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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Senado dos Estados Unidos aprova Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil.

 
Novo embaixador esteve no centro da crise entre EUA e Brasil após a perda de visto da embaixadora brasileira nos EUA e a negação de visto a dois diplomatas americanos que pretendiam vir ao País.

Por Redação g1 

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Ele recebeu 51 votos a favor e 47 contrários. Agora, o nome de Perez segue para aprovação do Itamaraty, que poderá conceder -- ou não -- o agrément, a autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma suas funçõe
s, a autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma suas funçes. O republicano foi escolhido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em junho para ocupar o posto, que está vago desde o retorno do presidente à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Desde o anúncio da indicação, o governo brasileiro e o governo americano divergiram sobre o processo de nomeação. O Itamaraty se incomodou com o fato de a Casa Branca ter tornado público o nome de Perez antes da conclusão das consultas diplomáticas reservadas que normalmente antecedem a apresentação formal de um candidato a embaixador ao país anfitrião. A tensão aumentou porque os Estados Unidos passaram a cobrar do Brasil a concessão do agrément. Washington alegou que o governo brasileiro estava demorando para dar uma resposta sobre o nome de Perez, enquanto Brasília sustentou que o pedido seguia em análise dentro dos procedimentos diplomáticos habituais.

O impasse levou a uma escalada na relação bilateral. Na terça-feira (4), o Departamento de Estado anunciou a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, afirmando que a medida era uma resposta à demora na autorização para a nomeação de Perez. O governo americano também indicou que a decisão poderia ser revista caso o Brasil concedesse o agrément.

A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam. O governo brasileiro já esperava retaliações. O Planalto e o Itamaraty reagiram à medida e classificaram a iniciativa como parte de uma escalada de ações hostis dos Estados Unidos. Integrantes da diplomacia brasileira rejeitaram a justificativa apresentada por Washington e criticaram o uso da questão envolvendo Perez como instrumento de pressão sobre o governo brasileiro. Com a aprovação pelo Senado americano, Daniel Perez supera a última etapa do processo interno nos Estados Unidos. Ainda assim, para assumir oficialmente a embaixada em Brasília, ele continuará dependendo da autorização formal do governo brasileiro.

https://g1.globo.com

Daniela Lima supera a GloboNews no Ibope com frequência 1 ano após ser demitida do canal.


Mudança nas manhãs da emissora reforça a impressão 
de que a saída da jornalista gerou impacto negativo.

Por: Jeff Benício
blogsaladetv

Entre os veículos de notícias da TV paga, o Canal UOL tem aparecido, às vezes, melhor posicionado na aferição de audiência minuto a minuto do que a GloboNews. Acontece principalmente quando exibe notícias esportivas e nas participações de Daniela Lima fazendo análises sobre os bastidores da política. A jornalista foi demitida da GloboNews em agosto de 2025. Na época, dividia a apresentação do ‘Conexão’ com Leilane Neubarth e Camila Bomfim.O programa com 3 horas e meia de duração ao vivo havia crescido no Ibope desde a contratação dela, dois anos antes. Após seu desligamento inesperado houve maior oscilação de público no horário e o fortalecimento de concorrentes como CNN Brasil e Jovem Pan News.

Na tentativa de se recuperar, a GloboNews acaba de estrear uma reformulação: o ‘Conexão’ deu lugar ao ‘Radar’, só com Camila Bomfim. Leilane deixou a TV no início de julho. Os canais pagos dedicados 100% ao jornalismo oscilam geralmente de 0,00 a 0,50 no Ibope na medição de audiência em tempo real. Atraem uma parcela muito pequena de telespectadores, mas acumulam prestígio por falar a um público qualificado que interessa aos grandes anunciantes e às autoridades dos poderes da República. Nessa guerra pela atenção de cada assinante, Daniela Lima se destaca por dar notícias em primeira mão e fazer críticas destemidas contra ações questionáveis de políticos e partidos.

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STF determina que senadora preste mais informações sobre denúncia de estupro de vulnerável envolvendo vice de Flávio Bolsonaro.

