Do UOL, em São Paulo
A disparada nos preços da energia fez um grupo de 40 países buscar uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Hormuz e evitar que o Irã continue mantendo a "economia global como refém".
A disparada nos preços da energia fez um grupo de 40 países buscar uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Hormuz e evitar que o Irã continue mantendo a "economia global como refém".
O que aconteceu.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, presidiu uma reunião virtual hoje afirmando que o bloqueio atinge famílias no mundo todo. "Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém", disse Cooper. O encontro reuniu nações como França, Alemanha e Índia para debater opções diplomáticas e econômicas. O objetivo do grupo é convencer o Irã a liberar a rota marítima sem a necessidade de conflito armado. A reunião terminou sem um acordo específico, mas com o consenso de que o Irã não deve cobrar pedágio dos navios. Uma autoridade afirmou que todas as nações precisam usar a área livremente.
Os líderes militares vão se reunir na próxima semana para discutir opções de segurança e limpeza de minas. O foco é devolver a confiança aos donos de navios e reduzir os custos de seguro.
Crise no petróleo e recuo de Trump.
O Irã fechou a rota, responsável por 20% do consumo de petróleo no mundo, no final de fevereiro. A ação foi uma resposta a ataques de Israel e dos Estados Unidos. Os europeus não queriam enviar marinhas por medo da guerra, mas mudaram de ideia com o impacto financeiro. O Reino Unido e a França lideram a aliança em estágio inicial, sem a participação americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que a segurança do local é problema de quem depende da rota. Ele disse que essas nações deveriam "simplesmente tomar" o estreito.
França descarta ação militar imediata.
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a ideia de tomar o Estreito à força como irrealista. "Exporia todos aqueles que se aventuram por esse estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária", disse ele. O porta-voz das Forças Armadas francesas, Guillaume Vernet, explicou que a liberação só vai acontecer após o fim dos ataques. Ele avalia que será necessário coordenar garantias de segurança com o próprio Irã. Vernet completou que os países já conversam sobre os equipamentos militares necessários. "Precisaremos reunir um número suficiente de embarcações e ter capacidades de coordenação no ar e no mar", afirmou.
Com informações da Reuters
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