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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Análise - Tarcísio assume persona de 'concurseiro', apresenta plataforma nacional e esquece Flávio.

 
Governador empilha dados técnicos e traça distância 
calculada da candidatura do filho de Jair Bolsonaro.

Por Paulo Celso Pereira — Rio de Janeiro.

Há pouco mais de uma semana, o debate da Band já se encaminhava para o fim quando Fernando Haddad fez troça com Tarcísio de Freitas o chamando de “meio concurseiro” após ele enumerar municípios, regiões e micro detalhes da gestão de escolas em uma resposta sobre privatização. A sabatina do GLOBO, Valor e CBN nesta quinta-feira deixa claro que o governador gostou da piada, e quer manter o estilo de gestor detalhista como sua principal marca. Ao longo de uma hora e meia, Tarcísio empilhou dados sobre as realizações de cada área de seu governo, detalhando programas, números, metas, municípios, bacias hidrográficas, bairros e como é a relação com fornecedores — desde os responsáveis por grandes obras até as câmeras de segurança da polícia —, chegando a mencionar o nome do programa usado na alfabetização, o Elefante Letrado.

Liderando a corrida estadual com 15 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, e tendo uma rejeição 21 pontos menor, Tarcísio se deu ao luxo de prometer simplesmente manter e ampliar os programas implementados nos últimos quatro anos. Embora tenha na segurança e na saúde avaliações majoritariamente negativas, a aprovação geral do atual governo chegou a 55% na última pesquisa Genial/Quaest, ante 29% de desaprovação. Se a situação do governador parece confortável, o mesmo não se pode dizer em relação a seu aliado nacional, Flávio Bolsonaro. O herdeiro do bolsonarismo sabe que precisa garantir uma ampla vitória no estado para reverter a vantagem que o presidente Lula tem hoje nas pesquisas, mas Tarcísio deixou claro na sabatina que sua estratégia é quase que a antítese da expressa ontem por Fernando Haddad.

Enquanto o petista diz que sua missão principal é eleger Lula, Tarcísio sinalizou que a candidatura de Flávio está longe de ser prioritária. Indagado sobre como conduziria a campanha diante da possibilidade de se formar o voto “Tarula” — com seus eleitores apoiando Lula nacionalmente —, o governador passou um minuto e meio enumerando os programas estaduais que pretende mostrar para o eleitor e só no fim, de forma sintética, disse que “se tiver também integração no plano federal, com Flávio” vai ter mais facilidade de realizá-los. E se Lula for o vitorioso? “Sempre vou me pautar pelo pragmatismo e pelo interesse das pessoas”, respondeu, detalhando como foi a negociação com Lula para a construção do túnel Santos-Guarujá.

Tarcísio aproveitou a entrevista para riscar o chão, demarcando diferenças relevantes em relação a Flávio e à família Bolsonaro. Defendeu com vigor as urnas eletrônicas, afirmou categoricamente que o país precisa de um duro ajuste fiscal, e reclamou do fato de o país ter perdido “a capacidade de estabelecer consensos”. O governador sabe que qualquer tentativa futura de um voo presidencial dependerá de ter o apoio sólido do eleitor de direita, e acenou ao grupo ao defender a legitimidade da abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora a sabatina tenha sido dominada pelos problemas paulistas, Tarcísio apresentou o rascunho do que seria sua plataforma nacional: reforma política pelo fim da reeleição e adoção do voto distrital, ajuste fiscal de 2,5% a 3% do PIB e preocupação com o endividamento das famílias.

Existe um fetiche entre políticos e analistas sobre as perspectivas eleitorais nacionais de quem governa o maior estado do país. A história, no entanto, sugere cautela. Desde o fim da República Velha, em 1930, ao menos sete ocupantes do Palácio dos Bandeirantes tentaram chegar à Presidência. Só Jânio Quadros conseguiu, em 1960, para um trágico mandato de sete meses. Como o próprio Tarcísio admitiu, é muito cedo para projetar como serão as eleições de 2030, mas o governador começa a mostrar qual personagem pretende encarnar. Livre do papel de poste desempenhado em 2022, o "concurseiro" quer se apresentar como um gestor de centro-direita, apoiado pelos Bolsonaro, mas não servil a eles.

https://oglobo.globo.com

Eclipse lunar no Brasil: veja horários das fases que a lua "apagará".


Fenômeno astronômico acontece entre os dias 27 e 28, 
com sua fase parcial iniciando às 23:33h, no horário de Brasília.

