Longa está no centro de um dos maiores escândalos
econômicos e políticos dos últimos anos.
Edvaldo Sales
Por Edvaldo Sales
Em meio às investigações que envolvem o financiamento de ‘Dark Horse’, a distribuidora Europa Filmes decidiu não definir uma data de estreia para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi comunicada pelo diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, em entrevista ao jornal O Globo, na sexta-feira, 11, um dia depois de a Polícia Federal (PF) realizar uma operação para investigar suspeitas de desvio de emendas ligadas à produção do filme.
Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.“O lançamento do filme terá que estar livre de possíveis impedimentos. Não dá para saber o desenrolar de tudo isso, mas não seria responsável fazer o lançamento deste filme com todos estes acontecimentos”, disse Feitosa ao jornal O Globo.
Acho que deverá ser lançado quando não tiver mais possível bloqueio na exibição. Temos primeiro que aguardar o desenrolar de tudo isso. Estamos aguardando, é o prudente. Wilson Feitosa - diretor-geral da Europa Filmes. De acordo com a PF, Mário Frias direcionou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Gama. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.
A investigação busca verificar se parte dos recursos foi desviada para empresas relacionadas à produção do longa. Frias nega irregularidades e diz que a operação da PF é uma “cortina de fumaça”. Além disso, há uma segunda frente de investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, que surgiu como desdobramento do caso Banco Master.Essa frente alcança diretamente o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou das tratativas para levantar recursos privados para o filme.
Por Edvaldo Sales
Em meio às investigações que envolvem o financiamento de ‘Dark Horse’, a distribuidora Europa Filmes decidiu não definir uma data de estreia para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi comunicada pelo diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, em entrevista ao jornal O Globo, na sexta-feira, 11, um dia depois de a Polícia Federal (PF) realizar uma operação para investigar suspeitas de desvio de emendas ligadas à produção do filme.
Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.“O lançamento do filme terá que estar livre de possíveis impedimentos. Não dá para saber o desenrolar de tudo isso, mas não seria responsável fazer o lançamento deste filme com todos estes acontecimentos”, disse Feitosa ao jornal O Globo.
Acho que deverá ser lançado quando não tiver mais possível bloqueio na exibição. Temos primeiro que aguardar o desenrolar de tudo isso. Estamos aguardando, é o prudente. Wilson Feitosa - diretor-geral da Europa Filmes. De acordo com a PF, Mário Frias direcionou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Gama. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.
A investigação busca verificar se parte dos recursos foi desviada para empresas relacionadas à produção do longa. Frias nega irregularidades e diz que a operação da PF é uma “cortina de fumaça”. Além disso, há uma segunda frente de investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, que surgiu como desdobramento do caso Banco Master.Essa frente alcança diretamente o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou das tratativas para levantar recursos privados para o filme.
Cautela da Europa Filmes.
A distribuidora já demonstrou cautela em outras ocasiões. Em julho de 2026, Wilson Feitosa havia declarado que não considerava estratégico lançar o filme durante o período eleitoral. Na ocasião, citou como experiência negativa o lançamento de ‘Lula, o Filho do Brasil’, que chegou aos cinemas em 2010. O cronograma da cinebiografia de Bolsonaro, porém, ainda não havia sido definido. Ainda segundo Feitosa, agora, qualquer definição de data depende também do encerramento das investigações e da ausência de obstáculos à exibição. “Não sabia da operação, mas, se tem coisa errada, tem mais é que esclarecer”, disse.
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