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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Vendedor de balas do RJ morre após ser espancado em praia de Guarapari (ES).



Wesley Alves dos Anjos, de 33 anos, estava há cerca de três 
meses em Guarapari e foi agredido na véspera do Réveillon.

Redação Folha Vitória    

O vendedor autônomo Wesley Alves dos Anjos, de 33 anos, que era do Rio de Janeiro e há três meses vendia balas em praias de Guarapari, morreu na última terça-feira (6) no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), o São Lucas. Ele foi vítima de espancamento na véspera de Ano Novo, dia 31 de dezembro, em uma praia do balneário. O caso agora é acompanhado pela Delegacia de Homicídios, que investiga as circunstâncias da agressão e a autoria do crime. Não foram passados detalhes de como a agressão aconteceu. Segundo familiares, o último contato que eles tiveram com a vítima ocorreu no dia 18 de dezembro, dois dias antes do aniversário dele, quando Wesley deixou de responder mensagens e ligações. Após cerca de 20 dias de buscas, a família foi informada de que o homem havia sido hospitalizado em estado grave e não resistiu aos ferimentos.

Busca por informações e investigação.
Nesta quarta-feira (7), parentes estiveram na Delegacia de Homicídios para entregar documentos e registrar oficialmente o caso. Eles afirmam que só perceberam o desaparecimento de Wesley após tentativas repetidas de contato sem sucesso. A família relatou que passou a se preocupar ao não obter retorno das ligações e mensagens enviadas ao celular da vítima. "Ficamos ligando, ligando, ligando para ele; os outros ouviam e não respondiam. Aí nós ficamos preocupados, e depois soubemos disso dele.” Mãe de Wesley, que pediu para não ter o nome divulgado.

Dependência química.
De acordo com a família, o homem era natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e estava em Guarapari há cerca de três meses, onde buscava tratamento contra a dependência química. Ele teria sido desligado da clínica onde estava internado e, posteriormente, voltou a fazer uso de substâncias ilícitas, segundo a família. Após sair do tratamento, ele passou a vender balas nas praias do balneário para se sustentar. A família agora aguarda o avanço das investigações para entender como ocorreu a agressão e quem são os responsáveis pelo crime. O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que disse que a investigação é feita pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. “Até o momento, nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, no momento”, diz nota da polícia.  

*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record.
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