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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Evangélicos brasileiros se reúnem com parlamentares dos EUA para alertar sobre interferência nas eleições.


Bela Megale
 
Representantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito estiveram em Washington (EUA), na semana passada, para entregar uma carta a congressistas americanos sobre as eleições brasileiras de outubro. O documento foi levado pelo grupo aos gabinetes dos senadores Raphael Warnock e Adam Schiff, e da deputada Hillary Scholten, três lideranças religiosas ativas. Warnock é pastor titular da Ebenezer Baptist Church, em Atlanta, a mesma congregação de Martin Luther King Jr. Schiff, que é judeu, presidiu o Comitê de Inteligência da Câmara, com atuação histórica em política externa e defesa das instituições democráticas. Scholten atuou como auxiliar na LaGrave Avenue Christian Reformed Church, igreja localizada em Grand Rapids, conhecida por sua atuação comunitária e pela ênfase em valores bíblicos.

Na carta, o grupo progressista criado em 2016 destaca a preocupação com a tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais do Brasil e aponta reportagens que destacam o plano da gestão Donald Trump de enviar funcionários a Brasília para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

A Frente também criticou as recentes medidas tarifárias dos EUA que afetam exportações brasileiras, ressaltando que elas deveriam se basear em critérios econômicos e técnicos, evitando influências políticas internas. Por fim, os signatários da carta destacam que, embora alguns líderes evangélicos brasileiros apoiem publicamente o senador Flávio Bolsonaro, eles não representam a totalidade da comunidade evangélica brasileira, que é diversa em opiniões políticas.

A carta ainda reforça a importância do Brasil como maior democracia da América do Sul e sua influência regional, destacando a necessidade de proteger suas instituições contra pressões externas que possam fragilizar o processo democrático. A Frente solicita um canal de diálogo permanente com os parlamentares americanos, cooperação para fortalecer a independência das instituições brasileiras e a abstenção de intervenções externas nas eleições. 

https://oglobo.globo.com

Após Brasil acionar OMC, China pede para participar de consultas sobre tarifaço dos EUA.


Pequim alega 'interesse comercial substancial' porque uma das medidas questionadas pelo Brasil também afeta produtos chineses. Participação nas consultas não significa que a China tenha aberto uma disputa própria contra os EUA.

Por Redação g1 — São Paulo 

A China pediu na segunda-feira (10) para participar das consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a ação movida pelo Brasil contra o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos aos parceiros comerciais. Na petição, Pequim afirma ter um “interesse comercial substancial” no processo porque a investigação sobre trabalho forçado conduzida pelos EUA e as medidas adotadas a partir dela atingem produtos de origem chinesa. O pedido foi formalizado com base no artigo 4.11 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias (DSU, na sigla em inglês) da OMC. Uma cópia do documento foi enviada às delegações do Brasil e dos Estados Unidos e ao presidente do Órgão de Solução de Controvérsias da organização. O Brasil acionou a OMC para contestar duas novas tarifas anunciadas pela Casa Branca:
Uma de 25%, aplicada sob o argumento de que o Brasil adota práticas econômicas consideradas desleais pelos EUA em relação a empresas americanas; outra de 12,5%, aplicada sob o argumento de que o Brasil, assim como dezenas de outros países, falhou na fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Ao acionar a organização, o governo brasileiro argumentou que as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump são discriminatórias, unilaterais e violam os compromissos assumidos pelos EUA junto à própria entidade internacional. Embora não tenha feito essa afirmação à OMC, o governo brasileiro tem dito — por meio de declarações do chanceler Mauro Vieira e de comunicados oficiais — que o tarifaço tem motivação política e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelas autoridades brasileiras ao longo das negociações com os responsáveis pelo comércio americano.

Também nesta segunda-feira, o governo dos Estados Unidos respondeu ao pedido de consultas apresentado pelo Brasil à OMC e informou estar "à disposição" para discutir o tarifaço."Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas. Estamos à disposição para nos reunirmos com os representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas", afirma o documento. 

O que significa a participação chinesa?
A participação chinesa não significa, neste momento, que Pequim tenha aberto uma disputa própria contra os Estados Unidos. O pedido permite que a China acompanhe e participe das consultas por entender que as medidas discutidas no caso brasileiro também afetam seus interesses comerciais. As consultas são a primeira etapa formal do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O procedimento permite que os países envolvidos tentem chegar a um acordo antes da eventual abertura de um painel para analisar o caso.

