu em um carro preto, segundo a Polícia Civil. A vítima foi socorrida ao Hospital Geral Doutor Luiz Buaiz, conhecido na região como IFA de Guarapari. A jovem afirma sentir medo de possíveis retaliações contra ela e familiares. Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil de Guarapari não havia confirmado a prisão das suspeitas. O caso segue em investigação.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Como imprensa internacional noticiou revogação do visto de embaixadora do Brasil e aumento da tensão com os EUA.


 G1

A medida tomada na terça-feira (04/08) é mais uma etapa da escalada de tensões entre Washington e Brasília. O ato foi em resposta à demora do Brasil em autorizar o nome indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. A BBC apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Perez. Contudo, os EUA anunciaram o nome do embaixador antes de solicitar formalmente a sua aprovação ao Brasil, contrariando a praxe diplomática. O Washington Post relata que o problema diplomático é "o mais recente ponto de tensão em uma disputa crescente entre os EUA e o maior e mais rico país da América Latina". A reportagem diz que um funcionário do Departamento de Estado americano que não está autorizado a discutir a situação abertamente questionou o que chamou de "abordagem de confronto" dos EUA, ao dizer ao jornal que, "sempre que Brasília se apresenta como alguém que enfrenta Trump, a posição de Lula nas pesquisas [de opinião] só melhora".

 Governo Trump anuncia revogação de visto da embaixadora do Brasil nos EUA. "O cancelamento do visto é o mais recente episódio de divergência entre dois governos que passaram o último ano oscilando entre o confronto e a distensão", afirma o jornal americano New York Times. O New York Times disse que a aprovação de nomes indicados para embaixador antes de qualquer anúncio é "uma tradição diplomática de longa data observada pela maioria dos países". "No Brasil, essa omissão [dos EUA] foi interpretada como uma grave desfeita diplomática que agravou as relações já desgastadas entre as duas nações, segundo uma autoridade de alto escalão do governo brasileiro que pediu anonimato", diz a reportagem do New York Times.

A agência de notícias Bloomberg entrevistou uma autoridade de alto escalão do governo americano, sem fornecer seu nome, que disse que os EUA não estão expulsando Maria Luiza Ribeiro Viotti do país e que restabelecerão seu visto assim que o Brasil aprovar Daniel Perez para o cargo de embaixador em Brasília."As tensões entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental se acirraram desde que os EUA impuseram tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros em julho, alegando práticas comerciais desleais", relata a Bloomberg.

O Wall Street Journal também destacou a piora nas relações entre Brasil e EUA."A disputa ocorre em um momento de deterioração das relações entre Washington e Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Washington de interferir nas próximas eleições do país, em outubro, enquanto o governo Trump argumenta que as autoridades brasileiras têm visado injustamente conservadores e restringido a liberdade de expressão", diz o Wall Street Journal. "As tensões pareciam ter diminuído quando os dois líderes se reuniram em privado na Casa Branca, em maio deste ano. No entanto, as relações permaneceram tensas durante a maior parte do segundo mandato de Trump, com os EUA impondo tarifas de 50% e sanções ao governo de Lula devido a alegações de uma 'caça às bruxas' política contra conservadores do país — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro."

O jornal financeiro britânico Financial Times observa que a crise na relação bilateral "eclodiu há mais de um ano, quando Trump impôs tarifas de 50% ao Brasil em uma tentativa fracassada de fazer com que as acusações de conspiração golpista contra Jair Bolsonaro fossem retiradas". O jornal britânico The Guardian destaca que os governos de Trump e Lula já discordaram em outros pontos no passado, como em questões referentes à Venezuela, Cuba e o papel dos EUA na região. "Trump interveio repetidamente em disputas políticas na América Latina, enquanto Lula fez da soberania nacional um tema central de sua campanha", disse o Guardian. "O presidente brasileiro atribuiu a Rubio a responsabilidade por algumas das ações da administração americana contra seu governo, embora tenha buscado evitar um confronto pessoal direto com Trump e afirmado que ambos se deram bem quando se conheceram."

