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sábado, 25 de julho de 2026

Michelle não participará de ato que oficializa Flávio à disputa presidencial, diz Celina Leão.


Governadora do Distrito Federal, amiga de Michelle e articuladora do reconcílio 
afirmou em entrevista que ex-primeira-dama não vai à convenção do PL.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse em entrevista ao SBT News na sexta-feira (24) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participará da convenção do PL agendada para sábado (25). O evento oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. Às vésperas do evento, Flávio e Michelle reconciliaram através das redes sociais após cerca de oito meses de uma crise familiar que teve implicações na carreira política de ambos os representantes do clã Bolsonaro. Em 24 de junho Michelle publicou vídeo expondo o dilema interno. Ela afirmou que Flávio tentou silenciá-la, junto com os irmãos teria coordenado ataques contra a madrasta e ordenou que Michelle ficasse de fora das decisões do partido. A manifestação causou alvoroço na campanha de Flávio, que precisou escalar a esposa, Fernanda Bolsonaro, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos) para a estratégia de contenção da crise provocada junto ao eleitorado feminino e evangélico. Michelle chegou a ser defendida por adversárias da esquerda, incluindo atual primeira-dama Janja da Silva.

Flávio surpreendeu com pedido de desculpas a Michelle.
Na quinta-feira (23), Flávio apelou pelo perdão da madrasta e pediu para que ela apoiasse o projeto de campanha. Michelle prontamente atendeu e disse que fariam as pazes por Jair Bolsonaro e aos brasileiros. A trégua teve objetivo claro: garantir a competitividade do filho primogênito do ex-presidente contra Lula, que na sexta-feira (24) surgiu na pesquisa Datafolha com liderança no primeiro e segundo turno. “No dia de hoje eu estava conversando com ela. Ela realmente não vai sair do Distrito Federal. Ela tem preocupação de deixar o presidente sozinho, ela não ficaria em paz de ir”, disse Celina, antecipando que Michelle produziu material para ser transmitido pela direção do PL demonstrando os resultados de seu trabalho frente ao PL Mulher.

Ela deixou o comando da coordenação feminina da legenda bolsonarista deixando digitais de mobilização que marcaram sua carreira pública. Michelle ainda é cotada para a disputa ao Senado pelo DF, mas até o momento não confirmou se vai às urnas em outubro. Ela tem dito que a prioridade é cuidar do ex-presidente Bolsonaro, que obteve benefício de prisão domiciliar humanitária em razão das condições de saúde que enfrenta.

Atualmente Michelle é o único contato político com o líder bolsonarista. Decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Superior Tribunal Federal), proibiu visitas com cunho político até o fim das eleições, suspendeu o direito de Flávio Bolsonaro em visitar o pai e determinou 30 dias de visitas suspensas ao ex-presidente. O isolamento, contudo, favoreceu a ex-primeira-dama, tornando-a porta-voz de Bolsonaro durante o período de campanha.

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