Para o Brasil, o acionamento da OMC também tem caráter político e institucional. Diplomatas avaliam que levar o caso à organização registra a posição brasileira contra as medidas de Washington e reforça a preferência do país pela solução multilateral de disputas comerciais. A entrada da China nas consultas acrescenta um novo elemento à disputa, ao indicar que parte das medidas americanas questionadas pelo Brasil também tem impacto direto sobre o comércio entre EUA e China.

https://g1.globo.com

domingo, 9 de agosto de 2026

Brasil tem maior número de chapas puro-sangue desde a redemocratização.


Filipe Pereira, Manoela Carlucci

As eleições de 2026 contarão com o maior número de chapas puro-sangue desde o pleito de 1989, o primeiro realizado após a redemocratização do país. O cenário se consolidou após diversos partidos e coligações escolherem a neutralidade no âmbito nacional. Enquanto a corrida eleitoral de 1989 tinha 22 nomes, neste ano concorrem à Presidência da República 13 candidatos. No entanto, proporcionalmente, o pleito deste ano conta com mais chapas de apenas um partido, na marca dos 92,3% contra 86,4% de 1989. O levantamento mostra que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a única que possui uma coligação no âmbito nacional pela Federação Brasil da Esperança, criada em 2022.

Atualmente o grupo é formado por:
PT (Partido dos Trabalhadores), 
PCdoB (Partido Comunista do Brasil), 
PV (Partido Verde), 
PSOL (Partido Socialismo e Liberdade),
Rede Sustentabilidade, 
PSB (Partido Socialista Brasileiro) 
e PDT (Partido Democrático Trabalhista).

Alguns dos concorrentes do petista, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), cogitaram apoios e nomes para possíveis vices em outros partidos, mas não fecharam a chapa. Em comparação ao último pleito nacional, em 2022, três candidatos contavam com coligações: Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil da Esperança - PT, PCdoB, PSOL, Rede, PSB, Solidariedade, Avante, PROS e Agir), Jair Bolsonaro (Muda Brasil - PL, PP e Republicanos) e Simone Tebet (Brasil para Todos - MDB, Podemos, PSDB e Cidadania).

Para Murilo Medeiros, cientista político da UnB (Universidade de Brasília), a escolha das legendas em abrir mão de um apoio nacional e deixar que seus diretórios nos estados escolham os nomes que irão formar palanque demonstra um novo modelo do presidencialismo brasileiro. Na análise, esse contexto caminha para uma "paroquização" da política brasileira, com os redutos eleitorais ganhando cada vez mais força e a sinalização de que uma ausência de apoio nacional não reflete na chapa no estado."É uma conjuntura que fortalece muito os caciques e as lideranças regionais, favorecendo a pulverização das alianças locais. Em vez de uma grande coalizão organizada de cima para baixo pela candidatura presidencial, teremos vários acordos construídos de baixo para cima, a partir dos estados", aponta.

Desta forma, não definir um nome como padrão para todas as regiões permite que os candidatos a governadores e outros cargos que possuem mais contato direto com aquela comunidade escolham aquele presidenciável com o qual mais se identificam."A diferença é que o partido deixa de impor uma única escolha presidencial para todo o país. Isso permite que uma legenda apoie determinado candidato presidencial em um estado e outro candidato em uma região diferente, de acordo com a conveniência eleitoral de cada diretório", completa Medeiros. Apesar dessa mudança, outros motivos podem incentivar a formação de coligações. No caso da Federação Brasil da Esperança, a única do ano, o especialista vê uma espécie de "herança" vinda do último pleito, somada a uma questão de "sobrevivência eleitoral". Para ele, com a redução de votos e, consequentemente, menos nomes no Congresso e Senado, o apoio funciona como um meio de manutenção da força do nome de um partido ao usar o capital político de Lula.

"Legendas tradicionais de esquerda, como PSB e PDT, passam por processos de redução de suas bancadas e de perda de protagonismo nacional. A aliança com Lula funciona como uma estratégia de preservação de espaço político."
 
https://www.cnnbrasil.com.br 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Senado dos Estados Unidos aprova Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil.

 
Novo embaixador esteve no centro da crise entre EUA e Brasil após a perda de visto da embaixadora brasileira nos EUA e a negação de visto a dois diplomatas americanos que pretendiam vir ao País.

