Maiara Marinho
Os superintendentes regionais da Polícia Federal publicaram, na quinta-feira 6, uma nota de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo o diretor-geral e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é relator do inquérito que apura as fraudes no INSS. A investigação está em andamento há quase um ano, o que tem provocado incômodo no gabinete do ministro. Há cerca de dois meses, Mendonça determinou que a Polícia Federal apresentasse informações atualizadas sobre o andamento das apurações, determinação que, segundo fontes envolvidas no caso, ainda não foi atendida. Além da atualização, o ministro solicitou que fosse comunicado sobre qualquer alteração na composição da equipe responsável pela investigação dos descontos indevidos.
Em resposta às medidas, a PF acionou a Advocacia-Geral da União. Integrantes da investigação avaliam que o procedimento adotado por Mendonça foge ao rito tradicional, segundo o qual o inquérito é conduzido pela polícia, submetido ao Ministério Público Federal após a conclusão e, só então, encaminhado ao STF para apreciação do relator. Sem citar o ministro ou o caso do INSS, a nota dos superintendentes enfatiza princípios institucionais da corporação. O documento afirma que, ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal “consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”.
A nota também afirma que o debate público e as críticas são próprios da democracia, “mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”. Ao final, os 27 superintendentes regionais reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e compromisso com “a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público”, além da preservação de uma Polícia Federal “forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.
Em meio à tensão entre o Supremo e a Polícia Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou nesta quinta-feira um encontro entre o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e André Mendonça, na tentativa de reduzir o desgaste entre as instituições. Para amenizar a situação, Jorge Messias, atual AGU, organizou na quinta-feira 6 um encontro do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com Mendonça para tentar apaziguar os ânimos.
https://www.cartacapital.com.br
Os superintendentes regionais da Polícia Federal publicaram, na quinta-feira 6, uma nota de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo o diretor-geral e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é relator do inquérito que apura as fraudes no INSS. A investigação está em andamento há quase um ano, o que tem provocado incômodo no gabinete do ministro. Há cerca de dois meses, Mendonça determinou que a Polícia Federal apresentasse informações atualizadas sobre o andamento das apurações, determinação que, segundo fontes envolvidas no caso, ainda não foi atendida. Além da atualização, o ministro solicitou que fosse comunicado sobre qualquer alteração na composição da equipe responsável pela investigação dos descontos indevidos.
Em resposta às medidas, a PF acionou a Advocacia-Geral da União. Integrantes da investigação avaliam que o procedimento adotado por Mendonça foge ao rito tradicional, segundo o qual o inquérito é conduzido pela polícia, submetido ao Ministério Público Federal após a conclusão e, só então, encaminhado ao STF para apreciação do relator. Sem citar o ministro ou o caso do INSS, a nota dos superintendentes enfatiza princípios institucionais da corporação. O documento afirma que, ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal “consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito”.
A nota também afirma que o debate público e as críticas são próprios da democracia, “mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”. Ao final, os 27 superintendentes regionais reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e compromisso com “a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público”, além da preservação de uma Polícia Federal “forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.
Em meio à tensão entre o Supremo e a Polícia Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou nesta quinta-feira um encontro entre o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e André Mendonça, na tentativa de reduzir o desgaste entre as instituições. Para amenizar a situação, Jorge Messias, atual AGU, organizou na quinta-feira 6 um encontro do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com Mendonça para tentar apaziguar os ânimos.
https://www.cartacapital.com.br