 
Caso foi apresentado na CPI do INSS por adversários do deputado Alfredo Gaspar, que nega a acusação e diz que está à disposição para um exame de DNA.

Por Sarah Teófilo — Brasília 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) preste mais informações à Corte sobre a suspeita apresentada por ela à Polícia Federal de um suposto caso de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Gaspar não se manifestou sobre o caso nesta semana, mas em ocasiões anteriores negou ter cometido crime e disse estar à disposição para um exame de DNA. Soraya terá 15 dias para fornecer elementos que ajudem a identificar autores de mensagens que constam dos autos e dados sobre ligações telefônicas. O caso em análise na Corte veio à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Adversários do parlamentar na comissão, Soraya e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram a PF pedindo a apuração informando que tiveram acesso a “fatos graves”.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro defendeu Gaspar e cobrou investigação célere para comprovar que houve falsas denúncias. A equipe afirmou que Soraya e Lindbergh fizeram uma acusação “sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima” e atribuiu a iniciativa a uma tentativa de desviar o foco do relatório da CPI do INSS. "Soraya e Lindbergh têm agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa", diz a manifestação.

A Polícia Federal, por sua vez, ingressou no Supremo em abril requisitando a abertura formal de uma investigação. A Corte determinou a manifestação da PGR, que solicitou diligências adicionais antes de oficializar se vai pedir ou não a abertura do inquérito. Na representação apresentada à PF, os parlamentares afirmaram que receberam documentos relatando o estupro de uma menina que, na ocasião, tinha 13 anos, engravidou e teve um filho. O caso teria ocorrido há oito anos. Os denunciantes não apresentaram provas alegando que era necessário preservar a criança e a mãe. Gilmar determinou agora que Soraya apresente dados sobre a criança, como nome, data e local de nascimento, dentre outras informações.

Depois das acusações, Gaspar entrou com processos no Supremo contra Lindbergh e Soraya. O deputado do PL afirmou na ocasião que disponibilizou seu material genético para fazer um exame de DNA quando necessário. Ele também divulgou um vídeo em que uma mulher nega ser filha dele e diz que o pai é um primo do deputado.“As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade”, disse Gaspar em nota na ocasião.

O que diz a campanha de Flávio.
O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke lançaram uma acusação mentirosa e de extrema gravidade contra o deputado Alfredo Gaspar sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima.

A acusação foi jogada ao ar com o intuito único de tumultuar o momento em que o relatório da Comissão da CPMI do INSS apontava o indiciamento e o pedido de prisão de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e de outros integrantes do governo Lula, em uma tentativa deliberada de tirar o foco das graves conclusões de descontos criminosos de aposentados.

Alfredo Gaspar é inocente e acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke pelos crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

Soraya e Lindberg tem agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa. E a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal arquivarem todos os pedidos de forma urgente, que só serve para oposicionistas atacarem a reputação do deputado que já provou não ter nenhuma relação com a denúncia leviana.

https://oglobo.globo.com

Em meio a tensão com Mendonça, superintendentes da PF divulgam nota em apoio à direção de Andrei Rodrigues.

 
Maiara Marinho

Os superintendentes regionais da Polícia Federal publicaram, na quinta-feira 6, uma nota de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo o diretor-geral e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é relator do inquérito que apura as fraudes no INSS. A investigação está em andamento há quase um ano, o que tem provocado incômodo no gabinete do ministro. Há cerca de dois meses, Mendonça determinou que a Polícia Federal apresentasse informações atualizadas sobre o andamento das apurações, determinação que, segundo fontes envolvidas no caso, ainda não foi atendida. Além da atualização, o ministro solicitou que fosse comunicado sobre qualquer alteração na composição da equipe responsável pela investigação dos descontos indevidos. 

Em resposta às medidas, a PF acionou a Advocacia-Geral da União. Integrantes da investigação avaliam que o procedimento adotado por Mendonça foge ao rito tradicional, segundo o qual o inquérito é conduzido pela polícia, submetido ao Ministério Público Federal após a conclusão e, só então, encaminhado ao STF para apreciação do relator. Sem citar o ministro ou o caso do INSS, a nota dos superintendentes enfatiza princípios institucionais da corporação. O documento afirma que, ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal “consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”.

