Seguidores

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Moraes ordena cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro por coação e cancela passaportes de ex-deputado.


Ex-parlamentar mora nos Estados Unidos e recebeu do 
governo Donald Trump visto permanente de residência.

Por Pepita Ortega — Brasília 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou o chamado "trânsito em julgado", ou fim do processo, no qual o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado por coação no curso do processo. A partir da decisão, o magistrado ordenou o cumprimento imediato da pena de quatro ano anos e dois meses de prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em regime semiaberto. Eduardo, porém, mora nos Estados Unidos e recebeu do governo Donald Trump visto permanente de residência. Na mesma decisão, Moraes ordenou o cancelamento dos passaportes de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado foi condenado por atuar no exterior junto a autoridades americanas para impedir o julgamento da trama golpista, caso em que o seu pai foi condenado a 27 anos de prisão.

Na prática a decisão assinada nesta tarde não impõe novas restrições a Eduardo Bolsonaro, mas visa certificar seu cumprimento. Foi determinada, por exemplo, a expedição do mandado de prisão do ex-deputado, assim como a inclusão do documento no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). O despacho também insta o diretor-geral da Polícia Federal a adotar as "providências necessárias" para a declaração administrativa imediata da perda do cargo público de Eduardo Bolsonaro como escrivão de Polícia Federal. A medida foi determinada quando o ex-deputado foi condenado, em razão da violação direta e grave aos deveres inerentes à função pública. Também deverá ser calculada a multa que foi imposta a Eduardo Bolsonaro pelo STF quando de sua condenação. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral foi oficiado do despacho, já que os direitos políticos do ex-deputado ficarão suspensos durarem os efeitos da condenação criminal.

https://oglobo.globo.com

Lula tem 44,2% e Flávio, 42,7% no 2º turno, diz Vox Brasil.


PODER360

Levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo território nacional, de 
5 a 7 de outubro; a margem de erro é de 2,15 pontos percentuais.

Levantamento da Vox Brasil divulgado nesta 6ª feira (9.out.2026) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados na disputa de 2º turno pelo Planalto, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais. O petista registra 44,2% das intenções de voto, ante 42,7% do congressista. Outros 3,4% dos entrevistados declararam que pretendem votar em branco ou anular, enquanto 9,7% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.100 eleitores em todo território nacional, de 5 a 7 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09623/2026. Custou R$ 50.000. Foi pago com recursos próprios. 

https://www.poder360.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Cunhado de Vorcaro diz que não ficará mais calado e promete expor autoridades no escândalo do Master.


Preso há sete meses, Fabiano Zettel afirma ter dados relevantes 
sobre autoridades e já tentou fechar acordo de delação com a PGR .

Redação Brasil 247

247 – Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a interlocutores que o visitaram na prisão que não pretende mais permanecer em silêncio e que possui informações importantes sobre autoridades. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, Zettel está preso há sete meses e relata não ver os filhos desde então. A pessoas próximas, ele tem dito que pretende falar depois de uma tentativa frustrada de firmar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em abril, Zettel tentou negociar uma delação, mas a iniciativa foi rejeitada pela PGR. Na ocasião, seu então advogado, Celso Villardi, chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), numa tentativa de fazer avançar a colaboração, mas o acordo não prosperou.

Zettel diz ter informações sobre autoridades.
Desde a tentativa frustrada de delação, Zettel afirma ter se tornado alvo de notícias destinadas, segundo ele, a constrangê-lo. É nesse contexto que passou a dizer a interlocutores que pretende romper o silêncio. De acordo com a coluna, o cunhado de Vorcaro afirma possuir informações relevantes envolvendo autoridades, embora não tenham sido detalhados, até o momento, os nomes citados nem o teor das informações que ele diz pretender revelar. Zettel foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, instituição comandada por Daniel Vorcaro.

Igreja administrada por Zettel entrou na mira.
Além de sua atuação ligada a Vorcaro, Zettel também administrava a Igreja da Lagoinha, que passou a integrar o foco das investigações diante de movimentações financeiras consideradas superiores ao faturamento registrado pela instituição. A disposição manifestada por Zettel de falar volta a colocar em evidência uma eventual colaboração premiada em torno das investigações relacionadas ao Banco Master. Qualquer acordo desse tipo, no entanto, dependeria de nova negociação com as autoridades competentes e de posterior homologação judicial.

https://www.brasil247.com/

Fachin indica a Nunes Marques que revisão criminal de Bolsonaro deve ir a plenário.


