O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos), que teve R$ 6.100.000,00 bloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino em inquérito sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares, contava com o apoio de Mariângela Fialek, funcionária da Câmara dos Deputados, segundo a investigação da Polícia Federal. Conhecida como Tuca, a funcionária seria responsável por operacionalizar as demandas relacionadas a emendas atribuídas ao ex-deputado. A decisão de Dino, divulgada no domingo (12.jul.2026), afirma que Fialek dominava os procedimentos administrativos relacionados à distribuição de emendas e teria utilizado esse conhecimento para executar decisões tomadas fora do fluxo legislativo regular. A PF diz haver indícios de peculato em uma possível atuação conjunta entre a funcionária e Cunha.
Fialek também é investigada em outros 2 inquéritos sobre o uso de emendas parlamentares. Um deles apura suspeitas envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O outro é decorrente da Operação Transparência, deflagrada pela PF em dezembro de 2025, que teve como um dos alvos o deputado Arthur Lira (PP-AL), de quem a funcionária foi assessora. Funcionária da Câmara há cerca de 6 anos, Fialek já ocupou cargos em diferentes órgãos da administração pública e integrou equipes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Em dezembro de 2025, ela foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF, que recolheu seu celular durante a investigação sobre a gestão de emendas parlamentares.
Em nota, a defesa de Cunha nega que ele tenha cometido irregularidades e diz que vai contestar a decisão do STF. Os advogados afirmam que as emendas citadas na investigação foram oficialmente apresentadas e indicadas por congressistas, bancadas ou órgãos legitimados. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a funcionária da Câmara exercia função exclusivamente técnica na organização das emendas parlamentares da Casa, seguindo decisões da Presidência da Câmara e do Colégio de Líderes. Segundo os advogados, sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal”, em conformidade com a Lei Complementar 210 de 2024, editada para atender às determinações do Supremo Tribunal Federal. A defesa também declarou que Fialek não é investigada por qualquer irregularidade funcional ou criminal e sustentou que o objetivo da Polícia Federal é apenas acessar informações relacionadas ao cargo que ocupava na Câmara. Os advogados afirmam ainda que os dados sobre as indicações de emendas são públicos, encaminhados à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e publicados no Portal da Transparência.
O Poder360 procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para perguntar se gostaria de se manifestar sobre as investigações. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Fialek também é investigada em outros 2 inquéritos sobre o uso de emendas parlamentares. Um deles apura suspeitas envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O outro é decorrente da Operação Transparência, deflagrada pela PF em dezembro de 2025, que teve como um dos alvos o deputado Arthur Lira (PP-AL), de quem a funcionária foi assessora. Funcionária da Câmara há cerca de 6 anos, Fialek já ocupou cargos em diferentes órgãos da administração pública e integrou equipes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Em dezembro de 2025, ela foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF, que recolheu seu celular durante a investigação sobre a gestão de emendas parlamentares.
Em nota, a defesa de Cunha nega que ele tenha cometido irregularidades e diz que vai contestar a decisão do STF. Os advogados afirmam que as emendas citadas na investigação foram oficialmente apresentadas e indicadas por congressistas, bancadas ou órgãos legitimados. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a funcionária da Câmara exercia função exclusivamente técnica na organização das emendas parlamentares da Casa, seguindo decisões da Presidência da Câmara e do Colégio de Líderes. Segundo os advogados, sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal”, em conformidade com a Lei Complementar 210 de 2024, editada para atender às determinações do Supremo Tribunal Federal. A defesa também declarou que Fialek não é investigada por qualquer irregularidade funcional ou criminal e sustentou que o objetivo da Polícia Federal é apenas acessar informações relacionadas ao cargo que ocupava na Câmara. Os advogados afirmam ainda que os dados sobre as indicações de emendas são públicos, encaminhados à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e publicados no Portal da Transparência.
O Poder360 procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para perguntar se gostaria de se manifestar sobre as investigações. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
NOTA DE MARIÂNGELA FIALEK.
Eis a íntegra da nota:
“MARIANGELA FIALEK
“É advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Profissional experiente e sem histórico de vinculação partidária, integrou o Poder Executivo por quase uma década, tendo inclusive desempenhado a função de Assessoria na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no Governo Lula, no ano de 2003. Também ocupou a Subchefia de Assuntos Parlamentares no Governo Temer e foi assessora parlamentar do Ministério de Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. Trabalhou no Senado da República por 10 anos, desempenhando a função de assessoria jurídica da Liderança dos Governos Lula e Dilma. Trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados 6 anos e ocupava cargo em comissão do Gabinete da Presidência (CNE 07 – assessor técnico1), desempenhando suas funções na organização técnica do orçamento.
“Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes). Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, nos exatos termos do que dispõe a LC 210/2024, editada em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal. Cumpre mencionar que todo material de trabalho de MARIANGELA FIALEK é público, e que todas as informações dali constantes, sobre indicações de emendas, são encaminhadas à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, onde podem também ser encontradas, além de serem publicadas no Portal da Transparência, tal como determinou o Supremo Tribunal Federal.
“Finalmente, importante mencionar que não se atribui à MARIANGELA FIALEK a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal. O OBJETIVO da Polícia Federal é acessar informações relacionadas à função que exerceu na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por Deputados, de verbas de emendas. Tais informações, registre-se, hoje já são públicas.”
NOTA DE EDUARDO CUNHA.
Em nota, a defesa de Eduardo Cunha afirmou que o ex-deputado nega ter exercido, de forma clandestina, funções congressistas.
Leia a íntegra da nota:
“A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação. Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário. Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.
“Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6.150.000,00 corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
“A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”.
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