Fernanda Palhares, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo

Um eclipse lunar vai acontecer entre os dias 27 e 28 de agosto e todos no Brasil poderão observar. Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, o início da fase parcial do eclipse será às 23:33h do dia 27 e termina às 02:51h do dia 28, no horário de Brasília. Em entrevista à CNN Brasil, o astrônomo especificou a porcentagem do satélite que será coberta pela sombra da Terra em cada horário. 

O fenômeno poderá ser visto por qualquer pessoa no Brasil.
O astrônomo explicou à CNN Brasil que existe a possibilidade de a Lua assumir uma coloração mais avermelhada, fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”. Como o eclipse será visível em todo o país, Emerson recomenda que os amantes da astronomia procurem locais com boa visibilidade do céu e pouca ou nenhuma interferência da iluminação das cidades.

Por que a Lua fica vermelha?
A coloração avermelhada ocorre porque a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a superfície lunar. “Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves.

https://www.cnnbrasil.com.br/

Flávio toca um disco velho.


2026 não é 2018.

Começou uma campanha eleitoral imprevisível e com cheiro de mofo. Lula foi a São Bernardo para relembrar as greves históricas de 1979, e Flávio Bolsonaro retomou o discurso errático de seu pai. A imprevisibilidade começa quando, segundo a última pesquisa da Quaest, a percentagem de entrevistados que desaprovam o governo (48%) é superior à dos que aprovam (46%). Na realidade, esses números refletem um empate, e esse equilíbrio se repete na liderança de Lula num eventual segundo turno: 43% x 40%. As entrelinhas dessa pesquisa não permitem saber com precisão para onde vão as preferências dos outros candidatos num eventual segundo turno.

O cheiro de mofo vem da escolha de Lula para iniciar a campanha onde começou sua vida pública, há 47 anos. Cheira a mofo a essência do discurso de Flávio em Copacabana, ecoando as falas do pai. Em 2018, o antipetismo era difuso, Lula estava na cadeia, e o comissariado enfrentava a adversidade com olímpica soberba. Hoje a situação é outra; prova disso é que o Centrão se declarou neutro. A consequência dessa posição só poderá ser medida na noite de 4 de outubro, com as urnas computadas. Em 2018, Bolsonaro carregava o estandarte de Paulo Guedes; hoje seu filho oferece sucedâneos. O antipetismo de 2026 perdeu seu caráter difuso e ficou restrito a um horror visceral.

Nos últimos anos, a economia viu a queda de gigantes da economia, com as redes varejistas tradicionais Americanas e Casas Bahia recorrendo à recuperação judicial. As causas das dificuldades são diversas. Nas Americanas, vinham da fraude. Nas Casas Bahia, há o fator tecnológico. Nos dois casos, a taxa de juros lunar. Essas crises desempregam mais gente que os tarifaços de Trump, mas o governo, como todos os anteriores, acha que nada tem a ver com o problema, pois a taxa de juros vem do Banco Central. Verdade, mas quem expande os gastos públicos é ele. Lula começou seu terceiro governo achando que poderia ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia e chega ao final encrencado com dois encrenqueiros: Donald Trump e Javier Milei. Flávio apresenta-se como remédio para esses males. Promessa de campanha. A Trump, ele não pode e não deve dar o que ele quer. A Milei, pode dar discursos e pouco mais que isso.

Com pouca plataforma, Bolsonaro II foi ao arquivo e de lá tirou o tema mofado das urnas eletrônicas, que seriam produzidas por uma empresa da Venezuela chavista. Não só essa patranha já foi desmentida, como o sistema eleitoral brasileiro, instalado há 30 anos, é defendido hoje pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Quem o colocou no STF em 2020 foi Bolsonaro I, a partir de uma articulação de Flávio. Sua recente desconfiança nas urnas é apenas falta de assunto.

O cheiro de mofo da campanha torna-se tóxico quando a operadora de planos de saúde Hapvida diz que poderá aumentar suas mensalidades em dois dígitos, e nenhum candidato pergunta onde foi parar o estudo que pretendia debulhar a composição desses reajustes. A campanha começou rala e mofada. Tomara que tome jeito. 

https://oglobo.globo.com

PGR pede que caso de Lulinha deixe STF e seja julgado na 1ª Instância.