Existe a expectativa entre aliados do ex-presidente de que 
o relator tome uma decisão individual concedendo a soltura.

Por Renato Souza

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou a Kassio Nunes Marques, relator de um pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o caso deve ser levado ao plenário da Corte. Existe a expectativa de aliados do ex-presidente de que Kassio conceda uma decisão monocrática, ou seja, individual, para soltar o político condenado por golpe de Estado e outros delitos. De acordo com informações do gabinete do ministro Kassio, o pedido de soltura de Bolsonaro deve ser apreciado apenas após a eleição. O magistrado entende que qualquer decisão durante a campanha de segundo turno poderia ser visto como interferência no pleito. Kassio também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele indicou que não teria nenhuma objeção para que o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro fosse levado ao colegiado da Corte, para avaliação de todos os ministros. No entanto, não disse se se absteria de tomar uma decisão individual antes de encaminhar o caso para julgamento no plenário. O pedido de revisão criminal pode ser apresentado a qualquer momento durante o cumprimento da pena.

No entanto, tem menos força jurídica que outros recursos para revisar a condenação. No caso de Jair Bolsonaro, são dois pedidos de revisão criminal. Apesar da dificuldade de encontrar argumentos jurídicos para revisar a sentença, uma eventual alteração na composição da Corte, em um governo de Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência da República, poderia beneficiar o ex-presidente.

https://www.correiobraziliense.com.br

PT no ES: foco total na campanha de Lula; sobre Ricardo, mal se fala.

 
A pergunta feita ao longo do dia na quarta-feira (7) foi a mesma para vários dirigentes e políticos do PT no Espírito Santo: o que o partido fará no segundo turno da eleição para governador?

 Vitor Vogas.
vvogas@redegazeta.com.br

A pergunta feita ao longo do dia na quarta-feira (7) foi a mesma para vários dirigentes e políticos do PT no Espírito Santo: o que o partido fará no segundo turno da eleição para governador? O subtexto da pergunta era: depois de ter alcançado pouco mais de 15% dos votos válidos com Helder Salomão, mas não ter avançado ao segundo turno, o PT poderá apoiar, ou ajudar de alguma forma, o governador Ricardo Ferraço (MDB), visando impedir uma hoje mais provável vitória do candidato do bolsonarismo, Lorenzo Pazolini (Rep)? Sob anonimato, recebi algumas respostas. E todas convergiram nas duas mesmas direções:

1. O PT tem uma preocupação muito maior, prioridade máxima do partido, inclusive no Espírito Santo: fortalecer a campanha do presidente Lula, buscando virar e conquistar votos nas próximas duas semanas e meia, a fim de promover uma inédita virada e evitar o retorno ao poder da extrema direita representada pela família Bolsonaro. Esse é o foco.

2. Sobre Ricardo, muito pouco se comenta. O tema mal foi discutido. Praticamente nem se fala na possibilidade de apoio ao atual governador. A sensação transmitida é de frieza, até certa indiferença. No momento, ninguém no PT está lá fazendo muita questão de estender ao emedebista uma mão que ele mesmo não pediu. E, pelo menos por ora, em vez de mão estendida, a tendência é a de mãos lavadas.“Sobre isso não tenho o que dizer. Só estamos falando de Lula”, resumiu, ontem, dirigente da alta cúpula estadual.

“Ricardo ainda não procurou o PT. Estamos esperando o movimento dele. Não vamos declarar apoio a quem não dá a menor importância ao partido. Nosso foco será a campanha de Lula e desgastar Flávio Bolsonaro. Se isso atrapalha Pazolini e ajuda Ricardo, será efeito colateral. Mas a inclinação do partido é não declarar apoio”, adiantou, também reservadamente, outro membro da cúpula estadual. De todo modo, o PT tem marcada para esta quinta (8), às 19 horas, uma reunião do diretório estadual, na qual o 2º turno no Estado deverá ser pautado. Na terça (6), houve uma primeira reunião, mais restrita, das duas correntes que, desde o ano passado, controlam o diretório estadual: a Para Voltar a Sonhar (de Helder e Iriny Lopes) e a Alternativa Socialista (de João Coser). A ver se haverá ou não mudança de inclinação.  

https://www.agazeta.com.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Levantamento de sigilos confirma que Mendonça escondeu elos de Vorcaro com KN, Fux, Toffoli, Huck, Globo, Campos Neto, Flávio Bolsonaro e outros.


