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sábado, 17 de outubro de 2026

Drones 'assassinos' e tropas: o que está por trás do avanço militar dos EUA na América Latina.


Governo Trump aposta no combate ao narcotráfico e amplia cooperação com forças locais. Especialistas veem riscos para civis e apontam disputa geopolítica com a China.

Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo 

Os Estados Unidos estão enviando centenas de militares e drones para a América Latina, segundo informações divulgadas pela imprensa americana nos últimos dias. A movimentação ocorre em meio à tentativa do governo de Donald Trump de combater o narcotráfico e ampliar a influência americana na região. Na quarta-feira (14), o jornal The New York Times informou que pelo menos 600 militares dos EUA participarão de treinamentos e exercícios com forças locais no Panamá, na Colômbia e em Honduras. Segundo o jornal, os primeiros militares já começaram a ser enviados para um centro de treinamento no Panamá. Depois, eles seguirão para a Colômbia, onde participarão de exercícios militares previstos para começar ainda em outubro. Outra parte do grupo será deslocada para Honduras, também para atividades de treinamento com forças locais. A reportagem afirmou ainda que parte dos militares poderá dar apoio a forças de operações especiais americanas que assessoram exércitos locais em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.

A notícia foi divulgada uma semana depois de o mesmo jornal informar que os Estados Unidos estavam enviando drones MQ-9 Reaper, conhecidos como "caçadores-assassinos", para a América do Sul. Os equipamentos foram redirecionados da África para o Equador e a Colômbia e devem ser usados em operações de combate ao narcotráfico. Os dois países enfrentam a atuação de facções criminosas classificadas como organizações terroristas pelo governo americano. Para o cientista político Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, os militares enviados à América Latina devem atuar principalmente como assessores de forças locais. Segundo ele, a expectativa é que os americanos trabalhem em parceria com as Forças Armadas e as polícias dos países que aderiram ao Escudo das Américas — iniciativa de Donald Trump para combater o crime organizado na região. O Brasil não faz parte do grupo. Santoro avalia ainda que o envio de 600 militares americanos para a América Latina é um deslocamento pequeno diante dos objetivos anunciados pelo governo americano.

"Os militares dos Estados Unidos não estarão diretamente na linha de frente. Quem estará ali arrombando a porta de um laboratório ou prendendo uma quadrilha vão ser os militares ou os policiais desses países", explica.

"Os americanos simplesmente estarão trabalhando em um cenário de apoio."

Os Estados Unidos mantêm cinco bases militares na região e podem utilizar três Locais de Segurança Cooperativa (CSLs, na sigla em inglês) — instalações que permitem o acesso e o apoio logístico em países parceiros, sem necessariamente abrigar tropas de forma permanente. O país também realiza regularmente exercícios militares conjuntos com parceiros estrangeiros. Em setembro, por exemplo, o Brasil recebeu tropas americanas e de outros países para um treinamento em Goiás, coordenado pelas Forças Armadas brasileiras. Apenas neste ano, um levantamento feito pelo g1 aponta que os EUA realizaram exercícios e treinamentos em ao menos 21 países da América Latina e Caribe. O dado inclui ações na base americana em Guantánamo, em Cuba.

Ao mesmo tempo, os EUA têm ampliado a atuação militar direta na América Latina. Em janeiro, forças americanas atacaram a Venezuela e capturaram o então ditador Nicolás Maduro. Dois meses depois, os Estados Unidos se uniram ao Equador em operações contra cartéis de drogas no país. As forças americanas também mantêm ataques contra embarcações que, segundo o governo dos EUA, transportam drogas no Caribe e no Oceano Pacífico.
 
Dados do Congresso dos Estados Unidos apontam que o país mantinha cerca de 1.650 militares ativos na América Latina em março de 2024. Para Santoro, esse número provavelmente aumentou nos últimos meses. Segundo o especialista, a ampliação da presença militar americana na região reflete uma mudança na política externa de Trump. Santoro afirma que, apesar de o combate ao narcotráfico ser a justificativa para as operações, a disputa geopolítica com a China também ajuda a explicar o aumento do interesse dos Estados Unidos pela América Latina.