Leonardo Gimenes, Nino Guimarães

Procuradoria Geral da República alega que não há ninguém com foro privilegiado que justifique a permanência do inquérito no Supremo. A Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito que investiga a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas negociações de um projeto de cannabis medicinal com o governo federal deixe a Corte e seja enviado à 1ª instância. A PGR declarou que como não há ninguém com foro privilegiado envolvido no caso não há motivo para que o inquérito siga no Supremo. A decisão final será do ministro André Mendonça, relator de 2 inquéritos que tramitam no Tribunal e envolvem Lulinha.

O filho do presidente é investigado por envolvimento com a lobista Roberta Luchsinger nos crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde. De acordo com a investigação da Polícia Federal, a empresária também pretendia obter 20% de remuneração nos contratos com o governo federal. Mensagens mostram que Luchsinger dizia falar em nome de Lulinha nas negociações com o ministério. Em um momento, a lobista usou a expressão “eu sou o Fábio” para se identificar como representante do filho do presidente. “Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz um trecho da investigação. As informações foram divulgadas pelo Estadão e confirmadas pelo Poder360.

O QUE DIZEM OS CITADOS.
A defesa de Lulinha afirmou ao Poder360 que se trata de “vazamentos ilegais” e que “colocam em dúvida a imparcialidade e a condução das investigações”. A nota ainda afirma que não irá se deslocar para fora do processo para responder ao que afirmou serem “trechos recortados de relatórios parciais que não permitem que analisemos contexto, legalidade, cadeia de custódia, excessos e desvios”. O Poder360 entrou em contato com a defesa de Roberta Luchsinger para saber se gostaria de se manifestar sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

https://www.poder360.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O mês em que Flávio Bolsonaro e Vorcaro conversaram 5 vezes por telefone.


Publicado por
Diario do Centro do Mundo

Registros de conversas por WhatsApp identificam ao menos cinco ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro apenas em setembro de 2025. As chamadas somaram 6 minutos e 20 segundos, mas os próprios dados indicam que o total pode ser maior, pois parte dos contatos aparenta ter ocorrido pela rede telefônica convencional. De acordo com as informações divulgadas no blog Noites Húngaras, de Paulo Motoryn chamada mais longa ocorreu em 8 de setembro e durou 2 minutos e 38 segundos. Flávio fez a ligação às 22:12h, logo depois de enviar a Vorcaro um áudio de 1 minuto e 31 segundos sobre recursos destinados ao filme “Dark Horse”. Após ouvir o áudio, Vorcaro respondeu: “Te peço desculpas, semana passada foi muito difícil pra mim”. Em seguida, escreveu: “Eu vou resolver amanhã”. O conteúdo da ligação feita por Flávio no mesmo minuto não consta nos registros disponíveis.

No dia 16 de setembro, Vorcaro procurou o senador às 11:07h com a mensagem “Opa. Tudo bem?”. Flávio respondeu às 11:45h: “Fala mermao” e “Retornei”. Dois minutos depois, Vorcaro iniciou uma ligação pelo WhatsApp que durou 42 segundos. As mensagens sugerem tentativas anteriores de contato que não ficaram registradas no aplicativo.

Flávio fez três chamadas a Vorcaro em 24 de setembro.
As três últimas ligações identificadas ocorreram em 24 de setembro de 2025, todas iniciadas por Flávio Bolsonaro. Os contatos aconteceram às 13:38h, por 45 segundos; às 17:46h, por 25 segundos; e às 22:00h, por 1 minuto e 50 segundos. A última chamada daquele dia ocorreu logo após uma conversa sobre um possível encontro em Brasília. Às 21:25h, Vorcaro disse que precisaria permanecer em São Paulo e perguntou se poderiam se encontrar na terça ou na quarta-feira seguinte. Flávio respondeu: “Fala irmão, veja o que for melhor pra vc. Vou estar aqui a semana toda”.

Às 21:59h, Vorcaro propôs: “Quarta 14:30h?”. Um minuto depois, os dois começaram a ligação de 1 minuto e 50 segundos. Os registros não permitem confirmar se o encontro presencial chegou a ocorrer. Flávio confirmou apenas uma reunião com Vorcaro, em novembro de 2025, em São Paulo, quando o dono do Banco Master já havia sido preso e usava tornozeleira eletrônica.

