Lorena Barros, Luana Takahashi, Robson Santos
Maioria dos moradores se deslocou a um abrigo antibombas, o que diminuiu o número de feridos, segundo o comando da Frente Interna do Exército de Israel. Em Tel Aviv e em outros pontos do país, sirenes têm avisado sobre ataques iminentes. Uma pessoa também ficou ferida em um ataque em Haifa hoje. Um homem que pisou em um fragmento de míssil também precisou de socorro médico, segundo o serviço Magen David Adom. Apesar do anúncio de pausa dos ataques dos EUA, Benjamin Netanyahu disse que seguiria com as ofensivas contra o Irã e contra o Líbano. "Há mais para vir", afirmou ontem. Governo israelense chamou trégua dos EUA de "fake news para manipular o mercado do petróleo". Segundo o porta-voz do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, nenhuma negociação foi feita com Trump.
Trump anuncia negociação com Irã e pausa ataques.
O líder americano anunciou ontem que o acordo com o Irã foi feito nos últimos dois dias. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio", escreveu na rede social Truth Social. Ofensivas contra usinas e infraestruturas energéticas serão paralisadas por cinco dias. O republicano disse ter feito a instrução ao Departamento de Guerra e que a suspensão está sujeita ao "sucesso das reuniões e discussões em andamento!".
As negociações devem continuar nesta semana. Segundo ele, o diálogo entre as duas nações será feito ao longo da semana, mas adiantou ter sido aprofundado, detalhado e construtivo até aqui. Se eles as levarem adiante, o conflito terminará. Eles querem chegar a um acordo, nós queremos chegar a um acordo. Donald Trump. Americano disse esperar chegar a uma resolução nuclear durante as conversas. "Não queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear, nem perto disso. Queremos ver paz. E eu acho que nós vamos conseguir isso. Nós concordamos com isso", disse hoje a uma repórter da Fox News após o anúncio. Trump não deu detalhes a respeito de ataques a outros tipos de infraestrutura. Além disso, não comentou se as ações militares de Israel também serão pausadas.
Maioria dos moradores se deslocou a um abrigo antibombas, o que diminuiu o número de feridos, segundo o comando da Frente Interna do Exército de Israel. Em Tel Aviv e em outros pontos do país, sirenes têm avisado sobre ataques iminentes. Uma pessoa também ficou ferida em um ataque em Haifa hoje. Um homem que pisou em um fragmento de míssil também precisou de socorro médico, segundo o serviço Magen David Adom. Apesar do anúncio de pausa dos ataques dos EUA, Benjamin Netanyahu disse que seguiria com as ofensivas contra o Irã e contra o Líbano. "Há mais para vir", afirmou ontem. Governo israelense chamou trégua dos EUA de "fake news para manipular o mercado do petróleo". Segundo o porta-voz do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, nenhuma negociação foi feita com Trump.
Trump anuncia negociação com Irã e pausa ataques.
O líder americano anunciou ontem que o acordo com o Irã foi feito nos últimos dois dias. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio", escreveu na rede social Truth Social. Ofensivas contra usinas e infraestruturas energéticas serão paralisadas por cinco dias. O republicano disse ter feito a instrução ao Departamento de Guerra e que a suspensão está sujeita ao "sucesso das reuniões e discussões em andamento!".
As negociações devem continuar nesta semana. Segundo ele, o diálogo entre as duas nações será feito ao longo da semana, mas adiantou ter sido aprofundado, detalhado e construtivo até aqui. Se eles as levarem adiante, o conflito terminará. Eles querem chegar a um acordo, nós queremos chegar a um acordo. Donald Trump. Americano disse esperar chegar a uma resolução nuclear durante as conversas. "Não queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear, nem perto disso. Queremos ver paz. E eu acho que nós vamos conseguir isso. Nós concordamos com isso", disse hoje a uma repórter da Fox News após o anúncio. Trump não deu detalhes a respeito de ataques a outros tipos de infraestrutura. Além disso, não comentou se as ações militares de Israel também serão pausadas.
Jornais estatais do Irã chamam anúncio de recuo.
As mídias estatais iranianas Fars e Irib News negaram as negociações citadas. Em publicações pelo X, as agências disseram ter consultado fontes, que teriam informado não haver nenhuma ligação direta ou indireta com Trump. A imprensa também disse ter sido um recuo dos EUA. "Após a República Islâmica ameaçar atacar a infraestrutura energética de toda a região caso os EUA atacassem a infraestrutura energética iraniana, Trump recuou", declarou a Fars.
Troca de ameaças momentos antes.
No sábado, o americano havia dado um ultimato ao Irã. Ele deu o prazo de 48 horas para o Irã liberar o estreito de Hormuz, passagem responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Trump afirmou que iria "atacar e destruir completamente" as usinas de energia iranianas caso o canal não fosse liberado em dois dias. Hoje, Israel lançou uma nova onda de ataques a Teerã, confirmando o avanço contra "alvos de infraestrutura", sem detalhar os danos causados. Ainda hoje, o Irã declarou que "minaria todo o Golfo Pérsico" se uma invasão pelos EUA acontecer no país. Ameaça de retaliação acontece porque EUA estariam tentando dominar uma ilha a 24 km da costa do Irã. Segundo a agência de notícias Associated Press, um dos novos alvos americanos é a ilha de Kharg, que tem tanques de armazenamento de petróleo. Irã já fez uma série de ataques a nações vizinhas desde o começo da guerra. A justificativa do Irã para atacar países do golfo é a presença de bases militares dos Estados Unidos na região. Entre os alvos já atacados estão o Kuwait, Qatar e os Emirados Árabes Unidos.
Resistência do Irã surpreende Trump, diz professor.
A ideia de que os Estados Unidos teriam uma vitória rápida sobre o Irã não se confirmou diante da resistência articulada pelo regime iraniano. A análise é de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP e FGV, em entrevista ao UOL News - 2ª edição, do Canal UOL na última segunda-feira. Analista diz que o país iraniano mantém sua capacidade de ataques e influência sobre grupos armados na região. "Irã parece ter capacidade para resistir por mais tempo do que o esperado. Isso que não quer dizer, claro, que o regime seja indestrutível. Mas não é um passeio como aparentemente Trump parece ter imaginado, inspirado na experiência da Venezuela", avalia.
Professor entende que a capacidade de resistência iraniana depende do estoque de drones e mísseis. "Fica evidente que o Irã hoje ataca muito menos do que no começo. Ainda assim, são ataques precisos, capazes de afetar alvos específicos dos EUA ali na região e de criar todo esse ambiente de incerteza."
https://noticias.uol.com.br
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