Dados extraídos de celulares expõem conexões do banqueiro 
com autoridades e revelam atuação parcial do ministro do STF. 

Os celulares de Daniel Vorcaro são fontes inesgotáveis de informações sobre as relações perigosas do banqueiro mafioso com altas autoridades públicas, políticos, empresários, policiais, jornalistas e, inclusive, com o apresentador Luciano Huck, da Globo. Desde a primeira semana de setembro, depois que foram levantados os sigilos sobre o caso Master, o noticiário vem sendo inundado com a revelação dos conteúdos dos celulares de Vorcaro que o ministro relator André Mendonça escondia. Durante meses, o ministro terrivelmente bolsonarista direcionou as apurações exclusivamente contra alvos que poderiam prejudicar a campanha à reeleição do presidente Lula para beneficiar a do gângster-filho. Ao mesmo tempo em que enviesava as apurações com objetivo eleitoral, Mendonça escondia elos do banqueiro mafioso com pessoas importantes do ecossistema bolsonarista, como seus colegas de STF Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, e com o próprio Flávio Bolsonaro.

Mendonça escondeu, também, o espírito de “broderagem” e amorosidade na relação societária entre Luciano Huck e Vorcaro na propriedade de um avião a jato, assim como os acertos para patrocínios milionários ao programa dominical do apresentador da Globo e a intermediação de contrato do Master com a emissora. Dentre as provas escondidas por Mendonça encontram-se, naturalmente, aquelas que mostram contatos e encontros do próprio Mendonça com Vorcaro. É razoável supor que tal vínculo possa ter rendido pelo menos R$ 5,2 milhões de repasses do esquema Master para o ITER, o instituto fundado pelo ministro.

Ainda há uma imensidão de conteúdos de interesse republicano e criminal a serem extraídos dos dispositivos eletrônicos de Vorcaro, e então se poderá ter uma visão totalizante sobre os vínculos e as negociatas do criminoso com o universo de pessoas vinculadas à direita e ao bolsonarismo. O que já foi revelado apenas nessas semanas iniciais após o levantamento dos sigilos deixa claro que Mendonça agiu como um juiz de exceção, estilo Lava Jato, e direcionou politicamente as apurações para alcançar dividendos eleitorais. É difícil aferir a extensão do dano político causado por Mendonça com a implosão do STF no dia 1º de setembro, mas é intuitivo supor que o estrago foi feito e foi bem significativo, oferecendo uma narrativa funcional à retórica bolsonarista.

Há uma abundância de indícios e provas que demonstram a absoluta parcialidade do ministro Mendonça, que instrumentalizou as apurações dos escândalos Master e INSS para fins político-partidários. Mendonça já perdeu as relatorias destes dois casos, mas sua atuação precisa ser analisada e julgada, porque ele perdeu totalmente a legitimidade para continuar como ministro da Suprema Corte. O presidente Edson Fachin manchará sua gestão na presidência do STF se continuar sentando em cima da representação contra Mendonça apresentada por Alexandre de Moraes. A censura imposta por Mendonça à menção genérica não a Flávio Bolsonaro, mas à “família miliciana que odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”, evidencia que ele vestiu a carapuça da “família miliciana” e colocou a toga a serviço da censura, do fundamentalismo religioso e do gangsterismo bolsonarista.

https://www.brasil247.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Lula prepara cartada com Alckmin para tentar virada no 2º turno.


Presidente avalia colocar o vice no comando da Fazenda em 
eventual novo governo; proposta ainda está em discussão.

Por: Giuliana Tiberi 

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia anunciar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como ministro da Fazenda em um eventual novo governo. A possibilidade entrou em discussão após o petista terminar o primeiro turno das eleições atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e iniciar a estratégia para a disputa decisiva de 25 de outubro. A informação foi revelada na segunda-feira (5) pela Reuters, que ouviu duas fontes com conhecimento das conversas. A proposta ainda está sendo discutida e não há decisão tomada ou anúncio oficial. Procurado pela agência, o Palácio do Planalto não se manifestou. Pelo desenho em análise, Alckmin permaneceria como vice-presidente e acumularia o cargo com o comando do Ministério da Fazenda a partir de 2027, caso Lula seja reeleito. Segundo as fontes, o arranjo ampliaria a autoridade do vice sobre a política econômica. A movimentação também busca reforçar a credibilidade fiscal da candidatura e ampliar o diálogo com eleitores de centro, além de aproximar a campanha de setores empresariais.