A Polícia Federal abriu em 23 de julho um inquérito sobre repasses de Vorcaro, sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Um relatório do Coaf informou que as transferências ao Texas chegaram a US$ 12,3 milhões, acima dos US$ 10,6 milhões identificados inicialmente; a assessoria de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o teor das ligações e documentos de prestação de contas do “Dark Horse”.Flávio fez três chamadas a Vorcaro em 24 de setembro. As três últimas ligações identificadas ocorreram em 24 de setembro de 2025, todas iniciadas por Flávio Bolsonaro. Os contatos aconteceram às 13:38h, por 45 segundos; às 17:46h, por 25 segundos; e às 22:00h, por 1 minuto e 50 segundos.

A última chamada daquele dia ocorreu logo após uma conversa sobre um possível encontro em Brasília. Às 21:25h, Vorcaro disse que precisaria permanecer em São Paulo e perguntou se poderiam se encontrar na terça ou na quarta-feira seguinte. Flávio respondeu:  Às 21:59h, Vorcaro propôs: “Quarta 14:30h?”. Um minuto depois, os dois começaram a ligação de 1 minuto e 50 segundos. Os registros não permitem confirmar se o encontro presencial chegou a ocorrer. Flávio confirmou apenas uma reunião com Vorcaro, em novembro de 2025, em São Paulo, quando o dono do Banco Master já havia sido preso e usava tornozeleira eletrônica.

A Polícia Federal abriu em 23 de julho um inquérito sobre repasses de Vorcaro, sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Um relatório do Coaf informou que as transferências ao Texas chegaram a US$ 12,3 milhões, acima dos US$ 10,6 milhões identificados inicialmente; a assessoria de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o teor das ligações e documentos de prestação de contas do “Dark Horse”.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br

domingo, 16 de agosto de 2026

Cientista político vê caso de filiação como piada: ‘É importante que Flávio Bolsonaro seja derrotado nas urnas’.


Paulo Niccoli Ramirez afirma que essa suposta brincadeira é o 
menor dos problemas da candidatura descreditada do senador.

José Bernardes, Larissa Bohrer e Maria Teresa Cruz

Mais uma trapalhada marca a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e movimenta o cenário eleitoral na quinta-feira (13). O candidato apareceu filiado ao partido Missão, na reta final do período de registros junto à Justiça Eleitoral, impedindo o cadastro dele pelo PL. O Missão afirma que teria avisado o ocorrido ao PL dez dias atrás. O partido de Flávio, por outro lado, atribui a situação a um ataque hacker. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, já restabeleceu o registro de Flávio no PL e liberou a candidatura, e, portanto, tudo está certo para a participação do senador na disputa eleitoral deste ano.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a cientista política Paulo Niccoli Ramirez avalia que, apesar de todos os percalços na campanha do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, sua eventual ausência na disputa seria a “decretação da morte, com atestado de óbito” do bolsonarismo. “A situação toda tem toda cara de ter sido uma piada, talvez de um jovem ou adolescente, que, inclusive, deve ter invadido o e-mail institucional dele. Em que pese o fato de Nunes Marques ser um bolsonarista, me parece justo restabelecer Flávio no PL”, afirma.

Além disso, Ramirez aponta que, caso a candidatura tivesse algum tipo de obstáculo por conta da suposta brincadeira, prejudicaria muito o processo eleitoral. “É importante que a gente tenha a participação do Flávio para que ele seja derrotado nas urnas, para que não gere contestações como ele vem tentando fazer em relação ao processo eleitoral”, defende. “Faz parte da democracia que ele participe. Mas é necessário que ele seja derrotado nas urnas para apagar de vez esse fantasma do bolsonarismo”, avalia.

O cientista político não aposta em teorias que indicam que o senador teria articulado esse episódio do Missão, para se colocar como “vítima do sistema”. Até porque, reforça Ramirez, esse é o menor dos problemas da candidatura. “Do ponto de vista da democracia e das pesquisas, o próprio eleitorado já tem descartado o Flávio. O estrago já está feito. O problema não é esse do Missão. O problema é o tarifaço, a anistia dos golpistas, o caso Master e o envolvimento com o Vorcaro”, resume.

https://www.brasildefato.com.br

sábado, 15 de agosto de 2026

Missão alerta sobre tentativa de filiação de Lula e entrega ao TSE IP para identificar autor de filiação de Flávio Bolsonaro.

 
Portalterra

Após mais uma tentativa fraudulenta, legenda decidiu 
suspender temporariamente seu sistema de filiação online.