"A própria decisão americana de ter esse tipo de engajamento mais intenso com a região passa por uma leitura geopolítica", afirma.

    "A América Latina hoje é mais importante para os Estados Unidos ou virou uma ameaça para os Estados Unidos por causa da maior influência da China na região."

O g1 questionou o Comando Sul dos Estados Unidos sobre o número de militares americanos na região, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

Pressão regional.
O governo Trump tem pressionado países latino-americanos a intensificar as ações contra grupos ligados ao narcotráfico e a ampliar a cooperação militar com os Estados Unidos, inclusive por meio de operações conjuntas. A estratégia, no entanto, é alvo de questionamentos. Especialistas ouvidos pelo New York Times colocam em dúvida a eficácia de matar integrantes de organizações criminosas para reduzir o tráfico de drogas. Organizações de direitos humanos também alertam para o risco de vítimas civis caso os ataques sejam ampliados para alvos em terra. A aproximação de governos latino-americanos com Trump também levanta preocupações com a presença militar americana permanente nos países da região. Segundo o New York Times, a possibilidade dessas operações reacendeu o debate sobre a soberania dos países latino-americanos, principalmente por causa do histórico de intervenções militares no passado. A reportagem afirma ainda que integrantes do próprio governo americano questionam a falta de objetivos claramente definidos para o envio de tropas para a América Latina. Até o momento, o deslocamento dos militares tem caráter temporário. Por outro lado, autoridades americanas ouvidas pelo jornal não descartam que as rotações de tropas se tornem parte permanente da presença militar dos EUA na região. 

https://g1.globo.com 

Apoiadores de Lula fazem panelaço contra Flávio em várias cidades do país.


PODER360

André Janones convocou manifestação contra o candidato 
à Presidência do PL no horário da entrevista para a Globo.

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fizeram panelaços em cidades brasileiras pouco antes da entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o Jornal Nacional, da TV Globo, na 6ª feira (16.out.2026). A mobilização foi convocada nas redes sociais pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que pediu que os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) batessem panelas a partir das 21h. Vídeos publicados nas redes sociais e enviados ao jornal digital mostram manifestações em São Paulo, nas regiões da Sé, da República e da Bela Vista, no centro de São Paulo, e nos bairros do Brás e de Santa Cecília. Há registros também em Copacabana, Ipanema e Tijuca, no Rio de Janeiro, além de Fortaleza (CE), Águas Claras e Asa Norte (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).

https://www.poder360.com.br/

Lula ou Flávio Bolsonaro: Quem deu mais Ibope para Globo nas sabatinas do 2º turno.


DANIEL FARAD

Os números prévios do Ibope indicam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atraiu um público maior do que Flávio Bolsonaro (PL) durante a segunda rodada de sabatinas da Globo com os candidatos à presidência da República. O senador foi entrevistado por Renata Lo Prete na sexta-feira (16), em meio a críticas por ter se encontrado com executivos da Globo poucas horas antes. Os dados obtidos pelo Notícias da TV com fontes no mercado mostram que a sabatina com Flávio ficou na casa dos 21 pontos na Grande São Paulo. Os índices consolidados serão divulgados na segunda-feira (19) e devem ser ligeiramente maiores por causa de uma dificuldade técnica do Ibope: a entrevista também foi exibida pela GloboNews, o que pode interferir na medição em tempo real. Mesmo assim, os números corrigidos não devem ser superiores aos de Lula, que ficou com 24,8 pontos de média e 40,1% de share (porcentagem de televisores sintonizados em uma mesma atração) na capital paulista. Foi mais assistida do que a novela das nove, Quem Ama Cuida (23,6 pontos); e que o Jornal Nacional (21,2 pontos).

O petista teve um desempenho até maior no Rio de Janeiro, onde a Globo tradicionalmente também tem mais audiência no PNT (Painel Nacional de Televisão). A sabatina marcou 28 pontos (em números arredondados), também como a maior audiência do dia por lá. Lula teve um desempenho melhor em São Paulo no primeiro turno, quando alcançou 25,2 pontos na conversa com César Tralli e Renata Vasconcellos em 27 de agosto.