Alckmin ganha espaço no segundo turno.
Veterano da política e ex-governador de São Paulo, Alckmin já comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no atual governo Lula. Ele deixou a pasta no início deste ano e, durante sua passagem pelo ministério, tornou-se um dos interlocutores do governo brasileiro com Washington diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.  A possibilidade de colocá-lo à frente da Fazenda ampliaria seu papel na campanha e em um eventual quarto mandato de Lula. O próprio presidente deu sinais da importância que pretende atribuir ao vice durante discurso após o resultado do primeiro turno. Lula afirmou que ele e Alckmin têm autoridade para tratar de política e responsabilidade fiscal e citou a experiência do vice no governo paulista. A aproximação entre os dois marcou uma mudança importante na trajetória política de ambos. Alckmin enfrentou Lula na eleição presidencial de 2006, mas anos depois, tornou-se seu vice e integrou a chapa vencedora de 2022.

Nome de Alckmin já esteve na mesa em 2022.
Esta não é a primeira vez que Alckmin é considerado para comandar a área econômica. Após a eleição de 2022, Lula avaliou seu nome para a Fazenda, mas acabou escolhendo Fernando Haddad (PT) para o cargo. A discussão retorna agora em um cenário eleitoral diferente. No primeiro turno deste domingo (4), Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro. O resultado também provocou forte reação no mercado financeiro na segunda-feira. A Bolsa brasileira chegou a avançar mais de 8%, enquanto o real se valorizou mais de 4% diante do dólar. O movimento ocorreu em meio à reação dos investidores ao resultado eleitoral e às expectativas sobre a política fiscal do próximo governo. Nesse contexto, colocar Alckmin na Fazenda seria uma das alternativas discutidas para sinalizar maior compromisso fiscal e buscar eleitores de centro no segundo turno. Por enquanto, a mudança permanece apenas no campo das discussões. Lula ainda não anunciou oficialmente Alckmin para a Fazenda, nem confirmou alterações na equipe econômica de um eventual novo mandato.

https://revistaforum.com.br

domingo, 4 de outubro de 2026

Lula vence na Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia, Cingapura e Austrália; Flávio ganha nas Filipinas.


Por O Globo — Rio 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República venceu as eleições na Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia, Cingapura e Austrália, segundo o g1. Os países já encerraram a votação da eleição presidencial neste domingo. Já nas Filipinas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou a eleição com 33 votos (53,23%), enquanto Lula abarcou 26 votos (41,94%).

Em Portugal, milhares de brasileiros formaram longas filas logo na abertura das urnas para a votação, que tem seções em Lisboa, Faro e no Porto, a votação no país começou às 8:00h (4:00h de Brasília).

Na Nova Zelândia, Lula teve 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro contabilizou 64 votos (19,28%). Já na Coreia do Sul, o petista abarcou 123 votos (56,94%), contra 72 (33,33%) do candidato do PL, segundo o portal.

Na Malásia, o presidente somou 44 votos (53,66%), e o senador 27 votos (32,93%). Em Cingapura, Lula alcançou 190 votos (54,60%) e Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%). Na Austrália, o petista recebeu 4.562 votos (53,98%), enquanto o candidato do PL, 2.579 (30,52%).

Já no Japão, segundo relatos ouvidos pela reportagem do Globo, havia muitas filas nos locais de votação no início da manhã, o que tornou o processo muito demorado. "Como fui votar pela parte da manhã em Tóquio, teve bastante fila. Sinto que as pessoas que estavam dando assistência antes de entrar estavam um pouco confusas em como orientar as pessoas em relação aos documentos, em especial, idosos, e isso causou um aumento nas filas", contou o estudante brasileiro Daniel Wassano, de 22 anos. Desde o início do ano no país, ele conta que muitos dos eleitores tiveram dificuldade em compreender e seguir as orientações repassadas pelo Consulado, que, segundo ele, havia anunciado que os eleitores poderiam ter levado "uma grande variedades de documentos para poder votar". "Porém, deixou alguns voluntários confusos sobre como orientar [os eleitores]. Um caso que presenciei foi uma senhora que havia levado apenas seu passaporte para a eleição, e pediram para a senhora o CPF dela, que não soube informar, e os voluntários ficaram em dúvida sobre como lidar com a situação. Então isso causou um atraso na fila da minha seção", disse.