O Partido Missão informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, 14, que identificou uma tentativa de filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à legenda, após o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), e decidiu suspender temporariamente seu sistema de filiação online. De acordo com o partido, o sistema de filiação do Missão recebeu, na quinta-feira, 13, uma tentativa de cadastro em nome do presidente da República. Segundo o partido, a operação foi cancelada antes de qualquer registro ser processado pelo "FILIA', sistema da Justiça Eleitoral. Na sexta, a sigla também apresentou à Justiça dados técnicos, incluindo o endereço de IP usado no cadastro fraudulento de Flávio, e pediu a abertura de investigação. 

Na ação apresentada, o partido pede a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral e a abertura de inquérito policial para apurar os possíveis crimes relacionados às duas tentativas de filiação.“Entramos com uma representação no TSE sobre o absurdo que foi essa manipulação que tentaram fazer no nosso sistema com a filiação do Flávio. Todas as informações que já disponibilizamos à imprensa serão disponibilizadas ao tribunal para a devida apuração”, afirmou o presidente nacional do Missão e candidato à Presidência, Renan Santos.

Segundo a documentação entregue ao TSE, o cadastro de Flávio Bolsonaro foi realizado em 2 de agosto, às 09:05h. O partido afirma ter identificado o endereço de IP utilizado na operação e sustenta que foram inseridos dados falsos no formulário, incluindo um CPF fictício. O e-mail informado, por outro lado, seria o endereço oficial do mandato do senador no Senado. O Missão pede que os provedores sejam intimados a informar a origem e a titularidade do IP, além das contas vinculadas ao endereço no período e dos registros de conexão que possam esclarecer de onde partiu o acesso ao sistema da legenda.

A representação também reúne registros de comunicação enviados ao endereço oficial de Flávio. A legenda afirma que o sistema notificou o senador repetidamente ao longo dos dez dias entre o pedido inicial e o processamento da filiação na Justiça Eleitoral. Em nota, Renan Santos contestou ainda a justificativa apresentada por Flávio, de que teria considerado as mensagens como spam. “Ele foi notificado por e-mail. O Gmail oficial foi aberto, houve clique em botões, inclusive relacionados à filiação”, afirmou.

O partido afirma que tentou reverter o registro depois de identificar uma divergência entre o CPF informado no cadastro e aquele associado ao título eleitoral. De acordo com os registros apresentados ao TSE, a tentativa ocorreu em 12 de agosto, às 09:11h, mas o sistema retornou erro HTTP 403, indicando que o usuário não tinha permissão para acessar o recurso. No dia seguinte, o registro apareceu como “Regular”.

Fonte: Portal Terra 
https://www.terra.com.br/

Encontrada com 1 ano e 10 meses em um lixão e acolhida por uma lavadeira, menina cresce em meio à pobreza, passa a vender coxinhas nas ruas aos 8 anos, constrói carreira no varejo e décadas depois chega ao comando de três negócios no setor de alimentação com projeção de R$ 8 milhões.


Escrito por Geovane Souza

Alexandra Borges saiu de uma infância marcada pela fome em Jacareí, trabalhou desde cedo, construiu carreira no varejo, passou cinco anos em Angola e investiu as economias acumuladas para abrir o próprio negócio. Em 2024, duas de suas operações somaram R$ 6 milhões em faturamento e, com a abertura de uma terceira cafeteria em 2025, a empresária projetava alcançar R$ 8 milhões no ano seguinte de sua expansão.

Quando tinha apenas 1 ano e 10 meses, Alexandra Borges passava parte dos dias entre sacos de lixo em um terreno usado para descarte em Jacareí, no interior de São Paulo. Décadas mais tarde, aquela criança se tornaria empresária do setor de alimentação, à frente de franquias da Casa do Pão de Queijo e Café do Ponto e de uma cafeteria própria. A mudança começou com Sebastiana, uma lavadeira que já tinha nove filhos e decidiu acolher Alexandra. Segundo relato da própria empresária publicado pelo UOL, ela se alimentava de restos encontrados no local e vivia sem cuidados regulares entre a mãe e a avó biológicas antes de ser levada para a nova família. O acolhimento resolveu uma parte do problema, mas não eliminou a pobreza. Alexandra cresceu ao lado dos nove filhos de Sebastiana em uma casa onde frequentemente faltava dinheiro para despesas básicas e, ainda criança, começou a tentar ajudar na renda.