A rede americana CBS News recorda que a disputa sobre embaixadores ocorre após a decisão do Brasil de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, acusados por Brasília de tentar interferir nas eleições de outubro ao questionar a integridade do sistema de votação do país, algo que o governo americano nega.

https://g1.globo.com

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Grupo planejava explodir prédio durante debate presidencial.


Polícia identificou comunicações de grupo que fazia referência 
a fabricação de explosivos e invasão de prédios em Brasília.

Elijonas Maia, da CNN Brasil, Lucas Massei, da CNN Brasil*, São Paulo

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Rede Interrompida nesta terça-feira (4) contra um grupo planejava colocar explosivos em prédio que seria realizado debate presidencial durante as eleições no Brasil. As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas). Segundo a investigação, comunicações interceptadas indicaram que o grupo fazia referências a ações previstas para o período eleitoral deste ano. Foram identificadas conversas sobre "invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios", estes na capital federal, Brasília. O grupo também disponibilizava "manuais para fabricação de artefatos explosivos" em mensagens.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Enquanto cumpria as medidas, a corporação encontrou armas de fogo, facas e canivetes. Também foram recuperadas anotações que referenciam o nazismo e grupos extremistas racistas, como um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan. A investigação apura os crimes de "associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo". Até o momento não está previsto o enquadramento do caso na Lei Antiterrorismo.

A partir do material apreendido, a corporação irá investigar novas conexões desconhecidas e o estágio de desenvolvimento das ações referenciadas na comunicação observada.

https://www.cnnbrasil.com.br

domingo, 2 de agosto de 2026

"Vamos matar quem roubar", diz Renan Santos ao lançar candidatura.


Nome do Missão coloca segurança pública como 
pilar central da disputa ao Palácio do Planalto.

Da CNN Brasil

Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que um eventual governo seu irá "matar quem roubar". A fala foi dita em ato do Missão de oficialização à corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo. "Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nos vamos matar quem roubar", afirmou. O empresário já havia destacado o combate ao crime como um dos pilares centrais da sua candidatura, com a defesa de “tolerância zero”, popularizada pela expressão “prendeu, matou”: reagiu bem à abordagem, “prendeu”; caso contrário, “matou”.

Ao falar com jornalistas após o evento, Renan reforçou a estratégia de segurança pública, classificando o atual cenário como uma "guerra". "Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra", disse. "Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos. Até para não morrer policiais também na troca de tiro. Seria o cenário perfeito. Agora, será que eles vão fazer isso?", complementou.

O ato deste sábado foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro. Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:
    Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
    Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
   Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
   Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
   Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.

O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio. Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais. Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.

O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

https://www.cnnbrasil.com.br/

Michelle amplia influência no PL após crise com Flávio, banca aliados e provoca incômodo em diretórios estaduais.


Ex-primeira-dama deve ter sua candidatura ao Senado 
confirmada neste domingo, em evento em Brasília.

Por Luísa Marzullo — Brasília 

O pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro candidato à Presidência, à Michelle Bolsonaro representou, para dirigentes do PL, um marco na redistribuição de forças dentro do partido. A avaliação é que a ex-primeira-dama saiu da crise fortalecida e consolidou um papel que já vinha exercendo nos bastidores: o de árbitra das disputas internas do bolsonarismo. Respaldada por Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, e frequentemente apresentada como porta-voz da vontade de Jair Bolsonaro, Michelle passou a influenciar diretamente a definição de candidaturas, a proteger aliados e a interferir em acordos estaduais, reabrindo negociações que dirigentes davam como encerradas.

No Distrito Federal, por exemplo, ela trabalhou pessoalmente para manter o apoio do PL à governadora Celina Leão (PP), mesmo depois de a federação União Progressista decidir permanecer neutra na disputa presidencial. Michelle conversou diretamente com Celina e atuou junto ao comando nacional da legenda para preservar o acordo. O movimento acabou isolando o senador Izalci Lucas (PL-DF), que primeiro viu fracassar seu projeto de disputar o governo e, posteriormente, abandonou a expectativa de concorrer ao Senado diante da possibilidade de a própria Michelle ocupar uma das vagas da chapa. A candidatura da ex--primeira-dama deve ser confirmada durante a convenção do PL-DF neste domingo, evento que deve marcar o primeiro encontro dela com Flávio desde a crise envolvendo a divulgação de um vídeo com críticas ao enteado.

