Flávio Bolsonaro nega que vá acabar com reajuste real das aposentadorias,
mas equipe econômica dele e do pai flertaram com a ideia.
Por: Marcos de Oliveira.
Apesar de Flávio Bolsonaro garantir que vai manter o aumento real para o salário mínimo e estender o reajuste às aposentadorias, há fortes motivos para desconfiar. Primeiro, porque, se ele assumisse que apoia a “desvinculação”, encaminharia sua derrota; segundo, porque os integrantes da equipe econômica do candidato do PL serem simpáticos à ideia. Até mesmo os jornalões duvidam da promessa, ao contrapor a manutenção do aumento real das aposentadorias à promessa de “forte ajuste fiscal”, na casa de R$ 300 bilhões. O governo de Bolsonaro pai limou o aumento real do salário mínimo e, consequentemente, das aposentadorias. Não é demais lembrar que o todo poderoso ministro Paulo Guedes defendia os chamados “3Ds”: desindexar, desvincular e desonerar. Nenhum deles aplicados ao Bolsa Banqueiro, claro.
Como mostrou esta coluna na quarta-feira, em 25 anos (2002 a 2026) o salário mínimo perderia metade de seu valor atual se não houvesse o reajuste real (além da inflação). Em vez de R$ 1.621, o mínimo cairia para R$ 807.
https://monitormercantil.com.br