Aos 8 anos, depois de ver a mãe adotiva chorar porque não havia dinheiro sequer para comprar uma torneira usada na lavagem das roupas, pegou uma bacia com coxinhas e saiu para vendê-las. A primeira tentativa terminou sem venda alguma; na segunda, voltou para casa sem as coxinhas e até sem o pote. As coxinhas aos 8 anos foram seguidas pelo primeiro emprego aos 13 e pela descoberta de uma habilidade que mudaria sua carreira. Alexandra chamava as coxinhas feitas em casa de “bolinhas de frango com amor”. Na segunda tentativa de venda, em vez de apenas oferecer o alimento, passou a explicar às pessoas por que estava na rua e conseguiu esvaziar a bacia. A experiência antecipou uma característica que reapareceria anos depois no varejo. Aos 13 anos, ela conseguiu trabalho como balconista em uma papelaria durante o período de volta às aulas e passou a dividir os dias entre emprego e estudo noturno. Aos 16, de acordo com informações publicadas pelo Terra, já havia chegado a um cargo de gerência. Um episódio ocorrido durante um temporal também ficou marcado na trajetória profissional. Alexandra colocou uma capa de chuva, abriu os guarda-chuvas que estavam à venda na papelaria e foi para a calçada oferecê-los a quem precisava se proteger da chuva. O estoque acabou, e ela foi efetivada.

A história da menina vendendo comida aos 8 anos, porém, não deve ser interpretada como modelo de trabalho infantil. A legislação brasileira atual proíbe qualquer trabalho para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos 14; atividades noturnas, perigosas ou insalubres são proibidas para menores de 18 anos, conforme o artigo 7º da Constituição Federal.

Gravidez aos 17, dois filhos em menos de um ano e uma doença na tireoide criaram uma nova fase de dificuldades. A vida adulta chegou cedo. Alexandra começou a namorar aos 14 anos, engravidou aos 17 e se casou antes de completar 18. Thereza nasceu primeiro e, pouco depois, veio Jean; os irmãos têm 11 meses de diferença. O casamento durou cerca de três anos. Aos 22 anos, com dois filhos pequenos e novamente vivendo com Sebastiana, Alexandra precisou reconstruir a própria renda. Foi nessa fase que conseguiu emprego em uma loja de calçados em São José dos Campos. Enquanto trabalhava, uma cliente médica percebeu uma alteração em seu pescoço, e exames posteriores identificaram dois nódulos na tireoide. O tratamento afetou sua aparência, provocou forte queda de cabelo e ganho de peso, mas ela continuou no varejo. Ao longo dos anos seguintes, avançou para funções de liderança e chegou a gerente regional, acumulando 15 anos na empresa, período em que conseguiu comprar carro e apartamento e melhorar as condições de vida dos filhos.

Quando os dois filhos chegaram à faculdade de Medicina, uma proposta de trabalho em Angola levou Alexandra para outro continente. A estabilidade profissional trouxe outro problema financeiro. Os dois filhos foram aprovados em cursos de Medicina, e Alexandra avaliou que o salário que recebia no Brasil não seria suficiente para sustentar as mensalidades e as demais despesas familiares.
 
Em 2010, surgiu a oportunidade de trabalhar em Angola. Ela participou de uma seleção em São Paulo para gerenciar a abertura de uma operação atacadista no país africano, deixou a carreira que havia construído no Brasil e aceitou o posto, que oferecia remuneração maior. Foram cinco anos trabalhando em Angola. Além de contribuir para os estudos dos filhos, o período permitiu que Alexandra juntasse o dinheiro que mais tarde serviria de capital para uma mudança que vinha planejando havia anos: deixar de trabalhar somente para outras empresas e abrir o próprio negócio. Nas viagens que fazia ao Brasil, ela passou a frequentar cursos do Sebrae e estudar possíveis segmentos para investir. O setor de cafeterias apareceu como uma alternativa e, ao retornar definitivamente, ela decidiu começar por uma franquia, modelo que já oferecia processos e estrutura estabelecidos. Cerca de R$ 500 mil acumulados após anos de trabalho financiaram o primeiro passo no setor de cafeterias.

O primeiro investimento ficou em torno de R$ 500 mil, segundo reportagem do Terra. O dinheiro havia sido formado principalmente durante os cinco anos em Angola e representava uma parcela importante das economias de Alexandra, o que reduzia sua margem para uma tentativa malsucedida. Em 2015, ela adquiriu uma unidade da Casa do Pão de Queijo instalada em shopping. Apenas seis meses depois, acrescentou ao negócio uma operação do Café do Ponto. Os números aumentaram ao longo dos anos. Em 2024, as duas operações atenderam cerca de 150 mil clientes, registraram crescimento anual de 23% e chegaram a aproximadamente R$ 6 milhões em faturamento.