Na semana passada, uma curtida de Michelle em uma publicação do senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciava que manteria sua candidatura levantou o receio de que ela também agisse para interferir na enrolada disputa mineira. O gesto chamou atenção porque ocorreu quando o PL tentava consolidar um acordo em torno do ex-secretário Marcelo Aro (PP), escolhido pela direção nacional como alternativa para liderar o palanque mineiro. Auxiliares da ex-primeira-dama afirmam que a curtida não tinha qualquer significado eleitoral. Michelle apenas demonstrou solidariedade a Cleitinho, que passou pela perda do irmão recentemente. Ela também mantém boa relação com Marcelo Aro, por sua atuação na pauta das doenças raras. Ainda assim, a repercussão chamou atenção dentro do partido. Não porque dirigentes acreditassem que Michelle estivesse interferindo em Minas, mas porque reconheceram que ela hoje tem força política para fazê-lo.

Segundo aliados da ex-primeira-dama, porém, a repercussão da curtida em Minas foi desproporcional. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirma que Michelle nem sequer acompanhava a disputa entre Republicanos e PL quando interagiu com a publicação. — Ela gosta muito do Cleitinho. Talvez nem tivesse visto a nota do Republicanos — afirmou.

O episódio mineiro tornou visível um processo que dirigentes do partido dizem observar há meses: Michelle deixou de atuar apenas como principal cabo eleitoral do bolsonarismo entre o eleitorado feminino e passou a participar de decisões políticas do partido, influenciando a montagem de chapas, defendendo aliados e arbitrando disputas internas em diferentes estados. Em São Paulo, sua influência também pesou nas decisões internas. Como revelou O GLOBO, Michelle trabalhou para impedir que a vereadora de São Vicente Aninha Ferreira (PL) disputasse uma vaga na Câmara por entender que sua candidatura dividiria votos da deputada Rosana Valle (PL), sua aliada. A decisão provocou uma reclamação da mulher de Valdemar, Dana Costa, que telefonou ao presidente do PL para contestar o veto. — Uma ordem da princesa derruba todo mundo? — questionou. Valdemar respondeu sem hesitar: — Lógico. A princesa é que tem voto.

No Mato Grosso do Sul, Michelle também entrou diretamente na montagem da chapa estadual. Durante meses, insistiu para que o deputado Marcos Pollon (PL-MS) integrasse a disputa majoritária e chegou a divulgar uma carta assinada por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente manifestava apoio à candidatura do parlamentar ao Senado, numa tentativa de fortalecer seu nome dentro do partido. A mobilização provocou incômodo na direção estadual do PL, que já trabalhava para consolidar uma chapa em torno do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do ex-deputado Capitão Contar (PL). Apesar da insistência da ex-primeira-dama, prevaleceu a articulação da cúpula local. A contragosto de Michelle, Pollon desistiu da disputa majoritária na semana passada e decidiu buscar a reeleição para a Câmara.
 
No Amazonas, Michelle também contrariou parte da direção estadual ao defender a manutenção da candidatura de Maria do Carmo (PL) ao governo. A decisão desagradou integrantes da legenda que defendiam rever a estratégia por considerar que a empresária mantinha uma relação excessivamente próxima ao governo estadual. Com o aval da ex-primeira-dama, Maria do Carmo terá sua postulação homologada na próxima terça-feira. Publicamente, o PL evita relacionar a redistribuição de forças no partido ao conflito entre Michelle e Flávio. O líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma que a relação entre os dois segue em reconstrução. — Toda ferida leva um tempo de cicatrização. Já avançamos 70%. Agora ela vai ser candidata ao Senado e, com o Flávio no evento no Distrito Federal no domingo, avançaremos mais ainda.

