Bela Megale
Em uma das tensas reuniões que teve com a cúpula das Forças Armadas quando estava recluso no Palácio do Alvorada, após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro se dirigiu ao então comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, e lançou o recado: “Já te dei dois cartões amarelos”. Para Baptista Junior, a declaração do então presidente foi uma tentativa clara de pressão diante dos posicionamentos que ele havia adotado, defendendo a postura legalista das Forças Armadas diante da derrota de Jair Bolsonaro. Em entrevistas concedidas ao GLOBO e à Folha de S.Paulo no fim de 2022, Baptista Junior havia enfatizado que as Forças cumpririam a lei e prestariam continência ao presidente eleito, independentemente de quem fosse.
Essas afirmações, que contrariavam as expectativas de Bolsonaro, teriam motivado os "cartões amarelos" ao então comandante. Esse e outros episódios de um dos momentos mais tensos da história brasileira são narrados pelo ex-comandante no livro "Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista" (Autêntica Editora). O relato do militar revela, de forma inédita, as tensões, pressões e desafios enfrentados para assegurar a transição democrática e a tentativa de golpe capitaneada por Jair Bolsonaro. Baptista Junior conta que as reuniões entre ele, o general Freire Gomes, comandante do Exército, o almirante Almir Garnier, comandante da Marinha, e o general Paulo Sergio, ministro da Defesa, se tornaram uma constante após a derrota do ex-presidente. Eles eram chamados de “grupo dos quatro”.
O autor detalha como as reuniões foram marcadas por confrontos e por divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente. Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.
O livro do ex-comandante estará disponível a partir de 15 de setembro.
https://oglobo.globo.com
Essas afirmações, que contrariavam as expectativas de Bolsonaro, teriam motivado os "cartões amarelos" ao então comandante. Esse e outros episódios de um dos momentos mais tensos da história brasileira são narrados pelo ex-comandante no livro "Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista" (Autêntica Editora). O relato do militar revela, de forma inédita, as tensões, pressões e desafios enfrentados para assegurar a transição democrática e a tentativa de golpe capitaneada por Jair Bolsonaro. Baptista Junior conta que as reuniões entre ele, o general Freire Gomes, comandante do Exército, o almirante Almir Garnier, comandante da Marinha, e o general Paulo Sergio, ministro da Defesa, se tornaram uma constante após a derrota do ex-presidente. Eles eram chamados de “grupo dos quatro”.
O autor detalha como as reuniões foram marcadas por confrontos e por divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente. Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.
O livro do ex-comandante estará disponível a partir de 15 de setembro.
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