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domingo, 21 de dezembro de 2025

Nova lei obriga prédios a se adaptarem para recarga de carro elétrico.

Acaba com desculpas de condomínio, garante ponto na garagem em SP e deixa dono de veículo elétrico finalmente no controle real da tomada.

Escrito por: Maria Heloisa Barbosa Borges

Com a nova lei aprovada na Alesp, moradores de condomínios em São Paulo ganham direito de instalar recarga para carro elétrico na própria garagem, seguindo normas da distribuidora e da ABNT, enquanto síndicos perdem espaço para desculpas burocráticas e donos de veículos elétricos assumem o controle da tomada de vez. A nova lei aprovada na quarta-feira, 17, pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo regulamenta a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais. Com isso, moradores passam a ter respaldo claro para pedir tomada na garagem, desde que sigam normas técnicas e regras de segurança previstas.

Segundo o Detran SP, a frota com opção de carregamento elétrico saltou de 4,3 mil veículos em 2019 para 59,3 mil em setembro deste ano. O avanço da eletromobilidade tornou urgente uma regulamentação que acabe com as desculpas dos condomínios e garanta infraestrutura segura de recarga.

O que a nova lei muda nos prédios de SP.
A nova lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo regulamenta a instalação de estações de recarga para veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais. O texto garante que moradores e proprietários de carros elétricos tenham direito a pedir um ponto de recarga na garagem, desde que a instalação siga as normas técnicas e de segurança definidas. Segundo a proposta aprovada, os edifícios deixam de depender apenas de decisões pontuais de assembleias ou da boa vontade do síndico. Passa a existir uma regra clara em nível estadual, que define como esses pedidos devem ser tratados e em que condições podem ser aceitos ou recusados.

Direito garantido ao dono de carro elétrico na garagem.
A medida deixa explícito que moradores e proprietários podem solicitar a instalação de pontos de recarga nas vagas de garagem. O condomínio não poderá simplesmente negar o pedido sem apresentar uma justificativa de segurança, como risco comprovado à infraestrutura elétrica ou à integridade do prédio. Ao mesmo tempo, a nova lei permite que os condomínios definam padrões técnicos para o uso das tomadas, incluindo regras sobre o compartilhamento dos equipamentos e a responsabilidade por eventuais danos ou pelo consumo de energia ligado à recarga. Dessa forma, o prédio pode organizar de maneira transparente como será feita a gestão desse novo serviço interno.

Regras técnicas, segurança e responsabilidade dos condomínios.
A instalação das estações de recarga deverá ser feita por profissional habilitado, seguindo as normas da distribuidora local de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O objetivo central é garantir que a nova infraestrutura funcione com segurança, eficiência e sem causar transtornos aos demais moradores. Ao permitir que o condomínio detalhe responsabilidades sobre danos e consumo de energia, a nova lei também reduz conflitos futuros entre vizinhos.

A regulamentação dá segurança jurídica tanto para quem quer instalar o ponto de recarga quanto para síndicos e administradoras, que passam a ter um roteiro de referência para autorizar as obras.

Crescimento da frota elétrica e pressão por regulamentação.
Os dados do Departamento de Trânsito de São Paulo ajudam a explicar por que o tema ganhou urgência. A frota com opção de carregamento elétrico passou de 4,3 mil veículos em 2019 para 59,3 mil em setembro deste ano, segundo o Detran SP. Com cada vez mais carros elétricos e híbridos circulando, a falta de regras claras nas garagens se tornou um problema concreto. A nova lei elimina barreiras legais e administrativas que antes dificultavam ou atrasavam a instalação de pontos de recarga em prédios.

A tendência é que isso facilite a adoção de veículos com menor impacto ambiental por parte dos moradores de condomínios, que passam a enxergar uma infraestrutura mínima garantida em lei.

Papel da Alesp, da Frente da Eletromobilidade e do Corpo de Bombeiros.
O projeto foi apresentado pelos deputados Marcelo Aguiar, do Podemos, e Donato, do PT, com o objetivo de incentivar a expansão da frota de veículos elétricos e híbridos no Estado de São Paulo. Durante debates promovidos pela Frente Parlamentar para Incentivo da Eletromobilidade da Alesp, parlamentares e especialistas defenderam uma regulamentação clara, segura e alinhada à realidade dos condomínios. O Corpo de Bombeiros também participa da discussão e estuda procedimentos específicos para o combate a incêndios em sistemas de carregamento de veículos elétricos. A ideia é que as regras de instalação previstas na nova lei conversem com esses protocolos, reforçando a segurança dos moradores e dos profissionais que atuam nos edifícios.
 
No dia a dia, isso significa que o dono de veículo elétrico em São Paulo ganha mais previsibilidade e deixa de depender apenas do humor da assembleia para ter um ponto de recarga em casa. Na prática, a nova lei coloca o motorista no controle da tomada, dentro dos limites das normas técnicas e de segurança.

E você, acredita que a nova lei vai mesmo mudar o comportamento dos condomínios em São Paulo ou as resistências ainda vão falar mais alto nas garagens?

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