Por Redação g1 

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Ele recebeu 51 votos a favor e 47 contrários. Agora, o nome de Perez segue para aprovação do Itamaraty, que poderá conceder -- ou não -- o agrément, a autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma suas funçõe
s, a autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma suas funçes. O republicano foi escolhido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em junho para ocupar o posto, que está vago desde o retorno do presidente à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Desde o anúncio da indicação, o governo brasileiro e o governo americano divergiram sobre o processo de nomeação. O Itamaraty se incomodou com o fato de a Casa Branca ter tornado público o nome de Perez antes da conclusão das consultas diplomáticas reservadas que normalmente antecedem a apresentação formal de um candidato a embaixador ao país anfitrião. A tensão aumentou porque os Estados Unidos passaram a cobrar do Brasil a concessão do agrément. Washington alegou que o governo brasileiro estava demorando para dar uma resposta sobre o nome de Perez, enquanto Brasília sustentou que o pedido seguia em análise dentro dos procedimentos diplomáticos habituais.

O impasse levou a uma escalada na relação bilateral. Na terça-feira (4), o Departamento de Estado anunciou a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, afirmando que a medida era uma resposta à demora na autorização para a nomeação de Perez. O governo americano também indicou que a decisão poderia ser revista caso o Brasil concedesse o agrément.

A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam. O governo brasileiro já esperava retaliações. O Planalto e o Itamaraty reagiram à medida e classificaram a iniciativa como parte de uma escalada de ações hostis dos Estados Unidos. Integrantes da diplomacia brasileira rejeitaram a justificativa apresentada por Washington e criticaram o uso da questão envolvendo Perez como instrumento de pressão sobre o governo brasileiro. Com a aprovação pelo Senado americano, Daniel Perez supera a última etapa do processo interno nos Estados Unidos. Ainda assim, para assumir oficialmente a embaixada em Brasília, ele continuará dependendo da autorização formal do governo brasileiro.

https://g1.globo.com

Daniela Lima supera a GloboNews no Ibope com frequência 1 ano após ser demitida do canal.


Mudança nas manhãs da emissora reforça a impressão 
de que a saída da jornalista gerou impacto negativo.

Por: Jeff Benício
blogsaladetv

Entre os veículos de notícias da TV paga, o Canal UOL tem aparecido, às vezes, melhor posicionado na aferição de audiência minuto a minuto do que a GloboNews. Acontece principalmente quando exibe notícias esportivas e nas participações de Daniela Lima fazendo análises sobre os bastidores da política. A jornalista foi demitida da GloboNews em agosto de 2025. Na época, dividia a apresentação do ‘Conexão’ com Leilane Neubarth e Camila Bomfim.O programa com 3 horas e meia de duração ao vivo havia crescido no Ibope desde a contratação dela, dois anos antes. Após seu desligamento inesperado houve maior oscilação de público no horário e o fortalecimento de concorrentes como CNN Brasil e Jovem Pan News.

Na tentativa de se recuperar, a GloboNews acaba de estrear uma reformulação: o ‘Conexão’ deu lugar ao ‘Radar’, só com Camila Bomfim. Leilane deixou a TV no início de julho. Os canais pagos dedicados 100% ao jornalismo oscilam geralmente de 0,00 a 0,50 no Ibope na medição de audiência em tempo real. Atraem uma parcela muito pequena de telespectadores, mas acumulam prestígio por falar a um público qualificado que interessa aos grandes anunciantes e às autoridades dos poderes da República. Nessa guerra pela atenção de cada assinante, Daniela Lima se destaca por dar notícias em primeira mão e fazer críticas destemidas contra ações questionáveis de políticos e partidos.

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STF determina que senadora preste mais informações sobre denúncia de estupro de vulnerável envolvendo vice de Flávio Bolsonaro.

 
Caso foi apresentado na CPI do INSS por adversários do deputado Alfredo Gaspar, que nega a acusação e diz que está à disposição para um exame de DNA.

Por Sarah Teófilo — Brasília 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) preste mais informações à Corte sobre a suspeita apresentada por ela à Polícia Federal de um suposto caso de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Gaspar não se manifestou sobre o caso nesta semana, mas em ocasiões anteriores negou ter cometido crime e disse estar à disposição para um exame de DNA. Soraya terá 15 dias para fornecer elementos que ajudem a identificar autores de mensagens que constam dos autos e dados sobre ligações telefônicas. O caso em análise na Corte veio à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Adversários do parlamentar na comissão, Soraya e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram a PF pedindo a apuração informando que tiveram acesso a “fatos graves”.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro defendeu Gaspar e cobrou investigação célere para comprovar que houve falsas denúncias. A equipe afirmou que Soraya e Lindbergh fizeram uma acusação “sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima” e atribuiu a iniciativa a uma tentativa de desviar o foco do relatório da CPI do INSS. "Soraya e Lindbergh têm agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa", diz a manifestação.