A nota também afirma que o debate público e as críticas são próprios da democracia, “mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”. Ao final, os 27 superintendentes regionais reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e compromisso com “a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público”, além da preservação de uma Polícia Federal “forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.

Em meio à tensão entre o Supremo e a Polícia Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou nesta quinta-feira um encontro entre o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e André Mendonça, na tentativa de reduzir o desgaste entre as instituições. Para amenizar a situação, Jorge Messias, atual AGU, organizou na quinta-feira 6 um encontro do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com Mendonça para tentar apaziguar os ânimos.

https://www.cartacapital.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Entrevista de Renan Santos ao G1

 

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Petistas veem escolha de Gaspar como vice de Flávio como 'tiro no pé' e revivem acusações.


estadaoconteudo

Gaspar foi o relator da da CPMI do INSS e teve o relatório, que 
colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Lula, rejeitado.

Por: Levy Teles

Petistas que participaram da CPMI do INSS avaliam que a decisão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em escolher o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato à vice-presidente da República foi um "tiro no pé" e sinaliza o isolamento que a campanha enfrenta. Gaspar foi o relator dessa comissão e teve o relatório, que colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitado. Petistas também deverão apontar arsenal de acusações, como a de estupro de vulnerável - caso que Gaspar nega e já foi à justiça processar quem imputou a ele esse crime."É um tiro no pé. Vão tentar trazer um assunto o qual eles são responsáveis por toda a roubalheira", disse Rogério Correia (PT-MG), que foi membro da CPMI e disse que Gaspar agiu para conter a investigação sobre irregularidades no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Apesar de se dizer "de direita com muito orgulho', Gaspar disse que faria trabalho equilibrado na relatoria da CPMI do INSS.

Flávio tentou costurar o apoio de legendas de centro e de centro-direita à sua candidatura ao Palácio do Planalto para ganhar tempo de televisão, mas acabou sem nenhum grande parceiro. O PP, o União Brasil e o Republicanos, principais cotados, optaram pela neutralidade nessa eleição."É um isolamento, com certeza. E dentro do isolamento escolheram mal", afirmou Correia. Outros petistas têm a mesma leitura."Mostra falta de aliados do lado de lá", disse o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que também foi integrante da CPMI do INSS. "Há isolamento político. A extrema direita está isolada", afirmou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

Petistas também deverão virar o arsenal de acusações para Gaspar. Na reta final da CPMI, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Gaspar de "estuprador", o que o candidato a vice de Flávio nega. Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Também alegaram que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares disseram que isso reforçava "a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos".

Gaspar alegou que a história, na verdade, referia-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva. Gaspar foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) e moveu ação contra Farias e Thronicke depois da acusação. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Poucos minutos depois do anúncio de Gaspar no posto de vice de Flávio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, já lembrou do caso. "Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável", afirmou no X. "Eles se merecem."

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Diarista denuncia agressão e ameaça; ex-patroa é suspeita em Guarapari (ES).

 
Suspeita e comparsa armadas atraíram vítima com falsa 
oferta de faxina; vítima levou pontos e teve luxação.

Isadora Favoreto Braga*

Uma diarista de 21 anos foi agredida por duas mulheres na tarde da terça-feira (4), na Praia do Morro, em Guarapari. A principal suspeita é uma ex-patroa da vítima, que teria agido em dupla com uma comparsa. A jovem procurou a polícia nesta quarta-feira (5) para registrar boletim de ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi planejado por mensagens de WhatsApp. Dois dias antes do ataque, a vítima recebeu uma mensagem perguntando se ela fazia faxina. Ela combinou local, data e horário sem desconfiar de quem era o contratante. Ao chegar ao endereço combinado, na terça-feira (4), por volta das 17:00h, a diarista encontrou a ex-patroa acompanhada de outra mulher. Segundo a polícia, as duas estavam armadas — uma com uma barra de ferro e outra com um pedaço de madeira — e atacaram a vítima na rua.