O primeiro país a concluir a votação foi a Nova Zelândia, 01:00h deste domingo (horário de Brasília, 17:00h no horário local). Brasileiros que participaram da votação compartilharam registros das filas nos locais de votação. Após o término do período, as seções já disponibilizavam os resultados apurados das urnas. Duas horas depois, foi a vez da Austrália recolher as urnas. No caso do país da Oceania, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil apontou que havia 14.070 brasileiros registrados na jurisdição do Consulado-Geral do Brasil em Sydney, 9.718 deles na cidade e outros 4.352 em Brisbane. Já na jurisdição da Embaixada do Brasil em Camberra, há 6.270 eleitores registrados, 1.611 na capital, 2.781 em Melbourne e 1.878 em Perth.

29 horas.
A eleição no exterior só termina na noite de domingo, no Canadá. Devido aos fusos horários, a votação se estende por mais de 29 horas. Dados mostram que quase um milhão de eleitores que moram no exterior estão aptos a votar no pleito deste ano.

Panorama do voto no exterior.
    918.911 eleitores
    1.361 seções eleitorais
    1.407 urnas eletrônicas
    134 países

O requisito para que uma seção seja instalada no exterior é a existência de, no mínimo, 30 eleitores aptos na localidade. Em 2022, embora 697.078 eleitores estivessem registrados para votar no exterior, pouco menos da metade deles (43,6%) foram às urnas no primeiro turno.

https://valor.globo.com

sábado, 3 de outubro de 2026

Dino defende legitimidade de decisões judiciais sobre debate da “Globo”.


Leonardo Gimenes.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, comentou na 6ª feira (2.out.2026), nas redes sociais, sobre a relação do Poder Judiciário com as eleições. Defendeu a legitimidade das 3 decisões tomadas no STF e no Tribunal Superior Eleitoral sobre o debate da TV Globo e do que chamou de “discordâncias” dos ministros das duas Cortes sobre o mesmo tema. Segundo Dino, os ministros “tomaram decisões judiciais sobre regras de debates, a exemplo do que já ocorreu dezenas de outras vezes no Brasil”. O ministro afirmou que “três decisões legítimas, sendo igualmente legítimas as discordâncias quanto aos seus conteúdos”. 

Na noite de 4ª feira (30.set) e ao longo da 5ª feira (1º.out) foram tomadas 3 decisões sobre o debate da TV Globo:

Kassio Nunes Marques – como presidente do TSE, negou o pedido do partido Missão para que o candidato à Presidência Renan Santos participasse do debate na vaga aberta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cancelou participação;

Estela Aranha – no TSE, determinou que a TV Globo não exibisse o púlpito vazio de Lula e proibiu que candidatos fizessem perguntas ao candidato do PT.

Gilmar Mend
es – em seguida, no STF, o ministro determinou que Renan participasse do debate;

Depois das decisões, a TV Globo decidiu cancelar o debate. Alegou “insegurança jurídica” e “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”. “É inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias. É sua função. E, de forma independente, em todos os países democráticos, magistradas e magistrados cumprem seu dever”, escreveu Dino no Instagram. O ministro afirmou que “o que não é legítimo é pretender voltar a antes de 1930, à República Velha (ou das oligarquias), em que não existia Justiça Eleitoral e só existia uma lei: a lei do mais forte”. Por fim, Dino questionou: “por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)? Lembrando: o ministro Kassio determinou à Globo a participação do candidato Zema; o ministro Gilmar garantiu a presença do candidato Renan Santos; a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir”.“É inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias. É sua função. E, de forma independente, em todos os países democráticos, magistradas e magistrados cumprem seu dever. “Para melhor entendimento do atual debate nacional, duas ‘mestras’ podem ajudar.

