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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Em nova ofensiva, Nunes Marques manda apurar canal 'Exército de Lula'.

 
João José Oliveira, Nino Guimarães

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, pediu uma apuração técnica urgente sobre a circulação de conteúdos falsos em redes digitais e no canal 'Exército de Lula', em mais um capítulo do embate com o corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia revogado ontem a suspensão do canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).

O que aconteceu.
O presidente do TSE acionou a área de combate à desinformação do tribunal para investigar redes sociais. O ministro Kassio Nunes Marques deu a ordem em uma ação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o deputado André Janones (Rede-MG) e o Facebook. A equipe técnica deve checar se mensagens suspeitas circulam de forma coordenada na internet. O despacho pede urgência para identificar o alcance dos conteúdos no canal 'Exército de Lula' e em outras plataformas digitais. Kassio também convocou uma reunião com representantes das campanhas do Presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro na terça-feira. A medida busca avaliar riscos para a integridade do processo eleitoral. Além disso, a assessoria especializada da Corte precisa informar se já adotou providências anteriores em relação ao caso.

Divergência entre ministros no tribunal.
A determinação ocorre após o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva revogar a suspensão do canal de Janones. O corregedor-geral afirmou que não existiam provas suficientes para tirar o Exército de Lula do ar no WhatsApp. Nunes Marques havia mandado bloquear o canal em três horas antes do fim do prazo de defesa. Cueva anulou a ordem no domingo (11) por entender ser necessária a produção de provas antes de aplicar medidas restritivas. A controvérsia sobre o bloqueio no WhatsApp será levada ao plenário do TSE. Cueva destacou a importância de preservar a competência do relator e exigir dados concretos para sustentar punições.

Disputa de decisões na campanha eleitoral.
O embate expõe visões opostas entre a Presidência do TSE e a Corregedoria-Geral durante o segundo turno. A tentativa de suspensão do canal gerou contraste com a condução de processos abertos pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ações enviadas por petistas contra a campanha de Flávio Bolsonaro tiveram liminares negadas ou adiadas. Em um dos processos, a decisão de remoção imediata formada na maioria virtual foi transferida para o plenário presencial por pedido de destaque. A campanha petista critica a lentidão da Justiça para analisar relatos de abuso e conteúdos manipulados. As discordâncias sobre os critérios no combate à desinformação ampliaram os debates na reta final da disputa presidencial.

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