Seguidores

sábado, 13 de junho de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro obtém medida protetiva contra ex-marido.


Decisão aponta indícios de ameaças, perseguição e 
violência psicológica contra Karina Ferreira da Gama.

247 - A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), obteve uma medida protetiva na Justiça de São Paulo contra seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A decisão, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, foi proferida pela juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital paulista. Ao analisar o caso, a magistrada apontou indícios de ameaças, perseguição e violência psicológica, concedendo a proteção prevista na Lei Maria da Penha.

Justiça impõe série de restrições ao ex-marido.
A medida determina que Wemerson mantenha distância mínima de 300 metros de Karina e de seus familiares. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a empresária, seja por telefone, redes sociais, aplicativos de mensagens ou por intermédio de terceiros. A decisão judicial estabelece ainda que o ex-marido não poderá frequentar os mesmos locais que Karina, incluindo seu ambiente de trabalho. Além disso, ele está impedido de divulgar fotografias, vídeos ou qualquer outro material audiovisual em que a empresária apareça sem autorização. Segundo os autos, Karina relatou ter passado a sofrer intimidações após o fim do casamento. O casal tem uma filha de 3 anos.

Novos documentos levaram à revisão do caso.
O pedido de medida protetiva havia sido negado inicialmente. Posteriormente, a defesa da empresária apresentou novos documentos à Justiça, entre eles um laudo psicológico e um detalhamento das condutas atribuídas ao ex-marido. Após reexaminar o caso, a juíza concluiu que havia elementos suficientes para caracterizar indícios de violência psicológica, moral e ameaças, determinando a concessão da medida protetiva. A magistrada também definiu que eventuais contatos de Wemerson com a filha do casal deverão ocorrer por intermédio de uma terceira pessoa indicada por Karina, até que a questão seja apreciada pela vara competente.

Testemunha relatou pressão e tentativas de exposição.
Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha ligada às atividades profissionais da empresária afirmou que Wemerson teria passado a exigir compensações financeiras e participação em contratos relacionados ao Instituto Conhecer Brasil, organização presidida por Karina. De acordo com o relato, após a recusa, ele teria iniciado ameaças e tentativas de divulgar informações sobre a vida pessoal e profissional da empresária. A testemunha também declarou que o objetivo seria desgastar sua imagem pública em um momento de maior exposição nacional.

Procurada pela reportagem, a defesa de Wemerson informou que ainda não foi formalmente citada no processo. Segundo a advogada Tassiane Locali Ventura, ele não mantém contato com a ex-mulher há bastante tempo e o pedido de divórcio foi protocolado em fevereiro de 2025.

Caso ocorre em meio à repercussão do filme "Dark Horse".
Karina ganhou projeção nacional após o anúncio da produção de "Dark Horse", filme que pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas, o projeto passou a ser alvo de repercussão após a divulgação de mensagens que indicariam negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para o financiamento da obra. A repercussão levou a Agência Nacional do Cinema (Ancine) a abrir uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao longa-metragem. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment, comandada por Karina, negou ter recebido recursos de Vorcaro. Posteriormente, integrantes do projeto reconheceram a participação do empresário no financiamento.

Paralelamente, Karina também é alvo de investigações envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes para a implantação de pontos de internet pública em São Paulo. A Polícia Civil e o Ministério Público apuram suspeitas relacionadas à execução do contrato, e a empresária foi alvo de uma operação de busca e apreensão. Karina nega as acusações e afirma ter concluído um laudo técnico que será apresentado à Justiça para esclarecer suas movimentações financeiras e empresariais.

https://www.brasil247.com