Ceará e a vice de Flávio.
As sucessivas intervenções passaram a provocar incômodo entre dirigentes estaduais. Reservadamente, integrantes do partido afirmam que negociações consideradas concluídas frequentemente voltam à mesa quando Michelle decide entrar em campo. Na avaliação desses dirigentes, ela passou a exercer um papel antes concentrado em Valdemar Costa Neto e no próprio Jair Bolsonaro: arbitrar conflitos internos e definir prioridades políticas da legenda. O Ceará se tornou o principal símbolo desse novo protagonismo. Foi justamente a divergência sobre a estratégia eleitoral no estado que desencadeou a crise entre Michelle e Flávio. Enquanto o senador defendia uma aliança com Ciro Gomes (PSDB), a ex-primeira-dama trabalhou para fortalecer a ex-deputada Priscila Costa (PL), sua principal aliada na região. Mesmo após a reconciliação pública, Michelle continuou patrocinando politicamente Priscila.

Como mostrou O GLOBO, diante da dificuldade do PL para atrair partidos aliados, a deputada passou a integrar a lista de nomes defendidos por Michelle para compor a chapa presidencial como candidata a vice.

https://oglobo.globo.com/ 

sábado, 1 de agosto de 2026

Lula tem 43% contra 29% de Flávio Bolsonaro e vence todos no segundo turno, aponta pesquisa Alfa Inteligência.


Lula supera todos os adversários no segundo turno, aponta 
pesquisa da Alfa Inteligência encomendada pela TMC.

Conteúdo postado por:
Redação Brasil 247Redação Brasil 247

247 – A Alfa Inteligência realizou, por encomenda da TMC (Transamérica Media Company), entre os dias 23 e 28 de julho de 2026, pesquisa nacional sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04488/2026 e encomendado pela TMC, ouviu 2.700 eleitores em todo o país e apresenta cenários eleitorais, avaliação do governo, percepção da população e os impactos do caso Banco Master.

Cenário estimulado – primeiro turno.
No principal cenário de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, e Renan Santos, com 3%. Na comparação com a pesquisa nacional realizada pela Alfa Inteligência em junho, Lula avançou três pontos percentuais, passando de 40% para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.

Cenário estimulado – segundo turno.
Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, registra 48%, contra 41% do senador. Em eventual disputa contra Ronaldo Caiado, vence por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, marca 46% contra 37%. Já contra Renan Santos, registra 46%, enquanto o adversário alcança 32%.

Avaliação do governo.
A pesquisa mostra melhora na avaliação do presidente Lula em relação ao levantamento realizado pela Alfa Inteligência em junho. A aprovação da forma de governar passou de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.

Percepção sobre a qualidade de vida.
Segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou. Outros 4% entendem que a situação permaneceu igual.

Caso Banco Master e a influência na eleição.
Levantamento mostra que o caso do Banco Master alcançou ampla repercussão nacional. Entre os entrevistados que acompanharam o episódio, 99% o classificam como sério ou muito sério. Para 45%, tanto o governo quanto a oposição possuem responsabilidade pelo caso. Outros 31% atribuem maior responsabilidade à oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 21% responsabilizam principalmente o governo Lula.

Apesar da elevada repercussão, a pesquisa indica que o episódio ainda não alterou de forma significativa a organização do voto, reforçando mais as convicções políticas já existentes do que provocando mudanças nas preferências eleitorais.

Metodologia.
O levantamento ouviu 2.700 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04488/2026.

https://www.brasil247.com

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Neutralidade do PP inviabiliza Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro.


Estratégia nacional do PP altera o cenário político e impacta diretamente uma das principais lideranças de MS.


Por José Cândido |

Ao anunciar que o partido não apoiará oficialmente nenhuma candidatura ao Palácio do Planalto, a executiva nacional também comunicou que não realizará Convenção Nacional para formalizar alianças. A definição foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e, segundo a direção da legenda, já foi comunicada e aceita pela líder do partido no Senado, Tereza Cristina."O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina", informou o partido em nota oficial. A posição representa um obstáculo político para a composição da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. Como principal liderança nacional do PP e integrante da bancada da legenda no Senado, Tereza Cristina dificilmente poderá aceitar o convite para disputar a vice-presidência contrariando a orientação oficial do partido, sob risco de provocar uma crise interna ou até enfrentar questionamentos partidários.