Dados prévios x dados consolidados.
O Ibope normalmente divulga os números da sexta-feira e do final de semana apenas às segundas, mas as emissoras têm acesso aos índices também em tempo real. Alguns fatores afetam essa medição, como as transmissões conjuntas –especialmente porque o instituto usa as faixas de áudio para identificar automaticamente que canal o telespectador está assistindo.

https://noticiasdatv.uol.com.br

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PF aponta que empresa ligada a investigado no caso INSS pagou voos de Flávio Bolsonaro na Europa.


Publicado por: Diario do Centro do Mundo 

Uma investigação da Polícia Federal apontou que a Cathedral Holdings, empresa portuguesa ligada ao advogado Willer Tomaz e proprietária da bet Rede Loto, contratou voos entre Portugal e França para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2025. Willer é investigado sob suspeita de repassar recursos obtidos em fraudes contra a Previdência no caso do INSS. Com informações de Folha de S.Paulo. Documentos reunidos pela PF incluem canhotos de passagens encontrados no computador de Willer. Um dos trajetos ocorreu em 11 de abril de 2025, de Lisboa a Nice, na França, com contratação da empresa de táxi aéreo NetJets para Willer e Flávio.

Em 23 de maio daquele ano, os dois viajaram de Cascais, cidade próxima a Lisboa, a Nice acompanhados por familiares. O grupo seguiu depois para Paris em outro voo. Flávio disse que mantém com Willer uma relação “exclusivamente de amizade” e rejeitou qualquer associação entre os deslocamentos e irregularidades. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou. O advogado de Willer declarou que o próprio empresário pagou as viagens, e não a Rede Loto. A defesa classificou os deslocamentos como “passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza”.

A Cathedral Holdings foi aberta em Portugal em 16 de janeiro e tem como acionistas Willer, a mulher dele, Flávia Oliveira Corrêa, a irmã do advogado, Jorge Barbosa Dias e Igor Mateus Barbosa Moura, parente de Dias. A empresa é a única sócia da Rede Loto. Willer divide a propriedade da Rede Loto com Dias, que enfrentou processo por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e foi absolvido em 2023, quando a decisão transitou em julgado. A empresa obteve em maio de 2023 a primeira autorização para uma casa de apostas operar no país, sob a marca BestBet. A Loteria do Estado do Rio de Janeiro autorizou a operação em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia. Pessoas que acompanharam os procedimentos da Loterj afirmaram que Flávio indicou Cançado para o cargo; procurado, o ex-presidente da loteria não comentou.

A Loterj declarou que a Rede Loto entregou todos os documentos exigidos no edital e que seus integrantes não apresentaram impedimentos legais. Dados da autarquia apontam que uma empresa da qual Willer é beneficiário final faturou R$ 188 milhões em contratos com a Loterj entre junho de 2023 e agosto de 2026.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br

Renata Lo Prete domina a entrevista de Lula com a segurança de quem não precisa se colocar como juiz para ter autoridade.


Apresentadora consegue fazer quase 30 perguntas em 40 
minutos tirando respostas importantes do candidato à reeleição.

Por: Jeff Benício

A escolha de Renata Lo Prete para a segunda rodada do programa ‘Entrevista com o Candidato’ foi um grande acerto da direção de jornalismo da Globo. A âncora do ‘Jornal da Globo’ manteve o estilo sereno e pragmático que a tornou uma das melhores entrevistadoras de política e economia da TV. Mesmo com o presidente Lula falando num tom de voz acima, como de costume, ela manteve a sobriedade de quem não precisa se colocar no papel de julgador para exercer autoridade. Ao longo de 40 minutos não houve interrupções bruscas, apenas alguns complementos de perguntas e comentários para fazer o candidato confirmar seus posicionamentos. Outra proeza de Lo Prete foi administrar bem a duração da sabatina: fez cerca de 25 perguntas, abordando temáticas importantes para o eleitor e respeitando os tempos de resposta de Lula. Ela até despertou um sorriso no petista ao reiterar que os dois pensam diferente na questão da governabilidade de um possível quarto mandato.