Esse resultado abriu espaço para uma nova mudança. Em vez de permanecer exclusivamente como franqueada, Alexandra começou a preparar a entrada em uma operação sobre a qual teria maior controle. Depois de duas franquias, a empresária apostou em uma marca própria e elevou a projeção dos negócios para R$ 8 milhões. Em 2025, Alexandra assumiu o Café do Barão, em um shopping de São José dos Campos. A negociação levou cerca de seis meses e veio depois de aproximadamente dois anos de sondagens para conseguir assumir o ponto. A proposta inicial era colocar ali outra franquia, mas o comportamento dos consumidores fez o plano mudar. O estabelecimento tinha uma identidade colonial já reconhecida pelos clientes, e Alexandra decidiu preservar essa característica enquanto desenvolvia uma operação própria.

Nos primeiros meses, o Café do Barão chegou a registrar faturamento mensal 20% acima do previsto, conforme reportagem da Exame publicada em junho de 2025. Com Casa do Pão de Queijo, Café do Ponto e Café do Barão em funcionamento, a meta anunciada pela empresária era alcançar R$ 8 milhões em faturamento somado durante 2025. O número precisa ser entendido como uma projeção divulgada naquele período, e não como faturamento posteriormente auditado ou confirmado. Nas fontes consultadas, não foi localizado um balanço público posterior que permita afirmar que a meta de R$ 8 milhões efetivamente foi atingida ao fim de 2025. A mulher que a retirou do lixão permaneceu como referência mesmo depois do crescimento dos negócios. Sebastiana morreu em 2000, aos 81 anos. Alexandra continuou próxima dos irmãos com quem cresceu e atribui à mãe adotiva uma parte central da própria trajetória.

Em 2025, ela transformou essa história em livro. A autobiografia “Improvável não é impossível”, publicada pela Trend Editora, foi lançada em 24 de junho daquele ano em São José dos Campos e relata desde a infância em Jacareí até a carreira em vendas e a entrada no empreendedorismo. A trajetória liga duas imagens separadas por mais de cinco décadas. De um lado está a criança que buscava restos de comida em um terreno usado como lixão e, aos 8 anos, carregava uma bacia de coxinhas pelas ruas para ajudar em casa. Do outro, uma empresária que reuniu duas franquias e uma marca própria, depois de passar pelo varejo, criar dois filhos, trabalhar cinco anos fora do Brasil e arriscar as economias acumuladas em seu primeiro negócio.

O que mais chama sua atenção na história de Alexandra Borges: o gesto de Sebastiana ao acolhê-la, a saída para vender coxinhas ainda criança ou a decisão de deixar uma carreira consolidada e trabalhar cinco anos em Angola para mudar o futuro da família? Deixe sua opinião nos comentários e conte qual parte dessa trajetória mais surpreendeu você. 
 
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MPF abre inquérito sobre abordagem da polícia de São Paulo a veículo com Haddad.


Wendal Carmo

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem da Polícia Militar ao veículo do candidato ao governo do estado Fernando Haddad (PT), adversário do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A medida consta de um despacho assinado na sexta-feira 14 pelo procurador Paulo Taubemblatt, em resposta à notícia-crime que a coligação liderada pelo PT apresentou contra “supostos atos de intimidação e coação policial” a Haddad. Na quarta-feira, o ex-ministro da Fazenda relatou uma suposta tentativa de intimidação ao seu motorista. Haddad retornava de um evento na Faculdade de Direito da USP na noite anterior quando uma viatura da PM “jogou luz no para-brisa” para checar quem estava dentro do carro. Após deixá-lo em casa, o motorista teria sido seguido por vários minutos.

O candidato acionou a Secretaria de Segurança Pública do estado no dia seguinte, ao saber da notícia, e recebeu como explicação do governo que os policiais estariam à procura de uma gangue do “quebra-vidro” na região central da capital paulista. A versão é contestada pela campanha de Haddad, sob o argumento de que o horário da ocorrência não condiz com o do relato. Na quinta-feira, a PM-SP afirmou ter aberto uma sindicância para apurar o caso.