A neutralidade aprovada pela maioria dos diretórios estaduais demonstra a opção do PP por preservar sua unidade nacional diante de um cenário eleitoral marcado por diferentes alianças regionais. Em vez de aderir formalmente a um projeto presidencial, a legenda decidiu conceder maior autonomia aos seus diretórios para conduzir as negociações locais. Para Mato Grosso do Sul, a decisão ganha relevância especial. Tereza Cristina é uma das principais lideranças políticas do Estado e vinha sendo apontada como um dos nomes mais fortes para ocupar a vice-presidência em uma chapa nacional. Com a posição oficial do partido, esse cenário perde força, ao menos enquanto o PP mantiver a neutralidade.

A definição também reforça o papel estratégico da senadora dentro da legenda. Ao acatar a decisão da executiva nacional, Tereza Cristina sinaliza que prioriza a unidade partidária, mesmo diante da possibilidade de disputar um dos cargos mais importantes da República.

https://www.campograndenews.com.br

Pix passa a valer em 8 países e vira alternativa mais barata que cartão para turistas.

 
Serviço opera por meio de parcerias entre fintechs brasileiras e credenciadoras internacionais, e evita o IOF cobrado nas compras internacionais com cartão. 

Turistas brasileiros já conseguem pagar com Pix diretamente no comércio de oito países, na América do Sul, América do Norte e Europa. A funcionalidade opera dentro dos próprios aplicativos dos bancos brasileiros, viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas. Hoje, o recurso está disponível em estabelecimentos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. O Banco Central faz uma ressalva importante: não existe um “Pix internacional” oficial mantido pelo governo brasileiro fora do país. As transações acontecem por meio de empresas de câmbio credenciadas, chamadas de eFX, responsáveis por converter os valores em tempo real.

O processo nos pontos de venda no exterior segue uma lógica parecida com a usada no Brasil. A maquininha do estabelecimento gera um QR Code na tela, que o turista escaneia pelo aplicativo do próprio banco. Em seguida, o app mostra o valor final já convertido em reais, com as taxas incluídas. A confirmação é feita por senha ou biometria, e a empresa intermediária cuida da conversão da moeda, repassando o pagamento ao comerciante na moeda local, seja em pesos, dólares ou euros.

Por que vale a pena: a economia no imposto.
O principal atrativo do Pix internacional está no custo mais baixo em comparação ao cartão de crédito. Compras internacionais no cartão são taxadas com 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da cotação do chamado dólar turismo. Já os pagamentos feitos pelo aplicativo usam taxas de câmbio comercial, mais vantajosas, com impostos reduzidos. A modalidade ainda evita a necessidade de carregar dinheiro em espécie ou recorrer a casas de câmbio no destino.

O uso se concentra em destinos turísticos e redes populares entre brasileiros. Na América do Sul, cobre hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. Nos Estados Unidos e na Europa, funciona em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.

Quem viabiliza o serviço.
A expansão do Pix fora do Brasil depende de acordos entre diferentes empresas do setor financeiro. No Chile, a fintech PagBrasil trabalha junto com a credenciadora local VirtualPOS para viabilizar o pagamento por QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil fechou parceria com o Banco Patagonia, garantindo a leitura direta em mais de 6 mil estabelecimentos. No Uruguai, quem oferece o serviço é a Getnet, enquanto nos Estados Unidos a integração ficou a cargo da Verifone, em terminais de cidades norte-americanas. Já a estrutura de liquidação entre fronteiras conta com o apoio de bancos como o BS2 e plataformas de câmbio como a Remessa Online.

Uso em alta, mesmo sem dados oficiais consolidados.
O Banco Central não divulga números específicos sobre pagamentos presenciais feitos por Pix no exterior, já que esses valores entram no balanço geral de operações de câmbio e transferências internacionais. Ainda assim, dados do próprio setor mostram forte crescimento: a PagBrasil registra alta média de 22,5% ao mês no volume de transações realizadas fora do país. Segundo o Global Payments Report, os 170 milhões de usuários cadastrados no Pix no Brasil têm levado credenciadoras internacionais a adaptar seus sistemas para atender à demanda do turista brasileiro.

https://iclnoticias.com.br