Foi um diálogo civilizado e esclarecedor entre um político experiente e uma jornalista bem-preparada com total controle da situação. Uma aula de bom jornalismo. Melhor, sem dúvida, do que as entrevistas menos fluídas com os presidenciáveis no 1º turno. O único lapso de Lo Prete, na opinião da coluna, foi não ter questionado o presidente a respeito de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de tráfico de influência e corrupção para favorecer empresas junto a órgãos do governo federal.

Na ‘Central das Eleições’, na GloboNews, o veterano Merval Pereira, homem de confiança da família Marinho, dona da Globo, aprovou o desempenho de Lula. “Eu acho que ele foi muito bem”, disse. “Firme, assertivo, sem aquele rancor que apareceu na primeira entrevista.”

https://www.terra.com.br

Acabou a aposentadoria? Vaza 'plano secreto' de Flávio Bolsonaro; mudança de idade choca internet.

 
O candidato à presidência recebeu um plano econômico 
que pede pelo aumento na idade mínima de aposentadoria.

Por: Maria Flor Neder / Licenciado de Contigo

Durante um encontro com representantes do setor empresarial, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro recebeu um plano econômico que previa o aumento na idade mínima de aposentadoria, a diminuição no piso do salário mínimo e a revisão das regras do Bolsa Família. Chamado de Projeto Brasil de Amanhã, o documento foi entregue ao senador na última terça-feira, (13), e pedia pela mudança em diversos setores econômicos no país.

Mudanças previstas no documento.
Entre as mais marcantes, estava o pedido pelo aumento na idade de aposentadoria. Se a proposta for implementada, a idade que, atualmente está em 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres, passaria para 67 anos para ambos. Além disso, o plano também defende o fim da vinculação do piso previdenciário no salário mínimo. O plano dos empresário também pedia pela revisão da entrada e permanência nos benefícios do Bolsa Família. Sem uma estimativa em quantas famílias seriam afetadas por essa reforma, o plano tem como objetivo uma reforma no pacote orçamentário, que poderiam chegar em cerca de R$ 139,9 bilhões a curto prazo, de acordo com informações do site Fórum. Vale ressaltar que, apesar de ter recebido o documento, Flávio não chegou a anunciar se deve adotar as mudanças na previdência ou no Bolsa Família.

Elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal e pela FIL Brasil, o documento escrito por representantes do setor empresarial está ligado à da Associação Comercial de São Paulo.

https://www.terra.com.br/

Transporte coletivo: Lula diz que vai enviar ao Congresso PEC para garantir tarifa zero aos finais de semana com dinheiro de emendas.


Proposta prevê tarifa zero em todas as cidades do país. Proposta foi anunciada pelo presidente em uma publicação nas redes sociais a 10 dias do segundo turno das eleições.

Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai enviar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que prevê tarifa zero para ônibus aos finais de semana em todo o país. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a fonte de recurso da medida será por compartilhamento de emendas parlamentares.

    "Agora que o Senado aprovou o fim da escala 6x1 e os trabalhadores terão dois dias de descanso para ter lazer, visitar família, passear e descansar mais, vou mandar uma PEC também para o Congresso Nacional garantindo passe livre no final de semana para todas as cidades que tiverem transporte coletivo nesse país", disse o presidente.

"E aonde vamos arranjar dinheiro? Aí nós vamos compartilhar com as emendas parlamentares para a gente poder garantir que o povo vai passear. O povo vai ficar feliz, deputados vão dar utilidade para suas emendas e a gente vai garantir que valeu a pena o fim da escala 6x1".

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) passa por uma tramitação mais rígida que a de um projeto de lei comum. Para ser aprovada, precisa ser analisada pela Câmara e pelo Senado, com votação em dois turnos em cada Casa, e obter, em cada votação, o apoio de três quintos dos parlamentares: 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. Se Câmara e Senado aprovarem o mesmo texto, a emenda é promulgada pelas Mesas das duas Casas, sem necessidade de sanção do presidente da República; se o Senado alterar o texto aprovado pelos deputados, ou vice-versa, a parte modificada precisa voltar à Casa anterior para nova análise.