Bateram no meu braço, deu luxação. Eu segurei a faca com a mão, cortou meus dedos. Dei sete pontos em um, quatro pontos em outro, três em outro.
(Diarista).

A jovem afirmou ainda que foi agredida na cabeça e arrastada pelo chão. “Me bateram com pedaço de pau na cabeça. Nas minhas costas elas me arrastaram no chão, meu joelho está todo ralado, meu braço está ralado”, disse.

Histórico da relação.
Segundo relato da vítima, ela trabalhou por quase um ano para a suspeita e as duas chegaram a criar um laço de amizade. A relação teria azedado quando a diarista decidiu deixar o serviço para trabalhar por conta própria. A partir daí, de acordo com a vítima, a suspeita e familiares dela passaram a enviar mensagens de ameaça. Ainda segundo o relato, a suspeita acreditava que a diarista teria criado um perfil falso em rede social para ameaçá-la, o que a jovem nega.
 
Ela estava falando que tinha um fake mandando mensagem para ela, ameaçando ela, falando um monte de coisa. E ela não tem problema só comigo, ela tem problema com muita gente.
(Diarista).

Conforme a vítima, a suspeita chegou a enviar uma foto de visualização única mostrando uma arma de fogo calibre 32, como forma de intimidação. Na época, a diarista optou por não registrar boletim de ocorrência.“Ela tava falando que ia me matar. Falava: ‘eu vou te matar, você mexeu com a pessoa errada, eu vou te matar. Faz fake agora e fala na minha cara, eu vou te matar'”, contou a vítima.

Fuga e socorro.
Após a agressão, a suspeita fugiu em um carro preto, segundo a Polícia Civil. A vítima foi socorrida ao Hospital Geral Doutor Luiz Buaiz, conhecido na região como IFA de Guarapari. A jovem afirma sentir medo de possíveis retaliações contra ela e familiares. Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil de Guarapari não havia confirmado a prisão das suspeitas. O caso segue em investigação.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Como imprensa internacional noticiou revogação do visto de embaixadora do Brasil e aumento da tensão com os EUA.


 G1

A medida tomada na terça-feira (04/08) é mais uma etapa da escalada de tensões entre Washington e Brasília. O ato foi em resposta à demora do Brasil em autorizar o nome indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. A BBC apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Perez. Contudo, os EUA anunciaram o nome do embaixador antes de solicitar formalmente a sua aprovação ao Brasil, contrariando a praxe diplomática. O Washington Post relata que o problema diplomático é "o mais recente ponto de tensão em uma disputa crescente entre os EUA e o maior e mais rico país da América Latina". A reportagem diz que um funcionário do Departamento de Estado americano que não está autorizado a discutir a situação abertamente questionou o que chamou de "abordagem de confronto" dos EUA, ao dizer ao jornal que, "sempre que Brasília se apresenta como alguém que enfrenta Trump, a posição de Lula nas pesquisas [de opinião] só melhora".

 Governo Trump anuncia revogação de visto da embaixadora do Brasil nos EUA. "O cancelamento do visto é o mais recente episódio de divergência entre dois governos que passaram o último ano oscilando entre o confronto e a distensão", afirma o jornal americano New York Times. O New York Times disse que a aprovação de nomes indicados para embaixador antes de qualquer anúncio é "uma tradição diplomática de longa data observada pela maioria dos países". "No Brasil, essa omissão [dos EUA] foi interpretada como uma grave desfeita diplomática que agravou as relações já desgastadas entre as duas nações, segundo uma autoridade de alto escalão do governo brasileiro que pediu anonimato", diz a reportagem do New York Times.

A agência de notícias Bloomberg entrevistou uma autoridade de alto escalão do governo americano, sem fornecer seu nome, que disse que os EUA não estão expulsando Maria Luiza Ribeiro Viotti do país e que restabelecerão seu visto assim que o Brasil aprovar Daniel Perez para o cargo de embaixador em Brasília."As tensões entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental se acirraram desde que os EUA impuseram tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros em julho, alegando práticas comerciais desleais", relata a Bloomberg.