A Polícia Federal, por sua vez, ingressou no Supremo em abril requisitando a abertura formal de uma investigação. A Corte determinou a manifestação da PGR, que solicitou diligências adicionais antes de oficializar se vai pedir ou não a abertura do inquérito. Na representação apresentada à PF, os parlamentares afirmaram que receberam documentos relatando o estupro de uma menina que, na ocasião, tinha 13 anos, engravidou e teve um filho. O caso teria ocorrido há oito anos. Os denunciantes não apresentaram provas alegando que era necessário preservar a criança e a mãe. Gilmar determinou agora que Soraya apresente dados sobre a criança, como nome, data e local de nascimento, dentre outras informações.

Depois das acusações, Gaspar entrou com processos no Supremo contra Lindbergh e Soraya. O deputado do PL afirmou na ocasião que disponibilizou seu material genético para fazer um exame de DNA quando necessário. Ele também divulgou um vídeo em que uma mulher nega ser filha dele e diz que o pai é um primo do deputado.“As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade”, disse Gaspar em nota na ocasião.

O que diz a campanha de Flávio.
O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke lançaram uma acusação mentirosa e de extrema gravidade contra o deputado Alfredo Gaspar sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima.

A acusação foi jogada ao ar com o intuito único de tumultuar o momento em que o relatório da Comissão da CPMI do INSS apontava o indiciamento e o pedido de prisão de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e de outros integrantes do governo Lula, em uma tentativa deliberada de tirar o foco das graves conclusões de descontos criminosos de aposentados.

Alfredo Gaspar é inocente e acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke pelos crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

Soraya e Lindberg tem agora a obrigação de divulgarem a autoria dessa acusação caluniosa. E a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal arquivarem todos os pedidos de forma urgente, que só serve para oposicionistas atacarem a reputação do deputado que já provou não ter nenhuma relação com a denúncia leviana.

https://oglobo.globo.com

Em meio a tensão com Mendonça, superintendentes da PF divulgam nota em apoio à direção de Andrei Rodrigues.

 
Maiara Marinho

Os superintendentes regionais da Polícia Federal publicaram, na quinta-feira 6, uma nota de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo o diretor-geral e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é relator do inquérito que apura as fraudes no INSS. A investigação está em andamento há quase um ano, o que tem provocado incômodo no gabinete do ministro. Há cerca de dois meses, Mendonça determinou que a Polícia Federal apresentasse informações atualizadas sobre o andamento das apurações, determinação que, segundo fontes envolvidas no caso, ainda não foi atendida. Além da atualização, o ministro solicitou que fosse comunicado sobre qualquer alteração na composição da equipe responsável pela investigação dos descontos indevidos. 

Em resposta às medidas, a PF acionou a Advocacia-Geral da União. Integrantes da investigação avaliam que o procedimento adotado por Mendonça foge ao rito tradicional, segundo o qual o inquérito é conduzido pela polícia, submetido ao Ministério Público Federal após a conclusão e, só então, encaminhado ao STF para apreciação do relator. Sem citar o ministro ou o caso do INSS, a nota dos superintendentes enfatiza princípios institucionais da corporação. O documento afirma que, ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal “consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”.

A nota também afirma que o debate público e as críticas são próprios da democracia, “mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”. Ao final, os 27 superintendentes regionais reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e compromisso com “a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público”, além da preservação de uma Polícia Federal “forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.

Em meio à tensão entre o Supremo e a Polícia Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou nesta quinta-feira um encontro entre o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e André Mendonça, na tentativa de reduzir o desgaste entre as instituições. Para amenizar a situação, Jorge Messias, atual AGU, organizou na quinta-feira 6 um encontro do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com Mendonça para tentar apaziguar os ânimos.

https://www.cartacapital.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Entrevista de Renan Santos ao G1

 

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Petistas veem escolha de Gaspar como vice de Flávio como 'tiro no pé' e revivem acusações.


estadaoconteudo

Gaspar foi o relator da da CPMI do INSS e teve o relatório, que 
colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Lula, rejeitado.

Por: Levy Teles

Petistas que participaram da CPMI do INSS avaliam que a decisão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em escolher o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato à vice-presidente da República foi um "tiro no pé" e sinaliza o isolamento que a campanha enfrenta. Gaspar foi o relator dessa comissão e teve o relatório, que colocava no rol de indiciados Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitado. Petistas também deverão apontar arsenal de acusações, como a de estupro de vulnerável - caso que Gaspar nega e já foi à justiça processar quem imputou a ele esse crime."É um tiro no pé. Vão tentar trazer um assunto o qual eles são responsáveis por toda a roubalheira", disse Rogério Correia (PT-MG), que foi membro da CPMI e disse que Gaspar agiu para conter a investigação sobre irregularidades no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Apesar de se dizer "de direita com muito orgulho', Gaspar disse que faria trabalho equilibrado na relatoria da CPMI do INSS.