Nos últimos dias, reta final para a votação do segundo turno, o presidente Lula tem anunciado novas medidas populares voltadas para trabalhadores e estudantes. Na terça-feira (13), Lula anunciou o perdão das dívidas de todos os microempreendedores individuais - os MEIs - que estão inscritos na dívida ativa da União e um pix de até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimentos nos pequenos negócios. Um dia depois, a Câmara aprovou as medidas anunciadas pelo candidato petista, que inclui também a ampliação do limite de faturamento para enquadramento de MEI. Lula também prometeu criar o programa Pé-de-Meia para universitários caso seja reeleito para um quarto mandato, a partir de 2027.

O presidente afirmou que o pagamento será de R$ 700,00 durante dez meses e no final de cada ano de curso, depósito em poupança de R$ 2,5 mil. Nesta quarta-feira (14), o Senado aprovou a PEC que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. A aprovação da PEC por ampla maioria foi uma vitória para o presidente Lula (PT), que transformou o tema em bandeira de campanha. A expectativa é que a proposta seja promulgada no Senado no início da semana que vem. Segundo a campanha de Lula, o petista deve comparecer à cerimônia na Casa legislativa.

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Juristas pedem suspeição de Nunes Marques após bloqueio de canal pró-Lula.


ABJD questiona imparcialidade do presidente do TSE após suspensão do "Exército do Lula" e aponta possível tratamento desigual em relação a grupo ligado a Flávio Bolsonaro.

Por Alícia Bernardes

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) deve protocolou na quinta-feira (15/10) um pedido de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por suposta parcialidade na condução de um caso envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). A entidade questiona decisões que suspenderam o funcionamento do grupo, utilizado por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O canal voltou ao ar na noite de quarta-feira (14). A associação pretende ingressar como terceira interessada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita no TSE a partir de uma iniciativa da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a entidade, a participação se justifica pelo interesse público envolvido e pelos possíveis impactos das decisões sobre a disputa presidencial. A ABJD sustenta que a sequência de medidas adotadas pelo ministro apresenta indícios de tratamento desigual entre as candidaturas. O questionamento tem como foco a condução do processo. Inicialmente, Nunes Marques determinou a suspensão do canal por meio de uma petição administrativa. A medida foi posteriormente revogada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Mesmo após um parecer da área técnica do TSE favorável ao funcionamento do grupo, o presidente da Corte reverteu a decisão e determinou novo bloqueio por 48 horas, além de outras medidas.

Para a ABJD, a sucessão de decisões levanta dúvidas sobre os critérios utilizados pelo tribunal e sobre os efeitos das determinações na comunicação política durante a campanha. A associação destaca que o bloqueio coincidiu com o período de discussão, no Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Na avaliação da entidade, a interrupção de um canal de mobilização de apoiadores de Lula naquele momento exige esclarecimentos sobre a proporcionalidade e os fundamentos jurídicos das medidas.

“Tropa do Flávio”.
Outro ponto levantado pelos juristas é a existência do canal “Tropa do Flávio”, associado à campanha do senador. A ABJD questiona se a Justiça Eleitoral aplicou critérios equivalentes de fiscalização aos dois grupos e cobra esclarecimentos sobre uma possível diferença de tratamento. A entidade considera que a comparação deve ser examinada na análise do pedido, embora a existência de decisões distintas, isoladamente, não comprove favorecimento político. O pedido de suspeição busca levar ao tribunal a discussão sobre a imparcialidade de Nunes Marques na condução do caso. A apresentação da medida, contudo, não significa que tenha sido reconhecida qualquer irregularidade na atuação do ministro. Caberá à Justiça Eleitoral avaliar os argumentos da associação e decidir sobre o pedido, em meio ao debate sobre os limites da intervenção judicial em canais digitais e a igualdade de condições entre candidaturas.

Nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ala da Corte avalia que Kássio Nunes Marques tem adotado decisões que podem favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em meio à disputa presidencial. A avaliação é de que o presidente do tribunal tem atropelado procedimentos internos e decisões de corregedores, concentrando a condução de casos sensíveis e levantando questionamentos sobre a isonomia no tratamento das candidaturas. A atuação do ministro tem ampliado o desconforto entre integrantes da Corte, especialmente diante das medidas contra canais digitais ligados à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Mendonça paralisa julgamento no TSE após maioria decidir a favor de Lula.