O Wall Street Journal também destacou a piora nas relações entre Brasil e EUA."A disputa ocorre em um momento de deterioração das relações entre Washington e Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Washington de interferir nas próximas eleições do país, em outubro, enquanto o governo Trump argumenta que as autoridades brasileiras têm visado injustamente conservadores e restringido a liberdade de expressão", diz o Wall Street Journal. "As tensões pareciam ter diminuído quando os dois líderes se reuniram em privado na Casa Branca, em maio deste ano. No entanto, as relações permaneceram tensas durante a maior parte do segundo mandato de Trump, com os EUA impondo tarifas de 50% e sanções ao governo de Lula devido a alegações de uma 'caça às bruxas' política contra conservadores do país — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro."

O jornal financeiro britânico Financial Times observa que a crise na relação bilateral "eclodiu há mais de um ano, quando Trump impôs tarifas de 50% ao Brasil em uma tentativa fracassada de fazer com que as acusações de conspiração golpista contra Jair Bolsonaro fossem retiradas". O jornal britânico The Guardian destaca que os governos de Trump e Lula já discordaram em outros pontos no passado, como em questões referentes à Venezuela, Cuba e o papel dos EUA na região. "Trump interveio repetidamente em disputas políticas na América Latina, enquanto Lula fez da soberania nacional um tema central de sua campanha", disse o Guardian. "O presidente brasileiro atribuiu a Rubio a responsabilidade por algumas das ações da administração americana contra seu governo, embora tenha buscado evitar um confronto pessoal direto com Trump e afirmado que ambos se deram bem quando se conheceram."

A rede americana CBS News recorda que a disputa sobre embaixadores ocorre após a decisão do Brasil de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, acusados por Brasília de tentar interferir nas eleições de outubro ao questionar a integridade do sistema de votação do país, algo que o governo americano nega.

https://g1.globo.com

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Grupo planejava explodir prédio durante debate presidencial.


Polícia identificou comunicações de grupo que fazia referência 
a fabricação de explosivos e invasão de prédios em Brasília.

Elijonas Maia, da CNN Brasil, Lucas Massei, da CNN Brasil*, São Paulo

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Rede Interrompida nesta terça-feira (4) contra um grupo planejava colocar explosivos em prédio que seria realizado debate presidencial durante as eleições no Brasil. As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas). Segundo a investigação, comunicações interceptadas indicaram que o grupo fazia referências a ações previstas para o período eleitoral deste ano. Foram identificadas conversas sobre "invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios", estes na capital federal, Brasília. O grupo também disponibilizava "manuais para fabricação de artefatos explosivos" em mensagens.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Enquanto cumpria as medidas, a corporação encontrou armas de fogo, facas e canivetes. Também foram recuperadas anotações que referenciam o nazismo e grupos extremistas racistas, como um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan. A investigação apura os crimes de "associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo". Até o momento não está previsto o enquadramento do caso na Lei Antiterrorismo.

A partir do material apreendido, a corporação irá investigar novas conexões desconhecidas e o estágio de desenvolvimento das ações referenciadas na comunicação observada.

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domingo, 2 de agosto de 2026

"Vamos matar quem roubar", diz Renan Santos ao lançar candidatura.


Nome do Missão coloca segurança pública como 
pilar central da disputa ao Palácio do Planalto.

Da CNN Brasil

Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que um eventual governo seu irá "matar quem roubar". A fala foi dita em ato do Missão de oficialização à corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo. "Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nos vamos matar quem roubar", afirmou. O empresário já havia destacado o combate ao crime como um dos pilares centrais da sua candidatura, com a defesa de “tolerância zero”, popularizada pela expressão “prendeu, matou”: reagiu bem à abordagem, “prendeu”; caso contrário, “matou”.

Ao falar com jornalistas após o evento, Renan reforçou a estratégia de segurança pública, classificando o atual cenário como uma "guerra". "Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra", disse. "Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos. Até para não morrer policiais também na troca de tiro. Seria o cenário perfeito. Agora, será que eles vão fazer isso?", complementou.

O ato deste sábado foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro. Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:
    Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
    Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
   Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
   Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
   Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.

O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio. Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais. Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.

O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

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