Adriana Ferraz, Ana Paula Bimbati
Artistas globais interpretaram Lula, dona Lindu (mãe dele) e a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Paulo Vieira, Dira Paes e Juliana Baroni, respectivamente, se dividiram entre as 25 alas, compostas por 150 integrantes cada. Boneco gigante de Lula no último carro. A escola levou cinco carros para a avenida, com um boneco gigante do presidente encerrando o desfile. Presidente foi à pista e beijou pavilhão da escola. Ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o presidente deixou o camarote municipal para ir à avenida e saudar os integrantes da escola; ele acompanhou a maior parte dos desfiles no chão. A previsão, no entanto, era que ele assistisse à festa da plateia, acompanhado de ministros, para evitar questionamentos de cunho eleitoral.
Artistas globais interpretaram Lula, dona Lindu (mãe dele) e a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Paulo Vieira, Dira Paes e Juliana Baroni, respectivamente, se dividiram entre as 25 alas, compostas por 150 integrantes cada. Boneco gigante de Lula no último carro. A escola levou cinco carros para a avenida, com um boneco gigante do presidente encerrando o desfile. Presidente foi à pista e beijou pavilhão da escola. Ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o presidente deixou o camarote municipal para ir à avenida e saudar os integrantes da escola; ele acompanhou a maior parte dos desfiles no chão. A previsão, no entanto, era que ele assistisse à festa da plateia, acompanhado de ministros, para evitar questionamentos de cunho eleitoral.
Janja não desfilou.
Primeira-dama foi substituída pela cantora Fafá de Belém. Rosângela da Silva não entrou na avenida, como planejado, e acompanhou a festa no camarote da prefeitura carioca. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, ela foi pressionada a desistir de desfiar por receio de gerar problemas com a Justiça Eleitoral. Janja foi substituída pela cantora Fafá de Belém. Ministros também não participaram do desfile. No mesmo carro de Fafá, estavam artistas como Paulo Betti, Bete Mendes, Chico Diaz e Júlia Lemmertz.
Provocação a Bolsonaro, Temer e Eduardo.
Palhaço preso com tornozeleira danificada ironizou prisão de ex-presidente. Jair Bolsonaro foi representado de forma provocativa como um palhaço preso com uma tornozeleira danificada em um dos carros alegóricos da escola. Nas redes sociais, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, criticou a alegoria e destacou que Lula é quem foi preso por corrupção. Bolsonaro também foi retratado na comissão de frente. Na abertura do desfile, um ator surgiu fantasiado como o palhaço Bozo, representando o ex-presidente, fazendo "arminhas" com as mãos e flexões de braço. O ex-presidente também apareceu em meio a cruzes com o número de mortos pela covid-19 no Brasil: mais de 700.000.
Comissão de frente também fez referências a Dilma e Temer. A encenação dos personagens começou com Lula passando a faixa presidencial para Dilma Rousseff (PT) — em 2010, ele lançou a petista ao Planalto após cumprir dois mandatos no governo federal. Logo depois, o personagem que representou o ex-presidente Michel Temer (MDB) arrancou o adereço da petista, em uma referência ao impeachment de 2016. Escola também retratou Bolsonaro e Lula discutindo. O ex-presidente estava próximo de uma bandeira com as cores dos Estados Unidos e o petista, com as do Brasil.
Um das alas ironizou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. Os integrantes estavam fantasiados de Mickey. Na mão, seguravam uma tocha da Estátua da Liberdade que coloca fogo na bandeira do Brasil. Segundo a sinopse do desfile, a fantasia é inspirada em uma charge feita por Nando Motta, na ilustração original, é Eduardo quem está vestido do personagem.
PT teve ala própria com estrela, mas sem número 13.
Símbolos do partido estamparam fantasia. A estrela e a cor vermelha compuseram a fantasia da ala dedicada à sigla. Segundo a sinopse do desfile, a fundação da legenda foi uma consequência da liderança sindical de Lula na região do ABC Paulista. Escola evitou expor número 13. Seguindo recomendações de especialistas em direito eleitoral, a escola evitou usar o número do partido em alegorias ou fantasias. Há menção indireta, porém, no samba-enredo. Segundo a letra, a viagem de Lula ainda criança para São Paulo em um pau de arara levou 13 dias.
Escala 6x1.
Ala dedicada à promessa do petista. Uma ala inteira se apresentou no final do desfile para defender o fim da escala 6x1, promessa de Lula para o último ano de seu terceiro mandato presidencial. Na sinopse, o projeto foi citado como parte da "luta histórica por melhores condições de vida para a classe trabalhadora". Figurino trouxe relógios para criticar jornada de trabalho extensa. A justificativa é "medir e registrar o tempo que o trabalhador dedica efetivamente ao trabalho". Além disso, a sinopse justificou que a indumentária quis fazer uma crítica aos patrões que controlam o tempo dos funcionários como se fossem brinquedos ou robôs.
Marcas petistas.
Programas sociais petistas foram exaltados na avenida. A escola deu destaque a programas lançados nos primeiros mandatos, como Bolsa Família, Prouni, Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida. Sinopse falava em "luta de classes". Segundo o programa divulgado pela escola, o quarto setor, já da metade para o final do desfile, apresentou as políticas sociais desenvolvidas por Lula na presidência da República e a "luta de classes" que, no entendimento do carnavalesco, permeia seus mandatos. Taxação de bilionários foi celebrada na avenida. Quase no final do desfile, a escola comemorou a decisão do governo de isentar os mais pobres do pagamento de imposto de renda e taxar os mais ricos. Nas fantasias, células de dinheiro e cartolas de banqueiros.
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