Senador participou de audiência pública do governo americano para tentar impedir a imposição de novas tarifas de 25% contra produtos importados do Brasil.
Por João Sorima Neto — São Paulo
No setor privado e no mercado financeiro, a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na audiência pública do governo americano, para tentar impedir a imposição de novas tarifas de 25% dos Estados Unidos contra produtos importados do Brasil, foi considerada inócua. Alguns classificaram a participação como 'decepcionante'. Empresários e gestores consultados pelo GLOBO avaliaram que a presença de um senador brasileiro poderia ajudar se ele tivesse levado argumentos econômicos que contrapusessem o tarifaço. Mas isso não foi o que aconteceu: Flávio deslizou para um tom mais político, o que causou desapontamento entre empresas e associações que representam setores afetados.
Na condição de anonimato, empresários que estiveram na audiência de Flávio ou acompanharam do Brasil seu discurso avaliaram a participação como 'ruim'. Enquanto esperavam mais argumentos técnicos do senador, em um discurso de cerca de cinco minutos, ele citou temas como corrupção no Brasil, além do uso do Pix e do cartão de crédito. O Pix brasileiro foi um dos alvos do governo americano, sob argumento que prejudicavam bandeiras de cartão de crédito americana."O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal", disse Flávio.
https://oglobo.globo.com