“Primeiro, a experiência de outros países. Eleição de 2000, nos ESTADOS UNIDOS. Batalhas JUDICIAIS duraram um mês e só foram encerradas com uma decisão de CINCO A QUATRO na Suprema Corte, no caso Bush vs. Gore. Com isso, o candidato que venceu no voto popular (Gore) perdeu no colégio eleitoral, por conta de 0,009% dos votos na Flórida e uma recontagem judicialmente interrompida. Crise institucional? O fim da Suprema Corte dos Estados Unidos? Impeachment dos seus juízes? Nada disso ocorreu. “Em segundo lugar, a outra “mestra”: a história. A eleição presidencial de 1989 teve seu desfecho fortemente influenciado por uma decisão judicial sobre a candidatura de Silvio Santos, faltando menos de uma semana para a votação. Insuportável judicialização? Não. A Justiça mais uma vez foi chamada a resolver um litígio. “Digo isso para defender a legitimidade dos DOIS MAGISTRADOS (ministros Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes) e DA MAGISTRADA (ministra Estela Aranha) que tomaram decisões judiciais sobre regras de debates, a exemplo do que já ocorreu dezenas de outras vezes no Brasil. São três decisões legítimas, sendo igualmente legítimas as discordâncias quanto aos seus conteúdos. “O que não é legítimo é pretender voltar a antes de 1930, à República Velha (ou das oligarquias), em que não existia Justiça Eleitoral e só existia uma lei: a lei do mais forte. “Duas mestras: as experiências internacionais e a história do Brasil. “Uma última pergunta: por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)? Lembrando: o ministro Kassio Nunes Marques determinou à Globo a participação do candidato Zema; o ministro Gilmar Mendes garantiu a presença do candidato Renan Santos; a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir”.

https://www.poder360.com.br/ 

É comum EUA fecharem embaixada antes de eleições tensas, dizem analistas.

Decisão teria sido motivada por ameaça na internet; especialistas 
avaliam que clima eleitoral pode ter influenciado decisão dos países.

Lucas Teixeira e Malu Baccarin, da CNN Brasil

Os Estados Unidos suspenderam na sexta-feira (2) os atendimentos presenciais na Embaixada e nos Consulados dos Estados Unidos no Brasil e os funcionários receberam a orientação para trabalhar em home office. A decisão teria sido motivada por uma ameaça na internet de um ataque terrorista às instalações. Segundo o analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant'Anna, eleições podem levar as embaixadas a acionar protocolos de segurança, especialmente diante de um cenário de tensão."É uma eleição que para os padrões de embaixadas, como a dos EUA, ela acaba acionando um protocolo de segurança, porque existe uma certa tensão", afirmou Lourival.

"Vamos lembrar que em janeiro de 2023 houve contestação do resultado, houve muita violência em Brasília, depois da posse do presidente Lula, também esse episódio da suspeita de uma mochila que teria explosivos, esse ambiente no qual o governo brasileiro acusa o governo americano de tentativa de intromissão, de interferência nas eleições, e acaba gerando um ambiente que pode potencialmente levar a ações violentas contra os Estados Unidos", acrescentou. O analista também explicou que o alerta feito pela Austrália e pelo Reino Unido está relacionado ao compartilhamento de informações de inteligência entre os países."O contexto no qual a Austrália entrou também e o Reino Unido fazendo um alerta aos seus cidadãos é porque eles pertencem à comunidade de compartilhamento de informações de inteligência chamada de Cinco Olhos, que reúne Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Então, portanto, eles compartilham essas informações e, portanto, também essas preocupações".

A analista internacional da CNN Brasil, Fernanda Magnotta, reforça que o fechamento de embaixadas e consulados é comum antes de eleições, principalmente em sociedades polarizadas."Em outubro de 2020, os Estados Unidos suspenderam temporariamente serviços consulares em suas representações na Turquia. Naquele caso, a própria comunicação informava ter recebido relatos considerados críveis sobre possíveis atentados e sequestros contra cidadãos norte-americanos e outros estrangeiros, inclusive com referência ao consulado em Istambul", disse ela.

O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, disse à CNN Brasil não acreditar que há a possibilidade de uma intervenção direta do governo americano aqui no Brasil."Um resultado muito apertado e que, se um dos candidatos perder e questionar o resultado da eleição, a lisura da eleição, a transparência da apuração, isso sim pode suscitar uma interferência mais forte do governo americano, sobretudo se o caso for do Bolsonaro. Mas eu não acredito que haja nenhuma intervenção militar, alguma intervenção aqui no Brasil. O que pode haver são ameaças de sanções, de coerção, mas nada mais grave do que isso", afirmou. Lourival afirmou ainda que, segundo sua apuração, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) não identificou indícios de uma ação no campo da segurança cibernética relacionada às instalações americanas.

"A nossa apuração, a minha apuração é a de que a Abin não tem nenhum indício de tentativa de ação no campo da segurança cibernética, como a gente já trouxe a informação aqui, ela apenas observa esses eventos públicos que eu mencionei, essas posturas políticas, políticas econômicas, de coerção econômica adotadas pelos Estados Unidos", concluiu o analista.

https://www.cnnbrasil.com.br