Plenário da Corte entendeu que vídeo que associa "tesouraço" de Flávio Bolsonaro à redução de recursos para programas sociais não é ilegal. Porém, julgamento terá de recomeçar do zero.

Por Renato Souza

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu destaque, ou seja, análise do caso no plenário físico, e suspendeu o julgamento sobre a remoção de um vídeo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando havia maioria formada em favor do petista. O magistrado paralisou o julgamento do caso quando o placar estava 4 a 3 em favor de Lula. O plenário virtual da Corte analisou uma decisão do próprio ministro que mandou retirar do ar um vídeo em que a campanha de Lula critica o “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro (PL). Mendonça determinou que fosse removido do horário eleitoral o vídeo em que a campanha do PT afirma que os cortes em um eventual governo Flávio serão feitos no Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos.

O ministro entendeu que o “tesouraço” se refere a cortes na estrutura administrativa e à redução de cargos, não à redução de recursos para programas sociais. Mas a maioria do plenário, formado por sete ministros, entendeu no sentido contrário e votou para manter a reprodução do vídeo no horário eleitoral.

Com o pedido de destaque, os votos terão de começar do zero no plenário físico, e a data do julgamento será agendada pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, aliado de Mendonça.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

‘Atos demonstram potencial de virada e uma onda lulista Brasil afora’, afirma cientista política.


Rosemary Segurado aponta que Nunes Marques tem 
'flagrante alinhamento com campanha de Flávio'.

Lucas Krupacz E Maria Teresa Cruz

Um milhão de pessoas participaram do ato em defesa da democracia e em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Eleitores de outras cidades brasileiras também realizaram atos pela reeleição de Lula. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a cientista política Rosemary Segurado, diretora do Coletivo Digital, avalia que os atos representam uma “demonstração de força muito importante” e destaca que, embora a mobilização na capital paulista tenha sido a maior, não foi a única. Além disso, aponta que algumas análises têm comparado o cenário às manifestações pelas Diretas Já!, que antecederam o início da redemocratização após a ditadura militar.

“Vimos uma manifestação multitudinária em Recife, por exemplo. A cidade de Campinas também registrou uma manifestação muito significativa. Tudo isso demonstra um potencial de virada, de algo que podemos chamar de uma onda lulista crescendo Brasil afora”, afirma.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em reação ao movimento das ruas, protocolou um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o canal “Exército de Lula”, coordenado por André Janones, por suposta disseminação de fake news. O ministro e presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pediu apuração da denúncia e um parecer da área técnica do tribunal. Na segunda-feira (12), a equipe de apuração indicou que não foi encontrada divulgação de desinformação no canal. O PT avalia entrar com pedido de suspeição do ministro por atuação em favor da campanha bolsonarista. Para Segurado, a postura de Nunes Marques, que foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, é de “flagrante alinhamento” à candidatura de Flávio. “É escandaloso, é um posicionamento favorável. Cabe sim ao Partido dos Trabalhadores entrar com uma medida [contra Nunes Marques]”, pontua.

A analista destaca que o canal de WhatsApp, que já supera os 3,7 milhões de seguidores, tem sido uma importante ferramenta de engajamento e de circulação das estratégias da campanha de Lula. “É uma ação democrática, dentro das regras do jogo, ninguém está sendo pago para isso, não há nenhum nível de impulsionamento privado”, enumera. Rosemary Segurado observa que houve uma mudança de postura da campanha de Flávio diante da reação do eleitorado pró-Lula nas ruas. “Há um sinal de desespero da candidatura de Flávio. Logo após o primeiro turno, Flávio estava falando como eleito, como se já fosse presidente. Ele começa a ver que essa tranquilidade está ameaçada porque a candidatura de Lula tem demonstrado reação e força nas ruas. E como eles fazem isso? Usando o expediente de mentiras e de desinformação, para afetar a imagem da campanha de Lula”, reforça.

https://www.brasildefato.com.br