Ao autorizar o inquérito, o MPF destacou que o relato da coligação petista indica “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade, mediante a utilização da máquina pública e do aparato policial estatal para coagir ou intimidar candidato durante o processo eleitoral”, e pediu documentos, no prazo de cinco dias, ao secretário da pasta, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, e à comandante-geral da PM, coronel Glauce Cavalli.“A coligação destacou o nexo temporal entre os fatos e as críticas públicas proferidas pelo candidato à gestão da Segurança Pública estadual em debate televisivo ocorrido dois dias antes, sugerindo uma possível retaliação institucional”, aponta o documento, em referência ao primeiro debate entre o petista e Tarcísio nestas eleições, promovido pela TV Band no último domingo.

No caso da PM, o procurador regional solicitou o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pelo policiamento do bairro Planalto Paulista, além da delimitação dos “setores de patrulhamento” da guarnição e de detalhes sobre “itinerários e pontos de estacionamento previamente determinados”. Também há um pedido para que a corporação forneça as ordens de serviço emitidas dos dias 1º a 11 de agosto, os dados das viaturas e dos policiais e a identificação dos agentes envolvidos na ocorrência. Outra frente de apuração do inquérito envolve o Hotel Pulmann, no bairro Vila Mariana, onde o motorista diz ter se abrigado, após ser seguido pela viatura, para ser filmado por câmeras de segurança. Ele afirma que desceu do carro para perguntar aos policiais o que estava acontecendo e ouviu a expressão “vaza daqui”. O despacho do MPF solicita imagens das câmeras naquela data, após 21:40h.

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Mulher é perseguida e usa arma de choque para escapar do ex em Guarapari (ES).

 
Vítima afirma ter três medidas protetivas contra 
o homem e teme que os filhos sejam agredidos. 

Redação Folha Vitória

Uma mulher de 22 anos afirma estar sendo perseguida pelo ex-marido, mesmo após mais de um ano do fim do relacionamento. Na tarde da quinta-feira (13), ela contou que precisou usar uma arma de choque para escapar do homem enquanto buscava o filho de cinco anos em uma escola no bairro Ipiranga, em Guarapari. Segundo a vítima, o ex foi atrás dela até a escola e começou a questioná-la sobre sua vida pessoal e financeira. Quando ela tentou acionar a polícia pelo celular, ele teria tentado tomar o aparelho à força. Ele foi atrás de mim e queria saber quem iria pagar a minha conta. Sempre falava que eu tinha outros homens, outras pessoas, e não aceitava. Eu tentei ligar para a polícia, mas ele não deixou e tentou pegar meu celular à força. Foi quando usei a arma de choque, pedi socorro e as pessoas que estavam no local me ajudaram.

Vítima.
A mulher afirma que o ex-companheiro a persegue há mais de um ano. De acordo com o relato, ele aparece em locais frequentados por ela, como supermercado e escola do filho, e tenta descobrir com quem ela se relaciona e o que está fazendo. A vítima afirma ainda que possui três medidas protetivas contra o homem. Segundo ela, o ex já apresentou comportamento agressivo e chegou a ameaçá-la com uma faca.

Ex teria ameaçado mulher com faca.
A ameaça mais recente, segundo a vítima, teria acontecido na noite anterior ao episódio na escola. Ela contou que o ex havia dado R$ 50,00 a ela e ficou irritado após uma discussão relacionada ao dinheiro.“Eu falei: ‘se for por causa de dinheiro, então eu não quero’. Peguei os R$ 50,00 e rasguei. Foi quando ele ficou furioso, disse que aquele dinheiro não era de vagabundo e pegou uma faca.” Ainda segundo a mulher, a situação só não terminou em agressão porque a mãe e a irmã do homem intervieram. Na ocasião, ela estava com uma das filhas no colo.

Medo de que os filhos sejam atingidos.
A mulher tem três filhos e procurou a Delegacia de Vila Velha na noite desta quinta-feira (13) para registrar a ocorrência. Ela afirma ter conseguido um abrigo e diz que teme pela própria segurança e pela dos filhos. Segundo a vítima, o medo aumentou porque o ex já teria dito que queria vê-la sofrer. Ela teme que os filhos sejam usados por ele como forma de atingi-la.“Eu fico com medo do que ele possa fazer com os meus filhos para me atingir. Porque uma vez ele já falou que quer me ver sofrer. Então, para ele me ver sofrer, ele atingiria os meus filhos.”

*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record.
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