Flávio tentou costurar o apoio de legendas de centro e de centro-direita à sua candidatura ao Palácio do Planalto para ganhar tempo de televisão, mas acabou sem nenhum grande parceiro. O PP, o União Brasil e o Republicanos, principais cotados, optaram pela neutralidade nessa eleição."É um isolamento, com certeza. E dentro do isolamento escolheram mal", afirmou Correia. Outros petistas têm a mesma leitura."Mostra falta de aliados do lado de lá", disse o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que também foi integrante da CPMI do INSS. "Há isolamento político. A extrema direita está isolada", afirmou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

Petistas também deverão virar o arsenal de acusações para Gaspar. Na reta final da CPMI, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Gaspar de "estuprador", o que o candidato a vice de Flávio nega. Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Também alegaram que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares disseram que isso reforçava "a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos".

Gaspar alegou que a história, na verdade, referia-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva. Gaspar foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) e moveu ação contra Farias e Thronicke depois da acusação. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Poucos minutos depois do anúncio de Gaspar no posto de vice de Flávio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, já lembrou do caso. "Flávio Bolsonaro acabou de indicar para vice um cidadão que foi acusado de estupro de vulnerável", afirmou no X. "Eles se merecem."

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Diarista denuncia agressão e ameaça; ex-patroa é suspeita em Guarapari (ES).

 
Suspeita e comparsa armadas atraíram vítima com falsa 
oferta de faxina; vítima levou pontos e teve luxação.

Isadora Favoreto Braga*

Uma diarista de 21 anos foi agredida por duas mulheres na tarde da terça-feira (4), na Praia do Morro, em Guarapari. A principal suspeita é uma ex-patroa da vítima, que teria agido em dupla com uma comparsa. A jovem procurou a polícia nesta quarta-feira (5) para registrar boletim de ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi planejado por mensagens de WhatsApp. Dois dias antes do ataque, a vítima recebeu uma mensagem perguntando se ela fazia faxina. Ela combinou local, data e horário sem desconfiar de quem era o contratante. Ao chegar ao endereço combinado, na terça-feira (4), por volta das 17:00h, a diarista encontrou a ex-patroa acompanhada de outra mulher. Segundo a polícia, as duas estavam armadas — uma com uma barra de ferro e outra com um pedaço de madeira — e atacaram a vítima na rua.

Bateram no meu braço, deu luxação. Eu segurei a faca com a mão, cortou meus dedos. Dei sete pontos em um, quatro pontos em outro, três em outro.
(Diarista).

A jovem afirmou ainda que foi agredida na cabeça e arrastada pelo chão. “Me bateram com pedaço de pau na cabeça. Nas minhas costas elas me arrastaram no chão, meu joelho está todo ralado, meu braço está ralado”, disse.

Histórico da relação.
Segundo relato da vítima, ela trabalhou por quase um ano para a suspeita e as duas chegaram a criar um laço de amizade. A relação teria azedado quando a diarista decidiu deixar o serviço para trabalhar por conta própria. A partir daí, de acordo com a vítima, a suspeita e familiares dela passaram a enviar mensagens de ameaça. Ainda segundo o relato, a suspeita acreditava que a diarista teria criado um perfil falso em rede social para ameaçá-la, o que a jovem nega.
 
Ela estava falando que tinha um fake mandando mensagem para ela, ameaçando ela, falando um monte de coisa. E ela não tem problema só comigo, ela tem problema com muita gente.
(Diarista).

Conforme a vítima, a suspeita chegou a enviar uma foto de visualização única mostrando uma arma de fogo calibre 32, como forma de intimidação. Na época, a diarista optou por não registrar boletim de ocorrência.“Ela tava falando que ia me matar. Falava: ‘eu vou te matar, você mexeu com a pessoa errada, eu vou te matar. Faz fake agora e fala na minha cara, eu vou te matar'”, contou a vítima.

Fuga e socorro.
Após a agressão, a suspeita fugiu em um carro preto, segundo a Polícia Civil. A vítima foi socorrida ao Hospital Geral Doutor Luiz Buaiz, conhecido na região como IFA de Guarapari. A jovem afirma sentir medo de possíveis retaliações contra ela e familiares. Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil de Guarapari não havia confirmado a prisão das suspeitas. O caso segue em investigação.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record.

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